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segunda-feira, 21 de março de 2011

Dragagem do Tietê segue inativa até abril

Diego Moura e Thiago de Oliveira



Engenheiro diz que se espera um novo modelo de licitação até o final do mês de abril. O objetivo, segundo ele, é tornar a gestão das obras mais eficiente. Enquanto isso, operários realizam manutenção em barcaças, dragas e outros equipamentos.


“Isso aqui é que nem serviço de casa: não acaba nunca”. Dessa forma o engenheiro Dráuzio Agianotto, do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo), classifica o trabalho de contenção de águas do rio Tietê que se encontra parado desde novembro. Ele considera ideal uma manutenção mais aprofundada a cada dois anos, no mínimo. A interrupção do serviço se deve ao período de chuvas e a mudanças contratuais na licitação para realizar as obras.


Pelo fato do nível do rio ultrapassar o normal, as barcaças e dragas, usadas no desassoreamento, não  tem estrutura para alcançar o leito do rio. No caso da licitação, Dráuzio informa que houve uma mudança de gestão dos contratos: a concessão do serviço para a realização das obras passa de 12 para cinco anos. Isso representa vantagem à empresa e ao governo, pois proporciona um rompimento contratual mais ágil em caso de ineficiência nas obras.


A eficiência do modelo de contrato e das operações é colocada à prova, principalmente, nesses últimos meses. Segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, os pontos de alagamento praticamente triplicaram em quatro anos às margens do Tietê. Considerando apenas o bimestre inicial de cada ano, foram 36 pontos em 2008 e 101 neste ano. E com isso, os transtornos aos moradores da região se intensificaram. “Na época de chuva não dá para ficar tranquila em casa: é sempre em estado de alerta para levantar móveis e tirar o carro da garagem para não perder. E com essa pausa das obras, essa preocupação não vai acabar tão cedo”, conta Monica Meira, estudante do Mackenzie, que mora próximo à Marginal do Tietê. Sobre a pesquisa, Drauzio é enfático: “a imprensa é muito sensacionalista”.



Barcaças e dragas estacionadas: chuvas e contratos

“A responsabilidade é do regime de chuvas, muito intensas nesse ano, das ocupações irregulares, do  aquecimento solar (sic)”, segundo Agianotto. Apesar de apontar fatores externos, o engenheiro reconhece que o DAEE é inteiramente responsável por controlar a quantidade de água aceitável no rio. Cabe à SABESP e à CETESB cuidarem dos níveis de poluição.


Em meio às margens atulhadas de lama e lixo, o rio Tietê enche sem controle. E, enquanto esperam equipamentos e contratos mais eficientes, quem sofre é a população que não tem como escapar dessa selva urbana negligenciada por tantos anos.


[texto para disciplina de Redação e Edição, jornal laboratório Comum. Palpitem!!]

quinta-feira, 10 de março de 2011

Foto contraste do dia

Depois de uma manhã às margens do fétido rio Tietê, na altura do Pq. Ecológico, visitando as obras de desassoreamento, com os pés na lama, a foto - . Em breve, mais informações:




[caption id="attachment_1739" align="aligncenter" width="1024" caption="Barcaça no Rio Tietê. Não notam nada?"][/caption]

Vamos aproximar!

[caption id="attachment_1740" align="aligncenter" width="1024" caption="Quantos purificadores Europa são necessários para devolver a vida ao Tietê?"][/caption]

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ubatuba, 2010

Estive em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, entre os dias 10 e 14. Pelo terceiro ano consecutivo, a praia da Lagoinha é nosso destino de férias. Mas, de todos, essa foi a viagem mais complicada em termos de trânsito e até assustadora com relação à chuva pelo caminho.


Na ida, o trajeto de 235 km foi feito em cinco horas e meia. Para voltar, o mesmo tempo. E chuva, mas muita chuva. Ela nos acompanhou em 90% do caminho de volta. Em alguns momentos, nas rodovias dos Tamoios e Ayrton Senna, não era possível enxergar mais que dois carros à frente.


É muito preocupante trafegar pela rodovia dos Tamoios (SP 099 e, portanto, estadual) com chuva. O asfalto é de má qualidade, esburacado em diversos pontos; há muitos pontos de queda de barreira; e, para completar, as curvas sinuosas dão o "tempero" da estrada (certamente, essa estrada não figura entre as "10 melhores estradas do Brasil" que se encontram em São Paulo).


Quando retornamos, ao entrar na capital, mais medo. Nos deparamos com um rio Tietê com nível d'água alarmante e muitas filas, tanto nas marginais quanto pelo centro de São Paulo. Presenciamos um quase acidente: dada a quantidade de água na pista, um ônibus que andava ao lado de um carro passou por uma grande poça, lançando água que cobriu o veículo de passeio. O motorista do carro encoberto pela "onda", assustado, freou bruscamente. Por sorte a pista estava vazia atrás dele.


Abaixo, posto algumas fotos da situação da estrada e, a seguir, um vídeo do Aquário de Ubatuba (mas vale uma ressalva: pelo preço - inteira R$ 15,00 -, a atração deixa a desejar, pois o aquário é pequeno e tem pouca variedade de espécimes. O mais bacana são os pinguins que por sorte vimos sendo alimentados):




[caption id="attachment_1190" align="aligncenter" width="1024" caption="Secos e molhados: de uma hora pra outra veio o temporal. Na ida a chuva foi mais leve, já na volta..."][/caption]





[caption id="attachment_1199" align="aligncenter" width="1024" caption="Tapa-buraco no início da Tamoios: filas de quase 2km"][/caption]

[caption id="attachment_1193" align="aligncenter" width="1024" caption="Homens trabalham para minimizar os efeitos dos inúmeros deslizamentos de terra às margens da rodovia"][/caption]

[caption id="attachment_1194" align="aligncenter" width="1024" caption="Asfalto de péssima qualidade. Buracos agravados pelas chuvas constantes dessa época do ano"][/caption]

[caption id="attachment_1195" align="aligncenter" width="1024" caption="Reforço de ponte na Tamoios"][/caption]


Sobre o Aquário: