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segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Egito pós-Mubarak ainda ferve

Do Global Voices




Egito: Por que 8 de julho?



Tradução publicada em 11 Julho, 2011 23:38 GMT · Veja o post original [en]





Escrito porTarek Amr




Este artigo é parte de nossa cobertura especial da Revolução no Egito em 2011.






Os egípcios voltaram com força total à Praça Tahrir, o epicentro de sua revolução, mais uma vez no dia 8. Mas por que eles ainda protestam mesmo depois de sua revolução ter terminado, de Mubarak não estar mais no poder e de muitos de seus correligionários estarem atrás das grades? Bem, não é tão simples, e muitos blogueiros discutiram por que milhões de pessoas que estiveram na Praça Tahrir em janeiro estão de volta às ruas.


Colocando a deposição de Mubarak de lado, muitas das demandas de janeiro ainda não foram atendidas. Sama Singer (@Sama_Singerresumiu o que ela acredita que sejam as demandas do 8 de julho [ar] num artigo em seu blog.



حد ادنى للأجور 1200 جنيه ، وحد اقصى للأجور ، مع مراقبة الاسعار حتى تتوافق مع محدودى الدخل
المحاكمات العلنية والسريعة لمبارك واولاده ووزراءه وحاشيته الفاسدة ، وكل من افسدوا علينا الحياة السياسية
تكريم الشهداء وتعويض اهالى الشهداء ، وسرعة محاكمة قتلة الشهداء
تكريم المصابين ، وعلاجهم على نفقة الدولة ، وتعويضهم
حرمان أعضاء الحزب الوطني السابق من حق الممارسة السياسية لمدة 5 سنوات على الأقل
الافراج الفورى و التام عن كل المعتقلين السياسيين واصحاب الرأي من يوم 25 يناير وما قبلها الى يومنا هذا
الوقف الفوري للمحاكمات العسكرية للمدنيين ، واعادة محاكمة من تم محاكمتهم عسكريا من المدنيين امام محاكم مدنية

1.200 libras egípicias de salário mínimo, bem como de salário máximo, enquanto monitora-se o processo para se ter certeza de que o dinheiro vá aos bolsos dos pobres.
Julgamentos públicos e imediatos para Mubarak, seus filhos, seu regime corrupto e todos aqueles que corromperam nossa cena política.
Honras aos mártires, compensações para suas famílias e julgamentos imediatos para os responsáveis por seus assassinatos.
Honras aos feridos, compensando-os e tratando-os às custas do Estado.
Proibição aos membros do Partido Democrático Nacional de participarem de qualquer processo político por no mínimo cinco anos.
A soltura imediata dos prisioneiros políticos e daqueles presos por seus pensamentos desde do 25 de janeiro e desde antes disso, até hoje.
A cessão imediata dos julgamentos militares e a alocação dos julgados em juris civis.

Ela também escreveu sobre a limpeza das “organizações corruptas”, como a polícia, a mídia e o sistema judiciário.


Mina Naguib (@MinaNaguib90escreveu sobre notícias recentes [ar] que ele ouviu e que fizeram-no ainda mais interessado em participar.



صحيت أول إمبارح و كالعادة بشوف الأخبار و كانت الأخبار كالآتى … سوزان مبارك بتشتكى حراس قصر شرم الشيخ عشان موقفوش لجناب حرم المخلوع و هى داخلة القصر!! و تم تغيير الحرس … ثم خبر تأجيل محاكمة المتهمين بقتل الثوار و رجوعهم لوظايفهم حتى 3 سبتمبر … مبقتش عارف أعمل إيه!!

Eu estava assistindo ao noticiário alguns dias atrás e as notícias eram: Suzan Mubarak reclamava que os guardas de seu palácio em Sharm não se levantavam quando ela entrava no palácio, e eles foram trocados. Então vieram as notícias de adiamento dos julgamentos daqueles acusados de assassinar os revolucionários e de que estes estão de volta às suas posições a partir de agora e até o dia 3 de setembro. Então fiquei tão confuso que não sabia o que fazer ou dizer!

Ele então continuou:



ثم جاء اليوم خبر عن النائب العام إنه طعن على الحكم ببرائة المغربى و الفقى و غالى و فضلى …. بقيت مش عارف أتكلم خالص عشان مش فاهم هم إزاى أخدوا برائة و هل إنه طعن يبقى دة حاجة كويسة ولا دة إيه دة؟؟ يعنى هو إزاى أصلاً ياخدوا برائة من الأول؟؟ لو دول معملوش حاجة يبقى مين اللى عمل؟ أمى؟
كله كوم طبعاً و والدة الشهيد اللى إبنها التانى اللى باقلها إتحاكم عسكرى بعد القبض عليه عند مسرح البالون!

Então vieram as notícias da apelação do Promotor Geral contra a libertação de El-Maghraby, de El-Fiki Ghali e de Foudly. Isto me deixou sem palavras e sem poder entender como eles puderam ser libertos, nem sem entender se a apelação era boa ou ruim! Como pode eles terem sido libertos? Se aquelas pessoas não fizeram nada, então quem é o responsável por tudo isso? Minha mãe?
Tudo isso vem depois da mãe de um dos mártires cujo outro e único filho vivo está passando por um julgamento militar por conta dos eventos no Teatro El-Balloon alguns dias atrás.

Mohamed El-Sarty [Ar] and Ahmad Taha [Ar], por outro lado, preferiram usar a ironia e ponderaram por que as pessoas deveriam voltar a Tahrir se a polícia está agindo de maneira perfeitamente pacífica, a justiça fora servida aos mártires, a Corte Suprema das Forças Armadas julga civis em cortes militares e a polícia e os militares do antigo regime são julgados em cortes civis. Taha também compartilhou uma foto de um policial mostrando o dedo do meio aos protestantes há alguns dias.



E finalmente Assemism tem um ponto de vista diferente [ar], escrevendo sobre como, apesar de tudo isso e em sua opinião, algumas forças políticas ainda estarem usando os mártires sem um senso de patriotismo. Ele citou um amigo chamado Kareem Mounir, dizendo:



” أنا النهاردة كنت باتكلم مع أم لشهيد و كنت حاعيط ! و اللي ضايقني اكتر اني عارف انها صادقة و كل حاجة لكن للأسف الناس اللي حواليها بيستغلوها “

“Hoje, eu estava conversando com a mãe de um dos mártires e eu estava prestes a chorar. Eu estava certo de que ela estava sendo honesta no que dizia, mas infelizmente as pessoas ao redor dela a estão usando.”

Ele então comentou em cima do que o amigo dizia.



طبعاً الناس اللي حواليها .. هي بكل أسف قوى سياسية المفروض انها مسؤوله لكنها للأسف بتقوم بدور الزبالين حاليأً .. بتلم أكبر قدر من الوطنية من على الأرض و أحياناً استغلال للشهداء كمان

Com certeza aqueles ao redor dela, infelizmente, são forças políticas que deveriam ser responsáveis, porém eles agem como coletores de lixo, eles pegam o senso de patriotismo do chão e o usam tão bem quanto os mártires em seu próprio benefício.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

EUA querem derrubar mais Ahmadinejad do que Mubarak


Não me lembro desse empenho todo dos EUA para derrubar Hosni Mubarak. Vocês se lembram?


Do R7 (via @estadao)



EUA criam conta no Twitter em farsi para incentivar protestos de iranianos


Governo insiste para que o Irã permita manifestações de forma pacífica e livre


Reprodução





Página do Departamento de Estado americano onde mensagens são escritas em farsi, com o foco no público iraniano




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O Departamento de Estado dos Estados Unidos começou a escrever neste domingo (13) mensagens em farsi no microblog Twitter, para dirigir-se aos iranianos e insistir na necessidade de que o Irã permita que sua população se manifeste de forma pacífica e livre, como no Egito.

No lançamento de sua nova conta no Twitter, @USAdarFarsi, os EUA evocaram "o papel histórico" que as redes sociais tiveram para os iranianos nos protestos, após as eleições presidenciais de 2009 contra a então reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"Queremos nos unir a vocês, às suas conversas diárias", escreve o Departamento de Estado em uma mensagem.

Os EUA também acusaram no domingo as autoridades iranianas de hipocrisia, já que saúdam a revolta egípcia e ao mesmo tempo proíbem a realização de protestos antigovernamentais em seu território.

Nesta segunda-feira (14), milhares de pessoas tentavam se reunir em diferentes regiões do centro de Teerã no início da tarde, apesar de a polícia e as forças de ordem tentar impedi-las, segundo testemunhas e vários sites de oposição.

O farsi é a língua oficial no Irã e um dos idiomas oficiais de Afeganistão e Tadjiquistão.

Após dias de pressão popular, Mubarak abandonou a Presidência do Egito na sexta-feira (11), após passar 30 anos no poder.


 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Egito inspira protestos no Iraque

Da Al-Jazeera

O povo vai às ruas no Iraque revoltado com a falta de seviços públicos e corrupção desenfreada.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Al-Jazeera nos EUA e a cobertura no Egito

Do Jornalismo B



TV Al-Jazeera obtém clamor dos EUA via Twitter


O artigo a seguir é uma colaboração especial de Hélio Paz*





A mim, muito incomoda quando pensam que a mídia de massa possui um papel sociotécnico maior do que aquele que ela de fato possui. Da mesma forma, também me incomoda quando minimizam a importância e o papel das mídias sociais.

A mídia de massa ainda possui o papel de orientar a vida das pessoas sobre o mundo que as cerca: o rádio, a TV, o jornal e a revista são quase onipresentes e apresentam interfaces de navegação bastante comuns há décadas.

Contudo, a digitalização permite a convivência às vezes equivalente, às vezes proporcionando um espaço maior a cada uma dessas mídias de massa a partir da interação humana via software e do compartilhamento de informações via banco de dados: a TV está no YouTube, assim como mensagens SMS (torpedos) funcionam como bilhetes.

O fato de haver uma infinidade de aplicativos e de sites de redes sociais na internet desorienta e confunde. No entanto, desde os mais populares comoOrkut, Facebook, Twitter e YouTube até outros que são importantes apenas para determinados perfis de internautas (Linked In, Flickr, Picasa, Vimeo e outros), todos possuem a qualidade de reunir pessoas por afinidade. E, de uma maneira geral, costumamos confiar mais no parente, no vizinho ou no colega de trabalho como formadores de opinião do que em pessoas estranhas. E tudo o que ouvimos de nossos pares comunitários tende a ser espalhado como um telefone sem fio para outros conhecidos de outros grupos aos quais pertencemos.

Nesse sentido, a TV catariana Al-Jazeera, que é a principal rede de emissoras de notícias em idioma árabe, tem feito um trabalho de COMPLEMENTARIDADE entre a mídia de massa (que é seu negócio principal) e as mídias sociais (isto é, divulgar a si mesma via internet com o uso do Twitter).

Segundo matéria recente publicada no Nieman Journalism Lab, um projeto da Nieman Foundation na Universidade de Havard, não apenas a cobertura sobre a crise no Egito pela Al-Jazeera tem sido postada no Twitter com chamadas e links para a matéria no site da emissora como também tem servido para estimular o consumidor de notícias estadunidense a exigir das operadoras de TV a cabo gringas a adição da Al-Jazeera em seus pacotes de canais.

O fato de os EUA serem parceiros de governos totalitários faz com que as emissoras CNN, Fox News e TNT (os três canais de alcance internacional com a maior audiência noticiosa do país) omitam ou distorçam uma série de questões acerca das tradições árabes e da real situação desses países. E o fato de os estadunidenses estarem procurando por áudio, vídeo e matérias escritas no site da Al-Jazeera (isto é, dentro de um ambiente que não possui acesso universal mas que apresenta a possibilidade de comentar, copiar, colar e editar conteúdo em rede e publicá-lo sob outras formas pelo próprio usuário, que vira também produtor de informação) significa que eles estão muito interessados na linha editorial e no teor das notícias da Al-Jazeera em inglês.

Em meados da década de 1980, quando ainda não havia internet, a audiência televisiva estadunidense clamava pelo acesso à MTV, que começou como um canal de clipes musicais – uma programação bastante desejada pelos adolescentes do país naquela época. Hoje, via Twitter, os internautas-telespectadores tem retuitado mundo afora a hashtag #demandaljazeera(solicite a Al-Jazeera) patrocinada pela própria emissora do Oriente Médio.

O coordenador de mídias sociais da referida corporação midiática, Riyaad Minty, afirmou ao repórter Justin Ellis do Nieman Journalism Lab que cerca de 50% do tráfego de dados dos sites da Al-Jazeera vem dos EUA.

Neste caso, o Egito bloqueou a internet no país para que as informações contra o governo de Hosni Mubarak não chegassem ao exterior. Todavia, a Al-Jazeera passou a distribuir panfletos com as formas alternativas de acesso às suas notícias, em um retorno ao que poderíamos chamar de um jornal bastante resumido. Outras formas de distribuir o seu conteúdo foram utilizadas, como o Scribble Live (manchetes gravadas e publicadas via telefone), entre outras.

Mas o melhor que a Al-Jazeera fez foi liberar parte do seu conteúdo sob a licença Creative Commons: isso deu aos internautas total liberdade de postar em seus blogs pelo mundo inteiro para diferentes públicos e em vários idiomas as matérias digitalizadas que, antigamente, teriam ficado restritas apenas à cobertura do sinal de rádio e TV e da logística de impressão e distribuição de jornais e revistas.

A grande guinada que as interfaces gráficas para o usuário de computadores de todos os tipos (inclusive celulares) e a circulação da informação através de bancos de dados trouxeram foi a liberdade de fugirmos do gatekeeper comprometido com religiões, políticos e patrocinadores que normalmente formam a elite que determina o que é notícia e sob qual viés o público deverá ser informado.

O importante é que há a inclusão de públicos diferentes e culturas diferentes que, há até bem pouco tempo, não tinham voz no debate planetário. Mesmo que a Al-Jazeera tenha seus interesses corporativos e também defina o que é e o que não é notícia, ela vem de uma cultura diferente que está sendo cada vez mais valorizada.

*Hélio Paz é professor da Unisinos, blogueiro twitteiro


 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vídeos "amadores" mostram cenas fortes de violência no Egito

Do Global Voices

Egito: Mídia Cidadã Expõe a Violência Durante Blecaute Midiático


Atenção: os vídeos listados abaixo contêm imagens fortes. Recomenda-se cuidado.


Em 2 de Fevereiro, as autoridades egípcias decidiram restaurar a Internet após cinco dias de um quase completo desligamento do serviço. Durante esse período, que acredita-se ter custado ao país dezenas de milhões de dólares[en], o governo apertou o cerco contra jornalistas e meios de comunicação internacionais, interrompendo as comunicações de telefonia celular e transmissão por satélite. Durante a interdição, os ativistas conseguiram burlar a censura e fizeram sair do país várias horas de vídeos, preenchendo o vazio criado pelo “apagão” dos meios de comunicação.


O conteúdo de alguns desses vídeos não foram verificados de forma independente, mas eles capturam a violência que estava ocorrendo nos bastidores da “revolução”, longe das cenas pacíficas de tráfego normal no centro do Cairo e as ruas vazias, que a televisão estatal transmitia durante o período de bloqueio.


Os primeiros vídeos a saírem do Cairo mostram uma batalha feroz pela ponte  Al Kasr Nile que ocorreu no primeiro dia de bloqueio [dos meios de comunicação]. Um padrão sinistro já surge: a pura violência com que o regime de Hosni Mubarak está disposto a enfrentar os manifestantes pró-democracia, incluindo o atropelamento de  manifestantes desarmados por vans da polícia anti-motim. Esta compilação de vídeos postados por Storyful cobre a cena:







Neste vídeo postado por BlackDeadex, um manifestante é atropelado por um caminhão de bombeiros, em meio à total confusão, enquanto outros manifestantes jogavam pedras na polícia:







Este vídeo postado por Omar Rashid mostra um incidente semelhante quando, em meio ao caos, um motorista (alegadamente dirigindo um carro diplomático) entra em pânico e dirige em direção à multidão:







Neste vídeo, uma van policial egípcia facilmente identificável corre em direção à multidão de manifestantes pacíficos (postado por engai):






sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quem é o próximo?

The Economist traz um texto (em inglês) sobre a situação política da Liga Árabe. A revista pergunta quem será o "próximo Egito".


O artigo é acompanhado de uma tabela (abaixo) com a posição do país, seu dirigente, o ano de chegada ao poder e, dentre 196 países, os graus de democracia, corrupção e liberdade de imprensa.


Brasil protesta contra agressões da ditadura egípcia

Do Opera Mundi


Brasil vai fazer protesto formal contra governo de Mubarak


O governo brasileiro prepara, via Embaixada do Brasil no Egito, uma nota de protesto contra o governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Na diplomacia internacional, o documento tem o valor de uma queixa formal. Nele, o embaixador do Brasil no Cairo, Cesário Melantonio Neto, vai reclamar do impedimento de um diplomata de dar assistência a brasileiros, em um hotel, e de agressões sofridas por jornalistas brasileiros no país.


O secretário-geral para Comunidades de Brasileiros no Exterior no Itamaraty, embaixador Eduardo Gradilone, disse à Agência Brasil que a nota de protesto vai mencionar que as ações, cometidas por autoridades policiais no Egito, contrariam os acordos internacionais de assistência e apoio a estrangeiros fora de seus países.


Leia mais:
Jornalistas brasileiros são detidos, vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil
Jornalistas relatam agressões, roubos e humilhação durante cobertura da crise no Egito
Partido Comunista Egípcio comemora revolução e pede a punição dos responsáveis pela violência
Itamaraty protesta contra prisão de jornalistas brasileiros no Egito


“É uma nota que será encaminhada pela Embaixada do Brasil no Egito diretamente para o Ministério das Relações Exteriores. O embaixador Cesário deve citar a inadequação do impedimento ao trabalho do diplomata na assistência consultar e a agressão aos jornalistas brasileiros”, disse Gradilone.


A reação brasileira ocorre um dia depois de um diplomata ser impedido de entrar um hotel, no centro do Cairo, para dar assistência a brasileiros e também quando jornalistas do Brasil foram  detidos, vendados e tiveram os equipamentos apreendidos no Egito. Os jornalistas Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, ficaram presos por 18 horas e depois receberam ordens para deixar o país.


“O que ocorreu com os jornalistas brasileiros foi gravíssimo. Foi uma das situações mais graves dos últimos dias, por isso o Itamaraty divulgou na quinta-feira (03/02) nota de imprensa sobre o episódio. Houve a detenção dos profissionais e o confisco dos equipamentos. Além deste caso, houve o impedimento ao trabalho de assistência consular”, disse Gradilone.


Segundo Gradilone, ainda há cerca de 320 brasileiros no Egito. Destes, apenas 20 são turistas que estão em uma praia afastada do Cairo – centro da onda de manifestações de protestos contra Mubarak. “Estamos fazendo o possível para ajudar a todos que nos procuram. Tivemos, como todos, dificuldades com as linhas telefônicas e a internet. Agora está mais fácil”.


Paralelamente, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, analisa as sinalizações de reações populares na Síria, no Yêmen e Tunísia. De acordo com Gradilone, o mapeamento dos brasileiros nestas regiões está em elaboração e há uma atenção diferenciada, caso seja necessário prestar assistência, se houver ameaças nestes países.


 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Violência contra a imprensa no Egito

Do Opera Mundi



Jornalistas brasileiros são detidos, vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil


Enviados para o Egito para a cobertura da crise política no país, o repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos, vendados e tiveram passaportes e equipamentos apreendidos. Desde quarta-feira (02/02) à noite até esta manhã, Corban e Gilvan ficaram sem água, presos em uma sala sem janelas e com apenas duas cadeiras e uma mesa, em uma delegacia do Cairo.


“É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer. Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu”, afirmou Corban, que volta na sexta-feira (04/01) com Gilvan para o Brasil.

Para serem liberados, os repórteres foram obrigados a assinar um depoimento em árabe, no qual, segundo a tradução do policial, ambos confirmavam a disposição de deixar imediatamente o Egito rumo ao Brasil. “Tivemos que confiar no que ele [o policial] dizia e assinar o documento”, contou Corban.
No caminho da delegacia para o aeroporto do Cairo, Corban disse ter observado a tensão nas ruas e a movimentação intensa de manifestantes e veículos militares nos principais locais da cidade. Segundo ele, todos os automóveis são parados em fiscalizações policiais e os documentos dos passageiros, revistados. Os estrangeiros são obrigados a prestar esclarecimentos. De acordo com o repórter, o taxista sugeriu que ele omitisse a informação de que era jornalista.

Há dez dias, o Egito vive momentos de tensão em decorrência de onda de protestos contra a permanência de Hosni Mubarak na presidência do país. A situação se agravou ontem, depois que manifestantes pró e contra o governo se enfrentaram nas ruas das principais cidades egípcias.
De acordo com as Nações Unidas, até agora, mais de 300 pessoas morreram nos confrontos e cerca de 3 mil ficaram feridas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Policiais disfarçados chicoteiam opositores do regime no Egito

Do Blog do Nassif

Os policiais de Mubarak






Por Fernando Augusto Botelho - RJ



Policiais disfarçados em cavalos e camelos chicoteiam o povo na Praça Tahrir no Cairo

A FARSA CAIU: São policiais disfarçados que formam o grupo de simpatizantes do ditador Hosni Mubarak.

Globo News dia 02-Fev-2011 às 14h49 da TV Rede Globo do Brasil.

Local: Praça Midan Tahrir, Cairo, Egito. Mapa: http://maps.google.com/maps?f=q&s...