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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ato de protesto contra o posicionamento homofóbico do Mackenzie - 24/11

De página do Facebook

"Na última terça-feira (11), o Chanceler e Reverendo da Universidade Presbiteriana Mackienzie, uma das maiores e mais influentes Universidades do Brasil, Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes, publicou uma carta em que ele, em nome da Universidade, se posicionava contra a aprovação da Lei da Homofobia, citando passagens bíblicas e alegando que a cultura brasileira está cada vez mais distante das referências de certo e errado.

No...sso objetivo com esse manifesto não é necessariamente afrontar a falta de apoio da direção da universidade em relação a Lei da Homofobia. O fato do Reverendo apoiar suas justificativas sobre passagens biblicas e argumentos nao fundados é o que nos afronta. O reverendo falou em nome do Mackenzie para justificar seu comportamento homofóbico!

O nosso ato de protesto não é contra a instituição de ensino do Mackenzie, nem com seus corpos docente e dicente. Tambem nao tem conotação homossexual, heterossexual ou nenhuma orientação sexual direta. É um movimento em prol da liberdade de escolha, da liberdade de expressão, onde todos estão convidados a demonstrar a sua liberdade como bem entender.

Não podemos deixar essa oportunidade passar em branco; vamos demonstrar nossa pluralidade de escolhas sem medo e sem vergonha!

A presença de todos será muito importante e muito bem vinda.

Universidade Presbiteriana Mackezie
24/11/2010 - Quarta Feira
Concentração às 16h30
Manifestação às 18h00 (entre o horário de saída das turmas da tarde e a entrada das turmas da noite)

Tragam cartazes, bandeiras, cornetas, altofalantes, tirem o pó das vuvuzelas e vamos ver e ser vistos!"

Outra visão dos fatos

Reproduzo aqui dois comentários, que se somam, da amiga, leitora e escritora, Monique Buzatto, do Blog Papo de Menina. Mackenzista desde criancinha, traz uma visão diferente do que viemos comentando esses dias. Ela nos fornece uma outra forma de pensar no assunto.


"





Hummmmmm…

Posso falar?
Não se acaba com uma tradição de milhares de anos da noite pro dia.
Quando as pessoas entram no Mackenzie, elas têm noção de que os valores ali praticados são presbiterianos.

Sério, sério mesmo, você esperava algo diferente a este respeito????

O fato não quer dizer que eles vão recriminar homossexuais, ou eles não teriam quorum para os cursos deles. Quer dizer, simplesmente, que eles não vão abrir mão dos valores MORAIS e ERLIGIOSOS deles.
Esperar que fosse diferente seria como esperar que o Bento XVI aceitasse o casamento gay.

Pense nisso."

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Não estou defendendo a “posição anti-lei-homofóbica” que eles adotam.Tente entender com outra lógica:
Eu sou a favor da legalização do aborto, mas sou contra O aborto.
São coisas completamente diferentes.

Liberdade de expressão é um direito constitucional.

O Brasil, apesar de ser um Estado laico, possui instituições religiosas. O Mack é uma universidade presbiteriana, mas mais ainda, é CONFESSIONAL. Isso está no seu contrato de prestação de serviços, está na carta de princípios, está na ética mackenzista que você respira.
Todo mundo sabe que a Igreja Presbiteriana determina os princípios da Universidade.

Sendo confessionais, eles deixam claro que há princípios religiosos que ditam as cartas de princípios e o método de trabalho deles.

O fato de o chanceler se declarar contra A LEI da homofobia, apenas deixa clara a sua posição a respeito desses princípios que eles querem pregar. Isso não significa que eles querem que todos acatem os princípios, ou eles obrigariam todos a frequentarem missas. O que não acontece. Você, estudante de jornalismo, tem o DIREITO de ser ateu, se quiser, numa universidade presbiteriana. Mas você não pode simplesmente ignorar que os princípios deles imperam lá dentro, porque você sempre soube da existência deles.

De volta à minha comparação com a posição contra ou a favor do aborto, as pessoas exageram nas coisas.

Claro que o Estado deu uma eloquência imensa à carta, mas com isso eles querem simplesmente dizer:
“Vejam bem, nós somos presbiterianos e gostaríamos de continuar pregando os nossos princípios, nas nossas Igrejas e nas nossas aulas do Colégio, da maneira como sempre pregamos, sem sermos processados por “homofobia”.”

É uma instituição que AINDA tem princípios e está simplesmente declarando seu direito de defendê-los.

Não é um ataque os gays, ou metade dos cursos deles perderiam o quorum. É, pelo que eu entendi do texto (e eu entendo um pouquinho de textos e do Mackenzie, sem soar arrogante, please), uma instituição que está querendo exercer seu DIREITO de pregar a sua ética.

Quem quiser, que compre. Ou não.
Mas que eles têm esse direito, eles têm.
Beijos ;*

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Os comentários juntamente com minhas "réplicas" você vê clicando aqui.