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quinta-feira, 3 de março de 2011

Aos cinéfilos e nerds de plantão

Do Estadão

'Guerra nas Estrelas' em 3D chegará nos cinemas em fevereiro de 2012


Se a bilheteria responder positivamente, o filme será seguido pelos outros cinco capítulos

A produtora Lucasfilm e o estúdio 20th Century Fox anunciaram nesta quinta-feira, 3, a data do relançamento em 3D da saga Guerras nas Estrelas, que estreará Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma no novo formato no dia 10 de fevereiro de 2012 nos Estados Unidos.



Está previsto que, se a bilheteria responder positivamente, o filme será seguido pelos outros cinco capítulos da conhecida história galática com uma estreia por ano.



Segundo The Hollywood Reporter, Lucasfilm acredita que o retorno da saga aos cinemas em três dimensões contribua para aumentar significativamente a procura pelos artigos da coleção de Guerra nas Estrelas.


A saga foi assistida pela primeira vez nos cinemas em 1977 com Guerra nas Estrelas e se transformou em trilogia com o lançamento de O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno do Jedi (1983).


Dezesseis anos mais tarde, Lucasfilm decidiu retornar a esse mundo de ficção científica com outros três filmes, Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999), Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones (2002) e Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith(2005).

Fantasma da Ópera

Cena do filme - musical - Fantasma da Ópera





sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Perfume de Mulher

A cena do Tango, do filme Perfume de Mulher (Scent of a Woman). Al Pacino sensacional.





sábado, 22 de janeiro de 2011

Brasil Animado: enciclopédia em 3D

Animação peca pelo exagero em alguns aspectos, inclusive estereótipos


O primeiro filme 3D do Brasil lança mão da natureza. No enredo, 2 amigos, “Stress” e “Relax”, saem viajando por alguns estados brasileiros em busca de uma árvore (Jequitibá Rosa). Passam por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Bahia, Amazônia, Brasília, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.


Brasil Animado aposta dos estereótipos para mostrar toda a variedade de brasileiros, inclusive, sua fisionomia e jeito próprio de falar. Mas será que colocar um garçom cearense, retratado com a cabeça quadrada, quase igual a uma mesa, é o caminho certo? Penso que não. Existem outras formas de trabalhar com a diversidade nacional sem exagerar, como não carregar demais nos sotaques, por exemplo.


O exagero já começa pela dicotomia “Stress” e “Relax”. O carioca, com seu sotaque exagerado, que “deixa a vida levar”, só quer saber de “curtir” as belezas naturais, num estilo meio Zé Carioca, meio hippie, e o paulista, morador de Santa Rita do Passa Quatro (deixou de viver na Capital, pois a cidade é muito cara), estressado, guloso, só quer saber de lucrar e trabalhar, não se diverte. O carrancudo representante da terra da garoa só afrouxa quando vê mulheres – principalmente as gaúchas -, em especial, Giselle Bündchen.


O filme é “enciclopédico”. Quem assiste se vê diante de um Globo Repórter 3D misturado a desenhos. Pesam demais as estatísticas e os inúmeros dados. Como você pretende prender a atenção, especialmente, das crianças com uma montoeira de datas, altitudes, quilometragens e informações do tipo “você sabia...”?


O merchandising é muito presente também. O carro em que as personagens viajam é um Gol vermelho comprado na Caltabiano (está escrito no veículo). Além disso,  os amigos comem em locais indicados pela Veja São Paulo “Comer e Beber”, vão ao São Paulo Fashion Week e frequentam estabelecimentos que aceitam Mastercard (o papel inconfundível da empresa de cartões de crédito, um pouco desfocado aparece colado na parede de um lugar).


Agora, é inegável que a estética do filme é muito boa. As belíssimas paisagens em três dimensões te dão a impressão de estar em uma janela, vendo desde o bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, passando pelas cidades históricas de Minas Gerais, até Canoa Quebrada, no Ceará, ou Porto de Galinhas em Pernambuco de forma muito realista, quase presencial. Alguns toques de humor e interatividade são bem feitos e a estratégia para obtê-los também: há um momento em que a câmera foi posicionada no Centro de São Paulo e parece que ela está abandonada, apenas filmando as pessoas que passam. Um senhor passa, olha para câmera e uma narração faz comentários como se estivesse vendo o público. Ele passa. Quando se pensa que não voltará mais, aparece ainda mais perto da câmera, examinando minuciosamente “quem estará do outro lado”.


Não sei se é o tipo de história que agradaria crianças, pois, apesar de ser animação, é arrastada e “manual de turismo”. Talvez os adultos considerem a história fraca demais pra se prenderem por 1 hora e meia no cinema.


Veja o trailer:






terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Agora é hora de expandir as moradias decentes

Da BBC Brasil

Moradores cogitam construir em área arrasada por enchentes





Embora alguns digam ter medo, diversos moradores de um bairro de Teresópolis (região serrana do Rio) cogitam voltar a construir nos locais onde suas casas foram severamente atingidas pelos deslizamentos da última quarta-feira - inclusive em áreas condenadas pela Defesa Civil.

O pintor Anderson Magalhães, 33 anos, deveria ter se mudado para sua casa nova, que construiu no bairro do Féo, no último sábado. "Só faltava bater a laje, que já estava lá, comprada", disse à BBC Brasil.

No entanto, a chuva e os deslizamentos da quarta-feira anterior arruinaram a sua nova moradia, que teve o andar de baixo totalmente engolido pela lama que desceu do morro. "Ficaram cinco sacos de cimento lá, foi o que restou da minha obra."

Anderson mora de aluguel no mesmo bairro, em uma casa localizada em um ponto mais seguro. Agora, ele afirma que quer se mudar para outra zona da cidade, mas acha difícil conseguir outro lugar para morar.

"Se não tiver saída, eu com certeza pego o dinheiro do FGTS e volto pra minha casa no Féo", diz Anderson. "Vou lá, bato a laje na parte de cima, esqueço a parte de baixo e volto."

Sobre os riscos de ocorrerem novos deslizamentos como os da semana passada, o pintor afirma: "Se acontecer qualquer chuvinha, sai todo mundo de lá na hora, é o jeito."

Ele se mostra cético com a possibilidade de ganhar recursos do governo para construir outra casa. "Conheço gente no (bairro do) Perpétuo que perdeu tudo na outra enchente (ocorrida em 2002) e até hoje não ganhou nada."

Barreira contra a lama

Outro morador do Féo, o pedreiro Leonardo Caldeira Mizael, 31 anos, tinha sua casa situada alguns metros acima da de Anderson. Leonardo diz que a sua moradia serviu como uma barreira que impediu a lama e os destroços de arrasarem com muitas casas outras abaixo. "Vi até carro voando aqui do lado", afirma.

Dentro de casa, o pedreiro mostra os estragos. Enquanto a sala e a cozinha ficaram apenas sujas, o seu quarto teve uma parede demolida pelo deslizamento, ficando inundado pela lama. O muro do lado de fora da residência foi arrancado do lugar em sua quase totalidade.

Leonardo estava ampliando a sua casa, construindo outros quartos no andar de cima, mas seus planos ficaram em suspenso: a Defesa Civil mandou ele, a mulher e dois filhos saírem do local. Ele tem medo de continuar morando ali, mas diz que não pode esperar muito tempo pelo aval do poder público.

"A Defesa Civil veio aqui e disse que a casa estava condenada, mas eles também não dão um lugar pra gente ficar", afirma. "Certamente quero continuar construindo, e espero ajuda do governo e da prefeitura."

O pedreiro afirma que, se a administração municipal não fizer nada, a própria comunidade vai começar a efetuar a limpeza do barro na semana que vem. Depois disso, a reconstrução das casas é uma questão de tempo.

"Tentar de novo"

O porteiro Giovane de Souza, 33 anos, e sua mulher, a vendedora Vera de Fátima Machado da Silva, tiveram parte da sua casa destruída pela avalanche que atingiu o Féo na última quarta-feira. Segundo Giovane, duas paredes da parte de baixo da casa ruíram com o impacto da lama.

No entanto, Vera afirma que as fundações da sua residência não apresentam danos sérios, nem sequer rachaduras. "Até os vidros das janelas da parte de cima ficaram inteiros", diz.

Giovane e Vera se mostram reticentes de continuar em sua casa. A vendedora, principalmente, se mostra assustada: assim que a chuva começa a cair no Féo, ela foge da sua residência, onde foi buscar alguns pertences, e sobe o morro em direção de um local que considere seguro.

No entanto, a exemplo dos seus vizinhos, o casal não pretende esperar muito tempo para voltar a ter uma casa - nem que seja no mesmo local de antes.

"Eu estou pensando nisso. Vou dar um tempo e ver o que acontece. Querer, eu não quero (ficar), mas não sei se tem saída", afirma Vera. "Se a prefeitura demorar muito, o negócio é a gente ir lá e tentar de novo."

Poder público

O coordenador do 3º Centro de Apoio das Promotorias de Justiça Cíveis do Ministério Público do Rio, Leônidas Filippone, afirma que, pela experiência de casos anteriores, é sabido que pode ocorrer a reocupação de locais que estejam em risco.

"Estamos articulando com as prefeituras para que ela use poder de polícia para tomar medidas preventivas, para que casas desocupadas sejam interditadas e para evitar o retorno das pessoas", afirma.

A reportagem da BBC Brasil entrou em contato com a prefeitura de Teresópolis para se manifestar a respeito do assunto, mas não obteve retorno.





quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cinema? Vá ao shopping!

A experiência de ir ao cinema sem ter que ir a um shopping center está rareando. As crianças de agora vão achar que sinônimo de cinema é shopping e vice-versa, sem ao menos conhecer um cinema "de rua".


Uma loja no lugar do cinema. Qual é mais lucrativo?


Da Folha.com



Após 68 anos, Belas Artes vai fechar as portas em São Paulo


O Belas Artes, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, se prepara para as últimas sessões. No dia 30 de dezembro, uma notificação judicial avisou: o imóvel, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, tem de ser entregue até fevereiro.


Veja fotos do cinema ao longo dos anos


Terminará, assim, uma história iniciada em 1943. Terminarão assim os "Noitões" que, nos últimos anos, chegaram a reunir, madrugada adentro, mil pessoas.


A ameaça de fechamento do cinema veio a público em março de 2010, quando o HSBC pôs fim ao patrocínio. André Sturm, o proprietário, começou então a bater à porta de algumas empresas, atrás de nova parceria.


Conversa daqui, conversa dali e, em novembro passado, foi acertado novo apoio. A minuta do contrato estava sendo finalizada quando veio a surpresa. "O proprietário disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja lá", diz Sturm.


Sturm conta que havia se comprometido a pagar um novo valor de aluguel, de R$ 65 mil, assim que fechasse o patrocínio. "Tínhamos um acordo, mas ele não cumpriu", diz o dono do cinema.


Procurado, o proprietário do imóvel, Flávio Maluf (que não é filho de Paulo Maluf), não precisou sequer ouvir uma pergunta. A identificação da reportagem da Folha foi suficiente para que dissesse não ter nada a declarar.


"Ligue para o meu advogado", recomendou. Enquanto ditava nome e telefone, interrompeu a fala e perguntou: "Mas é a respeito do quê?". Informado, ensaiou uma explicação: "Perderam o prazo... Não tenho nada a declarar". O advogado não retornou as ligações.


Maluf passou a responder pelo imóvel há dois anos, quando seu pai morreu. "Venceu a visão mesquinha", diz Sturm.


Ontem, os 32 funcionários receberam o aviso prévio.

















Fachada do Cine Belas Artes, localizado na rua da Consolação, em São Paulo
Fachada do Cine Belas Artes, localizado na rua da Consolação, em São Paulo

ÚLTIMA FASE


Sturm assumiu o cinema em 2002, quando os antigos proprietários decretaram o negócio inviável. O espaço, de fato, estava com as instalações decadentes e a programação descaracterizada.


Vieram a seguir a sociedade com a O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles e, em 2003, o apoio do HSBC.


A ameaça do fim, em 2010, fez com que, no ano passado, a cidade se mobilizasse para salvar o Belas Artes. A campanha tanto deu resultado que o patrocínio chegou.


Dentre as marcas que esta última fase deixará estão o "Noitão" e a longa permanência de alguns filmes.


Pelo menos quatro títulos ficaram mais de um ano em cartaz: "O Filho da Noiva", "Bicicletas de Belleville", "2046 - os Segredos do Amor" e "Medos Privados em Lugares Públicos".














Editoria de Arte/Folhapress












Editoria de Arte/Folhapress

CINEFILIA


A tradição cinéfila do espaço firmou-se na década de 70. O cinema pertencia ao grupo francês Gaumont que, além de exibidor e distribuidor, era produtor de cineastas autorais, como Fellini e Antonioni.


Na década de 80, foram muitos os cineastas brasileiros a escolher o Belas Artes como tela preferencial para suas estreias e foram muitos os espectadores a formar filas na Paulista, para conseguir um lugar nas sessões de "Daunbailó", de Jim Jarmusch, e "Terra dos Bravos", de Laurie Anderson.


Para evitar que toda essa memória se esvaia do dia para a noite, Sturm fará, a partir do dia 14, duas retrospectivas. Uma trará clássicos do cinema. Outra, clássicos do Belas Artes. E não é só: "Meu compromisso é abrir outro cinema do mesmo tipo. Já tenho lugares em vista."

sábado, 18 de dezembro de 2010

Drácula: humano, demasiado humano

Atenção: contém spoilers


Há algum tempo li Drácula, de Bram Stoker. Livro impressionante: história bem narrada - um envolvimento fantástico com o enredo, personagens bem amarrados. Um tanto quanto dramático, porém extremamente assustador. O autor se baseia em um personagem principal (o conde Drácula) e demoniza-o. Constrói um monstro, um ser sugador de sangue humano que é incapaz de amar, afinal de contas, deixou de ser humano.




[caption id="attachment_938" align="alignright" width="300" caption="O ator Bela Lugosi, na mais clássica adaptação de Drácula para o cinema, de 1931."][/caption]


O final do livro conta com o grupo heróico que toma por missão destruir a criatura triunfando, apesar de todos os percalços. A história termina de forma aberta, com o monstro virando pó. Essa forma de encerramento suscita dúvidas com relação à eliminação do vilão: será que ele morreu por completo?


Contando com essa dúvida, surgem diversas histórias de continuidade - livros e filmes. O sobrinho-neto do autor de Drácula, Dacre Stoker, conjuntamente com Ian Holt, escreve Drácula: o morto vivo - A sequência do clássico de Bram Stoker. A aposta inicial não é no conteúdo da continuação, mas sim no sobrenome Stoker e no apreço pelo livro inicial.


A obra relata como segue a vida do grupo que supostamente eliminou Drácula. Ao contrário do livro de Bram, não há nada de romance: a história é um mata-mata generalizado e cruel (no final, não sobra um daqueles que lutaram contra Drácula, pois todos têm uma morte dolorosa). O enredo se mostra confuso em sua narrativa. São planos em demasia, em um "vem e vai" desnecessário.


Além das desgraças com as personagens, o livro apela para a sexualidade, descrevendo em detalhes atos sexuais e orgias, tudo banhado a sangue fresco. Mais púdico, Bram Stoker, apenas menciona, nas entrelinhas, as "relações íntimas" que Drácula tem com Mina Harker (a protagonista).


Mas, a pior parte é a extrema humanização dada ao "príncipe das trevas". Com a inserção de uma vampira mais malévola do que Drácula (que não morreu, afinal), condessa Elizabeth Bathory, os autores insistem em humanizar o conde. Ele passa a ser a vítima, pois segundo o livro, estava caçando Bathory quando se inicia a perseguição do livro de Bram Stoker. A lógica da história original é subvertida.




[caption id="attachment_937" align="alignright" width="300" caption="Príncipe Vlad III, conhecido como o empalador e a condessa Elizabeth Bathory, que gostava de orgias regadas a muito sangue"][/caption]


Apesar desses fatos, é ressaltado um lado histórico que não aparece no Drácula inicial. No decorrer da obra e no pósfacio, são mostrados os personagens históricos Príncipe Vlad (Drácula) e Elizabeth Bathory: ambos existiram e entraram para a História por sua crueldade e sede de sangue. O caso de Jack, o estripador, conhecido assassino em Londres, que matou prostitutas e as esquartejou, é colocado como uma das peças-chave do enredo.


Com uma leitura não fluida e alguns momentos de adrenalina, a continuação de Drácula não convence. São 413 páginas de muito esforço para concluir a leitura. No Submarino, você compra por R$ 9,90. Vale à pena guardar os trocados para comprar entradas de cinema ou teatro.

sábado, 4 de setembro de 2010

Quando Abutres ganham Poderes

Saliento dois filmes que dizem muito sobre a imprensa, especialmente a brasileira dos últimos tempos: "O Quarto Poder" (Mad City, 1997) e "A Montanha dos Sete Abutres" (Ace in the Hole, 1951). Ambos tratam dos mesmos temas: o excesso de sensacionalismo  - digo excesso, pois todo formato de jornalismo é sensacionalista, ou seja, visa atingir o público por meio de sensações, porém o condenável é o abuso desmedido dessa prática - na cobertura de assuntos críticos, dilemas éticos e até que ponto o jornalista tem o poder de intervir (e controlar) situações em nome da cobertura jornalística.


N'O Quarto Poder, de Costa Gravas, o repórter Max Brackett (Dustin Hoffman, Todos os Homens do Presidente), após se desentender com um colega no ar, é mandado para o noticiário local. Passado algum tempo, Max é mandado a um museu para cobrir a possibilidade de fechamento por problemas financeiros.





[caption id="attachment_654" align="alignleft" width="300" caption="Max Brackett fala com a emissora e inicia a cobertura interna e em tempo real do sequestro"][/caption]

Ele só não contava que um dos seguranças demitidos, Sam Baily (John Travolta, Grease) por conta da redução de gastos entrará no prédio armado e fará a diretora do museu, um grupo de crianças e sua professora reféns. O repórter, que estava dentro do banheiro, começa a transmitir, ao vivo, o sequestro, auxiliado por sua assistente, a qual está fora do local. Após alguns acontecimentos, Max Brackett se vê auxiliando Sam a como lidar com a situação.


Ele quer mais que isso: fazer com que a opinião pública fique a favor do ex-segurança.




[caption id="attachment_655" align="alignright" width="300" caption="Brackett entrevista Sam Baily, de dentro do museu onde o sequestro está em andamento"][/caption]

O circo é armado fora do museu, câmeras e muitos repórteres tentam cobrir o "evento", mas somente Max tem passe livre dentro e fora do museu. Ele entrevista, durante o sequestro, Baily. Para conseguir sua posição privilegiada, é um toma-lá-dá-cá com o chefe comandante das operações. A busca incessante pelo furo, pelo exclusivo, termina drasticamente: o jornalista virou notícia.



Em A Montanha dos Sete Abutres, de Billy Wilder, a situação não é muito diferente. Um repórter mal-caráter, Chuck Tatum (Kirk Douglas), após ser demitido de vários jornais, vai bater à porta de um pequeno jornal local de Albuquerque. Após um ano de trabalho, seu chefe, Sr. Jacob Boot (Porter Hall), designa-o para cobrir uma festa de caça às serpentes.




[caption id="attachment_657" align="alignright" width="300" caption="Desde o início, Chuck Tatum se incomoda com a frase do quadro: "Fale a Verdade"."][/caption]

Porém, no caminho do evento, Chuck e seu assistente se deparam com uma situação que promete render uma boa história: um homem caçador de antiguidades, Leo Minosa (Richard Benedict) fica soterrado no desabamento de parte da ruína indígena na qual ele trabalha.



O repórter sem escrúpulos publica a história, o que começa a atrair curiosos para a local. Mas ele não para por aí. Faz um acordo com o Xerife (Ray Teal) e consegue acesso exclusivo ao lugar no qual Leo está preso.




[caption id="attachment_658" align="alignleft" width="300" caption="A multidão que canta e consome diferentes artigos em volta das ruínas onde Leo Minosa está soterrado"][/caption]

Ele também convence o coordenador da equipe de resgates a executar o procedimento mais longo para retirada do homem dos escombros (ao invés do mais simples de 16 horas, optam pelo mais demorado, de 7 dias). Enquanto isso, a mulher de Minosa, Lorraine (Jan Sterling), ganha dinheiro com a multidão que chega para acompanhar o drama de perto. A visita da reserva era gratuita, mas ao final do filme, ela custa um dólar por carro. Mais uma vez, o filme tem desfecho trágico e o jornalista cai em desgraça.


Nem preciso relacionar aqui os casos de cobertura excessivamente sensacionalista da mídia brasileira nos últimos tempos. Assistir a esses filmes é praticar um exercício de análise e reflexão profunda sobre a imprensa que temos e se ela é nosso desejo, enquanto cidadãos e jornalistas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vamos variar um pouquinho…

Minha ideia é ser o menos denso possível e, para isso, decidi escrever sobre temas variados com textos mais sucintos. Nessa noite chuvosa de quinta para sexta-feira, acho que estamos mais propensos a refletir (não, não estamos, pois nossa propensão é para ver filmes e dormir livremente, isso para os que estão de férias, já os árduos trabalhadores têm essa propensão, o que não têm é a possibilidade de consumá-la rsrs). Minha ideia é lançar nessa postagem:




  • Sugestões de filmes e livros;

  • Alguns pensamentos ocorridos sobre a Lei da Ficha Limpa;

  • Indicação de textos antigos do blog que são válidos para as eleições deste ano;

  • Algumas informações sobre o 1º Encontro de Blogueiros Progressistas


E o vento levou (1939)

* Anteontem, assisti “E o Vento Levou” (1939 – veja aqui a sinopse e aqui o trailer). Filme muito interessante, que conta a saga de Scarlett O’Hara, a qual para salvar sua fazenda sai em busca de sucesso financeiro e, consequentemente, da felicidade. Durante o filme, revela-se que, mais do que proteger suas terras, Scarlett se lança em uma busca desenfreada por dinheiro, objeto inicial de deslumbre e alegrias, mas futuras decepções. Pouco mais de 2 horas de filme. Se gostar de histórias relativamente “paradas” (sem aquela agitação dos filmes policiais, por exemplo) é um prato cheio.









[caption id="attachment_519" align="alignright" width="216" caption="Drácula, edição de 2002"][/caption]

* Agora sobre livros, quem gosta de histórias de ficção científica vai se deliciar com “Frankenstein”, de Mary Shelley. Livro curto (L&PM Pocket, 251 p.), contém a história do jovem Victor Frankenstein. Dedicado às práticas das mais variadas ciências, obceca-se em vencer a morte, dando vida à matéria morta. Porém, seu sucesso traz um preço caro de mais a ser pago. Ele se vê enredado pelas artimanhas e exigências do monstro, o que o levará às mais profundas desgraças e angústias. O livro é um brinde à busca desenfreada, da ciência e dos industriais, pelo conhecimento à época que o livro foi escrito. A história é perfeitamente adaptável ao que vemos ainda hoje. Criadores sem responsabilidade, cujas criaturas (plataformas de petróleo, por exemplo) são negligenciadas e rebelam-se. Leitura imprescindível, assim como “Drácula”, de Bram Stocker. Esse sim é vampiro de verdade e honra as suas origens (afinal, ele não é como certos personagens sugadores de “sangue” de alfaces ou vegetarianos e sentem amor por menininhas de colégio hehe...).Em sua busca constante por sangue, o Conde aprisiona em seu castelo, o procurador, John Harker, noivo de Mina, fazendo da vidas dos personagens um verdadeiro inferno! Drácula se muda para a Inglaterra com o auxílio do pobre Harker, que no início nada sabia de malévolo sobre o anfitrião. Mais a frente, novos personagens surgem para tentar dar cabo do ser das trevas. O livro é muito bom, e a adaptação para o cinema (Dracula, 1931) é excelente também. E está disponível aqui.


* Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os Ministérios Públicos Eleitorais de 23 estados mais o DF, até dia 13/07, protocolaram 2.308 ações de impugnação de candidaturas, isso significa que a cada 8 candidatos registrados 1 tem problemas com a Justiça. Pelo menos 220 foram devido ao descumprimento da Lei da Ficha Limpa. Lei essa, sem dúvidas, uma das maiores, se não a maior, mobilizações da população para combater a corrupção. Claro que aqueles que faltam à Lei devem ser punidos, mas seria necessária uma lei barrando suas candidaturas? A punição não seria mais efetiva se fosse feita de fato pelo povo: não votar nos “fichas-sujas”. Ao invés de primeiro torná-los inelegíveis, o mais interessante não seria que os eleitores riscassem, ou melhor, “deletassem” o nome dos bandidos da urna? Porque, suponhamos que a artimanha dos(a) sujeitos(a) em conseguir liminares e outros artifícios da Justiça o leve a conseguir lançar sua candidatura, o povo votará nele porque ele não foi enquadrado, mesmo com todos os indícios contra ele? Vale a pena pensar nisso com cuidado...


* Sugiro que os eleitores de Geraldo Alckmin deem uma olhada nesse vídeo e repensem seu voto.







* Para os blogueiros e interessados nas mídias “alternativas” de plantão. Ocorrerá em agosto (21 e 22, sábado e domingo) o 1º Encontro dos Blogueiros Progressistas. Clique aqui para conferir mais informações.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dica de filme

A nova versão do livro de Oscar Wilde, "O Retrato de Dorian Gray", é fantástica. Vale a pena assistir e perceber até onde a vaidade excessiva pode comprometer a alma e a consciência do indivíduo, ainda mais se você relacionar com a nossa sociedade que busca "bela" aparência e jovialidade eterna. Confiram o trailer:





sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Distrito 9 – Menos ficção do que se imagina

"Todos pensavam que a nave pousaria em Washington, Chicago ou Manhattan, mas ela pousou em Johanesburgo, na África do Sul". O filme já começa quebrando o clichê dos tradicionais filmes de alienígenas. Um dos melhores filmes do ano. Vale à pena. Prende sua atenção do início ao fim, surpreendente.

Trailer



Para ler a notícia no Portal G1 clique aqui

Outra boa pedida é o filme "Bastardos Inglórios", ambientado na França, durante a 2ª guerra. De Quentin Tarantino, prende sua atenção do início ao fim. Você vai se surpreender com o final!

Trailer:





sábado, 23 de maio de 2009

Sobre o filme "Anjos e Demônios"

Caros leitores, nunca empreguei tão mal o dinheiro da entrada do cinema!

A minha crítica fundamental é: a história foi adulterada, transformada. O que se encontra no filme é apenas uma história "baseada em alguma suposição da sombra do livro". A começar que o filme classifica a história como sendo posterior a de "O Código Da Vinci", o que não é verdade. Senti-me ultrajado. Já achava que "O Código Da Vinci" já era muito diferente do livro, "Anjos e Demônios" nem se fala! A caracterização das personagens é outro aspecto lamentável, fora ainda os excluídos no filme que era elementos-chave na composição do livro.

Agora, caso não tenham lido o livro ainda, a situação muda de figura. Assistam ao filme, pois vale à pena. Os atores são bons e a história (se analisada sem levar em conta o livro) é boa também.

Dou dois conselhos:

- Se leu o livro, é melhor que não assista (pelo menos não no cinema). Espere sair em DVD e alugue. Sua decepção será enorme.
- Se NÃO leu a obra vá e assista, depois leia o livro e execute um comparativo, pois você não irá se decepcionar.

sábado, 11 de abril de 2009

Filme "Presságio"





http://www.youtube.com/watch?v=44vv5w9f_WA&feature=related


Assisti agora há pouco o filme Presságio, protagonizado por Nicolas Cage. Recomendo aos leitores e leitoras que assistam esse excelente filme. Ouvi as pessoas saindo do cinema reclamando do final, porém fazendo uma reflexão mais profunda, a história é muito interessante. Não revelarei nada do enredo, mas a questão mais evidente para discussão é o valor da vida humana dentro de um contexto maior (o universo) e o acúmulo de conhecimento da civilização humana durante milênios de desenvolvimento. Alguns comerciais, porém nada que supere o bom elenco e a boa história.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Super Size Me – A dieta do palhaço


Ontem procurando filmes para baixar encontrei um documentário que há muito queria ter assistido: Super Size Me - A dieta do palhaço. Onde um homem se propõe a fazer suas 3 refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar) no tão conhecido McDonald's. Apresenta uma série de dados e entrevistas que mostram a grande responsabilidade das empresas de fast-food no processo de tornar todos obesos e dependentes de sua comida processada. O filme é extremo.


Recomendo esse filme a todos os viciados em McDonald's e seus derivados. Aprenda como GANHAR 11 quilogramas em 30 dias, destruir seu fígado e quase duplicar seu colesterol.
Baldes de refrigerante e porções "Super Size".

Para baixá-lo:




sábado, 7 de fevereiro de 2009

Trailer do filme "Anjos e Demônios"

Para aqueles que leram o excelente livro de Dan Brown - Anjos e Demônios - um grande sucesso anterior a O Código da Vinci, coloco abaixo o trailer do filme que vai estrear em maio no Brasil.
Para os que não leram, vai a recomendação de ler e assistir ao filme.





terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O show de Truman (1998 até hoje)

Ontem eu estava passeando pelos canais de filmes, quando me deparei com "O Show de Truman" (The Truman Show - 1998). Lembrei que há algum tempo havia assistido e não tinha gostado. Resolvi ver de novo. Para quem sabe, poder realizar uma análise mais profunda, do que da primeira vez. Assisti e fiquei impressionado pelas semelhanças com nossa realidade.
Truman (interpretado por Jim Carrey) é uma pessoa diferente. Desde o momento em que nasceu ele é filmado 24 horas por dia em um show de tv, sendo que sua vida é exibida durante todos os dias. Uma prisão, já que todos os moradores da cidade em que ele vive sabem e trabalham nesse programa. O estúdio é uma cidade, montada exclusivamente para transmitir o "show". Isso me faz refletir sobre nossa condição. Será que não podemos nos enquadrar na mesma situação de Truman? Será que não vivemos uma realidade fictícia, ou como disse o diretor e idealizador do programa de Truman: "a realidade que vivemos é a que nos é apresentada".
Será que aquilo que é o objeto de nossa crença é verídico, ou não passa de um grande show, do qual somos personagens sem sabermos?

sábado, 10 de janeiro de 2009

"O dia em que a Terra parou"

Hoje fui com minha namorada assistir "O dia em que a Terra parou", esperando me decepcionar com o filme do mesmo modo como me decepcionei com "Eu sou a lenda" (protagonizado por Will Smith), porém isso não ocorreu (totalmente, pois os aspectos positivos superam os negativos).

O filme conta a história de uma suposta invasão alienígena à Terra, com esferas que chegam do espaço. Um alienígena (que tem forma de humano, Klaatu, interpretado por Keanu Reeves) desembarca com seu poderoso robô que é ativado apenas na presença de violência. Klaatu, vem à Terra para resgatar o máximo de espécies possivel para que o aniquilamento da raça humana seja efetuado, pois segundo os extraterrestres, poucos planetas tem capacidade de abrigar vida no Universo, e a Terra não pode ser destruída pelos humanos. A mensagem é interessante, quando ele afronta a representante dos EUA, dizendo que o planeta não pertence aos humanos.

A mensagem transmitida pelo filme é notável, sendo a base de seu questionamento a relação de superioridade que os seres humanos tem com os animais e os outros organismos do planeta.

O filme é uma refilmagem de 1951, que visava a crítica à Guerra Fria. Alguns pontos são ruins, pois como sempre os estadunidenses sabem de tudo, tomam custódia do alienígena, sendo que a grande esfera e o robô caem no "Central Park". As outras localidades são citadas apenas para falar de distúrbios por conta da chegada dos seres do espaço.
O excesso de propagandas também: (são só as que me lembro)
Mc'Donalds; Citizen (relógio); Microsoft; Orkut; Coca-cola; Honda (carro); LG (celular).

Trailer do filme:







http://www.youtube.com/watch?v=Jxs1dxhLIww&feature=related