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quinta-feira, 21 de julho de 2011

ESPECIAIS: Guia de Nova York

A segunda série de postagens especiais para o mês de julho será sobre Nova York (a primeira sequência de textos especiais, "Desvendando Portugal", você pode conferir aqui e aqui. Textos novos aos domingos).


Às sextas e segundas, a Camila Savioli, que visitou Nova York, vai trazer pra gente um pouco do que ela viu por lá. Além de curiosidades, passeios, pontos turísticos etc., muitas, mas muitas fotos, que vão deixar você babando de vontade conhecer a cidade imortalizada por Frank Sinatra e tantos outros. E, caso você já tenha visitado, tenho certeza que vai querer ir de novo.


É com a Camila.



New York, New York


Olá, meu nome é Camila Savioli e a convite do meu colega de faculdade, Diego Moura vou fazer um especial sobre Nova York. Estive nessa cidade por uma semana, e na minha opinião, é maravilhosa! Realmente é tudo aquilo que a gente vê nos filmes e seriados. De maneira informal, vou relatar sobre os lugares que visitei, dentre esses estão: os parques, a arquitetura dos prédios, lojas, entretenimento, etc. Aqui, caro leitor, você irá encontrar tudo o que eu senti nessa viagem, tudo o que me impressionou e o que ficou a desejar. Espero que com este tutorial, você também tenha vontade de ir e conhecer essa cidade linda que é Nova York.


O que é Nova York?


Antes de dizer o trivial, expresso aqui minha sincera opinião. NY é gente misturada, furdunço, compras e lojas espetaculares, shows, gastronomias diferentes, luzes e claro... cowboy pelado! (brincadeiras a parte RS). Se você foi ou pretende ir a essa cidade, caro leitor, não deixe de visitá-la, vale MUITO a pena.



Nova York é a cidade mais povoada dos Estados Unidos e a segunda maior aglomeração do continente. Em 2009, foram estimados 8,3 milhões de pessoas, dentre esse número diversas nacionalidades foram constatadas como: indianos, brasileiros, muçulmanos, alemães, canadenses, bolivianos, italianos, franceses, ingleses e por aí vai. A cada esquina você esbarra em 10 ou 15 pessoas ao mesmo tempo. Falando assim, parece que nem dá para andar pela cidade, mas dá sim. Nesse ponto, podemos comparar com São Paulo, devido à agitação nas ruas e a quantidade de pessoas de outros países que encontramos por aqui.


A cidade foi fundada por holandeses em 1624 e chamada de Nova Amsterdã, até ser controlada pelos ingleses. Foi capital dos Estados Unidos de 1785 a 1790. Nova York é composta por cinco distritos: Bronx, Queens, Manhattan, Brooklyn e Staten Island. Além do que, há distritos e pontos turísticos que tornaram a cidade conhecida mundialmente: Times Square, Estátua da Liberdade, Central Park, Centro Financeiro, os arranha-céus mais altos do mundo, como o Empire State Building e as ex-torres gêmeas World Trade Center.



Essa pequena apresentação é para te posicionar e também para aproximar da cidade. A cada post vou falar desses lugares, as curiosidades, as comidas, a arquitetura, o entretenimento, as compras, entre outras coisas. Espero que vocês apreciem e comentem!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Os verdadeiros piratas

Do Maria Fro

Estadunidenses, europeus e asiáticos são verdadeiros piratas da Somália


julho 20th, 2011 bymariafro





Novamente o norte da África toma as manchetes do mundo todo com visões de crianças famélicas, esquálidas, subnutridas. Desta vez é a Somália e a ONU pede ajuda mundial. E mais uma vez vemos os Estados Unidos e União Europeia posarem de países humanitários.


Mas como a Somália chegou no grau de empobrecimento e desagregação em que se encontra? Quem são os verdadeiros responsáveis por mais uma vez o mundo inteiro assistir a fome matar no Chifre da África?



Mogadishu, Somália, 19/07/2011 Foto: REUTERS/Ismail Taxta


Os Estados Unidos, países europeus, Japão e China praticam a pesca ilegal, não declarada, não regulamentada no mar territorial da Somália e em outros mares africanos. Na Somália esses países também depositam seus lixos tóxicos.


Essa pesca é proibida em outras regiões do planeta e põe em risco as reservas pesqueiras de países do continente africano.


O vídeo indicado pela @suesaphira nos responde muitas questões.









terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama morto é irrelevante

Dica do Prof. Toni por email


O veterano jornalista Robert Fisk, que entrevistou Osama Bin Laden em três ocasiões, disse que a notícia da morte de Bin Laden é muito menos importante que os levantamentos populares que acontecem no mundo árabe.


Por Redação [02.05.2011 10h50]


O veterano jornalista Robert Fisk, que entrevistou Osama Bin Laden em três ocasiões, disse que a notícia da morte de Bin Laden é muito menos importante que os levantamentos populares que acontecem no mundo árabe. “Já venho dizendo há algum tempo que acho o fato de ele estar ou não estar morto bem irrelevante”, diz o correspondente do jornal inglês The Independent no Oriente Médio. “Ele fundou a Al Qaeda e essa foi, a seus olhos, sua realização”.


O premiado jornalista diz que Osama Bin Laden não estava em condições de realmente dirigir operações da Al Qaeda. “Ele não estava sentado numa caverna com teclas de computador e dizendo 'aperte o botão B, é a operação 52'”, diz Robert Fisk.


Fisk, que ultimamente esteve noticiando os acontecimentos na Síria, diz que o mundo mudou de várias formas desde o 11 de setembro. “Nos últimos meses vimos um despertar árabe no qual milhões de árabes muçulmanos derrubaram suas próprias lideranças”, ele diz.


“Bin Laden sempre quis acabar com Mubarak e Ben Ali e Kaddafi e os demais, argumentando que eles eram infiéis que serviam à América e, na realidade, foram milhões de pessoas comuns que, pacificamente — bem, mais ou menos, e com certeza no caso da Tunísia e do Egito — , se livraram deles. Bin Laden não, ele fracassou nessa tarefa”.


“Você tem que se lembrar que esses regimes sempre disseram aos americanos: 'continuem nos apoiando, porque senão a Al Qaeda toma o poder' — e na verdade a Al Qaeda não tomou poder nenhum”.


É interessante que, depois da derrubada de Mubarak, a primeira coisa que se ouviu da Al Qaeda, uma semana depois, foi um chamado para a derrubada de Mubarak, uma semana depois que ele havia caído. Foi patético”.


Fisk diz que as comemorações da morte de Bin Laden nos Estados Unidos são insignificantes. “Acho que Osama Bin Laden perdeu a relevância há muito tempo, na verdade. Se eles tivessem matado Bin Laden um ou dois anos depois do 11 de setembro, uma parte dessa bateção no peito poderia ter tido alguma relevância. Esses punhos no ar nos Estados Unidos, celebrando vitória, são boas imagens, mas acredito que elas não significam nada”, diz ele.


“O fato real que temos no mundo hoje, o que é importante, é um levante de massas e um despertar de milhões de árabes muçulmanos para derrubar ditadores”.


Robert Fisk diz que esses levantes são “muito, muito mais importantes que um homem de meia-idade sendo morto no Paquistão”.


Original: http://www.abc.net.au/local/stories/2011/05/02/3205479.htm.
Tradução de Idelber Avelar. Foto por http://www.flickr.com/photos/nycmarines/.
Fonte: http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9260

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os guardiões da democracia

Ou melhor: os carniceiros da democracia.

Da Folha

Revista denuncia assassinato e mutilação de civis por soldados dos EUA





Em meio à guerra contra o grupo islâmico Taleban, um comando de infantaria das Forças Armadas americanas cometeu atrocidades contra civis, assassinando crianças, mutilando corpos e exibindo suas ações em fotografias. A denúncia foi feita pela revista "Rolling Stone", em reportagem divulgada neste domingo em seu site.


Leia o artigo, em inglês, no site da revista


Os crimes teriam sido cometidos pelos homens do 3º Pelotão da Companhia Bravo, alocada na província afegã de Kandahar, uma das mais violentas do país.


A revista relata que, em 15 de janeiro de 2010, eles deixaram a base de Ramrod em um comboio em busca de militantes do Taleban --mas dispostos a matar qualquer um.


Eles chegaram então à vila de La Mohammad Kalay, localizada perto de plantações de ópio. Lá, encontraram apenas fazendeiros desarmados e nenhum inimigo evidente.


"Enquanto os oficiais do 3º Pelotão conversavam com um ancião dentro de um armazém, dois soldados [Jeremy Morlock e Andrew Holmes] se distanciaram da unidade até chegar ao extremo da vila. Lá, em uma plantação de ópio, eles começaram a procurar alguém para matar", conta a revista, que cita dados de uma investigação das Forças Armadas.


O escolhido, ainda segundo a revista, foi um jovem de cerca de 15 anos, desarmado. O próprio soldado Morlock confessaria mais tarde que o jovem, identificado como Gul Mudin, não era uma ameaça.


De qualquer forma, os americanos o chamaram em pashtu e ordenaram que parasse. O garoto ficou imóvel. Os soldados então atiraram uma granada e, em seguida, abriram fogo com uma metralhadora.


Quando os demais soldados chegaram para ver o que ocorrera, Morlock disse que o garoto iria atacá-los com uma granada e eles tiveram que atirar nele. Depois de cumprir o protocolo de identificação dos militares americanos, os dois soldados começaram a tirar fotos com o corpo. Holmes posou segurando a cabeça do jovem.


As fotos, graficamente muito fortes, estão disponíveis no site da "Rolling Stone".


Holmes chegou, ainda segundo a revista, a levar um dedo do garoto afegão. Um colega disse que ele queria um troféu e esperava que o dedo secasse, para guardá-lo para sempre.


Os soldados nunca foram punidos pelo assassinato e o mesmo pelotão matou ao menos três outros civis inocentes nos últimos quatro meses. Quando as mortes se tornaram públicas, o Exército tentou enquadrá-las como resultado de uma unidade indisciplinada e que operava sob suas próprias regras.


Os militares chegaram a condenar cinco soldados por assassinato, mas as informações foram vetadas pelo Pentágono. A revista diz que os soldados da Companhia Bravo foram proibidos de dar entrevista.


Mas uma investigação interna a qual a "Rolling Stone" disse ter acesso mostra que dezenas de homens da infantaria faziam parte desta equipe de assassinatos e que agiam abertamente, sem se esconder dos colegas de companhia.

sábado, 19 de março de 2011

Os verdadeiros interesses na invasão da Líbia

Texto longo, mas que fornece alguns "poréns" da invasão da Líbia e seus interesses. Contempla fatos históricos e contradições. Vale à pena.


Do Opera Mundi


19/03/2011 - 18:16 | Max Altman | São Paulo



Líbia: hipocrisia, dupla moral, dois pesos e duas medidas


O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a resolução que autoriza a imposição de uma zona de exclusão aérea em território líbio, salvo os voos de natureza humanitária, e inclui "todas as medidas que sejam necessárias" para a proteção da população civil, excluindo, porém, a ocupação militar de qualquer porção da Líbia. Além disso, endurece o embargo de armas à Líbia e reforça as sanções impostas no mês passado a Kadafi e seu círculo mais próximo de colaboradores.


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Paris e Londres encabeçaram a arremetida contra a Líbia numa corrida contra o relógio a fim de que a ONU se pronunciasse antes que o último reduto rebelde, Benghazi, fosse recuperado pelas forças leais a Kadafi.

O documento recebeu a aprovação de 10 países (Inglaterra, França, Estados Unidos, Líbano, Colômbia, Nigéria, Portugal, Bósnia e Herzegovina, África do Sul e Gabão), nenhum voto contra e cinco abstenções (Brasil, Rússia, China, Índia e Alemanha).

A Rússia exigiu a inclusão de um cessar-fogo imediato, medida atendida por Trípoli, e a China insistiu numa solução pacífica da crise ao reiterar suas sérias reservas quanto à zona de exclusão aérea, ao mesmo tempo em que rechaçava o uso da força nas relações internacionais. Estranhamente, Moscou e Pequim, que detêm poder de veto, não o utilizaram para barrar aspectos da resolução com os quais não concordavam.

Diferentemente da Tunísia e do Egito, quando massas de centenas de milhares, desarmadas, saíram às ruas erguendo as bandeiras de pão, emprego, justiça social, progresso, liberdade e democracia, derrubando por força de seus protestos e pressão os ditadores apoiados pelas potências ocidentais, Ben Ali e Mubarak, na Líbia facções armadas com armamento blindado, artilharia antiaérea, armas individuais modernas e até alguma força aérea ocuparam o leste do país e algumas cidades do oeste determinadas a tomar Trípoli e acabar com o ditador Muamar Kadafi. Estabeleceu-se com isto uma franca guerra civil.

Quando, no curso dos combates, as tropas fieis a Kadafi avançaram sobre os bastiões rebeldes, o chamado Conselho Nacional Líbio de Transição passou a reclamar com insistência o apoio do Ocidente em armas e logística e a exclusão aérea. Ou bem os oposicionistas contavam desde o início com o respaldo dos países hegemônicos e estes estavam roendo a corda ou calcularam mal a capacidade de resistência de Kadafi e o apoio de grande parte da população líbia com que conta. A verdade é que a insurgência armada no leste da Libia é apoiada diretamente por potências estrangeiras. A insurreição em Benghazi ergueu imediatamente a bandeira vermelha, negra e verde com a meia lua e a estrela, a bandeira da monarquía do rei Idris, que simbolizava o domínio dos antigos poderes coloniais.

A imensa campanha de distorções, omissões e mentiras desencadeada pelos meios maciços de comunicação abriu espaço para uma enorme confusão no seio da opinião pública mundial. Levará tempo antes que se possa estabelecer a verdade do que ocorreu na Líbia e distinguir os fatos reais das falsidades publicadas.

Alguns fatos concretos, porém, merecem atenção. A Líbia ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da África e tem a mais alta esperança de vida do continente. A educação e a saúde recebem especial atenção do Estado. O PIB per capita é de 13,8 mil dólares, o crescimento em 2010 foi de 10,6%, a inflação de 4,5%, a pobreza de 7,4% e a colocação no IDH é 53º (Brasil é 73º), todos esses índices melhores que o do nosso país.

Seus problemas são de outra natureza. De alimentos e serviços sociais básicos o país não carecia. Nação de pequena população - 6,5 milhões de habitantes -, necessitava de força de trabalho estrangeira em boa proporção para levar a termos ambiciosos planos de produção e desenvolvimento social. Milhares de trabalhadores chineses, egípcios tunisianos, sudaneses e de outras nacionalidades labutam em solo líbio.

A Líbia também dispunha de vultosos ingressos, provenientes da venda de petróleo de alta qualidade, e de grandes reservas em divisas depositadas em bancos das potências europeias e Estados Unidos, e com isso podiam adquirir bens de consumo e até armamento sofisticado, fornecido exatamente pelos mesmos países que hoje planejam invadi-lo em nome dos direitos humanos.

O tirano, que durante quase três décadas foi considerado o "cachorro louco", o "inimigo número um" do Ocidente para logo converter-se no vistoso aliado de seus inimigos de agora, voltou ao seu estatuto original.

Ao se aproximar das potências ocidentais, Kadafi cumpriu rigorosamente suas promessas de desarmamento e ambições nucleares. Com isso, a partir de outubro de 2002, iniciou-se uma maratona de visitas a Trípoli: Berlusconi, em outubro de 2002; Aznar, em setembro de 2003; Berlusconi de novo em fevereiro, agosto e outubro de 2004; Blair, em março de 2004; Schröeder, em outubro de 2004; Chirac, em novembro de 2004.

Todos exultantes, garantindo o recebimento de petróleo e a exportação de bens e serviços. Kadafi, de seu lado, percorreu triunfante a Europa. Recebido em Bruxelas em abril de 2004 por Prodi, presidente d União Europeia; em agosto de 2004 convidou Bush a visitar seu país; Exxon Mobil, Chevron Texaco e Conoco Philips realizavam os últimos acertos para exploração do óleo por meio de "joint ventures". Em maio de 2006, os Estados Unidos anunciaram a retirada da Líbia dos países terroristas e o estabelecimento de relações diplomáticas.

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O destino das revoltas árabes está no reino do petróleo


Em 2006 e 2007, a França e os Estados Unidos subscreveram acordos de cooperação nuclear para fins pacíficos; em maio de 2007, Blair voltou a visitar Kadafi. A British Petroleum assinou um contrato "extremamente importante" para a exploração de jazidas de gás.

Em dezembro de 2007, Kadafi empreendeu duas visitas à França e firmou contratos de equipamentos militares de 10 bilhões de euros. Contratos milionários foram subscritos com importantes países membros da OTAN.

Dentre as companhias petrolíferas estrangeiras que operavam antes da insurreição na Líbia incluem-se a Total da França, a ENI da Itália, a China National Petroleum Corp (CNPC), British Petroleum, o consórcio espanhol REPSOL, ExxonMobil, Chevron, Occidental Petroleum, Hess, Conoco Phillips.

O que se passou para que o "cachorro louco", que se transformara em grande amigo, volte a ser o "cachorro louco"?

De um lado, a evidência de que as potências hegemônicas tudo farão para não perder o controle dessa vital fonte de energia, o petróleo. De outro, fatores geo-estratégicos. Diante da revolta por mudanças democráticas dos países árabes do Norte da África e do Oriente Médio, é fundamental, no caso da Líbia, ter um governo absolutamente confiável, pressionando o vizinho oriental Egito para manter o tratado com Israel e não partir para políticas que desarrumem todo o contexto regional.

Antes de partir para o Brasil, o presidente Obama declarou que o "cessar-fogo tem que ser implementado imediatamente e isto significa que todos os ataques contra civis têm que parar. (...) Esses termos não são negociáveis. (...) Se Kadafi não cooperar haverá consequências".

Entrementes, as agências de notícias informam que no Bahrein, ocupado por tropas Arábia Saudita, com prévio conhecimento e anuência de Washington, e debaixo de lei marcial, milhares de pessoas desarmadas são reprimidas violentamente por forças militares que destruíram o monumento da praça Pérola, ponto de encontro de manifestantes.

Sabe-se que a V Frota norte-americana está estacionada neste país, distante 25 quilômetros da Arábia Saudita, e funciona como posto de vigilância dos vastos poços de petróleo do Golfo Pérsico. Gravíssima é a situação no Iêmen, aliado incondicional da Arábia Saudita e dos Estados Unidos. Dezenas de civis, desarmados, foram assassinados nas últimas horas. Nem a França nem a Inglaterra, tampouco Washington ou a Liga Árabe propuseram "todas as medidas necessárias" para proteger a população civil. Obama, Sarkozy e Cameron não falaram grosso com o Bahrein e Iêmen. A ONU não autorizou uma zona de exclusão aérea contra o Iêmen e Bahrein, nem acha que os direitos humanos de bareinitas e iemenitas mereçam ser respeitados.

Nesse caso, só falatório, hipocrisia e dupla moral.

Toda e qualquer intervenção na Líbia terá repercussões graves. Cabe ao povo líbio, e apenas a ele, resolver o problema líbio. A comunidade internacional deve manifestar solidariedade e agir unida para conter a guerra civil e facilitar uma via de transição pacífica para o conflito líbio. Os governos ocidentais, no afã de manter o seu domínio, usam diferentes padrões de avaliação, caso a caso, conforme o país, e, ao não reconhecer os levantes populares, são atropelados pelo curso da História. Os regimes árabes despóticos, fundamentalistas e absolutistas têm de saber que não podem resistir às mudanças. É simples questão de tempo, e todos os que resistirem serão varridos do mapa político.

Setores de esquerda vêm dando interpretações disparatadas sobre os acontecimentos. A mais esdrúxula reside em que "desqualificar a revolta das massas populares líbias porque o regime é inimigo aparente de nosso inimigo, não é um critério muito saudável".

Mas analistas de esquerda não podem fechar os olhos à realidade do mundo de hoje, desconhecer as forças em confronto e seus objetivos estratégicos, deixar-se levar pelas informações da mídia que tem um claro viés em favor dos interesses neocoloniais e imperialistas. Uma intervenção militar aberta implica que os Estados Unidos, Inglaterra, França e demais países optaram por um dos lados da guerra civil líbia, como aumentará brutalmente os riscos sobre a população civil que, cinicamente, anunciam que pretendem proteger."

domingo, 13 de março de 2011

Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA se demite

Da Reuters



Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA se demite



Por Susan Cornwell


WASHINGTON (Reuters) - O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, P.J. Crowley, demitiu-se no domingo depois que foi revelado que ele chamou o tratamento dado pelo Pentágono a um soldado dos EUA acusado de vazamento de documentos secretos ao site Wikileaks de "estúpido" e "ridículo."


A secretária de Estado Hillary Clinton disse em nota oficial que aceitou a demissão de P.J. Crowley com "pesar." Ele serviu como secretário-assistente do departamento de Relações Públicas e porta-voz chefe.


Crowley disse em nota que apresentou a sua demissão "dado o impacto das minhas observações, pelas quais assumo total responsabilidade." Sua demissão ocorreu dois dias depois que o presidente dos EUA, Barack Obama, foi questionado sobre as declarações de Crowley durante uma entrevista coletiva televisionada.


Um correspondente da BBC informou na semana passada que Crowley, coronel da reserva da Força Aérea, disse a uma pequena platéia em uma universidade de Massachusetts que o tratamento dado ao ex-analista de inteligência Bradley Manning "é ridículo, contraproducente e estúpido".


Manning, 23, está preso em uma base da Marinha no Estado da Virgínia e ficará detido durante a investigação das acusações de que ele teria vazado documentos quando servia no Iraque. Seus advogados disseram que ele está sendo maltratado na prisão militar.


Mantido sozinho em sua cela 23 horas por dia, Manning é obrigado a dormir nu e é acordado várias vezes durante a noite para garantir que está a salvo, segundo o Pentágono.


A publicação no site WikiLeaks dos documentos que Manning teria vazado foi um duro golpe para a diplomacia dos EUA, uma vez que aliados e adversários do país aparecem sendo ridicularizados ou criticados em comunicações diplomáticas secretas.


Em seu comunicado de domingo, Crowley disse que a divulgação não autorizada de informação confidencial é um "crime grave nos termos da lei dos EUA."


"Meus comentários recentes sobre as condições da prisão preventiva do soldado Bradley Manning tinham a intenção de destacar o impacto mais amplo, até mesmo estratégico de ações realizadas por agências de segurança nacionais todos os dias e seu impacto em nossa posição e liderança mundial," disse Crowley.


"O exercício do poder nos tempos desafiadores de hoje e com o ambiente sem trégua da mídia precisa ser prudente e coerente com nossas leis e valores".



domingo, 6 de março de 2011

Pato Donald: desenho banido

Via Diego Calazans, pelo Twitter

"A face do führer": desenho da Disney (1943) de crítica ao nazismo e propaganda aliada na 2ª Guerra Mundial.





terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Relações promíscuas" às claras e às escuras

Em um novo cable do WikiLeaks, Hugo Chávez  e o ditador da Líbia, Gaddafi - sim, aquele que manda bombardear civis -, cumprimentaram-se por suas "revoluções" em encontro de discussões sobre acordos biltaterais.


O presidente venezuelano condecorou o Gaddafi com a "Orden del Libertador" e disse que "o que Simon Bolivar é para o povo venezuelano, Gaddafi é para o povo líbio".


O ditador da Líbia, no poder há quase quatro décadas, e o presidente da Venezuela, são classificados pelo embaixador Robin D. Mayer como "irmãos revolucionários".


"Nós compartilhamos o mesmo destino, uma mesma batalha na mesma trincheira, contra um inimigo comum [colonialismo, segundo o texto] e vamos vencer", finaliza o ditador.


Nesse apertar de mãos, não podemos esquecer da forte relação - às claras - dos EUA com o destronado Hosni Mubarak no Egito.


Para ler o documento na íntegra, clique aqui

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

EUA querem derrubar mais Ahmadinejad do que Mubarak


Não me lembro desse empenho todo dos EUA para derrubar Hosni Mubarak. Vocês se lembram?


Do R7 (via @estadao)



EUA criam conta no Twitter em farsi para incentivar protestos de iranianos


Governo insiste para que o Irã permita manifestações de forma pacífica e livre


Reprodução





Página do Departamento de Estado americano onde mensagens são escritas em farsi, com o foco no público iraniano




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O Departamento de Estado dos Estados Unidos começou a escrever neste domingo (13) mensagens em farsi no microblog Twitter, para dirigir-se aos iranianos e insistir na necessidade de que o Irã permita que sua população se manifeste de forma pacífica e livre, como no Egito.

No lançamento de sua nova conta no Twitter, @USAdarFarsi, os EUA evocaram "o papel histórico" que as redes sociais tiveram para os iranianos nos protestos, após as eleições presidenciais de 2009 contra a então reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"Queremos nos unir a vocês, às suas conversas diárias", escreve o Departamento de Estado em uma mensagem.

Os EUA também acusaram no domingo as autoridades iranianas de hipocrisia, já que saúdam a revolta egípcia e ao mesmo tempo proíbem a realização de protestos antigovernamentais em seu território.

Nesta segunda-feira (14), milhares de pessoas tentavam se reunir em diferentes regiões do centro de Teerã no início da tarde, apesar de a polícia e as forças de ordem tentar impedi-las, segundo testemunhas e vários sites de oposição.

O farsi é a língua oficial no Irã e um dos idiomas oficiais de Afeganistão e Tadjiquistão.

Após dias de pressão popular, Mubarak abandonou a Presidência do Egito na sexta-feira (11), após passar 30 anos no poder.


 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Guerra" matou 2 crianças por dia em 2010 no Afeganistão

Do Estadão

Guerra no Afeganistão matou 2 crianças por dia em 2010, diz ONG


Entre 2.421 mortes de civis relacionadas ao conflito , 739 foram de menores de 18 anos




MATT ROBINSON - REUTERS



Menino afegão tenta cruzar fronteira para o Paquistão. Foto: Anja Niedringhaus/AP

CABUL - Duas crianças foram mortas em média a cada dia no ano passado no Afeganistão, e áreas outrora pacíficas do norte estão agora entre as mais perigosas, disse nesta quarta-feira uma entidade independente de proteção dos direitos humanos no país.

O relatório da Afghanistan Rights Monitor (ARM) diz que, entre 2.421 mortes de civis registradas em incidentes relacionados ao conflito no ano passado, 739 foram de menores de 18 anos.

Quase dois terços dessas mortes de menores de idade foram atribuídas a "grupos armados de oposição" (ou insurgentes), enquanto as tropas estrangeiras sob comando dos EUA e Otan teriam causado 17 por cento delas.

A ARM disse que muitas mortes de menores ocorreram nas violentas províncias meridionais de Kandahar e Helmand, tradicionais redutos da insurgência, mas que Kunar (leste) e Kunduz (norte) também estão entre as regiões mais perigosas para crianças e adolescentes.

As mortes de militares e civis atingiram em 2010 seus piores níveis desde que os EUA invadiram o Afeganistão e ajudaram a derrubar o regime islâmico do Taliban, em 2001.

Mas o número de menores mortos pela guerra caiu no ano passado em relação a 2009, quando houve 1.050 vítimas, segundo o ARM.

A entidade alertou, no entanto, que "as crianças estiveram altamente vulneráveis aos males da guerra, mas pouca coisa foi feita pelas partes combatentes, particularmente os grupos armados de oposição, para assegurar a segurança infantil durante incidentes militares e de segurança".

Um relatório divulgado no final do ano passado pela ONU estimava que o número de vítimas civis no Afeganistão havia aumentado 20 por cento nos primeiros dez meses do ano, em relação ao mesmo período de 2009, e que mais de três quartos eram mortos ou feridos por insurgentes.

O relatório do ARM diz que a maioria das crianças e adolescentes que morrem são vitimadas por bombas caseiras. Em seguida na lista vêm os ataques suicidas, os bombardeios aéreos e os morteiros.

Na segunda-feira, a Isaf (força internacional sob comando da Otan) informou que uma criança foi morta acidentalmente num bombardeio na província de Helmand.





 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Al-Jazeera nos EUA e a cobertura no Egito

Do Jornalismo B



TV Al-Jazeera obtém clamor dos EUA via Twitter


O artigo a seguir é uma colaboração especial de Hélio Paz*





A mim, muito incomoda quando pensam que a mídia de massa possui um papel sociotécnico maior do que aquele que ela de fato possui. Da mesma forma, também me incomoda quando minimizam a importância e o papel das mídias sociais.

A mídia de massa ainda possui o papel de orientar a vida das pessoas sobre o mundo que as cerca: o rádio, a TV, o jornal e a revista são quase onipresentes e apresentam interfaces de navegação bastante comuns há décadas.

Contudo, a digitalização permite a convivência às vezes equivalente, às vezes proporcionando um espaço maior a cada uma dessas mídias de massa a partir da interação humana via software e do compartilhamento de informações via banco de dados: a TV está no YouTube, assim como mensagens SMS (torpedos) funcionam como bilhetes.

O fato de haver uma infinidade de aplicativos e de sites de redes sociais na internet desorienta e confunde. No entanto, desde os mais populares comoOrkut, Facebook, Twitter e YouTube até outros que são importantes apenas para determinados perfis de internautas (Linked In, Flickr, Picasa, Vimeo e outros), todos possuem a qualidade de reunir pessoas por afinidade. E, de uma maneira geral, costumamos confiar mais no parente, no vizinho ou no colega de trabalho como formadores de opinião do que em pessoas estranhas. E tudo o que ouvimos de nossos pares comunitários tende a ser espalhado como um telefone sem fio para outros conhecidos de outros grupos aos quais pertencemos.

Nesse sentido, a TV catariana Al-Jazeera, que é a principal rede de emissoras de notícias em idioma árabe, tem feito um trabalho de COMPLEMENTARIDADE entre a mídia de massa (que é seu negócio principal) e as mídias sociais (isto é, divulgar a si mesma via internet com o uso do Twitter).

Segundo matéria recente publicada no Nieman Journalism Lab, um projeto da Nieman Foundation na Universidade de Havard, não apenas a cobertura sobre a crise no Egito pela Al-Jazeera tem sido postada no Twitter com chamadas e links para a matéria no site da emissora como também tem servido para estimular o consumidor de notícias estadunidense a exigir das operadoras de TV a cabo gringas a adição da Al-Jazeera em seus pacotes de canais.

O fato de os EUA serem parceiros de governos totalitários faz com que as emissoras CNN, Fox News e TNT (os três canais de alcance internacional com a maior audiência noticiosa do país) omitam ou distorçam uma série de questões acerca das tradições árabes e da real situação desses países. E o fato de os estadunidenses estarem procurando por áudio, vídeo e matérias escritas no site da Al-Jazeera (isto é, dentro de um ambiente que não possui acesso universal mas que apresenta a possibilidade de comentar, copiar, colar e editar conteúdo em rede e publicá-lo sob outras formas pelo próprio usuário, que vira também produtor de informação) significa que eles estão muito interessados na linha editorial e no teor das notícias da Al-Jazeera em inglês.

Em meados da década de 1980, quando ainda não havia internet, a audiência televisiva estadunidense clamava pelo acesso à MTV, que começou como um canal de clipes musicais – uma programação bastante desejada pelos adolescentes do país naquela época. Hoje, via Twitter, os internautas-telespectadores tem retuitado mundo afora a hashtag #demandaljazeera(solicite a Al-Jazeera) patrocinada pela própria emissora do Oriente Médio.

O coordenador de mídias sociais da referida corporação midiática, Riyaad Minty, afirmou ao repórter Justin Ellis do Nieman Journalism Lab que cerca de 50% do tráfego de dados dos sites da Al-Jazeera vem dos EUA.

Neste caso, o Egito bloqueou a internet no país para que as informações contra o governo de Hosni Mubarak não chegassem ao exterior. Todavia, a Al-Jazeera passou a distribuir panfletos com as formas alternativas de acesso às suas notícias, em um retorno ao que poderíamos chamar de um jornal bastante resumido. Outras formas de distribuir o seu conteúdo foram utilizadas, como o Scribble Live (manchetes gravadas e publicadas via telefone), entre outras.

Mas o melhor que a Al-Jazeera fez foi liberar parte do seu conteúdo sob a licença Creative Commons: isso deu aos internautas total liberdade de postar em seus blogs pelo mundo inteiro para diferentes públicos e em vários idiomas as matérias digitalizadas que, antigamente, teriam ficado restritas apenas à cobertura do sinal de rádio e TV e da logística de impressão e distribuição de jornais e revistas.

A grande guinada que as interfaces gráficas para o usuário de computadores de todos os tipos (inclusive celulares) e a circulação da informação através de bancos de dados trouxeram foi a liberdade de fugirmos do gatekeeper comprometido com religiões, políticos e patrocinadores que normalmente formam a elite que determina o que é notícia e sob qual viés o público deverá ser informado.

O importante é que há a inclusão de públicos diferentes e culturas diferentes que, há até bem pouco tempo, não tinham voz no debate planetário. Mesmo que a Al-Jazeera tenha seus interesses corporativos e também defina o que é e o que não é notícia, ela vem de uma cultura diferente que está sendo cada vez mais valorizada.

*Hélio Paz é professor da Unisinos, blogueiro twitteiro


 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mais do que múmias

Do Opera Mundi



Museu Nacional do Cairo é atingido por coquetéis molotov ‎


O Museu Nacional do Cairo, o maior e mais antigo museu do Egito, foi incendiado nesta quarta-feira (02/02) por coquetéis molotov lançados por manifestantes que se enfrentaram na praça Tahrir no centro da capital egípcia, segundo a rede de televisão Al Jazeera.


Efe (31/01/2010)

Imagem do Museu Nacional do Cairo, um dos museus mais antigos do mundo


Segundo a Al Jazeera, dezenas de coquetéis molotov foram lançados contra uma das laterais do museu a partir dos terraços de prédios vizinhos. Enquanto isso, o exército tentava sufocar as chamas na praça Tahrir.

Uma testemunha disse à Al Jazeera por telefone que "policiais e pistoleiros do PDN", o governante Partido Nacional Democrático, lançaram as bombas contra o museu e garantiu que têm em seu poder carteiras policiais e de membros da formação política de Mubarak encontradas com os supostos atacantes. A testemunha garantiu que conseguiram capturar "46 pistoleiros" que foram entregues aos soldados e assinalou que o exército fez alguns disparos para o ar.

Após a retirada da polícia das ruas na sexta-feira à noite, o museu, que guarda joias da época faraônica, como o tesouro achado no túmulo do rei Tutancâmon, foi vítima do vandalismo. O recém-nomeado ministro de Estado de Antiguidades, Zahi Hawass, assinalou que durante os atos de vandalismo 70 peças foram danificadas. Não há estimativas sobre as perdas de hoje.

Ajuda internacional

Com a escala das tensões no Egito, organizações e museus ao redor do mundo, mas principalmente na Europa, se ofereceram para proteger peças pertencentes a museus eugípcios.

"Todos nós, que somos amigos do Egito, podemos ajudar com os esforços para impedir os saques de sítios arqueológicos, lojas e museus. Para isso, devemos focar o comércio internacional de antiguidades", informou em comunicado à imprensa o Museu Petrie de Arqueologia Egípcia, em Londres.

Karen Exell, presidente da Sociedade de Exploração do Egito, britânica, e curadora da coleção egípcia do Museu de Manchester, disse que, além de ofertas de ajuda, foi emitido um alerta internacional para identificar artefatos roubados. Um dos alertas foi postado num mural eletrônico global de egiptólogos por uma equipe de arqueólogos espanhóis que se ofereceu para ajudar a catalogar artefatos.

O Egito foi palco de uma das maiores civilizações da antiguidade, fato que é também uma importante fonte de receita turística para o país. O Museu Britânico, que possui uma das maiores coleções mundiais de antiguidades egípcias, incluindo a famosa Pedra de Rosetta, pediu mais proteção do patrimônio histórico-cultural egípcio.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Estamos todos marcados!

De acordo com o Twitter do site WikiLeaks, todos os usuários estão "marcados" pelo governo dos EUA.


Agora há pouco lançaram o alerta pela rede social. Eles se baseiam em um documento - uma ordem judicial - na qual, entre outras coisas, diz-se que poderão ser gravados dados do usuário que se conectou à conta do WikiLeaks, incluindo data, hora e forma de conexão, além dos endereços de IP.


"Tarde demais para deixar de seguir", postou o @WikiLeaks.


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Os tempos propostos por George Orwell no livro 1984 estão mais fortes do que nunca. Como bois, estamos todos marcados a ferro. Mas quem liga? (inspirado no tweet do @diego_calazans)