Mostrando postagens com marcador propina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador propina. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Comida estragada de crianças

Do Estadão



'Máfia da merenda’ pagou propina em 57 prefeituras e 2 governos estaduais


Segundo pivô do esquema, empresário Genivaldo Marques dos Santos, pagamentos irregulares para obter contratos teriam ocorrido em cidades administradas por diferentes partidos; citados negam denúncias, feitas mediante acordo de delação premiada

O empresário Genivaldo Marques dos Santos, pivô da chamada "máfia da merenda", relatou ao Ministério Público Estadual (MPE) supostos pagamentos de propinas e doações ilegais para campanhas eleitorais em pelo menos 57 cidades e dois governos estaduais. Entre elas estão quatro capitais, além de municípios administrados por diversos partidos. O empresário fornece informações a promotores desde 2006 em troca da redução da pena (delação premiada).






Estado publicou no sábado reportagem revelando depoimentos do empresário ao Ministério Público com detalhes do funcionamento do suposto esquema na capital, envolvendo três gestões - de Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab.

A "máfia da merenda" atuaria também em Recife e Diadema, São Luís (MA) e Carapicuíba, Taubaté, Marília, entre outras. Há ainda pelo menos um deputado federal entre os citados: Abelardo Camarinha (PSB-SP). Todos os citados alegam inocência e negam as acusações feitas pelo empresário por meio de acordo de delação premiada.

Estado teve acesso a sete dos depoimentos prestados pelo empresário desde 26 de março de 2006. Logo no primeiro deles, Santos contou detalhes sobre o suposto esquema de propinas em troca da terceirização da merenda em sete cidades. Além de São Paulo, o empresário afirmou que a propina era paga diretamente para Fuad Gabriel Chucre (PSDB), então prefeito de Carapicuíba, e para Mário Bulgareli (PDT) e seu antecessor na prefeitura de Marília, o deputado federal Camarinha.





 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

E deve ter mais coelhos escondidos no Metrô

Da Carta Capital

Justiça aponta suspeitos de esquema de propina na Alstom


As acusações de pagamento de propina a funcionários públicos continuam rendendo problemas à gigante francesa Alstom na Justiça do Reino Unido. Entre as denúncias, está uma de fraude nos contratos da Alstom com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). A empresa fornece equipamentos e participa das obras das estações e linhas do metrô paulistano.


O valor total das propinas pagas em diversos países para conseguir preferência em concorrências chega a 120 milhões de dólares, segundo a Justiça da Suíça. Segundo publicou nesta quarta-feira 19 o jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça britânica apontou os dois funcionários da empresa suspeitos de terem organizado o esquema de pagamentos.


Stephen Burgin, presidente da unidade inglesa da empresa, e o diretor financeiro Robert Purcell são os principais suspeitos de comandar a distribuição de dinheiro a funcionários governamentais.


Em setembro de 2008, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já havia apontado irregularidades no contrato entre o Metrô e a Alstom. De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de trens. O valor acima do normal chegava a 70 milhões de reais. A Alstom nega todas as acusações.