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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Casamento feliz? Foi Maluf que fez

Do Estadão


Os conselhos amorosos de Paulo Maluf




por Jair Stangler

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi um dos convidados do programa de Ronnie Von na TV Gazeta que foi ao ar na noite da quarta-feira, 27. O outro convidado foi o apresentador Max Fivelinha. Os dois participaram do quadro Conselheiro Sentimental.





Maluf falou, entre outras coisas, sobre como era o namoro na sua época. Segundo ele, quando era jovem, “namoro era uma coisa mais séria, para casar”. Por isso, explica, havia naquele tempo, a “casa civil” e a “casa militar”. Para ele, as coisas evoluíram desde então.


A uma telespectadora que contou estar há 23 anos com seu marido e disse já ter tentado se separar três vezes, Maluf disse já estar casado há 56 anos com a mesma mulher e ensinou que o casamento “é uma união em que você tem que ter maleabilidade. Você tem que ceder em algumas coisas que não são tão importantes.” E ainda fez graça: “Minha mulher diz o seguinte: mudar de marido, é mudar de defeito.” E termina com o conselho: “Tenta a quarta vez e não briga de novo.”


Nesse primeiro caso, os dois convidados concordaram. Quanto ao segundo caso, uma telespectadora que disse não amar mais o marido, os dois discordaram. Max afirmou que o casamento da telespectadora já devia ter acabado há tempo, enquanto Maluf defendeu que os dois continuassem tentando, embora visse como “defeito” que o marido da história não quisesse ter filhos.


Max Fivelinha defendeu o direito de uma mulher, citada por um telespectador, “olhar para o lado”. Ao mesmo telespectador, Maluf disse que “o ciúme é uma forma de amor”. A um jovem que acha que nunca vai ter namorada, Maluf ensina: “vá para as baladas”. Já Max Fivelinha raciocina: “se ele realmente gosta de mulher, um dia ele vai arrumar uma namorada”.









sexta-feira, 1 de abril de 2011

Figurinha antiga

Vídeo extraído do Conversa Afiada mostra o deputado Jair Bolsonaro chamando de vagabunda a então deputada do PT, Maria do Rosário, hoje ministra da Secretaria dos Direitos Humanos. Isso foi em 2008. No mesmo vídeo, o nobre parlamentar ainda ameaça bater nela.






terça-feira, 29 de março de 2011

Jair Bolsonaro: vergonha de existir

Deputado, portanto, eleito (por quem?) Jair Bolsonaro, do PP (partido do Maluf) destilando algo mais que conservadorismo. Preconceito. Deveria responder criminalmente pelas declarações completamente anti-Direitos Humanos.





quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cinema? Vá ao shopping!

A experiência de ir ao cinema sem ter que ir a um shopping center está rareando. As crianças de agora vão achar que sinônimo de cinema é shopping e vice-versa, sem ao menos conhecer um cinema "de rua".


Uma loja no lugar do cinema. Qual é mais lucrativo?


Da Folha.com



Após 68 anos, Belas Artes vai fechar as portas em São Paulo


O Belas Artes, um dos mais antigos cinemas de São Paulo, se prepara para as últimas sessões. No dia 30 de dezembro, uma notificação judicial avisou: o imóvel, na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, tem de ser entregue até fevereiro.


Veja fotos do cinema ao longo dos anos


Terminará, assim, uma história iniciada em 1943. Terminarão assim os "Noitões" que, nos últimos anos, chegaram a reunir, madrugada adentro, mil pessoas.


A ameaça de fechamento do cinema veio a público em março de 2010, quando o HSBC pôs fim ao patrocínio. André Sturm, o proprietário, começou então a bater à porta de algumas empresas, atrás de nova parceria.


Conversa daqui, conversa dali e, em novembro passado, foi acertado novo apoio. A minuta do contrato estava sendo finalizada quando veio a surpresa. "O proprietário disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja lá", diz Sturm.


Sturm conta que havia se comprometido a pagar um novo valor de aluguel, de R$ 65 mil, assim que fechasse o patrocínio. "Tínhamos um acordo, mas ele não cumpriu", diz o dono do cinema.


Procurado, o proprietário do imóvel, Flávio Maluf (que não é filho de Paulo Maluf), não precisou sequer ouvir uma pergunta. A identificação da reportagem da Folha foi suficiente para que dissesse não ter nada a declarar.


"Ligue para o meu advogado", recomendou. Enquanto ditava nome e telefone, interrompeu a fala e perguntou: "Mas é a respeito do quê?". Informado, ensaiou uma explicação: "Perderam o prazo... Não tenho nada a declarar". O advogado não retornou as ligações.


Maluf passou a responder pelo imóvel há dois anos, quando seu pai morreu. "Venceu a visão mesquinha", diz Sturm.


Ontem, os 32 funcionários receberam o aviso prévio.

















Fachada do Cine Belas Artes, localizado na rua da Consolação, em São Paulo
Fachada do Cine Belas Artes, localizado na rua da Consolação, em São Paulo

ÚLTIMA FASE


Sturm assumiu o cinema em 2002, quando os antigos proprietários decretaram o negócio inviável. O espaço, de fato, estava com as instalações decadentes e a programação descaracterizada.


Vieram a seguir a sociedade com a O2, produtora do cineasta Fernando Meirelles e, em 2003, o apoio do HSBC.


A ameaça do fim, em 2010, fez com que, no ano passado, a cidade se mobilizasse para salvar o Belas Artes. A campanha tanto deu resultado que o patrocínio chegou.


Dentre as marcas que esta última fase deixará estão o "Noitão" e a longa permanência de alguns filmes.


Pelo menos quatro títulos ficaram mais de um ano em cartaz: "O Filho da Noiva", "Bicicletas de Belleville", "2046 - os Segredos do Amor" e "Medos Privados em Lugares Públicos".














Editoria de Arte/Folhapress












Editoria de Arte/Folhapress

CINEFILIA


A tradição cinéfila do espaço firmou-se na década de 70. O cinema pertencia ao grupo francês Gaumont que, além de exibidor e distribuidor, era produtor de cineastas autorais, como Fellini e Antonioni.


Na década de 80, foram muitos os cineastas brasileiros a escolher o Belas Artes como tela preferencial para suas estreias e foram muitos os espectadores a formar filas na Paulista, para conseguir um lugar nas sessões de "Daunbailó", de Jim Jarmusch, e "Terra dos Bravos", de Laurie Anderson.


Para evitar que toda essa memória se esvaia do dia para a noite, Sturm fará, a partir do dia 14, duas retrospectivas. Uma trará clássicos do cinema. Outra, clássicos do Belas Artes. E não é só: "Meu compromisso é abrir outro cinema do mesmo tipo. Já tenho lugares em vista."