domingo, 17 de julho de 2011
Ator da Globo bate em criança na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro
Marcos Frota dá cotovelada em criança na Vila Cruzeiro, durante evento no Rio de Janeiro.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Educação fora dos trilhos
Alunos filmam suposta agressão de professor no RS
Um grupo de alunos da 5ª série filmou o momento em que um professor, que aparenta estar nervoso, segura uma colega e a empurra até a carteira em uma escola em Passo Fundo (292 km de Porto Alegre), no RS.
O caso ocorreu nesta quarta-feira (13) pela manhã na escola estadual Anna Luísa Ferrão Teixeira. O vídeo da suposta agressão foi publicado no YouTube.
A menina, de 11 anos, afirma que havia muita conversa na sala de aula e que o problema ocorreu depois que uma colega falou que chamaria a diretora. Segundo a aluna, o professor, que dá aula de ciências naturais, estava irritado com a bagunça.
"Eu estava indo até o lixo e minha colega falou que ia lá na direção. Nisso, ela abriu a porta e o professor pensou que era eu, começou a me sacudir e pegou pelo pescoço. Ele já estava aflito por causa da turma e pegou o primeiro que viu pela frente. Era eu quem estava mais perto", diz.
A aluna conta que o vídeo foi feito escondido pelo celular e que, após o incidente, o professor ficou em frente à porta por cerca de cinco minutos para que nenhum aluno saísse. Ela diz que também foi ofendida pelo professor. "Ele disse que minha mãe não me dava educação."
Ao ver o vídeo, a mãe da menina foi à polícia e registrou um boletim de ocorrência. Segundo Rosali Facco, 38, essa não é a primeira vez que o professor agride a filha e outros alunos. "Ele já tinha dado um tapa no rosto dela um mês antes e puxado a orelha de outros alunos. Fomos chamados no colégio, mas ele disse que jamais faria isso e que também tinha filhos dessa idade. Ficou a nossa palavra contra a dele."
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
A Folha tentou localizar o professor, mas não conseguiu contato. De acordo com o delegado Mário Pezzi, responsável pelo caso, ele deve prestar depoimento na próxima semana.
A direção da escola não quis se manifestar. A Secretaria Estadual de Educação afirmou, por meio de nota, que está instaurando uma sindicância para avaliar a conduta do professor. Ele foi afastado de sua função até o fim das investigações.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
De pães de queijo a jornalismo: uma manhã no Pacaembu
Sol forte. Meio quilo de mini-pães de queijo. E muitos flamenguistas. Atributos presentes na minha primeira ida a um estádio de futebol. No caso, o Pacaembu, na final da Copa São Paulo de Futebol JR. Aliás, que da cidade, aniversariante do dia 25 de janeiro, dia do jogo, só tinha o nome. Nada de times paulistas, o confronto foi entre Flamengo e Bahia. Placar de 2 a 1 para a equipe carioca. Um pênalti para cada lado. Jogo impressionante não só pela garra dos jogadores, mas pela força da torcida. Pela TV é impossível ouvir a verdadeira voz da torcida ao grito de gol. No estádio, é inexplicável. Aquele uníssono de vibração. Confesso que me arrepiei em vários momentos*.
Os pães de queijo foram adquiridos e consumidos no pré-jogo. Objetivo: matar a fome de jovens estudantes de jornalismo** em busca de material para a cobertura da final do evento no nosso humilde blog desportivo, Paradoxos da Bola. Já o sol forte e os flamenguistas nos acompanharam das imediações do estádio na chegada até ao ônibus de volta pra casa.
[caption id="attachment_1289" align="alignleft" width="640" caption="Um dia de sol: em jogo grátis, torcidas do Flamengo e do Bahia comparecem na final da Copinha"]
Belíssimo jogo e excelente experiência. Acompanhado pelos amigos Guilherme de Morais e Murillo Chamusca, pude assistir a um jogaço. No primeiro tempo, das arquibancadas, já no segundo, das cadeiras, bem próximas de onde o Flamengo ergueu a taça e ao lado da torcida do Bahia, que para minha surpresa também era gigantesca. Estamos produzindo uma pequena reportagem, que conta com imagens exclusivas da cobrança dos pênaltis, a qual vai ao ar entre hoje e amanhã.
Antes de conhecer a turma do time Paradoxos, eu tinha uma opinião bem diferente sobre futebol. Considerava uma atividade apenas para “distração das massas”, panis et circensis, o tal ópio do povo. Mas, mudei radicalmente. Quando se faz um exame mais aprofundado na questão, você percebe o que o futebol traz consigo: mobilização. Consegue-se mobilizar muita gente em torno de um time, há uma mídia específica para divulgação – não apenas de temas futebolísticos, mas dos esportes em geral. Por que não usar essa força que o esporte adquiriu em nossa sociedade para algo proveitoso? Algo que traga benefícios às pessoas, ou seja, mudança de vida, de hábitos para melhor. O mundo dos esportes motiva, transforma os caminhos de milhões de pessoas. Essas, talvez, já estariam condenadas pela selvageria do dinheiro, mas, por meio do futebol, tem uma esperança. Se você consegue lotar um estádio e atrair milhões para frente da TV ou do rádio ou do jornal, você pode transformar radicalmente a sociedade. Claro que devemos levar em conta os interesses por trás do mundo da bola, as buscas desenfreadas por audiência e a necessidade de vender cerveja.
Passei a acreditar nisso, mais do que o esporte unicamente como fonte de alienação das pessoas.
* Obviamente nem todos se enquadram na beleza desse espetáculo futebolístico. Quando chegávamos ao estádio, dois flamenguistas, de torcida organizada, partiram para cima de um torcedor do Bahia, e com socos e tapas, no meio da rua, arrancaram a camisa do time adversário. Isso não é futebol. Isso não é ser humano. Pessoas (?) assim deveriam ser proibidas até de ouvir jogos no rádio.
** É um grande desafio trabalhar em coberturas esportivas. Só vendo de perto para acompanhar repórteres, cinegrafistas e fotógrafos de guarda-chuva à beira do campo para enfrentar um sol de quase 40ºC.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Isso é que é fazer o bem!
A ironia do título se refere ao slogan da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que diz fazer o bem há 140 anos. Será mesmo? Onde está a ética e a moral disso tudo? Por que nosso ilustríssimo mestre da referida disciplina não debate o assunto?
Universidade em São Paulo quer ter o direito de ser homofóbica
Ao utilizar como justificativa diversas citaçõe da bíblia, a Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo –publicou em seu site um manifesto através do qual exprime a sua opinião quanto à lei que caracteriza homofobia como um crime. Leia abaixo:
Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.
Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:
“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.
Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).
A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.
Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.
Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Os Mackenzistas, assim como eu e meus amigos de turma, deveriam se envergonhar de tal afirmação e repudiar ao extremo esse tipo de declaração que só traz prejuízos (basta ver os ataques que os homossexuais têm sofrido ultimamente).
| Universidade em São Paulo quer ter o direito de ser homofóbica |
Ao utilizar como justificativa diversas citaçõe da bíblia, a Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo –publicou em seu site um manifesto através do qual exprime a sua opinião quanto à lei que caracteriza homofobia como um crime. Leia abaixo: Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas. Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada. A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto: “Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos. Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11). A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais. Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”. Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie |