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segunda-feira, 25 de julho de 2011

FLAGRANTE: Caminhões derrubam fiação em avenida de São Paulo

Não é preciso ser nenhum técnico para saber que a Estrada do Campo Limpo não comporta a imensa quantidade de caminhões que começaram a circular pela região depois das restrições a outras avenidas, como a Morumbi e Francisco Morato.


Em toda sua extensão, é praticamente pista única. Não aguenta nem os carros, quiçá caminhões, carretas e toda a sorte de veículos pesados.



Além da poluição e do trânsito - registrados pelo SPTV e portal G1 aqui e aqui-, o que assusta a quem passa pelo local são as quedas de fios provocadas pelos caminhões.


Enquanto eu registrava as imagens, um caminhão passou e arrancou mais um que por pouco não atingiu a mim e uma senhora que passava com uma criança pela calçada. 


O problema é que os caminhões são muito altos e alguns esbarram nos fios - elétricos ou de telefone - que cruzam a Estrada do Campo Limpo.


Até quando os moradores do local - nos quais me incluo - estaremos sujeitos a isso?


Caminhão no Morumbi não pode, mas no Campo Limpo a fiação pode ser arrancada e as pessoas postas em risco?


* A Eletropaulo está colocando postes mais altos. Ou seja: os caminhões ficam. Subir a rede de fios e ficar com o trânsito infernal e a poluição. Parabéns, prefeito Kassab.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Mundo Mágico de Escher em São Paulo

Ao olhar a obra de Escher (1898 - 1970), você pode pensar que ele tinha um parafuso a menos, dada a aparente falta de lógica existente em suas gravuras.




[caption id="attachment_2115" align="aligncenter" width="640" caption="Exposição em 4 pisos do Centro Cultural Banco do Brasil aproximam espectadores de gravuras, espelhos e colheres"][/caption]

Não. Ele tinha parafusos a mais, e não a menos.



O artista transforma nossa lógica corriqueira em um mundo à parte. Suas obras trazem uma maneira muito própria de transgredir o espaço e o tempo.


Gravuras, colheres, espelhos e labirintos visuais compõem todo um cenário especial.



Algumas obras utilizam a mesma "tecnologia" que aqueles "tazzos" e cartões de Natal - os quais você muda de posição e altera a imagem dando uma ilusão de movimento.


"Passeios por Amsterdã"







Essa modalidade de arte me lembra a literatura fantástica - temos de nos perguntar se aquilo de fato aconteceu; duvidamos dos acontecimentos, no caso das imagens, que nos são apresentados; os tempos e os espaços se misturam e negam nossas leis naturais, aquilo que usamos para explicar nosso mundo de forma racional.







Vale à pena conferir e se impressionar:


O Mundo Mágico de Escher, no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - fica em cartaz até dia 17/07/2011. Grátis. Rua Álvares Penteado, 112. Centro.


Além da visitação em si, é sempre interessante e inspirador - acho eu pelo menos - caminhar pela região central da cidade e aspirar todas aquelas construções marcadas pela história da Terra da Garoa.

sábado, 9 de julho de 2011

Paulistas! Às armas! A Revolução de 1932 do ponto de vista do esporte

A Revolução de 1932 do ponto de vista do esporte.


Do Paradoxos da Bola




9 de Julho: Friedenreich e a Revolução de 1932





Antes de começar a contar a história de Friedenreich e de outros atletas que foram ao campo de batalha na Revolução Constitucionalista de 1932, neste dia 9 de Julho – feriado em São Paulo – façamos uma pequena introdução…


Em 1929, em meio à República Velha, os paulistas romperam sua aliança política com os mineiros, dando fim à famosa política do café-com-leite e lançaram um candidato próprio à presidência da República, o governante do estado de São Paulo, Júlio Prestes. No dia 1º de maio de 1930, Júlio Prestes vence as eleições. No entanto, o candidato paulista não tomou posse de seu mandato. A 24 de outubro de 1930, um movimento armado composto por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul instaurou um golpe de estado, o famoso Golpe de 1930. Júlio Prestes foi exilado e Getúlio Vargas tomou posse do chamado Governo Provisório. As primeiras grandes ações de Vargas foram a invalidação da Constituição de 1891 e a imposição de interventores sob sua escolha para governar os estados, tirando-lhes a autonomia antes garantida.


O povo paulista, de imediato, mostrou-se contrário ao governo de Getúlio Vargas e suas ações. Os paulistas exigiam que se promulgasse uma nova Constituição, que os estados voltassem a ter autonomia e que novas eleições fossem convocadas. À essa altura, não havia Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmaras Municipais. Após dois anos de governo Vargas e sem que se percebesse uma movimentação por parte do presidente da República nesse sentido, os paulistas começaram a ir às ruas para protestar. Em 23 de maio de 1932 – nome de uma das mais importantes vias da cidade de São Paulo – quatro jovens estudantes foram alvejados e mortos na Praça da República, centro da cidade, por partidários de Getúlio Vargas. O famoso M.M.D.C., iniciais dos sobrenomes dos jovens. Eram eles Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Drausio Marcondes de Sousa e AntonioCamargo de Andrade. Os jovens estão sepultados no mausoléu do Obelisco do Ibirapuera, que homenageia os heróis de 1932.


Tal acontecimento foi crucial para que o povo paulista, definitivamente, se rebelasse. A 9 de julho de 1932 – atualmente dia de feriado em São Paulo – teve início a Revolução Constitucionalista. São Paulo entrou na luta armada com o apoio de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Porém, com articulações de bastidores, Vargas reconquistou o apoio dos mineiros e dos gaúchos, restando a São Paulo apenas o apoio parcial do Mato Grosso. Foi lançada a Junta Revolucionária, onde cerca de 200 mil voluntários se alistaram, tendo cerca de 60 mil deles ido à campo, tomando frente na batalha armada. Os paulistas doavam seus bens, principalmente ouro, para que se arrecadassem fundos para a Revolução. Com uma forte publicidade por parte de Vargas, São Paulo se viu contra o restante da Federação, já que era adjetivado por todos os lados de separatista.



Entre os paulistas que se alistaram para a Revolução Constitucionalista de 1932 incluíam-se muitos atletas, cerca de 1.500, vários deles jogadores de futebol. Dentre esses jogadores estava Arthur Friedenreich, talvez o primeiro jogador fora-de-série do futebol brasileiro. Friedenreich nasceu em São Paulo, no dia 18 de julho de 1892, filho de pai alemão e de mãe ex-escrava que tiveram de deixar o Rio Grande do Sul após o fim da escravidão, que culminou com uma crise nas grandes fazendas gaúchas, em busca de melhor sorte na capital paulista. O jogador começou a se destacar no futebol paulista muito cedo, a começar pelo Germânia (atual Pinheiros), Mackenzie, Ypiranga e Paulistano. Friedenreich quebrava os estigmas de preconceito da época. Fruto mestiço do casamento entre um europeu e uma escrava, o jogador de pele morena, na época chamado de mulato, era respeitado e admirado pela elite paulista.


No futebol, muitos dizem que Friedenreich foi o criador da ginga brasileira e o introdutor dos dribles curtos. No ano de 1919, Friedenreich foi convocado pela Seleção Brasileira, cuja confederação havia sido fundada apenas 5 anos antes. Naquela Copa América disputada inteiramente no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro – então chamada de Campeonato Sul-Americano – o Brasil começou a fazer história no futebol. Com duas vitórias e um empate na fase classificatória, na qual enfrentou Argentina, Chile e Uruguai, o Brasil chegou à final contra o último. Em uma final de 150 minutos, com duas prorrogações, o Brasil derrotou aquela seleção que seria bi-campeã olímpica logo em seguida, e mais a frente bi-campeã mundial, por 1 a 0 no final da segunda prorrogação, com gol de Friedenreich. Foi aí que ganhou, dos uruguaios, o apelido de El Tigre.


Friedenreich ainda jogou em vários clubes como Flamengo, Santos e São Paulo. O atleta só encerraria sua carreira em 1935, mas antes disso deixou o futebol de lado, sua gloriosa carreira em segundo plano, para engajar-se na Revolução Constitucionalista de 1932. Friedenreich doou vários de seus troféus e medalhas e alistou-se para ir ao campo de batalha, e assim se fez. O jogador colocou sua carreira e sua vida em risco para lutar por suas convicções. O futebol já era, na época, o esporte mais popular do Brasil, já carregava grandes públicos. Com sua enorme fama, Friedenreich impulsonou o alistamento de vários outros atletas. O primeiro ídolo do futebol nacional chegou a ir às rádios algumas vezes para convocar seus colegas de profissão a irem ao front de batalha. Muitos atletas abriram mão das Olímpiadas de Los Angeles, em1932, para irem àRevolução. Como os irmãos Rheder, por exemplo, destaques desse engajamento esportivo na causa paulista e brasileira, expoentes do atletismo nacional à época.



Estima-se que os atletas tiveram apenas 2 semanas de preparação militar para irem ao campo de batalha, mais precisamente no dia 2 de agosto de 1932. Historiadores afirmam que cerca de 800 atletas foram deslocados para Eleutério, fronteira com Minas Gerais. Outros 600 foram enviados para a região da Mogiana, também fronteira com território mineiro. Segundo os jornais da época, os atletas mal chegaram a seus fronts de batalha e já se depararam com fogo cruzado. Com poucas munições, passaram cerca de um mês abaixo de fogo inimigo. Muitos esportistas foram mortos durante a Revolução, não se sabe ao certo quantos.


Porém, uma falsa notícia abalou o país e principalmente o futebol nacional. Os jornais chegaram a estampar em suas capas notícias sobre a morte de Friedenreich. No entanto, ele estava vivo e acabou sendo até condecorado pelas forças militares devido aos seus atos de bravura. Fridenreich ficou no campo de batalha até o fim da Revolução, um combate que durou 87 dias. O jogador só deixou as trincheiras após a rendição dos exércitos constitucionalistas com uma negociação de paz junto às forças federais.


Muitos historiadores afirmam que, em São Paulo, a participação dos atletas na Revolução Constitucionalista de 1932 auxiliou em uma diminuição considerável do preconceito no futebol. Todo tipo de atletas, das mais variadas raças, cores e credos foram ao campo de batalha e voltaram sob a admiração do povo paulista. Assim como é sabido que a inserção das mulheres nas iniciativas sociais e civis teve na Revolução um grande impulso, o preconceito racial no esporte e na sociedade, pelo menos em São Paulo, guinou-se à uma considerável melhora.



Revolução Constitucionalista de 1932 teve fim no dia 2 de outubro daquele ano. Os líderes paulistas foram presos. Historiadores afirmam que os constitucionalistas contavam com 10 mil combatentes, 4 aviões e 5 trens blindados em sua Força Pública Paulista. Havia também cerca de 40 mil combatentes voluntários, num total de 200 mil alistados. Já as Forças Armadas, sob o comando de Getúlio Vargas, tinha a sua disposição a totalidade do exército, da marinha e da aeronáutica, sendo que cerca de 100 mil homens foram à batalha.


Os paulistas se renderam, mas conseguiram aquilo que queriam. No fundo, a Revolução Constitucionalista de 1932 alcançou os objetivos que desejava, acabou saindo-se vitoriosa com a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte em 1933 e com a promulgação de uma nova Constituição em 1934. Não fosse aRevolução de 1932, capitaneada pelos paulistas e abraçada pelos esportistas, muito provavelmente esses objetivos não seriam alcançados. Friedenreich, que faleceu aos 77 anos em 1969, e muitos outros atletas escreveram seu nome não só na história do esporte, mas também na história do país, lutando pela liberdade e pela cidadania.


Por Luiz Nascimento



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quanto você ganha?

Quanto você ganha?


Desempregado?


Dois bons negócios, agora na Capital paulista: prefeito e secretários da administração pública.


Foi sancionado o aumento de salário para Gilberto Kassab e seus 27 secretários. De miseráveis 20 mil reais, passa a 24 mil. Já os secretários, terão um reajuste de 250%: de pouco mais de 5 mil reais, passarão a ganhar quase 20 mil.


O aumento não será só de Kassab e seus secretários, ele se estenderá às gestões futuras da Capital.


O salário médio do professor em São Paulo é de R$ 1700,00 (informação de 2010)


O salário mínimo nacional é de R$ 545,00.


Você acha isso justo?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Greve no transporte

Da Carta Capital, via Daniela Machado



Cooperativas de micro-ônibus prometem greve para esta terça-feira em São Paulo


Rede Brasil Atual14 de março de 2011 às 17:13h




Empreendimentos afirmam que, em quatro anos, repasse da prefeitura subiu 9,4%, ante reajustes de 30% na passagem


Por Jéssica Santos de Souza*


As cooperativas de transporte coletivo da cidade de São Paulo prometem greve a partir da 00h desta terça-feira (15), por tempo indeterminado. A decisão foi votada em assembleia na sexta-feira (11) que reuniu trabalhadores ligados ao Sindilotação – entidade que representa transportadores autônomos, da Federação das Cooperativas de Transporte do Estado de São Paulo e lideranças das operadoras.


O motivo da paralisação é um impasse em torno da correção de valores repassados aos operadores pelo transporte dos passageiros. As cooperativas reivindicam 12%, enquanto a prefeitura de São Paulo aceita dar um reajuste de 4,5%.


Segundo o presidente do Sindilotação, Senival Moura, caso a gestão municipal apresente disposição de dialogar com a categoria, a greve será suspensa. “Estamos operando no vermelho. Desde 2007, tivemos uma aumento de 9,4%, enquanto a passagem para o usuário teve reajuste de 30,43%”, afirma Moura.


As cooperativas operam principalmente micro-ônibus em todas as regiões da capital paulista. São cerca de 6 mil veículos que transportam 3,5 milhões de passageiros por dia. As nove cooperativas são responsáveis por atender 43% do sistema de transporte rodoviário da cidade.


O valor médio repassado às operadoras é de R$ 1,28 por passageiro. Com o aumento reivindicado, passaria a R$ 1,44. As empresas privadas que têm concessão do serviço em São Paulo recebem esse repasse de acordo com o gasto real de cada passageiro que embarca nos veículos.


*Publicada originalmente na Rede Brasil Atual



quinta-feira, 10 de março de 2011

Foto contraste do dia

Depois de uma manhã às margens do fétido rio Tietê, na altura do Pq. Ecológico, visitando as obras de desassoreamento, com os pés na lama, a foto - . Em breve, mais informações:




[caption id="attachment_1739" align="aligncenter" width="1024" caption="Barcaça no Rio Tietê. Não notam nada?"][/caption]

Vamos aproximar!

[caption id="attachment_1740" align="aligncenter" width="1024" caption="Quantos purificadores Europa são necessários para devolver a vida ao Tietê?"][/caption]

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bike Tour: invasão de hackers provocou problemas (SPTV)


Confira a reportagem do SPTV e logo abaixo a notícia que saiu no G1.







Do G1 SP



Invasão de hackers ao site do Bike Tour prejudica inscrições de ciclistas


Evento acontece no aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro.
Organização irá enviar e-mail com orientações para os prejudicados.





Uma invasão de hackers ao site do Bike Tour fez com que milhares de pessoas que se inscreveram para o evento não conseguissem efetuar o pagamento da taxa de inscrição. Segundo a organização, cerca de 5.500 ciclistas foram afetados pela invasão.


Quem conseguiu se inscrever, mas não pôde pagar a taxa de R$ 180, não precisa se preocupar. A organização do evento informou que irá enviar um e-mail com as orientações sobre como deverá ser feito o pagamento.


A terceira edição do Bike Tour, como de costume, acontece no aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro. A largada será feita na Ponte Octávio Frias de Oliveira, mais conhecida como ponte estaiada.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Bike Tour: quebrar a cara antes de subir na bicicleta

Disse que o blog estaria de férias, mas não me contive...


A primeira decepção do ano começou já poucos minutos depois da meia noite. Eu e muitos tentamos fazer a inscrição para o World Bike Tour São Paulo 2011 - aquele passeio no qual você paga, "ganha" uma bicicleta e anda 10 km pela marginal Pinheiros, partindo da Ponte Estaiada. Pois bem, ano passado foram 6000 participantes. No desse ano, serão 7000. Ou seriam.


O site oficial do evento (<www.worldbiketour.net>) esteva fora do ar desde às 20h30, segundo relataram alguns usuários do Twitter. Outros diziam ter feito parte da inscrição por um endereço "não oficial" - e que foi o de 2010, e não de 2011 (<https://inscriptions.worldbiketour.net/saopaulo2010/inscricao.php>), mas ao chegar a etapa de gerar o pagamento ocorria um erro e a seguir a mensagem "inscrições esgotadas" aparecia na tela.


Também pelo Twitter, o secretário dos esportes de São Paulo, Walter Feldman, disse que entrou em contato com o presidente do Bike Tour e estavam apurando tentativa de pirataria nas inscrições e mais: "Houve 1 saturação absurda da demanda.....está sendo resolvida com o sistema de comunicação. Vamos aguardar um pouco mais!". Pouco depois diz que à meia noite ninguém mais enfrentava problemas, ao contrário do que registraram diversos usuários (nos quais me incluo).




[caption id="attachment_1016" align="aligncenter" width="532" caption="As desculpas para as falhas do evento. "Se não aguenta, não inventa", disse um usuário ontem à noite"][/caption]

Ainda, talvez, a falha mais grave foi que nem diversos assinantes do "mybiketour" - serviço pago garantidor de 80% das vagas do evento - conseguiram se inscrever. "Isso é uma piada", dizia uma usuária ontem à noite.



Até agora, nenhum posicionamento oficial, nada na mídia e ambos os sites estão fora do ar. Perdi a virada para me inscrever em um evento de pura incompetência!


Você pode se indignar aqui, aqui ou aqui

sexta-feira, 17 de setembro de 2010