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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quanto você ganha?

Quanto você ganha?


Desempregado?


Dois bons negócios, agora na Capital paulista: prefeito e secretários da administração pública.


Foi sancionado o aumento de salário para Gilberto Kassab e seus 27 secretários. De miseráveis 20 mil reais, passa a 24 mil. Já os secretários, terão um reajuste de 250%: de pouco mais de 5 mil reais, passarão a ganhar quase 20 mil.


O aumento não será só de Kassab e seus secretários, ele se estenderá às gestões futuras da Capital.


O salário médio do professor em São Paulo é de R$ 1700,00 (informação de 2010)


O salário mínimo nacional é de R$ 545,00.


Você acha isso justo?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Saga para chegar em casa

Parti da Av. 9 de Julho às 18h10 e cheguei ao meu destino às 20h50. São Paulo parou por conta da chuva, hoje - e sempre. Foram 61 pontos de alagamento segundo a Folha.


O trânsito fluiu bem até o Viaduto Dr. Plínio de Queiroz. Daí travou. Mais de quarenta minutos em um ônibus lotado dentro do túnel da Nove de Julho. Alguns passageiros impacientes, em meio ao monóxido de carbono cada vez mais presente no ar, diante da negativa do motorista em abrir as portas do veículo, cogitaram abri-las por conta própria.


Descemos a avenida até o entroncamento com a São Gabriel. Tudo parou novamente. E ali ficamos. Após dez minutos estacionados, o motorista abriu as portas, então descemos. Caminhei uma distância de 2,4 quilômetros até a estação (vale ressaltar que durante todo o trajeto havia um semáforo piscando e NENHUM agente da CET). Para me deparar com isso:


[slideshow]


Ouçam os relatos que fiz durante o percurso:


Pela Av. Nove de Julho, até a estação do Metrô Cidade Jardim:






Etapa final:







Após quase 3h, cheguei em casa com o tênis e a calça todos molhados e cheios de barro. É isso aí, um dia de cão é pouco...


 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Propina no Metrô de SP e DF

Do Vi o Mundo



Gilberto Nascimento: Testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e DF


por Gilberto Nascimento, do R7



Documento mostra acordo entre a Siemens Ltda., com sede em São Paulo, e a Gantown Consulting S/A, com sede no Uruguai 


Informações sigilosas de uma importante testemunha vão ajudar a desvendar um esquema internacional de propina que, segundo denúncias, teria sido montado no Brasil pelas multinacionais Alstom e Siemens.


Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.


Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.


Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a  Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.


F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.


O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F..


Sob investigação na Europa


A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.


Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.


Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo.


A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha.


Para trazer o dinheiro ao Brasil


O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.


As offshores também teriam sido utilizadas, diz a testemunha, em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola).


Há dois anos, parte dos documentos em poder de F. foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7.


O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”.


Documentação


Uma documentação bem mais ampla – só agora exibida ao R7 – foi enviada por F., em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners,  da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.


- Por que a Siemens não investigou as denúncias encaminhadas e por que a companhia no Brasil foi poupada nas investigações? Não foi por falta de informação, pois a carta mencionada revelava todos os nomes e detalhes e incluía provas dos esquemas de corrupção, avalia F.


Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”.


Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”.  A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.


O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.


Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:


“O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:


- O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;


- No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;


- A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;


- O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.


Coordenação de Comunicação do Metrô-DF”

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

E deve ter mais coelhos escondidos no Metrô

Da Carta Capital

Justiça aponta suspeitos de esquema de propina na Alstom


As acusações de pagamento de propina a funcionários públicos continuam rendendo problemas à gigante francesa Alstom na Justiça do Reino Unido. Entre as denúncias, está uma de fraude nos contratos da Alstom com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). A empresa fornece equipamentos e participa das obras das estações e linhas do metrô paulistano.


O valor total das propinas pagas em diversos países para conseguir preferência em concorrências chega a 120 milhões de dólares, segundo a Justiça da Suíça. Segundo publicou nesta quarta-feira 19 o jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça britânica apontou os dois funcionários da empresa suspeitos de terem organizado o esquema de pagamentos.


Stephen Burgin, presidente da unidade inglesa da empresa, e o diretor financeiro Robert Purcell são os principais suspeitos de comandar a distribuição de dinheiro a funcionários governamentais.


Em setembro de 2008, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já havia apontado irregularidades no contrato entre o Metrô e a Alstom. De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de trens. O valor acima do normal chegava a 70 milhões de reais. A Alstom nega todas as acusações.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010