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quarta-feira, 23 de março de 2011

Identificados PM's que balearam jovem no Amazonas

Do A Crítica (Via Caroline Cabral, pelo Twitter)











Registro do Ciops identifica quatro dos oito acusados


Foram identificados os soldados Rozivaldo de Souza Ferreira, M. Teixeira, Castilho e Wesley como acusados de agressão


Manaus, 23 de Março de 2011

PIERO CAÍQUE










O registro do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) da Polícia Militar identifica quatro policias que estavam de serviço na madrugada do dia 17 de agosto nas viaturas 1767 e 1768, envolvidas no crime.

Ainda no registro do Ciops é descrita a versão dos policiais, de que foram recebidos por tiros na Zona Norte de Manaus, no relatório são especificados também número de tiros deflagrados pelos policiais durante a ação.

Segundo o registro os nomes e a quantidade de tiros estão identificados da seguinte forma.

Soldado Rozivaldo de Souza Ferreira, armado com umapistola PT-24-7 disparou apenas um tiro.

Soldado M. Teixeira, com uma pistola PT-24-7 disparou dois tiros

Soldado Castilho com uma pistola PT-24-7 disparou três tiros e com uma Metralhadora Portátil 1425 disparou um tiro.

Soldado Wesley, armado com uma metralhadora Portátil1508 disparou apenas um tiro

Ainda faltam ser identificados os outros quatro acusados, totalizando oito policiais envolvidos.  A coletiva organizada pela Secretaria de Segurança, deve anunciar o nome de todos e a punição que será aplicada.






 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vídeos "amadores" mostram cenas fortes de violência no Egito

Do Global Voices

Egito: Mídia Cidadã Expõe a Violência Durante Blecaute Midiático


Atenção: os vídeos listados abaixo contêm imagens fortes. Recomenda-se cuidado.


Em 2 de Fevereiro, as autoridades egípcias decidiram restaurar a Internet após cinco dias de um quase completo desligamento do serviço. Durante esse período, que acredita-se ter custado ao país dezenas de milhões de dólares[en], o governo apertou o cerco contra jornalistas e meios de comunicação internacionais, interrompendo as comunicações de telefonia celular e transmissão por satélite. Durante a interdição, os ativistas conseguiram burlar a censura e fizeram sair do país várias horas de vídeos, preenchendo o vazio criado pelo “apagão” dos meios de comunicação.


O conteúdo de alguns desses vídeos não foram verificados de forma independente, mas eles capturam a violência que estava ocorrendo nos bastidores da “revolução”, longe das cenas pacíficas de tráfego normal no centro do Cairo e as ruas vazias, que a televisão estatal transmitia durante o período de bloqueio.


Os primeiros vídeos a saírem do Cairo mostram uma batalha feroz pela ponte  Al Kasr Nile que ocorreu no primeiro dia de bloqueio [dos meios de comunicação]. Um padrão sinistro já surge: a pura violência com que o regime de Hosni Mubarak está disposto a enfrentar os manifestantes pró-democracia, incluindo o atropelamento de  manifestantes desarmados por vans da polícia anti-motim. Esta compilação de vídeos postados por Storyful cobre a cena:







Neste vídeo postado por BlackDeadex, um manifestante é atropelado por um caminhão de bombeiros, em meio à total confusão, enquanto outros manifestantes jogavam pedras na polícia:







Este vídeo postado por Omar Rashid mostra um incidente semelhante quando, em meio ao caos, um motorista (alegadamente dirigindo um carro diplomático) entra em pânico e dirige em direção à multidão:







Neste vídeo, uma van policial egípcia facilmente identificável corre em direção à multidão de manifestantes pacíficos (postado por engai):






sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Licença para matar?

Esperemos que os abusos cometidos pelos agentes da lei sejam apurados.


"Rio Sob Ataque" é a 'vinheta' de cobertura da Folha. Hoje, mais cedo, no Bom Dia Brasil, o comentarista Alexandre Garcia não deixou de louvar a atitude dos "heróis de preto" do BOPE, clamando por coronel Nascimento. A opinião pública vem respaldando as atitudes das polícias, mas vamos com calma. Será que todos os que morreram estavam em confronto realmente?



Forças Armadas reforçarão segurança no Rio, que tem 39 mortes em 6 dias de ataques


O Rio de Janeiro já soma 39 mortos em seis dias de ataques criminosos na cidade e início das operações militares. Nesse período, 89 veículos foram incendiados.
Para hoje, a expectativa é de chegada de reforço na segurança com o apoio das Forças Armadas.


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite desta quinta-feira uma autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21).


A ajuda foi solicitada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serão enviados 800 homens do Exército, para garantir a proteção dos perímetros das áreas que forem ocupadas pela polícia. Também serão enviados dois helicópteros da Força Aérea e dez veículos blindados de transporte. Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo e óculos para visão noturna.


BALANÇO


Nas primeiras horas deste sexto dia de ataques, quatro carros foram incendiados. Um dos casos ocorreu na esquina das ruas Farme de Amoedo e Alberto de Campos, em Ipanema, bairro nobre da zona sul, onde bandidos queimaram um Fiat Punto. Policiais militares do 23º Batalhão prenderam dois suspeitos menores de idade que tentavam fugir para o Morro do Cantagalo.


O segundo incêndio desta madrugada aconteceu na rua Iguaperiba, em Brás de Pina (zona norte). Segundo a PM, dois homens fizeram o ataque ao automóvel e conseguiram fugir em seguida.


Por volta da 1h, uma Kombi foi encontrada em chamas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.


Por volta das 5h, um ônibus da Viação Caprichosa foi incendiado na Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, no km 164, próximo ao Jardim América. Os bombeiros foram para o local controlar o fogo. Em nenhum dos casos há informação de feridos.


Na quinta-feira (25), um total de 42 veículos foi incendiado no Rio de Janeiro. Só no final da noite, foram sete --seis na Região Metropolitana e outro na Região dos Lagos, no interior do Estado. O último caso foi de um autómóvel queimado na avendia Brasil em frente à favela Kelson's, na Penha (zona norte), às 23h45.


Por volta das 23h, um ônibus foi queimado na Avenida Pedro Lessa, na Vila Leopoldina, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), perto do limite com a cidade vizinha de São João de Meriti. Bombeiros do quartel de São Jão foram ao local apagar o fogo.


Na zona norte da capital, um carro foi incendiado na estrada João Paulo, em Honório Gurgel (zona norte), próximo ao complexo de favelas de Costa Barros. O incêndio foi controlado por bombeiros do quartel de Guadalupe. Também na zona norte, na rua Goiás, em Piedade, outro carro pegou fogo --a polícia investiga as causas.


Em Madureira, outro bairro da zona norte, um suspeito foi baleado e detido quando, segundo a PM, tentava atear fogo em um carro na rua Carolina Machado, perto do Madureira Shopping.


Ele foi encaminhado ao hospital estadual Carlos Chagas, na zona norte do Rio, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Outros três suspeitos conseguiram fugir, de acordo com os policiais do 41º Batalhão (Irajá).


Na estrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga estes bairros das zonas norte e oeste, respectivamente, dois carros foram queimados, em um trecho cercado por favelas que descem até o bairro de Lins de Vasconcelos. O local é conhecido por ter diversos arrastões, pois não têm pontos de fuga.


Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, um bandido parou um Celta, no bairro Jardim Esperança, mandou os ocupantes descerem e ateou fogo no carro. Anteriormente, outro carro havia sido incendiado em Cabo Frio, na praia do Forte (região central). A polícia investiga se a ordem teria partido de favelas do Rio.


Ao todo, na quinta-feira, 11 pessoas foram mortas --9 na favela do Jacarezinho (7 civis e 2 PMs) e 2 em Rocha Miranda, em um conflito na favela Palmerinha.


Para ler o restante, na íntegra clique aqui

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Jornalistas e jornalistas

Copiando a ideia da amiga Thaty Nestlehner (Eu pensei e postei), resolvi escrever sobre o tal ofício chamado jornalista. Vivo dizendo que, quando eu crescer, quero ser parecido com o Paulo Cabral, correspondente da BBC no Brasil. Adicionei mais um personagem à minha lista de admiração: Caco Barcellos. Atualmente apresentador do Profissão Repórter, da TV Globo, o jornalista, também autor de livros, como Rota 66 (o qual lerei em breve), fala com muita propriedade sobre o tema violência. Fiquei fascinado com suas opiniões e trabalhos desenvolvidos sobre o tema. Achei que suas ideias serviram para sacudir algumas pessoas que parecem nunca terem pisado fora de seus bairros de "gente rica, onde a cidadania chega". Esse chacoalhão, especialmente para alguns, serve, em certa medida a todos nós, já que "a culpa não é de quem não sabe, mas sim de quem não informa". Não citarei mais boas frases dele, você pode conferir o registro aqui.

Fica a lembrança de que o jornalista é um agente social e não como pensam alguns, inclusive Mônica Waldvogel, que o profissional se limite informar, "deixando a  mudança da sociedade para os movimentos sociais".

A essência do jornalismo reside na capacidade de efetuar transformações sociais positivas por meio do esclarecimento. Ponto.