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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Visite o Palácio dos Bandeirantes nas férias

Vale visitar nas férias o Palácio dos Bandeirantes e tomar conhecimento de um dos símbolos da cidade de São Paulo. (Verificar informações no fim da página).


Bandeirantes urbanos*



Visitas ao Palácio dos Bandeirantes atraem turistas que desejam conhecer de perto o centro do poder paulista

Paulo Maluf e Orestes Quércia, joviais e sorridentes, quase lado a lado. Pode parecer ficção, mas não é. Os retratos de todos os governadores que ocuparam o cargo por pelo menos noventa dias, pendurados ao lado de duas escadarias de mármore, são uma das atrações para quem visita o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, sede oficial do governo paulista.




[caption id="attachment_2011" align="aligncenter" width="1024" caption="O quinto, de baixo pra cima, é o senhor Paulo Maluf"][/caption]

A área de 126 mil metros quadrados comporta uma série de prédios e um jardim que ocupa mais da metade do terreno com cerca de duas mil árvores. Quem informa é Abigail, guia de visitação do Palácio há mais de 20 anos. “Tem Pau-Brasil, Cerejeira-Rosa, Pau-Rosa, Ipê Amarelo, pés de café”, e, para completar, esculturas da polonesa radicada no Brasil Felícia Leirner e do brasileiro Bruno Giorgi. O tour leva em torno de duas horas, iniciando-se pontualmente às 10h.


Visitantes


Não há um número preciso sobre quantos visitantes passam pelo Palácio por mês, “pois são escolas, grupos de turistas comuns, tanto nacionais quanto estrangeiros”, informa nossa guia. Ela diz que nossos vizinhos sul-americanos são os mais presentes, mas “vem gente do mundo todo”. Encontrei um grupo de visitantes da Romênia fazendo o passeio.


Gisele Vasconcelos, coordenadora do grupo estrangeiro faz a visita pela segunda vez. “Faço parte de um grupo intitulado The friendship force [A Força da Amizade]. Então, as pessoas vêm de fora e se hospedam nas casas dos membros, daí a gente faz passeios. Pelo segundo ano estamos vindo ao Palácio. É muito bom, e eles gostam muito.”


A partir de nove pessoas, a visita requer agendamento. A marcação é feita com facilidade por telefone.


Exposição


Além das obras pertencentes à decoração do Palácio, ocorrem exposições itinerantes, que fazem parte de um intercâmbio de peças entre os outros dois palácios do Governo (o de verão, no Horto Florestal e o de inverno, em Campos do Jordão).




[caption id="attachment_2010" align="aligncenter" width="1024" caption="Turistas vindos da Romênia fazem visita guiada pelo Palácio dos Bandeirantes"][/caption]

No final do ano passado, estava disponível a mostra de quadros e esculturas “Um percurso pela História - Os salões paulistas de Belas Artes”**. O acervo compreende artistas que participaram no período entre 1934 a 2003, como Tarsila do Amaral (“Os operários”, 1933) e Camargo Freire (“Capivari”, 1946). Porém algumas das obras lá expostas, não necessariamente participaram de algum dos Salões.

[caption id="attachment_2012" align="aligncenter" width="1024" caption="Convites para as mostras nos Salões Paulistas"][/caption]

Andar pelo antigo prédio da família Matarazzo é fazer uma visita pela História oportuno para conhecer os bastidores do poder paulista.

Palácio dos Bandeirantes
Av. Morumbi, 4.500 - Portão 2 -Morumbi - São Paulo - SP
Visitas orientadas: De terça a domingo, das 10h às 17h (de hora em hora)
Fone: (0xx11) 2193-8282
Entrada franca


*Matéria feita para o jornal laboratório Acontece, no final de 2010.


** Até o final de julho, a exposição em cartaz conta a história dos 3 palácios do governo e reúne obras de arte de ambas as localidades.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Santa sexta-feira

A dica de música que homenageia um dos dias mais esperados da semana é do @AndreasCouto (foi dada na semana passada). Um dos caras que mais entende de música que eu conheço, será um grande jornalista do ramo!






Carta homofóbica já é antiga, diz funcionário do Mackenzie

Um funcionário do Mackenzie informou a este que vos fala que a tal carta publicada na primeira página do site oficial da universidade se posicionando contra a lei anti-homofobia  já era conhecida por ele na instituição há algum tempo.


Ele diz não saber (e não entende) porque foi parar na página da universidade, já que a homilia - texto de cunho religioso - é vinculada ao Instituto Presbiteriano, ou seja, a parte ligada à Igreja.


O que se tem questionado é o fato de estar no site da instituição de ensino e falar em nome dela - alunos e professores. O assunto foi muito divulgado e repercutiu na imprensa e nas redes sociais, inclusive uma manifestação de repúdio à carta está marcada para quarta-feira (24/11).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ato de protesto contra o posicionamento homofóbico do Mackenzie - 24/11

De página do Facebook

"Na última terça-feira (11), o Chanceler e Reverendo da Universidade Presbiteriana Mackienzie, uma das maiores e mais influentes Universidades do Brasil, Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes, publicou uma carta em que ele, em nome da Universidade, se posicionava contra a aprovação da Lei da Homofobia, citando passagens bíblicas e alegando que a cultura brasileira está cada vez mais distante das referências de certo e errado.

No...sso objetivo com esse manifesto não é necessariamente afrontar a falta de apoio da direção da universidade em relação a Lei da Homofobia. O fato do Reverendo apoiar suas justificativas sobre passagens biblicas e argumentos nao fundados é o que nos afronta. O reverendo falou em nome do Mackenzie para justificar seu comportamento homofóbico!

O nosso ato de protesto não é contra a instituição de ensino do Mackenzie, nem com seus corpos docente e dicente. Tambem nao tem conotação homossexual, heterossexual ou nenhuma orientação sexual direta. É um movimento em prol da liberdade de escolha, da liberdade de expressão, onde todos estão convidados a demonstrar a sua liberdade como bem entender.

Não podemos deixar essa oportunidade passar em branco; vamos demonstrar nossa pluralidade de escolhas sem medo e sem vergonha!

A presença de todos será muito importante e muito bem vinda.

Universidade Presbiteriana Mackezie
24/11/2010 - Quarta Feira
Concentração às 16h30
Manifestação às 18h00 (entre o horário de saída das turmas da tarde e a entrada das turmas da noite)

Tragam cartazes, bandeiras, cornetas, altofalantes, tirem o pó das vuvuzelas e vamos ver e ser vistos!"

Outra visão dos fatos

Reproduzo aqui dois comentários, que se somam, da amiga, leitora e escritora, Monique Buzatto, do Blog Papo de Menina. Mackenzista desde criancinha, traz uma visão diferente do que viemos comentando esses dias. Ela nos fornece uma outra forma de pensar no assunto.


"





Hummmmmm…

Posso falar?
Não se acaba com uma tradição de milhares de anos da noite pro dia.
Quando as pessoas entram no Mackenzie, elas têm noção de que os valores ali praticados são presbiterianos.

Sério, sério mesmo, você esperava algo diferente a este respeito????

O fato não quer dizer que eles vão recriminar homossexuais, ou eles não teriam quorum para os cursos deles. Quer dizer, simplesmente, que eles não vão abrir mão dos valores MORAIS e ERLIGIOSOS deles.
Esperar que fosse diferente seria como esperar que o Bento XVI aceitasse o casamento gay.

Pense nisso."

-

Não estou defendendo a “posição anti-lei-homofóbica” que eles adotam.Tente entender com outra lógica:
Eu sou a favor da legalização do aborto, mas sou contra O aborto.
São coisas completamente diferentes.

Liberdade de expressão é um direito constitucional.

O Brasil, apesar de ser um Estado laico, possui instituições religiosas. O Mack é uma universidade presbiteriana, mas mais ainda, é CONFESSIONAL. Isso está no seu contrato de prestação de serviços, está na carta de princípios, está na ética mackenzista que você respira.
Todo mundo sabe que a Igreja Presbiteriana determina os princípios da Universidade.

Sendo confessionais, eles deixam claro que há princípios religiosos que ditam as cartas de princípios e o método de trabalho deles.

O fato de o chanceler se declarar contra A LEI da homofobia, apenas deixa clara a sua posição a respeito desses princípios que eles querem pregar. Isso não significa que eles querem que todos acatem os princípios, ou eles obrigariam todos a frequentarem missas. O que não acontece. Você, estudante de jornalismo, tem o DIREITO de ser ateu, se quiser, numa universidade presbiteriana. Mas você não pode simplesmente ignorar que os princípios deles imperam lá dentro, porque você sempre soube da existência deles.

De volta à minha comparação com a posição contra ou a favor do aborto, as pessoas exageram nas coisas.

Claro que o Estado deu uma eloquência imensa à carta, mas com isso eles querem simplesmente dizer:
“Vejam bem, nós somos presbiterianos e gostaríamos de continuar pregando os nossos princípios, nas nossas Igrejas e nas nossas aulas do Colégio, da maneira como sempre pregamos, sem sermos processados por “homofobia”.”

É uma instituição que AINDA tem princípios e está simplesmente declarando seu direito de defendê-los.

Não é um ataque os gays, ou metade dos cursos deles perderiam o quorum. É, pelo que eu entendi do texto (e eu entendo um pouquinho de textos e do Mackenzie, sem soar arrogante, please), uma instituição que está querendo exercer seu DIREITO de pregar a sua ética.

Quem quiser, que compre. Ou não.
Mas que eles têm esse direito, eles têm.
Beijos ;*

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Os comentários juntamente com minhas "réplicas" você vê clicando aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Isso é que é fazer o bem!

A ironia do título se refere ao slogan da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que diz fazer o bem há 140 anos. Será mesmo? Onde está a ética e a moral disso tudo? Por que nosso ilustríssimo mestre da referida disciplina não debate o assunto?


Universidade em São Paulo quer ter o direito de ser homofóbica


Do Blog da Folha


Ao utilizar como justificativa diversas citaçõe da bíblia, a Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo –publicou em seu site um manifesto através do qual exprime a sua opinião quanto à lei que caracteriza homofobia como um crime. Leia abaixo:


Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia


O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.


Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:


“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.


Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).


A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.


Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.


Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


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Os Mackenzistas, assim como eu e meus amigos de turma, deveriam se envergonhar de tal afirmação e repudiar ao extremo esse tipo de declaração que só traz prejuízos (basta ver os ataques que os homossexuais têm sofrido ultimamente).












Universidade em São Paulo quer ter o direito de ser homofóbicaImprimirEmail







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Ao utilizar como justificativa diversas citaçõe da bíblia, a Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo –publicou em seu site um manifesto através do qual exprime a sua opinião quanto à lei que caracteriza homofobia como um crime. Leia abaixo:

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O que é ética?

Dica de Prof. Toni


Especialmente para os Mackenzistas que, assim como eu, não tiveram aulas de ética compatíveis com a necessidade (filósofo Mário Sérgio Cortella no programa do Jô Soares):







Vale a pena ver a entrevista na íntegra.


 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Jornalistas e jornalistas

Copiando a ideia da amiga Thaty Nestlehner (Eu pensei e postei), resolvi escrever sobre o tal ofício chamado jornalista. Vivo dizendo que, quando eu crescer, quero ser parecido com o Paulo Cabral, correspondente da BBC no Brasil. Adicionei mais um personagem à minha lista de admiração: Caco Barcellos. Atualmente apresentador do Profissão Repórter, da TV Globo, o jornalista, também autor de livros, como Rota 66 (o qual lerei em breve), fala com muita propriedade sobre o tema violência. Fiquei fascinado com suas opiniões e trabalhos desenvolvidos sobre o tema. Achei que suas ideias serviram para sacudir algumas pessoas que parecem nunca terem pisado fora de seus bairros de "gente rica, onde a cidadania chega". Esse chacoalhão, especialmente para alguns, serve, em certa medida a todos nós, já que "a culpa não é de quem não sabe, mas sim de quem não informa". Não citarei mais boas frases dele, você pode conferir o registro aqui.

Fica a lembrança de que o jornalista é um agente social e não como pensam alguns, inclusive Mônica Waldvogel, que o profissional se limite informar, "deixando a  mudança da sociedade para os movimentos sociais".

A essência do jornalismo reside na capacidade de efetuar transformações sociais positivas por meio do esclarecimento. Ponto.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Praticar também ensina, e muito

O conhecimento que estou adquirindo durante a universidade é gigantesco. E, apesar da boa teoria ensinada, a prática conta muito. E é por meio de trabalhos práticos que essa preciosa instrução vem, pois conseguimos aliar ambas as formas de conhecimento citadas acima.


Esse post é curtinho e reflexo de um final de semana dedicado exclusivamente à diversão. Como disse a um amigo agora há pouco: sábado e domingo foram intelectualmente imprestáveis. Mas, brincadeiras à parte, gostaria de dividir com vocês uma experiência muito interessante que ocorreu na sexta-feira à tarde.


Eu e minha dupla estamos escrevendo uma reportagem para uma de nossas disciplinas, a qual selecionará textos que farão parte de um jornal laboratório. Nossa pauta prevê a entrevista com comerciantes ambulantes do entorno do Mackenzie.


Como já tínhamos fotografado alguns deles para outra disciplina, soubemos quais deles seriam mais receptivos a responder perguntas. O grande receio deles era que fôssemos da prefeitura, e eles se mostravam extremamente retraídos com a câmera, esperando que saíssemos correndo dali e chamássemos o "rapa".


Adotamos "procedimento-padrão": com um bloco em mãos saímos para perguntar e registrar as respostas. O primeiro ambulante não quis responder, o segundo respondeu secamente. Então chegamos à seguinte conclusão: o papel e tomar notas intimida os entrevistados nesse caso específico. Fomos fazer a prova: conversamos com a funcionária de um carro de cachorros-quentes. Primeiro com o papel na mão, ela não quis responder nada (disse que só com o dono); lamentamos com ela, guardei o bloco e começamos a perguntar aquilo que era necessário saber e registramos mentalmente tudo o que ela disse na "conversa informal".


Ou seja, fica a dica: muitas vezes, um bate-papo informal vale muito mais do que rígidas entrevistas com papel e caneta intimidando o entrevistado e, afinal de contas, são pessoas, você se surpreende com as respostas que elas dão. E o mais importante é não pensar nas pessoas como meros números para colocar em uma reportagem: avaliar toda a carga sentimental trazida à tona do entrevistado dá um ar mais emocional à matéria, consequentemente mais humano.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Encontro com Ricardo Boechat

Palestra não é o nome correto para o evento. Encontro. Esse termo cabe perfeitamente.





[caption id="attachment_647" align="alignleft" width="254" caption="Ricardo Boechat: passou por jornais impressos, revistas e está, atualmente na TV e no Rádio."][/caption]

O bate-bapo, ontem pela manhã, com o jornalista Ricardo Boechat, atualmente apresentador do Jornal da Band e integrante de programas da rádio BandNews, foi descontraído e proveitoso. Simpático e muito engraçado, o "rapaz" de 41 anos de profissão,  e que chegou carregando uma pilha de cinco jornais, contou detalhes de sua formação profissional e peculiaridades do "ser jornalista".

De camiseta e jeans, Boechat contagiou os estudantes, em maior quantidade de Jornalismo, com sua animação e informalidade. Discutiu aspectos jornalísticos atuais, criticando inclusive os telejornais. Disse que é o tipo mais "ralo" de fazer notícias e o mais "roteirizado". Criticou a padronização das atitudes gestuais dos repórters além das obviedades presentes nesse modo noticioso. E revelou que sua grande paixão é o rádio. Segundo ele, por conta da proximidade com o espectador.


Apesar de gostar da interatividade proporcionada pelo meio radiofônico, Ricardo Boechat não esconde seu desgosto pelas novas tecnologias de informação. Contou dois episódios engraçados envolvendo Twitter e o rádio Nextel. No primeiro, disseram a ele que mandasse algo para o Twitter de alguém. Ele perguntou qual seria. Responderam "@" e o nome. Ele se indignou: deveria ter outro complemento de endereço. No caso do rádio, ele pensou que a senhora se enganara ao colocar um asterisco em meio aos números. Não sabia da necessidade de haver um sinal desses no "número de telefone".


O momento máximo foi quando Boechat mostrou seu "computador": um caderno antigo, caindo aos pedaços (mesmo!) com telefones de todas as pessoas que você possa imaginar (desde Dercy Gonçalves até Oscar Niemayer). Quarenta e um anos de trabalho para construir, além de credibilidade, uma lista telefônica - e de emails - daquele tamanho.


Ricardo Boechat não tem diploma, mas considera importante uma formação acadêmica. Porém, diz não saber o que se ensina nas escolas de jornalismo, pois, segundo ele, aprendeu tudo na prática. Comentou o fechamento da versão impressa do Jornal do Brasil e suas experiências na Copa da África do Sul.


Em breve, selecionarei alguns trechos "radiofônicos" do evento e postarei por aqui. Aguardem!