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domingo, 24 de abril de 2011

Trilha proibida tem 74 resgates em 1 ano

Do Estadão


Trilha proibida tem 74 resgates em 1 ano


Completar os 28 km da rota indígena entre SP e Itanhaém tornou-se um desafio





Completar os 28 km de uma antiga rota indígena entre Itanhaém, no litoral, e Marsilac, no extremo sul da capital paulista, pelo meio da Serra do Mar tornou-se "troféu" para grupos de trekking de todo o País - mesmo com visitação proibida pela direção do Parque da Serra do Mar. Sem sinalização, a trilha guarda algumas más lembranças para as 74 pessoas resgatadas no caminho desde abril de 2010.





Ayrton Vignola/AE

Ayrton Vignola/AE

Coradi. 'Tem hora que a trilha tem até seis saídas'



Os penhascos de 20 metros de altura e a mata totalmente fechada têm confundido até os mais experimentados montanhistas. No dia 9, o Corpo de Bombeiros localizou seis pessoas que ficaram 52 horas perdidas. Todas estavam com cordas, mapas, barracas e GPS. O tempo que eles passaram sem contato, porém, foi pouco perto dos sete dias e meio que um grupo de Indaiatuba teve de enfrentar no fim de julho.


Os cinco moradores do interior faziam trilhas há duas décadas. Eles sabiam que o percurso era proibido, mas resolveram confiar nos mapas e no guia por satélite. "Eu moro aqui há 24 anos e fiz a trilha várias vezes", afirma o ambientalista Erley Coradi, de 54 anos, morador de Marsilac. "Mas, na Páscoa do ano passado, fui com um grupo de 28 pessoas e iríamos esticar até Mongaguá. Um índio nos guiaria a partir do meio do caminho. Só que depois de duas horas o índio confessou que estava perdido. Ficamos três dias na mata até o helicóptero da PM nos encontrar."


Coradi reforça que a trilha não é turística. Como existe lei federal que proíbe as pessoas de andarem ao lado da malha ferroviária e 8 km da trilha são ao longo de uma linha de trem com movimento de cargas, nenhuma operadora de turismo faz o passeio. O ambientalista ressalta as dificuldades das dez horas da trilha, como "as formigas que sobem nas pernas durante a caminhada".


GPS. Ele também garante que o GPS não funciona no meio da mata. "E tem hora que a trilha tem bifurcações com até seis saídas. Não adianta ter mapa", diz Coradi. "Quando estávamos perdidos no ano passado, ficamos parados em uma clareira da mata. Tinha uma garota com as costelas quebradas, não podíamos sair do lugar. A sorte foi que encontramos as lonas deixadas por alguns palmiteiros e ficamos cobertos."


Os relatos de pessoas que se perderam na trilha e conseguiram voltar sem resgate também são inúmeros nas redes sociais da internet. "Andamos duas horas pelo meio dos túneis da linha do trem, até que vimos uns três homens cortando uma carcaça de Kombi com machados. Ficamos assustados e voltamos", recorda o goiano Hélio Luzzi, de 34 anos.


"Como o curso do Rio Capivari é muito sinuoso e não segue um caminho reto até o litoral, mesmo que você fique perdido e tente seguir o rio não adianta. Ele corre pelo meio da mata fechada até a cidade de Cubatão", fala o comerciante de Parelheiros José Francisco Cardoso, de 46 anos, que fez três vezes a trilha.


Para quem conseguiu atravessar São Paulo até o litoral pelo meio da Mata Atlântica, ficaram as boas recordações. São oito cachoeiras no caminho e a possibilidade de dar mergulhos nas águas cristalinas do Rio Capivari. "Os mirantes a 400 metros de altura com a vista do mar são incríveis", garante o jipeiro Jorge Sampaio, de 29 anos, que fez a trilha em fevereiro. "Mas é para fazer uma vez na vida e só."


Precaução 
Para quem vai fazer uma trilha longa, é bom deixar o mapa da rota planejada com alguém de confiança. Se até certo horário o grupo não ligar, o mapa deve ser entregue ao Corpo de Bombeiros. 






Terra de ninguém

Meu post no Paradoxos da Bola sobre a deficiência das caixas de comentários

Terra de ninguém


Quem ao ler um texto, ver um vídeo nunca ficou morrendo de vontade de xingar a mãe do autor em absurda discordância ou de abraçá-lo e assinar embaixo? Pois é, foi pensando nisso que criaram aquele “treco”, que grande parte dos sites de notícias e blog têm, e fica localizado no fim da página, chamado caixa de comentários.




Um belo espaço. Muitas vezes com um grande limite de caracteres para você colocar sua opinião, incitar algum debate ou chamar o autor do produto às falas. Ou meramente deixar registrada sua indignação/concordância. Mas, nem sempre isso ocorre com respeito e acrescenta elementos para discussões saudáveis.


Li em algum lugar que as caixas de comentários estão para os sites e blogs assim como o a rede de esgoto está para as cidades. E não precisa ser nenhum gênio para constatar o fato. Alguns fatores encorajam o despejo sanitário nesses espaços: anonimato e falta de moderação de comentários.


A imagem a seguir é da página de comentários do Terra, que fala sobre a lesão de Adriano, contratado pelo Corinthians. Provovações, ofensas, homofobia…Tudo garantido pela proteção da identidade – não é necessário possuir dados verdadeiros para comentar. 






No momento, a notícia do Terra tem 1795 comentários. Os repórteres autores da matéria sequer devem olhar algum deles. É um espaço de bárbaros, uma terra sem lei. Você escreve o que quer e está livre de responsabilidades. E principalmente em assuntos que costumam dar brigas feias – como o futebol – isso deveria ser revisto. Seria melhor para a interação entre mídia que produz conteúdo e aqueles que “compram” as ideias.


Isso em grandes veículos é mais frequente, já em blogs menores, muitas vezes, ocorre justamente o contrário: a ausência completa de comentários. Nem positivos, nem negativos. O leitor é muito silencioso quando transita por esses locais. Inclusive, aqui no Paradoxos.


Clique aqui para ler o post na íntegra.

quarta-feira, 2 de março de 2011

São Paulo é a mais atrasada nas obras da Copa

Da Reuters

Natal tem proposta única para Copa; SP é mais atrasada--estudo


RIO DE JANEIRO (Reuters) - Após ter cancelado a primeira licitação por falta de interessados, Natal recebeu nesta quarta-feira uma única proposta para construir a Arena das Dunas para a Copa do Mundo de 2014, deixando a cidade de São Paulo como a mais atrasada entre as 12 sedes na preparação para o Mundial no Brasil, de acordo com um relatório.

A construtora OAS, que já está empenhada na reforma da Fonte Nova em Salvador, entregou a documentação exigida para erguer o novo estádio de 400 milhões de reais, com capacidade para 45 mil torcedores, na capital do Rio Grande do Norte. O governo agora deve finalizar a licitação até abril, para finalmente começar as obras.


"A documentação da única participante começou a ser analisada imediatamente após a sessão de recebimento das propostas. Até 15 de abril serão concluídas as análises", informou o governo do RN em nota. O prazo de conclusão da arena é dezembro de 2013.


Com o andamento dos preparativos em Natal, São Paulo fica como a cidade mais atrasada entre as sedes, de acordo com avaliação de progresso dos 12 estádios divulgada também nesta quarta pelo Portal 2014 (www.copa2014.org.br) -- site do Sindicato Nacional da Arquitetura e Construção que acompanha o ritmo de todas as obras relacionadas ao Mundial.


"Em São Paulo, maior cidade brasileira, capital do Estado que gera 34 por cento do PIB do Brasil e candidata a sediar a abertura da Copa, a situação permanece indefinida: o Corinthians promete iniciar as obras de seu estádio, mas nem o projeto está completo e tampouco foram liberadas as licenças necessárias para a construção", disse o relatório.


Mesmo diante do impasse, o estádio a ser construído pelo Corinthians foi oficializado na terça-feira pelo comitê organizador como a sede de São Paulo para a Copa. O clube paulista diz ter verba para levantar uma arena de 48 mil torcedores, mas precisa de financiamento para ampliar a capacidade até 65 mil -- o mínimo exigido pela Fifa para uma partida de abertura de Mundial.


O clube também ainda precisa resolver um problema no terreno escolhido para a arena, que é cruzado por dutos da Transpetro, de acordo com o Portal 2014.


Palco da final da Copa, o Maracanã está com a arquibancada praticamente toda demolida, e a reconstrução quase total está programada para começar ainda este mês. No entanto, o estádio, que já é o mais caro do Mundial ao custo de 705 milhões de reais, pode sofrer um aumento de gastos depois que foram identificados possíveis problemas estruturais na cobertura.


"O Maracanã é um estádio de 60 anos... a cobertura tem um nível de resistência dos últimos 60 anos, e a gente tem um momento em que você vai perdendo resistência", disse à Reuters nesta quarta a secretária estadual de Esportes do Rio, Márcia Lins, em entrevista no Maracanã.


"Agora está se analisando através de tecnologia que não existia antes, para que a gente tenha certeza que todo esse processo de obra de preparação de 2014 está sendo feito da melhor forma possível para durar muitos anos mais depois de sua conclusão", acrescentou.


Entre as outras arenas que serão construídas ou reformadas para a Copa, apenas quatro -- Cuiabá, Fortaleza, Salvador e Manaus -- já receberam os empréstimos do BNDES para as obras. O Beira Rio, em Porto Alegre, está com obras em andamento, mas o Internacional, dono do estádio, trava uma disputa com a Fifa, que exige um investimento maior dos que os 155 milhões estipulados inicialmente.


(Por Pedro Fonseca)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Justificar o injustificável

Do Estadão (grifos e observações em negrito, meus)

Motorista que atropelou ciclistas em Porto Alegre se diz 'ameaçado'


Tanto os ciclistas quanto o motorista se acusam mutuamente pelo início das agressões

PORTO ALEGRE - O motorista que atropelou pelo menos 12 ciclistas na sexta-feira disse que se sentiu ameaçado (?) e, por isso, tentou abrir caminho em meio ao grupo para proteger a si mesmo e ao filho de 15 anos ("papai é um homicida", deveria pensar o filho), que estava no carro, de possíveis agressões (tipo bater a bicicleta no carro). A explicação foi dada em rápida entrevista coletiva aos jornalistas, depois de um depoimento ao delegado de Crimes de Trânsito, Gilberto Montenegro, nesta segunda-feira, em Porto Alegre.





O incidente (o crime, o repórter quer dizer) ocorreu na sexta-feira à noite na Rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa. Mais de cem integrantes do movimento Massa Crítica faziam um passeio para estimular o uso de bicicletas no trânsito. Alguns deles, da parte retardatária do grupo, teriam discutido com o motorista Ricardo Neis, bancário, de 47 anos, que abriu caminho à força, acelerando seu Golf preto e atropelando alguns ciclistas até ultrapassar todos e seguir para a zona leste da cidade. Os ciclistas feridos foram atendidos no Hospital de Pronto-Socorro e liberados na mesma noite. (além da selvageria, o repórter tenta justificar e atenuar a barbárie: "alguns ciclistas", que saíram na mesma noite, ou seja, não foi nada grave)


Tanto os ciclistas quanto o motorista se acusam mutuamente pelo início das agressões. A defesa do bancário vai alegar que as imagens que foram para a internet e percorreram o mundo com cenas do atropelamento não mostram os primeiros momentos do conflito, quando o carro teria sido cercado e parcialmente depredado (nem que ele tivesse sido ameaçado, "agredido", deveria ter atacado aquelas pessoas: ali havia CICLISTAS. Bicicletas são inofensivas, perto do poder destrutivo que um automóvel com uma besta na direção em alta velocidade).

Os participantes do passeio afirmam que se limitaram a sinalizar e pedir que o motorista se mantivesse atrás do grupo por mais algumas quadras. O bancário sustenta que vários ciclistas cercaram e bateram insistentemente no carro. "Houve uma brecha e eu passei alguns deles", narrou. "Eles se enfureceram e quebraram o espelho, deram vários socos, jogaram as bicicletas por cima (do carro)", prosseguiu. "Naquela situação eu tinha que sair o mais rapidamente possível para evitar o linchamento." (eles deram várias narigadas na mão do motorista também; jogaram até bolinha de papel, que horror!)

O delegado Montenegro não deu entrevistas e avisou que só vai falar no caso ao final do inquérito, em 30 dias. As hipóteses para o caso vão de tentativa de homicídio qualificado, como querem alguns ciclistas, a legítima defesa, como vai alegar o advogado do bancário. O motorista (?) aguarda a conclusão das investigações em liberdade.




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De pães de queijo a jornalismo: uma manhã no Pacaembu

Sol forte. Meio quilo de mini-pães de queijo. E muitos flamenguistas. Atributos presentes na minha primeira ida a um estádio de futebol. No caso, o Pacaembu, na final da Copa São Paulo de Futebol JR. Aliás, que da cidade, aniversariante do dia 25 de janeiro, dia do jogo, só tinha o nome. Nada de times paulistas, o confronto foi entre Flamengo e Bahia. Placar de 2 a 1 para a equipe carioca. Um pênalti para cada lado. Jogo impressionante não só pela garra dos jogadores, mas pela força da torcida. Pela TV é impossível ouvir a verdadeira voz da torcida ao grito de gol. No estádio, é inexplicável. Aquele uníssono de vibração. Confesso que me arrepiei em vários momentos*.


Os pães de queijo foram adquiridos e consumidos no pré-jogo. Objetivo: matar a fome de jovens estudantes de jornalismo** em busca de material para a cobertura da final do evento no nosso humilde blog desportivo, Paradoxos da Bola. Já o sol forte e os flamenguistas nos acompanharam das imediações do estádio na chegada até ao ônibus de volta pra casa.




[caption id="attachment_1289" align="alignleft" width="640" caption="Um dia de sol: em jogo grátis, torcidas do Flamengo e do Bahia comparecem na final da Copinha"][/caption]

Belíssimo jogo e excelente experiência. Acompanhado pelos amigos Guilherme de Morais e Murillo Chamusca, pude assistir a um jogaço. No primeiro tempo, das arquibancadas, já no segundo, das cadeiras, bem próximas de onde o Flamengo ergueu a taça e ao lado da torcida do Bahia, que para minha surpresa também era gigantesca. Estamos produzindo uma pequena reportagem, que conta com imagens exclusivas da cobrança dos pênaltis, a qual vai ao ar entre hoje e amanhã.


Antes de conhecer a turma do time Paradoxos, eu tinha uma opinião bem diferente sobre futebol. Considerava uma atividade apenas para “distração das massas”, panis et circensis, o tal ópio do povo. Mas, mudei radicalmente. Quando se faz um exame mais aprofundado na questão, você percebe o que o futebol traz consigo: mobilização. Consegue-se mobilizar muita gente em torno de um time, há uma mídia específica para divulgação – não apenas de temas futebolísticos, mas dos esportes em geral. Por que não usar essa força que o esporte adquiriu em nossa sociedade para algo proveitoso? Algo que traga benefícios às pessoas, ou seja, mudança de vida, de hábitos para melhor. O mundo dos esportes motiva, transforma os caminhos de milhões de pessoas. Essas, talvez, já estariam condenadas pela selvageria do dinheiro, mas, por meio do futebol, tem uma esperança. Se você consegue lotar um estádio e atrair milhões para frente da TV ou do rádio ou do jornal, você pode transformar radicalmente a sociedade. Claro que devemos levar em conta os interesses por trás do mundo da bola, as buscas desenfreadas por audiência e a necessidade de vender cerveja.


Passei a acreditar nisso, mais do que o esporte unicamente como fonte de alienação das pessoas.


* Obviamente nem todos se enquadram na beleza desse espetáculo futebolístico. Quando chegávamos ao estádio, dois flamenguistas, de torcida organizada, partiram para cima de um torcedor do Bahia, e com socos e tapas, no meio da rua, arrancaram a camisa do time adversário. Isso não é futebol. Isso não é ser humano. Pessoas (?) assim deveriam ser proibidas até de ouvir jogos no rádio.


** É um grande desafio trabalhar em coberturas esportivas. Só vendo de perto para acompanhar repórteres, cinegrafistas e fotógrafos de guarda-chuva à beira do campo para enfrentar um sol de quase 40ºC.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Bike Tour: outro lado

Por Nilza (comentário)

"Aos que sentem-se “lesados” por não conseguirem inscrever-se, pergunto;
Alguém os obrigou à fazê-lo ou tentaram por considerarem o projeto diferenciado e no mínimo interessante? Os que jogam na mega sena, por exemplo, enfrentam filas, pagam e provavelmente não ganhem. Foram todos “lesados”? Processarão a Caixa?
Quanto ao mybiketourcard; seria essa a única vantagem do cartão(prioridade nas inscrições)? E quanto às viagens semanalmente sorteadas para participação nos diversos eventos que fazem pelo mundo, com tudo pago? É pouco? Conhecem alguém que já proporcionou isso no Brasil?
Aliás, conhecem algum brasileiro que já se dispôs à “fechar” a Marginal Pinheiros para ciclistas?
Me indigna ainda mais perceber que os que mais postam msgs negativas e potenciam manifestações, são ciclistas! Não deveriamos nós sermos os primeiros a dar um voto de confiança, a percebermos que o bike tour MUITO colaborou para potenciar as ciclofaixas na cidade? Sim, podem ser poucas, mas criticando dessa maneira é que iremos conseguir que alguém continue lutando pela causa?
Se deveriam disponibilizar mais inscrições? Concordo! Mas creio que isso não dependa tão somente da organização, mas sim de logística, segurança e patrocínio!!! Ou alguém me dirá que compra uma bike da Caloi por esse preço???
Parece-me incoerente “atacarem” os patrocinadores quando na verdade, deveríamos elogiar a iniciativa, pois se mais deles houvessem, talvez o número de inscrições disponíveis aumentaria.
Problemas com sites, acessos, segurança, TI… Ocorrem TODOS os dias. Quem já não tentou fazer um pagamento pela net e o site do banco estava indisponível?
Falam em igualdade de oportunidades… Acompanharam o evento que o bike tour promoveu em comemoração ao dia da inclusão social? Não havia venda de bikes! Mas colocaram pessoas públicas e outras desconhecidas à passarem pela experiência de locomoverem-se na cidade como cadeirantes e “cegos” e assim reconhecerem as dificuldades que portadores de deficiências passam rotineiramente em nossa metrópole. Já nos disponibilizamos à fazer isso? Se não houvesse esse tipo de incentivo, quantos de nós pararíamos para pensar na causa? Quantos eventos em São Paulo são feitos pensando nessa questão? Pois TODOS os eventos que vi do bike tour, têm essa preocupação. Onde não há acesso para cadeira de rodas, eles providenciam! É pouco?
Quando falam em discriminação à nós por não podermos participar no dia com nossas próprias bikes, alguém já parou para pensar na questão da segurança disso tudo?
Que tal solicitarmos aos órgãos competentes que fechem a Marginal Pinheiros para passearmos vez ou outra? Acham que é fácil???? Em um País burocrático como o nosso?
Poderíamos imaginar o que os organizadores não passaram para conseguirem fazer hoje o que fazem.
É atirando pedra que conseguiremos alguma coisa??? Não creio.
Talvez o caminho seja outro. Se tantos de nós querem participar, disponibilizam-se à passar a noite do reveillon tentando a inscrição, reconheçam! O evento é mesmo interessante(repito).
Talvez conseguíssemos mais com sugestões e não com ameaças.
Deixo aqui a minha indignação…"

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bike Tour: a novela continua

Sobre o vazamento de dados de inscritos no Bike Tour na internet.


Por Bruna


"Os dados são do evento deste ano mesmo, pois participei no ano passado e coloquei o número da minha inscrição e apareceu o nome de outra pessoa…Ou seja, os dados são atuais!


Eu tb tentei me inscrever por horas e horas e mesmo com o cartão do BikeTour, NADA. Nenhuma vantagem! E o pior: no dia 17/12 enviaram o tal boletim no meu e-mail e olha o que ele dizia:


“ABERTURA DE INSCRIÇÕES


20:30h do dia 31 de Dezembro – 80% das inscrições para possuidores mybiketour card;


00:00h do dia 01 de Janeiro – 20% das inscrições para público em geral.


inscrições serão colocadas a venda, exclusivamente através do site: http://www.worldbiketour.net”


Exclusivamente num site que estava fora do ar!!!!!!! E quem conseguiu se inscrever deu sorte de encontrar um outro link que não foi divulgado!!!! ABSURDO!!!


BIG FAIL!!!!


Vergonhoso!!!"

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bike Tour: dados de inscritos vazam na internet

Os dados daqueles que se inscreveram estão disponíveis publicamente na Internet. Entre eles: nome completo, RG, CPF, email, endereço e telefone.


O site https://inscriptions.worldbiketour.net/saopaulo2010/finalizar.php?id=, acrescido de um número de quatro dígitos ao final revela os dados de determinado usuário. A página faz referência a 2010, supostamente remetendo ao evento do ano passado.


A informação é do usuário @BikeTourFail e a dica de Raphael Alves.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bike Tour: invasão de hackers provocou problemas (SPTV)


Confira a reportagem do SPTV e logo abaixo a notícia que saiu no G1.







Do G1 SP



Invasão de hackers ao site do Bike Tour prejudica inscrições de ciclistas


Evento acontece no aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro.
Organização irá enviar e-mail com orientações para os prejudicados.





Uma invasão de hackers ao site do Bike Tour fez com que milhares de pessoas que se inscreveram para o evento não conseguissem efetuar o pagamento da taxa de inscrição. Segundo a organização, cerca de 5.500 ciclistas foram afetados pela invasão.


Quem conseguiu se inscrever, mas não pôde pagar a taxa de R$ 180, não precisa se preocupar. A organização do evento informou que irá enviar um e-mail com as orientações sobre como deverá ser feito o pagamento.


A terceira edição do Bike Tour, como de costume, acontece no aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro. A largada será feita na Ponte Octávio Frias de Oliveira, mais conhecida como ponte estaiada.

Ainda sobre o Bike Tour

Republico, abaixo, dois comentários recebidos sobre a falta de consideração das empresas - inclusive, de um membro "premium" da empresa.


"Bom dia.
Fiquei das 20:30 hrs do dia 31/12/10 até às 04:00 hrs do dia 1º jan 2011 e nada. O site nem abriu até agora. Mandei dezenas de email pros organizadores, sem resposta.
Criei um tópico em forum: http://bikersbrasil.com/forum/topics/world-bike-tour-seriedade-ou
Só descobrí ontem via twitter o link não oficial a qual alguns conseguiram se inscrever. Se foi não oficial atá considero como não válidas as incrições.
Como ficam eu e tantos outros que não conheciam este link.
Como fica o fato de eu ter o bikecard e no regulamento diz – Parágravo IVc: O Cartão de fidelização World Bike Tour – “my bike tour card” permite ao respectivo titular, a utilização de uma Rede de Vantagens, bem como o acesso às quotas específicas para as inscrições nos eventos World Bike Tour.
Vou reinvidicar meus direitos judicialmente.
Sinto-me lesado, enganado, perdí horas e horas a frente do pc, comprometí meu reveillon, diante de uma falta de organização e até uma propaganda enganosa.
Siga no twitter @biketourfail
Vamos promover um manifesto e mostrar todo o nosso repúdio a empresas que não estão nem aí conosco “consumidores”.
Abçs a todos.
Reinaldo Alves"


"Realmente é um descaso, principalmente dos patrocinadores do evento (Rede Globo e Caloi) que não tomam uma providência. Relataram problemas nas incrições pela Internet no Bike Tour 2010 como pessoas que acessaram o site, preencheram a ficha e ocorria erro na hora de gerar o boleto. E todas as vagas estavam disponíveis para as inscrições.
Este ano foi bem pior pois apenas 20% das vagas (mil vagas) estariam abertas ao público em geral. Parece que nem os 80% dos privilegiados (que pagam 5 euros por ano, conseguiram se inscrever).
Os patrocinadores deveriam reabrir as inscrições em lojas fisicas como foi na primeira edição em 2009, quando as vagas foram preenchidas em 4 dias com um pouco de tumulto apenas nas primeiras horas do primeiro dia. Na época consegui me inscrever sem filas no final do primeiro dia.
Além de ser mais democrático já que não privilegia apenas quem tem acesso a Internet, essa forma de inscrição também ajuda a divulgar a marca do patrocinador. Naquela época as inscrições foram feitas em algumas concessionárias da Volkswagem." Henrique

sábado, 1 de janeiro de 2011

BikeTour: resposta de Walter Feldman

Pelo Twitter, Walter Feldman, da secretaria de Esportes de São Paulo, divulgou o que julgo ser, por ora, a primeira resposta oficial às falhas do evento: (foram vários tweets, e mantive a originalidade das afirmações, eventuais erros de digitação e de Língua Portuguesa são de responsabilidade do deputado)


"A Secretaria de Esportes de SP não tem nenhuma ingerencia ñas inscrições da Bike Tour.
A Prefeitura de SP é uma dad patrocinadoras da Bike Tour desde sua1ª versão !
A Bike Tour hoje é o grande evento ciclistico do aniversario deSP.
O ano passado a direção da Bike Tour criou o cartão de fidelização que explodiu de demanda nos ultimos dias
Dois seguidores me pediram pra ajuda-los e eu pedí a orientação dos organizadores.
A partir daí passei no twitter a ser criticado e responsabilizado pelos problemas.
Em pleno seculo XXI a primeira pedra atirada é acompanhada pela maioria?
Os problemas ocorridos não dá direito aos prejudicados de cometerem injustiças
O melhor seria eu ter ficado omisso como a maioria faz ou ter tentado ajudar?
Quero testemunhar o esforço que tem sido organizar a Bike Tour em SP.
Os problemas que surgirem serão corrigidos. Confio nas soluções que serão apresentadas !"


Em resposta a um usuário, disse que cobrou “hoje de manhã o porque dos problemas e aguardo relatorio e soluções aos prejudicados” e afirmou ir “a fundo constatar e procurar resolver”.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Silenciaram-se as vuvuzelas

Este foi o som que se ouviu quando terminou a partida entre Holanda e Brasil, pela Copa do Mundo da África do Sul: silêncio. Calaram-se as vuvuzelas. Nenhum grito, nenhum assopro nas barulhentas cornetas. Mas, foi melhor assim. Não torci, verdadeiramente, para essa seleção que entrou em campo nos últimos tempos, primeiro porque não sou lá muito chegado em futebol, acho que o Brasil poderia ser uma potência em diversos outros tipos de esportes e não ficarmos só nessa polarização imbecil, e segundo, o time que estava na África do Sul mereceu perder, inclusive deveria ter saído antes. Gente tão arrogante quanto Dunga, Felipe Melo e Robinho não merece o respeito de qualquer brasileiro que se preze (e ainda têm a coragem de chamar os argentinos de arrogantes). Aí vem a pergunta, brasileiros até que ponto? Quantos dos que estavam lá para defender "a pátria" jogam em clubes brasileiros? Porém, o pior de tudo é ver Galvão Bueno com todo o seu patriotismo idiota e exagerado exaltando a seleção de um país no qual ele não mora! Ele reside em Mônaco (veja aqui). Ele pagou a língua após o jogo, pois quando a equipe brasileira fez o primeiro gol, o narrador, "rindo à toa", debochou: "ah! agora já era pra Holanda" . Daí, ainda me perguntam por que eu "sou do contra" e não torço para o Brasil. Só que há uma diferença bem grande entre torcer pela seleção brasileira de futebol e torcer pelo país. Torcer pela seleção é a cada quatro anos pintar as ruas com aquele verde vagabundo (que mais parece azul-piscina), encher as ruas de bandeirinhas verde-amarelas, hastear bandeiras nas casas e fixá-las nas janelas dos carros, já torcer pelo Brasil é fazer alguma coisa que seja útil para mudar o país na sua essência, na estrutura, quem sabe diminuir os problemas sociais, por exemplo. Estamos em ano eleitoral e não há preocupação da maior parte das pessoas com o assunto. É um bom momento para o brasileiro se perguntar se ser brasileiro é só ficar assoprando vuvuzelas e gritando por um time de arrogantes e medíocres (que primaram pela "eficiência" em detrimento de jogadas bonitas, etc.)


Agora, é só esperar mais uns dois dias e aí tirar toda a fantasia de brasileiro. Inclusive, guardar as bandeirinhas do carro pra próxima Copa que será aqui mesmo. Aí que a coisa vai ficar braba de verdade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Obras somente para a Copa

Metrô de SP muda plano após veto a Morumbi para Copa 2014

A decisão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de excluir o estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014 mudou os planos do governo do Estado para as obras do metrô paulistano.

Antes prioritária, a linha ouro, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi e passar por Paraisópolis --uma das regiões mais carentes da capital--, terá novo cronograma. Prevista para 2013, a um ano da Copa, ela deixa de ter data para ser concluída.

Fonte: Folha de S. Paulo

Leia mais aqui

A cada dia que passa fico mais decepcionado com o Brasil. Nunca pensei em, daqui há alguns anos, morar em outro país. Até agora. A cada dia que passa meu desânimo com o que acontece aqui fica maior. Paciência tem limites, Brasil.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

sábado, 17 de outubro de 2009

Rio de Janeiro: a cidade olímpica

Ora, ora...Não demorou muito e o Rio de Janeiro já mostrou, novamente, porque NÃO deveria ter sido escolhida como sede dos jogos olímpicos de 2016. Um onda de violência (de novo) estourou por lá. Mortos, feridos, ônibus incendiados e, pasmem, até um helicóptero da Polícia Militar abatido. O fato repercutiu no Brasil e no mundo. Veja a repercussão e outros desdobramentos:

Terra: "Principais jornais do mundo noticiam guerra do tráfico no Rio"
Folha/UOL: "Governo do Rio recusa ajuda da Força Nacional após confrontos; 12 morreram"
O Estado de São Paulo: "Conflitos no Rio deixam 12 pessoas mortas, diz Beltrame"
G1: "Polícia sabia de ataque ao Morro dos Macacos, diz secretário de Segurança"
R7: "PM apreende fuzis em morro onde traficantes derrubaram helicóptero no Rio"

BBC: "Rio tem pior onda de violência desde escolha como sede da Olimpíada"
The New York Times: "Gangues derrubam helicóptero da polícia brasileira e dois morrem" (em inglês)
The Guardian: "12 mortos e helicóptero derrubado na guerra das gangues de drogas no RJ" (em inglês)
El País: "Pânico no Rio de Janeiro" (em espanhol)

Até a Aljazeera noticiou o ocorrido. Imaginem que isso está acontecendo agora, em 2009. E quando for em 2016? O secretário de segurança do Rio de Janeiro disse que tudo está sob controle. Vamos fingir que acreditamos.