domingo, 27 de fevereiro de 2011
O momento do atropelamento em Porto Alegre
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Motorista atropela ciclistas em Porto Alegre
Os ciclistas atropelados em Porto Alegre
Enviado por luisnassif, sab, 26/02/2011 - 20:34
Por Marcos RTI
"De acordo com o delegado, o direito à livre expressão dos manifestantes não podia impedir o direito de ir e vir de pedestres e motoristas. "Aqui não é a Líbia..."
E nem é o Egito. Me veio o imagem dos situacionistas avançando com camelos prá cima dos manifestantes.
Mas o direito de "ir e vir" também não é maior que o direito à vida, apesar que esse primeiro não existe mais aqui em São Paulo.
Delegado critica movimento de ciclistas atropelados no RS
Notícias Terra - Trânsito
26 de fevereiro de 2011 • 15h08 • atualizado às 15h22
O delegado Gilberto Almeida Montenegro, diretor da Divisão de Crimes de Trânsito de Porto Alegre (RS), criticou neste sábado o movimento Massa Crítica, organizador do passeio ciclístico que terminou com pelo menos dez ciclistas atropelados por um automóvel no bairro Cidade Baixa, na noite de ontem. Para Montenegro, o grupo errou ao não comunicar às autoridades de trânsito a realização do evento.
"O primeiro erro crucial foi esse evento ciclístico. Esse grupo cometeu um erro grave, qualquer evento desse porte se avisa a Brigada Militar (BM), a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), a Secretaria de Segurança, para se formar um aparato para evitar situações desse tipo", disse Montenegro.
De acordo com o delegado, o direito à livre expressão dos manifestantes não podia impedir o direito de ir e vir de pedestres e motoristas. "Aqui não é a Líbia. Aqui tem toda a liberdade para fazer manifestação, desde que avisem as autoridades. Faz a tua manifestação, mas não impede o fluxo de automóveis. Se tu impedes, dá confusão, dá baderna, dá acidente. Fica o alerta", afirmou.
O incidente aconteceu por volta das 19h no cruzamento das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso. De acordo com a Brigada Militar, 100 ciclistas participavam do passeio. A maioria escapou do atropelamento, mas 10 ficaram feridos, sendo oito com lesões, que foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro.
Quatro viaturas da BM e cinco ambulâncias fizeram o atendimento dos feridos. A rua foi bloqueada e um grupo de ciclistas fez um protesto exigindo segurança e a presença do delegado de trânsito. O movimento Massa Crítica integra uma ação mundial que se reúne mensalmente para lutar pelos direitos dos ciclistas. O grupo combina passeios pela internet.
Polícia apura se motorista agiu intencionalmente
O veículo foi localizado na noite de sexta-feira pela Brigada Militar. Segundo Montenegro, o automóvel estava bastante avariado, com amassados no para-choque dianteiro, na grade do radiador, nos faróis, no capô, na lateral direita e nos espelhos retrovisores, além de ter o para-brisa trincado. O delegado contabiliza pelo menos 15 bicicletas danificadas.
A polícia chegou até o automóvel depois de testemunhas anotarem a placa do veículo. O proprietário, identificado como Ricardo José Neif, 47 anos, não havia sido localizado até as 15h deste sábado. Ainda não se sabe se ele era o condutor no momento do incidente.
De acordo com o delegado, ainda não é possível afirmar que o motorista teve a intenção de atropelar o grupo de ciclistas. "Eu não sei o que aconteceu, preciso ouvir ele. Daí nós vamos ver se houve intenção", afirmou Montenegro. Caso fique comprovado o dolo, o condutor do veículo pode ser indicado por tentativa de homicídio.
Ciclista diz que pediu calma ao motorista
Um dos ciclistas que participava do passeio afirmou que pediu calma ao motorista do Golf preto momentos antes de ele atropelar 10 pessoas do grupo e fugir sem prestar socorro.
Camilo Colling, 31 anos, disse ter visto o atropelamento porque chegou ao encontro atrasado, ficando um pouco atrás do grupo principal. "Eu vi esse carro arrancando. Ele ameaçou os ciclistas, foi para cima da gente e freou. Depois, continou indo atrás e ameaçando", afirmou. Camilo, ao ver a cena, bateu no vidro do carro e disse: "acho melhor o senhor manter a calma, pois é um passeio ciclístico. Há crianças e pessoas mais velhas, e o senhor terá que ter paciência".
Antes de jogar o veículo para cima do grupo, o homem teria respondido a Colling: "sim, mas eu estou com pressa". "Só deu tempo de puxar a bicicleta para o lado e ver as pessoas voando", afirmou o ciclista. O atropelamento assustou quem passava pela rua e também os moradores do bairro. O funcionário da prefeitura Marco Antonio da Silva Leal, 49 anos, disse que levou um tempo para entender o que estava acontecendo. "Pensei até que era uma briga. Quando eu vi, tinha gente voando. Foi triste. Tava tudo certo, mas veio esse cara completamente maluco", afirmou.
O major Maya, do 9° Batalhão da Brigada Militar (BM), também se surpreendeu com o atropelamento. "Em 30 anos de trabalho nessa área, nunca tinha visto isso", disse. Segundo ele, a BM ainda está apurando uma outra versão: a de que o motorista raspou em um ciclista e os outros o fecharam, o que teria causado o atropelamento.
http://noticias.terra.com.br/brasil/transito/noticias/0,,OI4964256-EI998...
Começando bem
Monotrilho da zona leste de SP já começa saturado
O monotrilho projetado para ligar a região do Oratório até a Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, a partir de 2014, já vai nascer quase saturado. A informação é de reportagem de Eduardo Geraque e Alencar Izidoro, publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegradisponível para assinantes do jornal e do UOL).
O volume de passageiros esperado no sistema nos períodos de pico, logo após sua entrega, deve atingir 40.278 pessoas por hora -conforme previsto por estudo de impacto ambiental.
A demanda é considerada por especialistas excessiva para esse tipo de transporte.
A própria Bombardier, empresa canadense integrante do consórcio vencedor da licitação, afirma que esse sistema é feito para suportar até 40 mil por hora.
O Metrô, porém, defende ter feito a escolha mais adequada pelo fato de o monotrilho ser mais barato e mais rápido de implantar do que uma linha subterrânea.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Perfume de Mulher
História do Brasil, por Boris Fausto
Lembrei desses vídeos há pouco. São do período em que estudava para o vestibular.
O historiador Boris Fausto faz uma linha do tempo e comenta os diversos períodos da História do Brasil, em documentário exibido na TV Escola em 2002. Abaixo, o primeiro deles: Brasil Colônia. Na sequência, os links para os demais vídeos.
Brasil Império
República Velha
Era Vargas
Período Democrático
Regime Militar
Redemocratização
Não sabe, não fale
Do Observatório da Imprensa
Paulo Freire caluniado
Por Gabriel Perissé em 22/2/2011
O furor com que Reinaldo Azevedo escreve para atacar o tempo todo os mesmos alvos de sempre (Lula, PT, Dilma...) lança-o no jornalismo panfletário, carente de credibilidade. Em seu blog, "um dos mais acessados do Brasil", segundo a revista Veja, que o abriga, Tio Rei, com certa frequência, dá opiniões e palpites sobre a educação nacional.
Num dos seus recentes rompantes, ao comentar uma equivocada avaliação realizada por um professor da rede estadual, em Santos (SP) – ver a matéria no Jornal da Tarde "Professor usava crime para dar exemplo em aula" (18/0) –, relacionou o equívoco do professor ao pensamento de Paulo Freire.
Inimigo imaginário
Transcrevo trecho do seu post de 19/02:
"Uma das cascatas mais vigaristas e influentes da educação reza que o `educador´ deve respeitar o `universo do educando´, usando elementos do seu cotidiano para, a partir daí, fazer uma reflexão política. É coisa de esquerdopata, é óbvio. Seu maior teórico foi Paulo Freire, secretário da educação de Luíza Erundina na prefeitura de São Paulo e homem que introduziu em São Paulo o que ficou conhecido como `progressão continuada´ – sim, é obra do PT!
Eis aí... Se o professor não é só um vapor barato do narcotráfico ou maluco, então tem na cabeça um monte dessas titicas paulo-freirianas."
Afirmar que algo é óbvio, sem vislumbrar nuances ou fazer ressalvas, reflete, em geral, desconhecimento do assunto. A vontade de agredir supera o dever da ponderação. O professor é chamado de esquerdopata, cheio de "titicas paulo-freirianas" na cabeça... Reinaldo Azevedo estabelece que o método de ensino inspirado em Paulo Freire levaria à apologia do crime. Tenta induzir seu leitor a pensar que, pela lógica freiriana, na hipótese de o crime fazer parte do cotidiano dos alunos, os professores deveriam assumir essa realidade como algo natural.
O desejo de atacar leva o articulista a deformar seu inimigo imaginário. Certamente, podemos e devemos questionar Paulo Freire. Faz parte da dinâmica freiriana não idolatrar Paulo Freire. Mas que o questionamento seja feito com conhecimento de causa.
Que os leitores de Reinaldo Azevedo leiam o próprio educador Paulo Freire. Ou obras esclarecedoras como o Dicionário Paulo Freire (Autêntica Editora, 2008). Neste dicionário, o verbete sobre o saber do educando explica que respeitar tal saber não significa idealizá-lo. Com ele dialogamos. Somente problematizando o saber das classes populares, realizaremos o ato educativo.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Parem de ler slides! Somos alfabetizados
Importante: ressalto que nosso ambiente universitário é feito de muitos professores/educadores excepcionais. Agora, alguns abusam da nossa inteligência.
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Você, estudante de Jornalismo - ou de qualquer outro curso -, entrou na Universidade.
Foi aprovado no vestibular.
Ou pelo menos passou por alguma prova.
Ou apenas assinou o nome, mas sabia o que estava assinando.
Claro, você é alfabetizado. Certo?
Não, não tenha tanta certeza.
Pelo menos não é isso que um bom número de professores (?) universitários pensam de você.
Como se dava aula antes da invenção Power Point?
Enchia-se o "quadro-negro" de textos.
O professor (?) tinha trabalho escrevendo e você, copiando.
Hoje, não é mais assim.
O professor copia e cola textos enormes em "slides", diz que você não precisa copiar.
Ele lê os "slides" e depois envia as apresentações para o e-mail da turma.
Ele não agrega mais nada aos "slides" - a antiga lousa. Apenas lê.
Ele tem o mínimo de trabalho e você também.
Ele ganha o dinheiro dele. E você? O que ganha?
Conhecimento mínimo. Afinal, se a aula é dada dessa forma posso ficar em casa.
É chato. Desinteressante. Monótono. Perda de tempo.
Prova: decore todos os "slides". Ou complete as frases. Decore as datas e nomes.
Com isso, o educador - haha - só faz você se desinteressar pelo assunto.
Discussões que seriam produtivas são substituídas pelo "eu finjo que dou aula; você finge que aprende".
Professores, parem de ler "slides"! Somos alfabetizados!
Ensinem de verdade! Se não é pelo prazer de educar e formar bons profissionais, façam valer os salários que lhes são pagos!
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
"Relações promíscuas" às claras e às escuras
Em um novo cable do WikiLeaks, Hugo Chávez e o ditador da Líbia, Gaddafi - sim, aquele que manda bombardear civis -, cumprimentaram-se por suas "revoluções" em encontro de discussões sobre acordos biltaterais.
O presidente venezuelano condecorou o Gaddafi com a "Orden del Libertador" e disse que "o que Simon Bolivar é para o povo venezuelano, Gaddafi é para o povo líbio".
O ditador da Líbia, no poder há quase quatro décadas, e o presidente da Venezuela, são classificados pelo embaixador Robin D. Mayer como "irmãos revolucionários".
"Nós compartilhamos o mesmo destino, uma mesma batalha na mesma trincheira, contra um inimigo comum [colonialismo, segundo o texto] e vamos vencer", finaliza o ditador.
Nesse apertar de mãos, não podemos esquecer da forte relação - às claras - dos EUA com o destronado Hosni Mubarak no Egito.
Para ler o documento na íntegra, clique aqui
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Prefeito de Manaus manda moradora morrer
Via Maria Fro
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Modelo eficiente de gestão de pedágios em SP
Moradores isolados por pedágio estocam gás e comem pão velho
Moradores que ficaram isolados pela implantação de uma praça de pedágio na SP-332, em Paulínia (a 117 km da capital paulista) têm que pagar R$ 7,65 até para ir à padaria, ao banco ou à farmácia. Para atenuar a passagem no pedágio, estocam gás e mantimentos. A informação é de reportagem de Alencar Izidoro, publicada na edição da Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Há mais de um ano quase toda a vizinhança nas proximidades da fazenda Cascata não come mais pão fresquinho, não recebe a visita da Guarda Municipal (que alega não ter isenção e nem como custear a tarifa para fazer ronda) nem a pizza do delivery. Empresas que vendem gás, galões de água e material de construção interromperam as entregas na região --exceto se a tarifa de R$ 7,65 for paga pelo próprio cliente.
O transporte público não serve de opção --por ser uma área afastada, os ônibus só passam três vezes no dia. A rota à cidade vizinha, Cosmópolis, não adianta. A 3 km, tem outro pedágio, de R$ 5,45 -na ida e na volta.
A concessionária Rota das Bandeiras afirma que a localização dos pedágios foi definida pelo governo e que os contratos não preveem a isenção da tarifa aos serviços públicos como guardas civis. Só veículos de emergência, como os da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, estão livres de cobrança, diz.
OUTRO LADO
A concessionária não comentou a situação de isolamento de alguns moradores. A Artesp (agência do governo paulista) nega qualquer problema e diz que os moradores 'podem utilizar as vias urbanas', mas não apontou quais.
A reportagem esteve no local na última quarta, entrevistou moradores, funcionários do município e da concessionária. Teve que pagar os R$ 7,65 --ninguém soube apontar qualquer alternativa, mesmo que um atalho, para fugir da cobrança.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Policiais despem e revistam escrivã à força
A corregedoria investigou o caso de uma escrivã que recebeu propina. A Band mostrou imagens exclusivas de policiais revistando a policial. Tanto o Ministério Público quanto a Justiça consideraram legal a ação da corregedoria. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cobrou explicações da Secretaria de Segurança Pública.
Clique aqui para ver a reportagem
Indicação de série
"Mad Men": a história, a roda e o carrossel
Se o jornalismo é o coração do sistema de reprodução ideológica do capitalismo, a publicidade é o cérebro. Se alguém achar que os papeis estão trocados, tudo bem. Não fará grande diferença para o que vem abaixo, uma leitura da série de TV “Mad Men”, exibida no Brasil pela HBO, mas que faz muito mais sucesso em DVD e nos arquivos baixados pela web.
A série começa em 1960 – ou seja, ainda na década de 1950, com insistem os jornalistas que acreditam que as décadas começam no ano 1 e terminam no ano 10, seguindo, claro, o calendário ditado pela Igreja Católica. Mas para a publicidade, estamos já com o pé no futuro, ou seja, a década de 1960, porque neste mundo o que conta é o novo.
E o que é novo em “Mad Men”? Primeiro, a linguagem realista. O texto e os personagens são construídos em busca de uma forte verossimilhança. Há um cuidado evidente na definição das faixas etárias em contato, dos espaços masculinos e femininos, um apego muito acima do comum para projetos televisivos em relação a “detalhes” como figurinos e marcadores de tempo.
O primeiro episódio da série (que já teve quatro temporadas completas) é, neste sentido, impressionante. A presença do cigarro e da bebida alcoólica é abusivamente explicitada, e, até mais que o figurino, funciona com um elemento de delimitação temporal. Cada personagem que aparece em cena acende um cigarro, em espaços onde hoje já não se imagina ninguém fumando, pelo menos no hemisfério ocidental: cinema, ônibus, banheiro, elevador, no consultório do ginecologista.
O cigarro está em todo lugar. A bebida, em quase todo. Num episódio bem à frente, uma criança, filha do protagonista, toma um copo de uísque e dorme, enquanto estava sendo “cuidada” por secretárias distraídas. Ele percebe, pega a criança no colo para levá-la para casa e dirige-se a elas, sem nenhuma ironia: “Bom trabalho, meninas”.
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O espaço central da trama é a sede de uma agência de publicidade, onde gravitam os personagens centrais, onde eles mais fumam e mais bebem. E onde, de certa forma, o “futuro” está ganhando seus slogans e imagens. Neste espaço, as mulheres são todas secretárias, e os homens, os chefes, que tomam suas decisões em salas confortáveis, cheias de sofás e uísque. Mas isto vai mudando aos poucos, e Peggy (Elizabeth Moss) vai representar a mudança, conquistando, não sem sofrimento, mas com muita decisão, novos problemas, cargos e salários.
As novidades do tempo se apresentam: o personagem principal, Don Draper poderia ser um herói da Guerra da Coreia (seu chefe é da geração da Segunda Guerra Mundial), caso não tivesse roubado a identidade de seu tenente no campo de batalha. Mas isso não importa, ensina o dono da agência ao jovem arrivista que tenta usar a informação para derrubar Don (interpretado por Jon Hamm). Ninguém mais quer saber desta guerra.
A guerra que conta (ainda não há a escalada do Vietnã, mas ela surgirá nas temporadas seguintes) é a da conquista de novos consumidores, e neste espaço, Don, um conquistador de belas mulheres, todas fumantes, será ainda mais importante. Ele seduz, explica, convence os clientes de que a publicidade é que faz o negócio. Que, como a galinha, ela surgiu antes do ovo. Ou vice-versa.
Há uma cena emblemática do papel da publicidade na criação de necessidades. Uma empresa conhecida (não vou citar o nome de quem pode pagar para fazer propaganda, e pelo jeito pagou caro para fazer parte da trama de “Mad Men”) tem um novo produto, um projeto de slides que utiliza um mecanismo chamado internamente pelos diretores e projetistas de “a roda”. Don está escalado para apresentar a publicidade deste novo produto. O diretor da empresa comenta as dificuldades da empreitada, mas lembra que a roda, embora não seja uma tecnologia nova, é excitante.
Don explica que, normalmente, fazer publicidade de um novo produto é relativamente fácil. A empresa chega com algo novo, que preenche uma necessidade. Você anuncia a novidade, e a publicidade informa as pessoas de que elas tinham uma necessidade que não conheciam, mas que acaba de ser preenchida. E as vendas começam.
“Mas há vezes”, explica Don, que um novo produto estabelece uma relação mais profunda com o público, que não é a relação da novidade – já havia projetores de slides no mercado –, mas a da “nostalgia”. O novo lembra que há um passado que deixou saudades. “Esse dispositivo é uma nave espacial”, explica ele. “É uma máquina do tempo”. Seu nome, portanto, não deveria ser “roda”, mas “carrossel”, como esses com que brincamos todos nos parquinhos. Quem já viu um projetor de slides desse sabe que as imagens eram colocadas no carrossel, jamais na roda.
Divulgação
Série ambientada em 1960 retrata o cotidiano de uma agência de publicidade norte-americana
“Mad Men” é, de longe, a série de TV que mais se parece com os grossos livros que a tradição realista do romance nos deixou. Ela remete a um período de ascensão profissional feminina, ao início da liberação sexual trazida pela pílula anticoncepcional, ao boom econômico das décadas de pós-guerra e ao ciclo que se encerrará com a crise do petróleo na década de 1970.
Há um clima de liberdade contida pela tradição, da força da política de perseguição à esquerda norte-americana, e os avanços são muitas vezes “explodidos” com a mesma violência com que a cabeça de John Kennedy foi feita em pedaços por um atirador. As ilusões daquele tempo são como o amor, na definição de Don Draper – algo que os publicitários inventaram para que as mulheres comprem mais.
Pode parecer, mas Don Draper não é cínico, e é por ele que torcemos – contra sua mulher histérica (Betty, vivida por January Jones), contra o passado que o intimida, contra a burocracia do Estado, contra a fofoca do escritório, contra todos os males. O homem que parece ter saído de um anúncio, capaz de dobrar seus adversários arrivistas e reverter essa energia em seu favor. O publicitário que faz chorar a sala de reuniões. Mas não se engane: quando mais achamos que ele é o cara, Don nada faz diante da demissão de um ilustrador homossexual (enrustido) que não dormiu com o cliente para salvar uma conta milionária.
Porque neste mundo realista estão todos loucos. Porque neste mundo realistas todos precisamos estar loucos.
Porque neste mundo realista a violência da roda da história só é aceitável se acreditarmos sincera e ingenuamente que ela é um carrossel.
Haroldo Ceravolo Sereza é jornalista e diretor de redação dos sites Opera Mundi e Última Instância.
Vacina contra dengue a partir de feijão
Pesquisa testa vacina contra dengue produzida com feijão
A Uece (Universidade Estadual do Ceará) está desenvolvendo o que pode vir a ser a primeira vacina de origem vegetal contra a dengue.
O imunizador, que deverá ser testado em humanos nos próximos meses, já se mostrou eficaz em camundongos, que conseguiram produzir anticorpos contra a doença.
O feijão-de-corda (Vigna unguiculata) ou feijão-fradinho --utilizado no preparo do acarajé baiano-- serviu de base para a produção da vacina.
O custo de prevenção pode ser menor que o de tratamento", avalia a bioquímica responsável pela pesquisa, Isabel Florindo Guedes.
Mesmo antes dos testes em humanos, o Núcleo de Inovação Tecnológica da universidade cearense já trabalha na transferência da tecnologia da vacina para o mercado.
A dengue matou 1.167 pessoas em 2010 na América Latina, onde foram registrados 1,8 milhão de casos, segundo dados da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).
Democracia de verdade
Com ‘Lei Tiririca’, começa reforma política ‘possível’
Adoção de sistema majoritário para eleição de deputados, pondo fim aos puxadores de votos, faz parte da restrita pauta em debate
BRASÍLIA - A proposta de reforma política que começa a ser debatida no Congresso, a partir de terça-feira, deve aprovar uma mudança radical na eleição de deputados. Há uma grande chance de os partidos condenarem à morte o atual sistema proporcional, baseado em coeficiente eleitoral. No lugar entraria o voto majoritário simples. Traduzindo: quem tem mais votos é eleito.
Hoje, as vagas são distribuídas conforme o número de votos recebidos pela legenda ou coligação. Levando em conta esse resultado, o partido tem direito a um número de eleitos, mesmo que alguns tenham menos votos que outros candidatos.
A mudança tornará inútil a figura do candidato puxador de votos, geralmente representado por algum político importante ou por celebridades. Tanto que a proposta do voto majoritário simples foi, ironicamente, apelidada de "Lei Tiririca" - ela impedirá justamente a repetição do fenômeno provocado pela eleição do palhaço, deputado pelo PR de São Paulo.
Tiririca teve 1,35 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos bem menos votados, como Vanderlei Siraque (PT-SP), que somou 93 mil votos, menos que outros dez candidatos não eleitos.
Em eleições passadas, outros puxadores levaram a Brasília uma bancada de candidatos nanicos, como Enéas Carneiro e Clodovil Hernandez, ambos já falecidos e campeões de votos em 2002 e 2006, respectivamente. Há nove anos, Enéas foi escolhido por 1,5 milhão de eleitores e puxou mais quatro deputados, incluindo Vanderlei Assis de Souza, com ínfimos 275 votos.
"É um pouco chocante. Alguém que teve 128 mil votos não pode decidir em nome do povo, e quem teve 275 votos pode", diz o vice-presidente Michel Temer (PMDB), defensor do voto majoritário simples. "Os partidos não vão mais buscar nomes que possam trazer muitos votos, nem vão procurar um grande número de candidatos para fazer 2,3 mil votos ou menos, só para engordar o coeficiente eleitoral."
Se aprovada, a "Lei Tiririca" vai gerar um imediato efeito colateral: tornará inúteis as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Hoje, os partidos se aliam para formar chapas para somar forças e produzir um alto coeficiente. Na nova regra, uma aliança partidária não produz qualquer efeito.
Unificação. Outra mudança em debate é a unificação das eleições e a coincidência de mandatos. A proposta é de consenso difícil, mas tem alguma chance de ser aprovada se entrar em vigor para eleições futuras, sem afetar os direitos de quem tem mandato e pode se reeleger.
Se houver consenso, os próximos prefeitos e vereadores serão eleitos em 2012 para mandato de dois ou de seis anos. No primeiro caso, menos provável, as eleições unificadas ocorreriam já em 2014. Se for um mandato de seis anos, a unificação ficaria para 2018.
Apesar da complexidade da proposta e do lado pouco prático - criaria uma supereleição em um único dia -, a ideia da reforma política, desta vez, é que ela não cometa o erro de sempre: uma debate inchado de propostas que, apesar de defendida como prioritária por todos os políticos, sempre acaba patinando. Pior: alterações significativas, como fidelidade partidária, verticalização das alianças e seu fim, acabaram sendo decididas por ordem do Poder Judiciário.
Por isso, veteranos do debate acreditam que a reforma só tem chance de passar se for restrita a poucos pontos. Em 2009, o Senado aprovou um texto que a Câmara ignorou, por não ter sido negociado em comum acordo. "Se vierem poucos pontos, pode sair. Caso contrário, não", diz o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), principal líder político do partido que, no passado, ajudou a derrubar o projeto que criava a cláusula de barreira para legendas que não somassem 5% do total de votos para a Câmara Federal, o que praticamente inviabilizaria a atividade desses partidos.
Limites do jornalismo
Até que ponto determinadas ações podem ser feitas em nome jornalismo? Aliás, quais são os limites éticos para exercer a profissão?
Ronaldo recentemente se aposentou. Como justificativa, falou em motivos de saúde - um deles o hipotireoidismo, doença que, segundo o jogador, o impedia de perder peso e cujo tratamento seria considerado dopping (não é bem assim, segundo médicos).
Agora, o jogador é flagrado fumando e ingerindo álcool - e não é a primeira vez.
O tal "flagrante" revela um total descomprometimento do jogador com sua própria saúde. Mas há um porém, que talvez supere o próprio conteúdo da foto acima.
O antigo fenômeno foi fotografado dentro de sua casa, de forma extremamente invasiva. Notem que o fotógrafo burlou um muro e entre as cercas da casa do ex-atleta fez o "flagrante". Isso não é trabalho de fotojornalista. É ação de "papparazzi" dos mais incovenientes e antiéticos que existem. A privacidade do lar é inviolável - salvo em casos de justificado interesse público, o que não é o caso.
Se Ronaldo estivesse em um lugar público fumando e bebendo podemos deduzir sua vontade de ser visto assim, logo, a foto seria um escândalo. Como o fato ocorreu em ambiente privativo, o ex-jogador faz muito bem em processar o "profissional" que o fotografou em tais circunstâncias.
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Mas, e você? O que acha? Quem está com a razão? Ronaldo? O fotógrafo? Ou nenhum dos dois?
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Estadão demite 22 funcionários
O Estado de S. Paulo surpreende Redação com demissão de 22 profissionais
O jornal O Estado de S. Paulo surpreendeu seus jornalistas nesta quarta-feira (16/2) com a demissão de 22 profissionais, tanto da versão impressa, como no online. Foi o caso de Marcelo Auler, repórter de política da sucursal do Rio de Janeiro. As demissões atingiram a área administrativa, mas a maioria foi de jornalistas. De acordo com a empresa, o corte visa reduzir custos.
“O que acho estranho é que recentemente, em dezembro, foi divulgado para gente que o jornal foi o que mais cresceu no último ano. Até brincamos, dizendo que isso seria revertido na folha de pagamento. Uma pessoa da direção disse que não, que aquilo significava a manutenção dos nossos empregos”, contou Auler, que se sentiu seguro com a afirmação de estabilidade do veículo.
Segundo ele, que trabalha há quase cinco anos no jornal, algumas vagas foram congeladas. “Na sucursal do Rio, que tem umas 30 pessoas, três vagas já estavam abertas, mas eu também fui demitido”, informou.
O diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, explicou que as demissões foram motivadas por redução de custos. “É um enquadramento nas metas orçamentárias. Foi um ajuste que já vinha sendo feito no Grupo. Já tivemos no JT e agora no Estadão e estadão.com", afirmou.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Dia do Repórter
Dia do Repórter: Jornalistas revelam desafios e "saias justas" da profissão
Saia justa de repórter não é só quando a caneta e o gravador falham, ou quando se esquece o nome do entrevistado. Além disso, os desafios da profissão são grandes. Nesta quarta-feira (16/2), dia do repórter, profissionais da rádio CBN, O Globo,Estadão, R7, revista Brasileiros e Rede TV! contam suas experiências.
Para falar sobre as dificuldades da carreira, situações constrangedoras, relacionamento com as fontes, piores tipos de entrevistados e o que ainda falta melhorar na profissão, o Comunique-se ouviu Fabíola Reipert (R7), Ricardo Kotscho (Brasileiros), Jotabê Medeiros (Estadão), Roseann Kennedy (CBN), Chico Otávio (O Globo) e Kennedy Alencar (Rede TV! e ex-Folha de S. Paulo). Acompanhe os depoimentos:
Dificuldades
"A maior dificuldade que um repórter enfrenta é quando mentem, quando tentam enganar ele. Sendo que a gente tem a informação correta" – Fabíola Reipert.
"Desde o salário baixo, que é bem comum na nossa profissão, até processos e ameaças" – Jotabê Medeiros.
“Um dos desafios é mudar de cidade, ter que se afastar da família. Eu já fui para o interior, Curitiba, agora estou em Brasília. No dia a dia é a busca sem descanso do que é falso e verdadeiro” – Roseann Kennedy.
“É o dano moral. É um instrumento da democracia, que eu respeito, mas tornou a nossa vida mais espinhosa. Outra coisa é a falta absurda de cultura da transparência, na área de governo. Essas coisas acabam travando o seu trabalho” – Chico Otávio.
"São 46 anos de carreira, não me lembro de nenhuma em especial. Mas toda matéria é difícil de fazer e tem que ser encarada como a primeira e a última que o repórter fará" – Ricardo Kotscho.
"Cobertura da guerra no Kosovo, em 1999, e a do Afeganistão, em 2001" - Kennedy Alencar.
Saia justa
"A pior saia justa que tem é quando você percebe que a pessoa te vira a cara. Estou fazendo o meu trabalho e vejo muitas pessoas me virando a cara. Já tentaram até me bater" – Fabíola Reipert.
“Foi um dilema ético. Foi a história de um professor de Embu que entrou em contato comigo para dizer que estava estranhando que muitos alunos estavam dormindo na sala de aula. Fui até o local e descobri que esses alunos trabalhavam de madrugada em uma olaria. Conversei com o dono da olaria e ele explicou que não obrigava ninguém a trabalhar, que não tinha funcionários registrados e que os pais dessas crianças que levam elas para trabalhar. Fiquei em dúvida se deveria publicar essa história, até para não prejudicar ainda mais essas crianças. Decidi publicar e não deu outra, no dia seguinte da publicação já tinha a polícia na olaria. Às vezes a gente quer ajudar, mas acaba prejudicando ainda mais" – Ricardo Kotscho.
"Foi em 1998. Fui na casa da Gal Costa, em Trancoso (interior da Bahia), e fomos fazer a entrevista em um restaurante. Na segunda pergunta que fiz, ela começou a gritar, disse que eu não era jornalista. Todos no restaurante pararam para ver ela gritando. Já fui fazer matéria em baile funk e com os skynheads. Mas, essa da Gal foi a maior saia justa que tive na minha carreira" – Jotabê Medeiros.
“Quando eu trabalhava em polícia passei por uma situação investigando um ponto de tráfico em Recife. Chegamos e fomos recebidos por tiros. Descemos pelo lado do córrego, com as costas no chão, cheio de lodo. Deixei de trabalhar em polícia, porque cansei de ser ameaçada de morte e ter que trocar de número de celular” –Roseann Kennedy.
“Quando o presidente da Petrobras, durante uma coletiva de imprensa, disse que eu não era bem vindo na empresa. Eu respondi que ele não era dono da Petrobras pra falar aquilo, que a Petrobras era do povo. Outras situações constrangedoras são quando as redes sociais tentam desqualificar o seu trabalho. Eu passei por isso quando enviaram um e-mail em meu nome para desembargadores” –Chico Otávio.
"Foi minha primeira reportagem para a Folha. Eu era redator e que queria me tornar repórter e me mandaram ir ao hospital que o Jânio Quadros estava internado. Eu era muito foca, 22 anos, entrei sem me identificar como jornalista e fui até o quarto que ele estava, cheguei perto e falei 'uma palavrinha' e ele respondeu 'vá à merda'. Depois disso, ele chamou os seguranças que me retiram do hospital, mas voltei e falei que queria saber se ele estava bem. No final das contas consegui conversar um pouco com o Jânio" - Kennedy Alencar.
Pior tipo de entrevistado
"É a celebridade que acha maior do que é, 'as estrelinhas'. O ruim é que tem gente que quando precisa aparecer na mídia corre atrás de nós. E quando não precisam destratam" – Fabíola Reipert.
"Eu não gosto de celebridades, até de políticos eu tento fugir. Prefiro criar novos personagens, entrevistar pessoas que são desconhecidas" – Ricardo Kotscho.
"É aquele imbuído de autoridade, que quer mostrar e impor isso na entrevista. E isso acontece em várias esferas, não somente na política" – Jotabê Medeiros.
“Não existe pior entrevistado, existe pior momento para entrevistar. O pior momento é quando o repórter tem que fazer cobertura de tragédia e entrevistar a família que perdeu alguém” – Roseann Kennedy.
“Eu sou fã do Luis Fernando Veríssimo, mas ele não é um bom entrevistado. Foi a minha entrevista mais difícil, porque ele é monossilábico, tímido. Não é por má vontade, é o jeito dele. Eu achei que ia ser uma super entrevista, mas não foi” – Chico Otávio.
"O pior tipo de entrevistado é aquele que fala pouco, que se fecha, que tem desconfiança do repórter. E ainda mais na área que cubro, bastidores da política, tem muita gente que não gosta de ouvir perguntas" – Kennedy Alencar.
Pontos a melhorar na profissão
"Melhorar as organizações de eventos, como o São Paulo Fashion Week. Tratam a imprensa como se fosse animal, ameaçam. A imprensa é tratada como intrusa, mas é necessária e merece respeito" – Fabíola Reipert.
"O que precisa mudar é que os repórteres estão indo pouco para a rua. Eles estão ficando muito tempo em frente ao computador, na redação. E na rua, você sai para fazer uma matéria e 'tropeça' em outra" – Ricardo Kotscho.
"Precisa ser dada maior cobertura ao repórter. O profissional precisa ter mais 'costas quentes'. O repórter é o elo mais fraco da matéria e precisa ser defendido pelos próprios veículos de comunicação. O repórter sofre muita pressão, um exemplo recente é o que aconteceu no jornal baiano (A Tarde)" – Jotabê Medeiros.
“Acredito que existam muito bons repórteres no Brasil, o que precisam fazer é manter a qualidade e não deixar a liberdade de expressão cair”- Roseann Kennedy.
“Mais aposta dos editores nas reportagens, mais espaço no mercado, melhores condições de trabalho” – Chico Otávio.
"Precisa investir na formação e dar oportunidades para quem realmente deseja ser repórter. Acho que a qualidade dos repórteres tem melhorado cada vez mais" – Kennedy Alencar.
Saga para chegar em casa
Parti da Av. 9 de Julho às 18h10 e cheguei ao meu destino às 20h50. São Paulo parou por conta da chuva, hoje - e sempre. Foram 61 pontos de alagamento segundo a Folha.
O trânsito fluiu bem até o Viaduto Dr. Plínio de Queiroz. Daí travou. Mais de quarenta minutos em um ônibus lotado dentro do túnel da Nove de Julho. Alguns passageiros impacientes, em meio ao monóxido de carbono cada vez mais presente no ar, diante da negativa do motorista em abrir as portas do veículo, cogitaram abri-las por conta própria.
Descemos a avenida até o entroncamento com a São Gabriel. Tudo parou novamente. E ali ficamos. Após dez minutos estacionados, o motorista abriu as portas, então descemos. Caminhei uma distância de 2,4 quilômetros até a estação (vale ressaltar que durante todo o trajeto havia um semáforo piscando e NENHUM agente da CET). Para me deparar com isso:
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Ouçam os relatos que fiz durante o percurso:
Pela Av. Nove de Julho, até a estação do Metrô Cidade Jardim:
Etapa final:
Após quase 3h, cheguei em casa com o tênis e a calça todos molhados e cheios de barro. É isso aí, um dia de cão é pouco...
Dois pesos
Do Opera Mundi
EUA ajudarão ativistas digitais a burlarem restrições na rede
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou nesta terça-feira (15/02) que destinará este ano mais de 25 milhões de dólares a projetos que ajudem "ativistas digitais" a contornarem restrições de "governos repressivos" na internet.
"Não há nenhuma varinha mágica na luta contra a repressão na Internet; não há nenhuma aplicação para isso", disse Hillary em um esperado discurso sobre a liberdade da internet, onde adiantou que lutará contra as barreiras, os filtros e os bloqueios impostos por governos à rede com "múltiplas" tecnologias para estar sempre "um passo à frente" dessas políticas.
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Egípcios conseguem burlar bloqueio à internet
Nos últimos três anos, os EUA destinaram mais de 20 milhões de dólares a este fim, mas agora decidiu intensificar sua ajuda e desembolsar mais de 25 milhões de dólares, que serão utilizados para criar tecnologias e aplicações múltiplas, além de formar ativistas, opositores e membros da sociedade civil para burlar as barreiras.
Desta maneira, os internautas podem se adaptar constantemente às ameaças que enfrentam na rede com novas ferramentas, porque "sabemos que governos repressivos estão constantemente inovando" para criar novas barreiras como na China, Irã, Síria, Vietnã, Mianmar e Cuba, e mais recentemente no Egito.
Para debaixo do tapete
PSDB arquiva pedido para não reavivar caso Paulo Preto
Com medo de reavivar o caso Paulo Preto, o PSDB de São Paulo arquivará o pedido do deputado João Caramez para que o conselho de ética investigue o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Declarações atribuídas a ele pela revista "IstoÉ" apontam suposto caixa dois em campanhas envolvendo o ex-dirigente da Dersa.
O comando da sigla espera justificativa redigida por Losacco, recém-nomeado à direção da EMTU, para sepultar a apuração.
"A gente deveria aprender o 11º mandamento do Serra. Tucano não pode bicar tucano", resume o secretário-geral, César Gontijo, em referência a pedido feito pelo ex-governador.
Leia a coluna completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.