segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Propina no Metrô de SP e DF

Do Vi o Mundo



Gilberto Nascimento: Testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e DF


por Gilberto Nascimento, do R7



Documento mostra acordo entre a Siemens Ltda., com sede em São Paulo, e a Gantown Consulting S/A, com sede no Uruguai 


Informações sigilosas de uma importante testemunha vão ajudar a desvendar um esquema internacional de propina que, segundo denúncias, teria sido montado no Brasil pelas multinacionais Alstom e Siemens.


Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.


Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.


Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a  Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.


F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.


O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F..


Sob investigação na Europa


A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.


Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.


Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo.


A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha.


Para trazer o dinheiro ao Brasil


O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.


As offshores também teriam sido utilizadas, diz a testemunha, em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola).


Há dois anos, parte dos documentos em poder de F. foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7.


O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”.


Documentação


Uma documentação bem mais ampla – só agora exibida ao R7 – foi enviada por F., em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners,  da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.


- Por que a Siemens não investigou as denúncias encaminhadas e por que a companhia no Brasil foi poupada nas investigações? Não foi por falta de informação, pois a carta mencionada revelava todos os nomes e detalhes e incluía provas dos esquemas de corrupção, avalia F.


Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”.


Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”.  A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.


O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.


Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:


“O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:


- O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;


- No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;


- A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;


- O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.


Coordenação de Comunicação do Metrô-DF”

EUA querem derrubar mais Ahmadinejad do que Mubarak


Não me lembro desse empenho todo dos EUA para derrubar Hosni Mubarak. Vocês se lembram?


Do R7 (via @estadao)



EUA criam conta no Twitter em farsi para incentivar protestos de iranianos


Governo insiste para que o Irã permita manifestações de forma pacífica e livre


Reprodução





Página do Departamento de Estado americano onde mensagens são escritas em farsi, com o foco no público iraniano




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O Departamento de Estado dos Estados Unidos começou a escrever neste domingo (13) mensagens em farsi no microblog Twitter, para dirigir-se aos iranianos e insistir na necessidade de que o Irã permita que sua população se manifeste de forma pacífica e livre, como no Egito.

No lançamento de sua nova conta no Twitter, @USAdarFarsi, os EUA evocaram "o papel histórico" que as redes sociais tiveram para os iranianos nos protestos, após as eleições presidenciais de 2009 contra a então reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"Queremos nos unir a vocês, às suas conversas diárias", escreve o Departamento de Estado em uma mensagem.

Os EUA também acusaram no domingo as autoridades iranianas de hipocrisia, já que saúdam a revolta egípcia e ao mesmo tempo proíbem a realização de protestos antigovernamentais em seu território.

Nesta segunda-feira (14), milhares de pessoas tentavam se reunir em diferentes regiões do centro de Teerã no início da tarde, apesar de a polícia e as forças de ordem tentar impedi-las, segundo testemunhas e vários sites de oposição.

O farsi é a língua oficial no Irã e um dos idiomas oficiais de Afeganistão e Tadjiquistão.

Após dias de pressão popular, Mubarak abandonou a Presidência do Egito na sexta-feira (11), após passar 30 anos no poder.


 

Carta na manga

Do Portal Comunique-se



Record exibirá documentário polêmico sobre TV Globo, diz jornal


Após quase dois anos na gaveta, a Record exibirá o documentário “Muito além do cidadão Kane”, comprado em 2009 do britânico John Ellis, informa o Jornal do Brasil desta segunda-feira (14/2). O polêmico documentário foi exibido pela primeira vez em 1993 pela TV britânica Channel 4, e conta detalhes da vida de Roberto Marinho, fundador da emissora carioca, além de falar do poder daGlobo na sociedade brasileira. No entanto, a data de veiculação do documentário ainda não foi divulgada.

O vídeo ainda é inédito no Brasil, mas pode ser acessado em diversos sites. O documentário faz referência ao filme Cidadão Kane, de Orson Welles, que trata da vida de um magnata da mídia.


“Muito além do cidadão Kane” também aborda a influência da emissora carioca nas eleições de 1989, quando Fernando Collor de Mello chegou à Presidência da República.

Em entrevista ao Jornal do Brasil, John Ellis disse que ao vender o documentário, não sabia da disputa entre as duas emissoras.

Em 2009, quando o documentário foi adquirido pela emissora brasileira, a Record combatia as acusações do Ministério Público de São Paulo contra o bispo Edir Macedo, proprietário do canal, e outros nove membros da Igreja Universal do Reino de Deus, de lavagem de dinheiro. As denúncias foram repercutidas por alguns veículos, inclusive a TV Globo, que fez reportagens especiais sobre o assunto.

Procurada pelo Comunique-se, a Record negou que exibirá o documentário em breve e disse não haver previsão para a estrea do vídeo no Brasil.
http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-570340003958234038&hl=pt-BR&fs=true

 




Ei, Al Capone, vê se te emenda

Do Opera Mundi

Hoje na História: 1929 - O massacre do Dia de São Valentim: Al Capone acerta contas com gangue rival


Em Chicago, no dia 14 de fevereiro de1929, sicários suspeitos de estarem a serviço do chefe do crime organizado, Al Capone, eliminam sete membros da gangue de George "Bugs" Moran numa garagem da rua North Clark. O famigerado Massacre do Dia de São Valentim provocou uma verdadeira onda na imprensa centrada em e em suas atividades ilegais desafiando a Lei Seca, motivando as autoridades federais a redobrar seus esforços para encontrar evidências suficientemente incriminatórias para tirá-lo das ruas.

Wikimedia Commons

Fotografia do Departamento de Justiça dos EUA mostra Al Capone em junho de 1931

Alphonse Capone nasceu no Brooklyn em 1899, filho de imigrantes italianos de Nápoles. O quarto de nove irmãos, abandonou a escola no 6º grau pára se juntar a uma gangue de rua. Conheceu Johnny Torrio, chefe do crime que operava em Chicago e Nova York e aos 18 anos empregou-se num clube de Coney Island de propriedade do gangster Frankie Yale. Foi enquanto ali trabalhava que seu rosto foi cortado em uma briga, o que lhe valeu o apelido de Scarface (cicatriz na face).

Leia mais:
Hoje na História: Al Capone morre aos 48 anos
Hoje na História: Lei Seca é abolida após 13 anos de proibição ao álcool
Hoje na História: 1975 - Carlos, o Chacal ataca a sede da Opep em Viena

Em 1917, sua namorada ficou grávida, casaram-se e se mudaram com o filho para Baltimore, onde Capone tentou construir uma vida respeitável trabalhando como guarda-livros. Em 1921, porém, seu velho amigo atraiu-o para Chicago, onde Torrio havia montado um impressionante sindicato do crime e começava a fazer fortuna com o comércio ilícito de bebidas alcoólicas, banido em 1919 pela 18ª Emenda à Constituição.

Capone demonstrou considerável sagacidade para o negócio, tendo sido indicado por Torrio como gerente de um bar clandestino. Mais tarde, Torrio encarregou-o de controlar o subúrbio de Cicero. Diferente de seu chefe, que era sempre discreto, Capone ganhou notoriedade ao lutar pelo controle do arrabalde.

Em 1925, Torrio foi alvejado 4 vezes por Bugs Moran e Hymie Weiss, sócios de um bandido assassinado pelos homens de Torrio. Torrio sobreviveu e, levado às barras do tribunal, foi sentenciado a nove meses de prisão por tentar deter uma ação policial contra sua cervejaria. Um mês depois, chamou Capone à cadeia para dizer-lhe que estava se retirando e que lhe entregava todo o negócio.

Capone mudou seu quartel-general para o luxuoso Metrópole Hotel, tornando-se uma figura visível na vida de Chicago enquanto seu império criminoso se expandia continuamente. Depois que um procurador foi assassinado pelos sequazes de Capone, a polícia passou a agir agressivamente contra suas operações criminosas, sem poder, no entanto, provar nada contra ele. Capone comprou um imóvel luxuoso em Miami como refúgio a sua exagerada exposição.

Capone estava na Florida em fevereiro de 1929 quando deu sinal verde para a eliminação de Bugs Moran. Em 13 de fevereiro, um contrabandista ligou para Moran oferecendo-lhe vender uma carga de caminhão de uísque de alta qualidade por preço baixo. Moran mordeu a isca e na manhã seguinte dirigiu-se ao local de entrega onde deveriam comparecer também vários de seu bando. Chegou um pouco tarde e no exato momento em que chegava à garagem viu o que parecia dois policiais e dois detetives saindo de um carro e dirigindo-se à porta do prédio. Imaginando que tinha evitado por pouco uma batida policial, Moran afastou-se. Os quatro homens eram sicários de Capone e só entraram no edifício antes da chegada de Moran porque se enganaram pensando que entre os sete homens que já lá estavam um era o próprio chefão.

Usando uniformes policiais roubados e pesadamente armados, o bando de Capone surpreendeu os homens de Moran que tiveram de se enfileirar contra a parede. Imaginando que tinham caído presas de uma batida de rotina, deixaram-se desarmar. No momento seguinte, foram alvo de uma saraivada de tiros de pistola e submetralhadora. Seis morreram instantaneamente e o sétimo resistiu menos de uma hora.

A opinião pública ficou chocada com o assassinato a sangue-frio e questionavam se o pecado da bebida sobrepujava a maldade de gangsters como Capone. Embora, como de costume, exibisse um álibi perfeito, muitos não duvidavam de sua participação no massacre.

Com um mandato de Herbert Hoover, o novo presidente, o Departamento do Tesouro levou a cabo uma investida contra Capone, esperando encontrar provas suficientes de violação à Lei Seca e ai Imposto de Renda a fim de levá-lo aos tribunais. Em maio de 1929, Capone foi condenado por portar arma oculta e enviado à prisão por 10 meses. Entrementes, agentes do FBI, como Eliot Ness, um dos “Intocáveis”, continuava a reunir provas.

Em junho de 1931, Capone acusado de evasão do imposto de renda. Em 17 de outubro, principalmente com base no depoimento de dois de seus ex-contadores, foi considerado culpado. Uma semana depois foi sentenciado a 11 anos de prisão e 80 mil dólares de multas e custas processuais. Ingressou na penitenciária de Atlanta em 1932 e em 1934, transferido para a nova prisão da ilha de Alcatraz, na baía de San Francisco. Nessa altura a Lei Seca já havia sido revogada e o império de Capone, ruído.

Libertado, em 1939, após somente 7 anos de cárcere devido ao bom comportamento e créditos por trabalhos penitenciários, Capone sai doente de recidiva de sífilis contraída na juventude. Trata-se num hospital de Baltimore e em 1940 retira-se para sua casa em Miami, onde viveu até sua morte em 1947. Seu rival, Bugs Moran, morreu pouco depois de câncer de pulmão enquanto cumpria sentença em Kansas por roubo a banco.

Outros fatos marcantes da data:
14/02/1989 - Sandinistas da Nicarágua concordam em celebrar eleições livres
14/02/1941 - O Afrikakorps do general alemão Erwin Rommel desembarca em Trípoli
14/02/1946 - É criado o primeiro computador totalmente programável

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Trocar ditadura por ditadura

Estive pensando nisso. Quais as garantias dos egípcios? Como saber se não trocaram uma ditadura por outra, ainda pior?


Do Blog do Nassif



Celebração egípcia é prematura


Autor:





Do Blog de Paulo Kaustscher no Brasilianas

LONDRES, 12/Fev – O escritor e professor britânico Rodney Shakespeare advertiu os egípcios de que pode ser prematuro celebrar a vitória da sua revolução após a expulsão do antigo presidente Hosni Mubarak.

"O júbilo egípcio é prematuro. Os regimes não se desmantelam voluntariamente a si próprios se houver algum meio de evitá-lo", declarou Shakespeare, que também é um importante advogado.

"A dura realidade é que os tiranos, torturadores, sionistas e fantoches americanos ainda estão no poder e a única coisa que os restringe é o medo de uma divisão no exército", afirmou

"Há um enorme perigo de que o povo egípcio esteja a assumir ter vencido quando, no essencial, pode ter perdido", advertiu em entrevista à Islamic Republic News Agency (IRNA).

O académico britânico, que ensina economia e justiça social, afirmou que há "necessidade urgente de o povo egípcio exigir um retorno sem reservas ao poder civil".

Se isto não for feito, considerou que os manifestantes – que actuaram em massa por todo o país durante os últimos 18 dias – deveriam "utilizar o seu êxito presente como inspiração para um esforço ainda mais determinado".

"No imediato, a televisão do estado deve ser aberta, as leis de emergência finalizadas, a polícia secreta inteiramente desmantelada, os presos políticos libertados, todas as estruturas políticas dominantes desmanteladas, os partidos políticos permitidos organizarem-se livremente e jornalistas estrangeiros bem-vindos".

Shakespeare considerou que o exército egípcio deveria ser colocado na sua "tarefa própria – proteger a integridade territorial do Egipto – e fazer uma declaração de que o Egipto nunca será controlado outra vez pelo capital estrangeiro, sionistas ou qualquer forma de interesses estrangeiros".

"Todo militar superior deve fazer um juramento público de lealdade ao governo civil o qual será o resultado de eleições livres e juros", disse à IRNA.

Embora acredita improvável que generais corruptos e afins sejam presos e postos em julgamento, considerou que "a todas as figuras gradas do presente regime deveria ser exigido que declarassem os seu activos, com enormes penalidade para falsa declaração".

"Activos que não podem ter sido razoavelmente adquiridos deveriam ser confiscados", acrescentou Shakespeare.

O original encontra-se em http://www.irna.ir/ENNewsShow.aspx?NID=30240644&SRCH=1


 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Grupo Era

Dois clipes do grupo Era que eu gosto bastante:

Ameno







Divano

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mGZ9mYVV5s0&feature=related]

Veja mente, segundo Al Jazeera

Do Blog do Nassif

Também a Al Jazeera afirma que Veja mente


Portal IMPRENSA - Artigo da Veja sobre Al Jazeera é mentiroso, afirma correspondente da emissora no Brasil





Artigo da Veja sobre Al Jazeera é mentiroso, afirma correspondente da emissora no Brasil

Luiz Gustavo Pacete/Redação Revista IMPRENSA

O correspondente da TV Al Jazeera no Brasil, Gabriel Elizondo, disse ao Portal IMPRENSA que o artigo anônimo publicado na edição do dia 9 de fevereiro da revista Veja contém erros factuais e mal-entendidos sobre a emissora do Catar. "Vários pontos desse artigo não são verdadeiros. Os fatos não estão corretos. Lamento que uma revista tão importante no Brasil faça isso. Mandei inclusive uma carta ao Itamaraty esclarecendo os equívocos da matéria", diz ele.

Sob o título "Programa Radical" o artigo inserido em uma matéria falando sobre as revoluções no Egito, diz que a "rede de televisão se transformou em importante agente político no Oriente Médio". Gabriel contesta afirmando que a emissora não é um agente e segue o critério utilizado por qualquer veículo sério de comunicação: imparcialidade, apuração e busca pela verdade. "Jamais a emissora foi e nem pretende ter pretensões políticas", reitera.

O artigo diz que a "Al Jazeera com sua capa de modernidade e independência jornalística, tem uma agenda política clara e agressiva, e violentamente antiamericana". O jornalista comenta que a emissora possui sim um perfil agressivo, e isso a difere de outras redes de TV no Oriente Médio. Entretanto, ele diz que nunca a Al Jazeera tomou partido de nenhuma campanha ideológica, principalmente contra os Estados Unidos ou Israel.

Quando Gabriel, que é americano, entrou na rede em 2004, trabalhou no escritório da Al Jazeera em Washington DC e, antes de vir ao Brasil, foi correspondente na Colômbia. "Jamais nossa emissora vai ter uma posição anti-Estados Unidos ou Israel. Temos quatro escritórios nos Estados Unidos, em Israel temos grandes equipes. Neles convivem jornalistas árabes e americanos". Elizondo reforça que a Al Jazeera foi a primeira emissora do oriente Médio a entrevistar oficiais do Governo de Israel.

Ele também contesta o trecho que diz que "a cobertura copiosa é extremamente favorável ao movimento popular anti-Mubarak no Egito ganha um significado diferente quando comparado ao comportamento da Al Jazeera em relação às manifestações no regime iraniano". Gabriel defende que a presença da emissora no Egito não está relacionada a uma motivação para tirar Mubarak do poder, mas porque foi o primeiro canal de TV a transmitir os acontecimentos e já estava na rua antes dos protestos, falando inclusive com pessoas do governo.

O jornalista também defende a integridade jornalística de Wadah Khanfar, diretor geral da emissora, que segundo a revista foi membro da Irmandade e chegou a ser preso na Jordânia. "Ele é um verdadeiro jornalista, começou na emissora como correspondente em 1997 e cobriu algumas das áreas mais perigosas e hostis do Iraque e do Afeganistão durante suas guerras".  Gabriel aponta como um absurdo afirmar que o grupo palestino rival Fatah é boicotado pela emissora. "Isso é uma mentira deslavada. No mesmo dia que saiu esse artigo nós fizemos uma entrevista de 20 minutos com um membro do Fatah".

Gabriel afirmou que assim que tomou conhecimento do artigo enviou uma carta ao Itamaraty e a diversas entidades brasileiras desmentindo o artigo e esclarecendo a posição da emissora. Ele afirma que entrou em contato com a revista por e-mail e recebeu um telefonema do jornalista responsável, que disse não saber que existia um correspondente da emissora no Brasil, e por isso não o ouviu. "É uma boa revista, mas infelizmente publicou essas mentiras. Mas estamos acostumados a lidar com isso, nos Estados Unidos durante o governo Bush sofríamos retaliações de veículos muito mais importantes do que a Veja".

O Portal Imprensa procurou a redação da revista Veja que informou não se pronunciar sobre o assunto.

Veja a íntegra da carta:
São Paulo, 8 de fevereiro de 2011

Aos cuidados:

Diretor de Redação, Veja

Prezados Senhores,

Existem vários erros factuais e mal-entendidos sobre a rede Al Jazeera em seu recente artigo anônimo intitulado "Programa Radical" (Veja, edição 2203).

A rede Al Jazeera é composta por mais de 3.000 funcionários sendo de 60 nacionalidades e trabalhando em mais de 45 escritórios em todo o mundo. Somos jornalistas. Não somos "violentamente anti" nada.

Você está certo, nós temos uma agenda, mas a agenda é relatar os fatos de todos os ângulos e todas as opiniões, usando nossos vastos recursos ao redor do mundo. Isso é o que jornalistas fazem. E isso é o que nós fazemos.

Estamos particularmente orgulhosos do nosso jornalismo e dos recursos que utilizamos no mundo em desenvolvimento e não vamos pedir desculpas por isso.

Devo esclarecer a informação deturpada em seu artigo sobre Wadah Khanfar, diretor-geral da Al Jazeera desde 2003. Ele é um verdadeiro jornalista, começou na Al Jazeera como correspondente em 1997 e cobriu algumas das áreas mais perigosas e hostis do Iraque e do Afeganistão durante suas guerras.

Suas credenciais de jornalismo, e sua ficha na rede Al Jazeera, que agora líder, e para qual que tenho trabalhado há quase 7 anos, falam por si.

Gabriel Elizondo
Correspondente, Al Jazeera English, São Paulo - Brasil


 


 

Quem liga?

Site possibilita busca e cadastramento de telefones incômodos

Quem nunca sofreu com trotes telefônicos? Os inconvenientes ligam de madrugada, durante o expediente ou mesmo em casa. Incomodam diversas vezes, seguidas ou não. Há também as propagandas de serviços ou doações para casas “de caridade” desconhecidas, ou, simplesmente, operadoras de cartões e bancos cobrando de forma indevida em horários inadequados – essas diminuíram depois de a Fundação PROCON disponibilizar um cadastro para aqueles que não querem mais receber ligações de telemarketing.


Serviços de detecção dos números em telefones fixos já ocorrem desde 1982 (o até hoje conhecido como BINA) e funcionam mediante assinatura com a operadora telefônica e um aparelho a parte ou embutido no próprio telefone. Mas a massificação do procedimento ocorreu a partir dos anos 90, com a modernização do serviço para funcionar nos celulares.


Hoje, identificar números que incomodam é o padrão. Mas e como saber se alguém mais tem o problema com o mesmo telefone? Foi pensando nessa questão que Bernardo Alves e Pedro Casado, de Niterói, no Rio de janeiro, criaram o site Quem Liga.




[caption id="attachment_1505" align="aligncenter" width="1024" caption="É possível compartilhar com outros usuários telefones que estão incomodando"][/caption]

Os visitantes da página podem adicionar ou buscar números que estão passando trote ou incomodando. Para isso, basta preencher um formulário com nome, email, número do telefone que se quer “denunciar” e um comentário sobre as ligações.


É possível ainda categorizar o número, desde chamadas a cobrar até tentativas de sequestro ou falsas premiações. “Comecei a receber ligações de um número, e quando tentava retornar, dizia que o telefone não existia ou estava indisponível. Tentei procurá-lo na internet, mas não achava nada. Foi aí que eu e o Pedro conversamos e resolvemos fazer o site”, conta Bernardo.




[caption id="attachment_1511" align="alignright" width="300" caption="Os criadores Pedro Casado e Bernardo Alves"][/caption]

Com 8 meses de existência, a página recebe, em média, 15 mil visitantes por mês. São 455 telefones cadastrados. Um dos autores ainda observa que são recebidos mais comentários sobre números já registrados do que propriamente telefones cadastrados – 4 ou 5 por dia. Para garantir a “limpeza” de acesso ao conteúdo do site, Bernardo afirma ter ferramentas anti-spam, checando todas as postagens antes de liberar a publicação.


Apesar da quantidade expressiva de visualizações do site, nunca houve manifestações de órgãos oficiais ou privados sobre os telefones que incomodam.




[caption id="attachment_1508" align="aligncenter" width="640" caption="Comentário sobre um telefone registrado como "trote" no Quem Liga"][/caption]

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Além da página de busca e cadastramento de telefones, o Quem Liga está no Twitter e no Facebook. Descobri que uma das ligações que venho recebendo ultimamente já é velha conhecida por lá.

Band censura Erundina

Do Portal Comunique-se



Band é acusada de censurar entrevista por discordar de opinião de deputada


A assessoria de imprensa da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) acusa a Rádio Bandeirantes de vetar uma entrevista já agendada com a alegação de que a opinião da parlamentar prejudica a emissora. A conversa estava marcada para acontecer na quarta-feira (9/2), com o jornalista José Luiz Datena, durante o "Manhã Bandeirantes". No entanto, uma hora antes da entrevista, a produção do programa informou o cancelamento.


A pauta seria o Projeto de Lei nº 55/2011, que institui referendo popular obrigatório para a fixação dos salários de Presidente da República e parlamentares. No entanto, segundo a assessoria, o veto foi uma represália ao requerimento apresentado pela deputada à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, que pedia audiências públicas para debater a renovação de concessões públicas de rádio e TV, entre elas a Band, Record e Globo.


De acordo com a assessoria de imprensa da ex-prefeita de São Paulo, a direção do Grupo Bandeirantes justificou o cancelamento da entrevista afirmando que "este veto é uma resposta aos ataques que a deputada vem fazendo à Rede Bandeirantes”.


Segundo a assessoria de Erundina, a deputada não ataca as emissoras, mas pretende discutir a renovação das concessões, que hoje tem duração de 15 anos e é feita automaticamente, sem audiências públicas. Para a assessoria, a Band agiu por interesse próprio ao cancelar a entrevista.


A emissora informou, por meio de sua assessoria, que não irá se manifestar sobre o caso.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Baratas em ônibus de São Paulo


Já cansei de ver baratas nas linhas 6291-10 - Inocoop/Campo Limpo - Terminal Bandeira e 857C - 10 - Terminal Campo Limpo - Metrô Conceição. Pagamos 3 reais pra andar nos ônibus e as baratas, quanto pagam?


Do G1



Passageiros reclamam de baratas em ônibus de SP


Paulistanos contam como reagem ao ver os insetos nos ônibus.
SPTrans afirma que dedetização nos coletivos é feita a cada 90 dias.



Passageira aguarda ônibus  (Foto: Letícia Macedo/G1)Analista de projetos diz que mudou de lugar ao ver barata dentro de ônibus (Foto: Letícia Macedo/G1)






Uma infestação de baratas em um ônibus de São Paulo registrada em vídeo enviado ao G1 pelo internauta Tadeu Menezes na terça não é caso isolado na capital.

A reportagem ouviu dez passageiros que circulavam por linhas de ônibus da cidade nesta quinta-feira (10). Seis disseram já ter se deparado com os insetos nos corredores de coletivos. Dois passageiros contaram ter visto os bichos na última quarta.
Bancária viu barata em ônibus na última quarta-feira (9) (Foto: Letícia Macedo/G1)

Bancária viu barata em ônibus na última quarta
(Foto: Letícia Macedo/G1)

A bancária Luciana de Freitas, de 20 anos, preparava-se para descer de um ônibus que fazia o trajeto Praça da República – Terminal Sacomã, na manhã de quarta-feira, quando foi surpreendida por uma barata que subia pelas paredes do coletivo. “Uma moça me alertou que ela estava subindo pela parede. Eu me assustei e tirei a mão do apoio. Eu tive muito nojo”, afirmou a bancária. “A gente vê barata na rua, às vezes elas entram em casa pela janela, mas dentro do ônibus eu nunca tinha visto”, contou.

Já a doméstica Elineide Alves da Silva, de 29 anos, já encontrou os insetos várias vezes dentro de ônibus. Na última vez, ela estava em uma linha que fazia o trajeto Vila Madalena- Berrini. “Eu já vi grande, já vi pequena. A de ontem [quarta-feira] apareceu atrás do cobrador. Ela entrava e saia de uma brechinha. Eu fiquei só olhando para ela”, disse a passageira. “Dá nojo. É chato ficar com baratas para lá e para cá. É muita falta de higiene”, contou.

A experiência de se deparar com uma barata dentro do ônibus exige uma dose de autocontrole para os passageiros que têm medo do inseto. “Em casa, quando vejo uma barata, eu grito e chamo o meu marido para matar, mas dentro do ônibus eu tento me controlar”, afirmou a analista de projetos Kelly Vieira, de 22 anos. “A barata não era daquelas grandes, horrorosas, mas também não era pequena. Eu levantei e mudei de lugar”, disse.
Babá  (Foto: Letícia Macedo/G1)

Babá (Foto: Letícia Macedo/G1)

A babá Elenita Nascimento Santos disse já ter visto baratas várias vezes. “Da última vez teve gritaria. O ônibus estava meio vazio e pessoal falava: 'Olha ela aí'”, afirmou. A passageira reconhece que muita gente joga sujeira no ônibus, mas cobra uma melhor limpeza dos ônibus. “Eles dizem que dedetizam, mas não dedetizam nada. Eles têm obrigação de manter o ônibus limpo. A gente paga e não é barato”, afirmou.

Outro lado
A SPTrans diz que a dedetização nos ônibus é realizada de 90 em 90 dias. A empresa afirma, por meio de nota, que todo veículo flagrado com o selo da dedetização vencido ou sem o mesmo é multado em R$ 180. “Na reincidência a multa dobra e a empresa paga R$ 360. Nos dois casos, ela é obrigada a refazer a dedetização. Durante o ano passado a fiscalização aplicou 1.184 multas pela falta do documento de dedetização nos ônibus da capital”, diz a nota.



Redes sociais na imprensa corporativa

Do Portal Comunique-se

A maioria das empresas não sabe utilizar as redes sociais, avaliam especialistas


Saber utilizar as redes sociais para promover a marca, fazer campanhas comerciais, se aproximar dos consumidores e conseguir lucro por meio deste espaço é o que desejam diversas companhias do Brasil. Mas será que até o momento esse desejo está se realizando na prática? De acordo com especialistas que participaram do Social Media Week, nesta quarta-feira (9/2), a resposta é não.


De acordo com Renato Shirakashi, diretor de tecnologia da Scup, empresa voltada para o monitoramento nas mídias sociais, a maioria das empresas tem que se readaptar neste nicho do mercado e aprender que as redes sociais não é o lugar propício para "somente vender". "A natureza das redes sociais é a conversação e as empresas entram nelas com um olhar unilateral", disse.


A CEO da Ibope/NetRatings, Fábia Juliasz, concorda com Shirakashi, e afirma que nas redes sociais as pessoas estão à procura de amigos e não de produtos para comprar. "Não podemos esquecer que o objetivo da rede social é se socializar, afirmou o executivo. "As marcas têm que saber que as pessoas querem conversar com amigos. Elas (empresas) têm que ter noção disso e para conseguirem se inserir nesse mundo", completou Fábia.


ROI
Sobre ROI (retorno sobre investimento), o diretor da Scup explica que muitas empresas não sabem a importância de se investir nas mídias sociais. De acordo com ele, se durante os próximos 15 anos elas permanecerem com essa ideia, isso pode ser "um perigo, com marcas podendo até acabar".


"O investimento em mídia social é a longo. Crianças nascem mexendo no computador e muitas empresas não sabem como se comunicar esse público", criticou Shirakashi.

Cuba (quase) libre



Acesso livre à internet em Cuba é elogiado até por dissidentes



Desde o começo desta semana, os cubanos passaram a acessar páginas na internet antes indisponíveis, incluindo sites críticos a Havana. As causas para a abertura do acesso ainda são desconhecidas – o governo não se pronunciou até o momento –, mas se trata de uma mudança significativa para um país que, devido ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, detém uma rede de internet restrita, cara e lenta.
"Não há nenhum obstáculo político", disse o vice-ministro de Informática e Comunicações, Jorge Luis Perdomo, ao comentar as dificuldades dos cubanos para acessar a internet. "Existe total vontade do governo de seguir desenvolvendo o setor das comunicações" e "há um plano paulatino de seguir aumentando os acessos à internet" nas "instituições, lares, e em todos os pontos onde seja necessário ter estes serviços", acrescentou Perdomo.

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Na avaliação do porta-voz do partido dissidente Arco Progressista Manuel Cuesta Morúa, é preciso aguardar que o livre acesso se torne estável, porém, se trata de uma “ótima” notícia para quem mora na ilha caribenha. “Demos um passo importante rumo à possibilidade de que todos os cubanos possam usar a rede”, disse Cuesta ao Opera Mundi, acrescentando que “o direito dos cubanos acessarem internet de suas casas” sempre foi uma demanda do partido.

Um dos principais grupos de oposição ao governo, o Arco Progressista foi fundado em julho de 2008 a partir da fusão de três grupos da oposição, dois do interior de Cuba, a Corrente Socialista Democrática e o Partido do Povo, e outro de exilados em Miami, a Coordenação Social-Democrata no Exílio.

O blog da dissidente Yoani Sánchez foi um dos que puderam ser acessados a partir desta terça-feira (08/02) em Cuba. "Não paro de me surpreender com a possibilidade de acessar a internet num hotel sem problemas e, inclusive, abrir a página Voces cubanas [plataforma administrada por Yoani que hospeda blogs de cubanos críticos ao regime]”, disse a blogueira por meio de sua conta pessoal no Twitter.

Por causa do embargo, Cuba não está ligada por fibra ótica a outros países e utiliza internet e telefonia via satélite. O governo cubano explica que o bloqueio imposto pelos EUA proíbe o fornecimento e a aquisição de sistemas e de software reconhecidos pelo sistema operacional Windows, além de dificultar o acesso à internet.

Alternativa venezuelana

No entanto, esse panorama deve mudar. Desde terça-feira, um cabo venezuelano de fibra óptica chegou a Cuba, acelerando em três mil vezes a baixa velocidade de conexão da ilha e burlando as restrições de conectividade impostas pelos EUA. A obra deve terminar no fim do mês.

O ministro da Informática e das Comunicações de Cuba, Medardo Díaz, citado pela agência de notícias France Press, disse que a ação venezuelana "abre uma brecha no bloqueio [norte-americano]”, afirmou Díaz.

Segundo dados oficiais, Cuba tinha 1,6 milhão de usuários da internet em 2009, ou 14,2% da população.


 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Empreiteiras ou jornalistas?

Olhem o ápice da liberdade de imprensa!

Do Blog do Nassif

A demissão do jornalista de A Tarde


Por Luiz Chateaubriand




(Atualizado em 9 de fevereiro, às 15h30, com informações do Política Livre)


Nassif,


Veja a (http://bahiaempauta.com.br/ ) nota de Vitor Hugo Soares no blog Bahia em Pauta e a carta aberta dos jornalistas de A Tarde publicadas ontem. Um horror.


Postado em 08-02-2011 22:08


A Tarde entrega cabeça de reporter na bandeja a empresários da construção civil e jornalistas protestam


Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 08-02-2011 22:08



O sinal amarelo acendeu esta terça-feira na Avenida Tancredo Neves e segue piscando intensamente em alerta no endereço onde funciona o jornal A TARDE. A gota d`água , que ameaça entornar o caldeirão fervente em que se transformou ultimamente o diário quase centenário, fundado por Ernesto Simões Filho, foi a demissão do repórter de política Aguirre Peixoto, considerado um dos jovens profissionais mais promissores de redação atual.


A demissão do jornalista, que poderia ser encarada como um acidente de percurso comum na vida de qualquer atividade empresarial privada, ganha contornos graves quando se revela o motivo do corte da cabeça do profissional, que parece desnudar a ponta de um enorme iceberg submerso no Caminho das Arvores. A demissão teria ocorrido por pressão de um poderoso grupo do mercado imobiliário de Salvador, após uma série de reportagens que teria desagradado a empresários da construção civil, tradicionalmente um setor crucial entre os maiores anunciantes do jornal baiano.


Em crise de identidade há algum tempo, agravada recentemente com a perda do primeiro lugar em circulação para o Correio da Bahia – segundo dados do IVC – , A Tarde tenta reconquistar espaços perdidos, mas expõe vulnerabilidades como as reveladas hoje. Por causa das matérias, o jornal vinha sofrendo pressões e teria perdido anunciantes do setor. Alguns deles exigiram a cabeça do repórter e a receberam na bandeja, como está na Carta Aberta dos jornalistas de A Tarde, divulgada há pouco, em meio ao choque e perplexidades causados pela demissão do repórte político e, principalmente, pelo motivo da sua saída.


Bahia em Pauta publica a íntegra da Carta Aberta e segue acompanhando os desdobramentos deste fato nada alentador para o jornalismo baiano.


O sinal de alerta segue piscando na Avenida Tancredo Neves.


(Vitor Hugo Soares)


CARTA ABERTA


Hoje é um dia triste não só para nossa história pessoal, mas também para A TARDE e, principalmente, para o jornalismo da Bahia. Um dia em que A TARDE, um jornal quase centenário e que já foi o maior do Norte e Nordeste e que tinha o singelo slogan “Saiu n´A TARDE é verdade” se curvou. Cedeu a pressões econômicas difusas e demitiu um profissional exemplar.


Aguirre Peixoto teve a cabeça entregue em uma bandeja de prata a empresas do mercado imobiliário em uma tentativa de atração/reaproximação com anunciantes deste setor. Tentativa esta que pode dar certo ou não. Uma medida justificada por um suposto “erro grosseiro” não reconhecido pela Diretoria de Jornalismo, pelo Editor-Executivo, pelo Editor-Chefe, por secretários de Redação, Editor Coordenador ou editores de Política.


Uma medida, enfim, que só pode ser entendida como uma demonstração de força excessiva, intimidatória à autoridade da Direção de Jornalismo, à Coordenação de Brasil e à Editoria de Política. Uma demonstração de força desproporcional, porque forte não é aquele que age com força contra algo ou alguém mais fraco. Forte seria enfrentar, como o jornalismo de A TARDE estava enfrentando, empresários que iludidos pela promessa do lucro fácil e rápido põem em risco recursos financeiros de consumidores, o meio ambiente da cidade e que aviltam, desta forma, toda a cidadania soteropolitana.


Aguirre era o elo mais fraco da corrente. Acima dele havia editores, coordenador, secretários de redação, editor-executivo, editor-chefe, diretor de Jornalismo. Todos, em alguma medida, aprovaram a pauta, orientaram o trabalho de reportagem e autorizaram a publicação da reportagem. Isso foi feito sem irresponsabilidades, pois não foi constatado nenhum erro, muito menos um “erro grosseiro”. Se algum erro foi cometido, o erro foi o da prática do jornalismo, uma atividade cada vez mais subversiva em época em que propositadamente se misturam alhos e bugalhos para confundir, iludir, manipular a opinião publica, a sociedade, a cidadania. É de se estranhar que uma empresa que se coloca como defensora da cidadania aja de tão vil maneira contra um de seus melhores profissionais.


Recapitulando, Aguirre foi pautado para dar sequência às reportagens que fazia sobre a Tecnovia (antigo Parque Tecnológico). O fato novo era uma liminar concedida pela 10ª Vara Federal em que cassava multa aplicada ao empreendimento pelo Ibama. Era essa a pauta. No dia seguinte, a Tribuna da Bahia publicou matéria em que dizia que a liminar (decisão que pode ser revista) acabava com o processo criminal contra o empreendimento, que envolve Governo do Estado e duas poderosas construtoras. A matéria de A TARDE – dentro do padrão de qualidade que um dia fez deste um jornal de referência – ouviu o MPF e mostrou que se tratavam de dois processos distintos. O da multa, que foi cassada liminarmente e que o MPF afirmava que recorreria da decisão; e o criminal, que continuava em tramitação normal. A matéria de A TARDE estava tão certa que o MPF, posteriormente, publicou nota oficial na qual desmentia o teor da reportagem da Tribuna da Bahia (jornal que serve a interesses não republicanos, para dizer o mínimo). Essa foi a razão suficiente para o repórter ter a cabeça entregue como prêmio a possíveis anunciantes.


O interesse público? A defesa da cidadania? O histórico ético, de manchetes exclusivas, de boas e importantes reportagens? Nada disso importou a A TARDE. Importou a satisfação a um grupo de empresários, a uma, duas ou três fontes insatisfeitas. Voltamos a tempos medievais, quando fontes e órgãos insatisfeitos mandavam em A TARDE, colocavam e derrubavam profissionais. Tempo em que o jornalismo era mínimo.


“Jornalismo é oposição. O resto é balcão de secos e molhados”. Essa é uma famosa frase de Millor Fernandes. Dispensado o radicalismo dela, é de se ter em mente que Jornalismo é uma atividade que incomoda. Defender o conjunto da sociedade, seu lado mais fraco, incomoda. É preciso que a Direção de A TARDE entenda que a sustentabilidade do negócio jornal depende do seu grau de alinhamento com a sociedade civil (organizada e, principalmente, desorganizada). A força de um veículo de comunicação não está nos números de circulação ou de de anunciantes, mas nas batalhas travadas em prol dos direitos coletivos e individuais diariamente aviltados pelo bruto e burro poder econômico.


Credibilidade é um valor que se conquista um pouco a cada dia e que se perde em segundos. E, graças a ações como esta, a credibilidade de A TARDE escorre pelo ralo a incrível velocidade, assim como sua liderança, assim como seus anunciantes. Sem jornalismo, o jornal (qualquer jornal) pode sobreviver alguns anos de anúncios amigos. Mas com jornalismo, um jornal sobrevive à história


Do Política Livre



EXCLUSIVO: Demissão de Aguirre pode ter feito parte de acordo de venda de A Tarde a grupo imobiliário


O jornalista Aguirre Peixoto, demitido ontem de A Tarde, pode ter sido a primeira vítima de um processo adiantado de negociação da venda de parte do veículo ao grupo de empresários do ramo imobiliário que estaria insatisfeito com a série de reportagens produzidas pelo matutino sobre supostas construções irregulares em áreas nobres de Salvador.


A avaliação é dos próprios jornalistas de A Tarde, preocupados com os rumores de que o veículo estaria passando por sérias dificuldades financeiras, surgidos depois que veio a público a notícia de que o jornal venderia sua valiosa sede da Avenida Tancredo Neves para o grupo Odebrecht com o objetivo de pagar dívidas trabalhistas.


Acontecimentos administrativos estranhos à rotina quase centenária do jornal, como atrasos nos salários e veto à antecipação do décimo terceiro para jornalistas que saem de férias, teriam reforçado o sentimento dos profissionais de que o veículo estaria passando talvez por sua primeira grande crise financeira.


Os problemas teriam sido turbinados pela queda em circulação do veículo, pela primeira vez ultrapassado em vendas pelo Correio, da família do ex-senador ACM, segundo o Intituto de Verificação de Circulação (IVC), e o lançamento de um novo matutino do mesmo grupo na praça, de caráter popular, o "Massa".


"A demissão de um repórter que fez seu trabalho pode não ter sido apenas uma demonstração pública de que o jornal tomou providências contra um agente interno que estava incomodando setores do mercado imobiliário, mas que seu afastamento também fez parte da negociação de venda do jornal para esse grupo", diz um repórter de A Tarde.


Funcionário há anos da casa, ele diz não se lembrar na história do jornal de procedimento semelhante. Pelo contrário, tem na memória inúmeros casos a demonstrar que A Tarde sempre demorara a se curvar a pedidos políticos de demissão de seus funcionários, mesmo nos tempos em que enfrentou um verdadeiro cerco econômico por parte do carlismo.


Naquela época, entretanto, pondera, o jornal detinha invicto a liderança do mercado editorial baiano e não tinha tido ainda sua saúde financeira abalada por um número significativo de ações penais e trabalhistas na Justiça, a maioria das quais decorrentes de uma combinação explosiva:


A contratação de uma esdrúxula consultoria em gestão de redação, que chegou à Bahia em 2004, quando seus métodos já eram ridicularizados por todos os demais jornais do Sul do país com os quais tinha trabalhado, e da inexistência de uma política de recursos humanos que olhasse com mais profissionalismo para a equipe redacional.


O interesse manifesto pelo grupo imobiliário atingido por matérias de Aguirre, entre os quais figuram os poderosos empresários e sócios Carlos Suarez e Francisco Bastos, citados em algumas de suas reportagens, de adquirir um veículo de comunicação no Estado reforçaria a especulação de que haveria uma negociação em curso entre eles e o jornal.


O mesmo jornalista de A Tarde confirma a tese: "Há algum tempo se fala que esse grupo queria fazer um jornal e chegou a pensar em resgatar inclusive a marca Jornal da Bahia para fazer uma versão exclusivamente on line do veículo. É fato que eles desejam o poder que um meio de comunicação confere".


O Jornal da Bahia pertenceu no passado a outro empresário muito próximo de Bastos, o advogado Carlos Barral, que saiu da cena local depois de enfrentar uma acusação da polícia baiana da qual se desvencilhou na Justiça, o que levantou suspeitas de que fora vítima de uma armação política antes das eleições do ano passado.



Egito inspira protestos no Iraque

Da Al-Jazeera

O povo vai às ruas no Iraque revoltado com a falta de seviços públicos e corrupção desenfreada.
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Confissão via Iphone



Novo aplicativo para Iphone cria um "confessionário" virtual. Leia mais aqui.

Da BBC Brasil

Aplicativo de iPhone para confissão não substitui padre, diz Vaticano






Representantes da Igreja aprovaram o novo aplicativo 



O Vaticano alertou que um novo aplicativo para o iPhone, que ajuda fiéis a confessarem nunca poderá substituir o diálogo pessoal com um padre.

O programa, chamado Confissão, foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (aproximadamente R$ 3,32).

O aplicativo foi aprovado por representantes da Igreja Católica nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

Mas, em entrevista à BBC, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o programa Confissão não serve como substituto para a confissão dos pecados a um sacerdote, como há séculos é feito.

Segundo ele, no passado, era comum que os católicos se preparassem para a confissão escrevendo sobre seus pecados e seus pensamentos, e é natural que na era digital eles substituam a escrita em papel por recursos de informática, como o aplicativo.

O comentário de Lombardi vem em um momento em que a prática da confissão entre os católicos está em queda.

Exame de consciência

O aplicativo guia os usuários no sacramento da confissão e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados.

Ele também facilita que os usuários façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente.

De acordo com o fabricante do programa, a Little iApps, em vez de substituir a confissão inteiramente, o aplicativo procura incentivar os usuários a compreender suas ações e então buscar um padre para obter absolvição.

"Nosso desejo é convidar católicos a se envolverem com sua fé por meio da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, criador do Confissão.

O lançamento foi feito logo após o papa Bento 16 ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online.

Os criadores do aplicativo disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.



 

"Guerra" matou 2 crianças por dia em 2010 no Afeganistão

Do Estadão

Guerra no Afeganistão matou 2 crianças por dia em 2010, diz ONG


Entre 2.421 mortes de civis relacionadas ao conflito , 739 foram de menores de 18 anos




MATT ROBINSON - REUTERS



Menino afegão tenta cruzar fronteira para o Paquistão. Foto: Anja Niedringhaus/AP

CABUL - Duas crianças foram mortas em média a cada dia no ano passado no Afeganistão, e áreas outrora pacíficas do norte estão agora entre as mais perigosas, disse nesta quarta-feira uma entidade independente de proteção dos direitos humanos no país.

O relatório da Afghanistan Rights Monitor (ARM) diz que, entre 2.421 mortes de civis registradas em incidentes relacionados ao conflito no ano passado, 739 foram de menores de 18 anos.

Quase dois terços dessas mortes de menores de idade foram atribuídas a "grupos armados de oposição" (ou insurgentes), enquanto as tropas estrangeiras sob comando dos EUA e Otan teriam causado 17 por cento delas.

A ARM disse que muitas mortes de menores ocorreram nas violentas províncias meridionais de Kandahar e Helmand, tradicionais redutos da insurgência, mas que Kunar (leste) e Kunduz (norte) também estão entre as regiões mais perigosas para crianças e adolescentes.

As mortes de militares e civis atingiram em 2010 seus piores níveis desde que os EUA invadiram o Afeganistão e ajudaram a derrubar o regime islâmico do Taliban, em 2001.

Mas o número de menores mortos pela guerra caiu no ano passado em relação a 2009, quando houve 1.050 vítimas, segundo o ARM.

A entidade alertou, no entanto, que "as crianças estiveram altamente vulneráveis aos males da guerra, mas pouca coisa foi feita pelas partes combatentes, particularmente os grupos armados de oposição, para assegurar a segurança infantil durante incidentes militares e de segurança".

Um relatório divulgado no final do ano passado pela ONU estimava que o número de vítimas civis no Afeganistão havia aumentado 20 por cento nos primeiros dez meses do ano, em relação ao mesmo período de 2009, e que mais de três quartos eram mortos ou feridos por insurgentes.

O relatório do ARM diz que a maioria das crianças e adolescentes que morrem são vitimadas por bombas caseiras. Em seguida na lista vêm os ataques suicidas, os bombardeios aéreos e os morteiros.

Na segunda-feira, a Isaf (força internacional sob comando da Otan) informou que uma criança foi morta acidentalmente num bombardeio na província de Helmand.





 

Escorpiões na Câmara dos Deputados

Do Estadão

Na Casa do Povo, a invasão dos escorpiões


Bicho tem sido encontrado com mais frequência em corredores, frestas e gavetas da Câmara


BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados está infestada, o veneno se espalha e ferroadas foram registradas. Escorpiões invadiram as dependências da Casa.







Corredores, frestas e gavetas transformaram-se em palco de uma desagradável surpresa para visitantes, políticos e funcionários. Nos últimos meses, os bichos escaparam dos dutos e galerias em busca de comida. O problema maior está concentrado no subsolo do Anexo III, onde escorpiões chegaram até a cair do teto para se abrigar no teclado de computadores.

Uma inusitada coleção no departamento médico da Câmara dá mostra do problema. As etiquetas dos pequenos frascos indicam: 1.º de fevereiro, banheiro feminino; 17 de janeiro, teclado de computador; 26 de janeiro, arquivo médico. "Escorpiões apareciam vez ou outra. Mas agora o problema está se tornando mais frequente", afirmou Marco Antonio Henrique, técnico de gesso. Ao todo, a coleção reunida nos últimos anos soma 21 frascos.

Há duas semanas, ele capturou um escorpião. "O bicho é ruim até para morrer. Ficou um tempão no álcool ainda vivo", observou. "Não colecionamos todos. Muitas vezes, as pessoas matam e jogam no lixo."

Parte dos profissionais até mudou sua rotina: precavidos, muitos chacoalham casacos antes de vesti-los ou checam bolsos e gavetas antes de pôr a mão.

O cuidado não é exagerado. A funcionária da limpeza Marilena Cecil, de 49 anos, diz ter sido picada em dezembro, no Anexo II. "Tirei o uniforme e, quando fui pegar o sapato para ir embora, fui picada", contou.

A assessoria de imprensa da Câmara atribuiu a maior frequência de escorpiões à dedetização ocorrida antes da posse dos deputados. Com a falta de alimentos, principalmente baratas, os escorpiões saem da toca em busca de outras presas.

A Câmara informou ter chamado a zoonose e um produto específico para combater os escorpiões foi aplicado. "Esse aumento de população é preocupante. Escorpiões não são agressivos, mas podem causar acidentes", disse o gerente de controle de zoonose da Vigilância Ambiental do Distrito Federal, Rodrigo Menna Barreto Rodrigues.




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Al-Jazeera nos EUA e a cobertura no Egito

Do Jornalismo B



TV Al-Jazeera obtém clamor dos EUA via Twitter


O artigo a seguir é uma colaboração especial de Hélio Paz*





A mim, muito incomoda quando pensam que a mídia de massa possui um papel sociotécnico maior do que aquele que ela de fato possui. Da mesma forma, também me incomoda quando minimizam a importância e o papel das mídias sociais.

A mídia de massa ainda possui o papel de orientar a vida das pessoas sobre o mundo que as cerca: o rádio, a TV, o jornal e a revista são quase onipresentes e apresentam interfaces de navegação bastante comuns há décadas.

Contudo, a digitalização permite a convivência às vezes equivalente, às vezes proporcionando um espaço maior a cada uma dessas mídias de massa a partir da interação humana via software e do compartilhamento de informações via banco de dados: a TV está no YouTube, assim como mensagens SMS (torpedos) funcionam como bilhetes.

O fato de haver uma infinidade de aplicativos e de sites de redes sociais na internet desorienta e confunde. No entanto, desde os mais populares comoOrkut, Facebook, Twitter e YouTube até outros que são importantes apenas para determinados perfis de internautas (Linked In, Flickr, Picasa, Vimeo e outros), todos possuem a qualidade de reunir pessoas por afinidade. E, de uma maneira geral, costumamos confiar mais no parente, no vizinho ou no colega de trabalho como formadores de opinião do que em pessoas estranhas. E tudo o que ouvimos de nossos pares comunitários tende a ser espalhado como um telefone sem fio para outros conhecidos de outros grupos aos quais pertencemos.

Nesse sentido, a TV catariana Al-Jazeera, que é a principal rede de emissoras de notícias em idioma árabe, tem feito um trabalho de COMPLEMENTARIDADE entre a mídia de massa (que é seu negócio principal) e as mídias sociais (isto é, divulgar a si mesma via internet com o uso do Twitter).

Segundo matéria recente publicada no Nieman Journalism Lab, um projeto da Nieman Foundation na Universidade de Havard, não apenas a cobertura sobre a crise no Egito pela Al-Jazeera tem sido postada no Twitter com chamadas e links para a matéria no site da emissora como também tem servido para estimular o consumidor de notícias estadunidense a exigir das operadoras de TV a cabo gringas a adição da Al-Jazeera em seus pacotes de canais.

O fato de os EUA serem parceiros de governos totalitários faz com que as emissoras CNN, Fox News e TNT (os três canais de alcance internacional com a maior audiência noticiosa do país) omitam ou distorçam uma série de questões acerca das tradições árabes e da real situação desses países. E o fato de os estadunidenses estarem procurando por áudio, vídeo e matérias escritas no site da Al-Jazeera (isto é, dentro de um ambiente que não possui acesso universal mas que apresenta a possibilidade de comentar, copiar, colar e editar conteúdo em rede e publicá-lo sob outras formas pelo próprio usuário, que vira também produtor de informação) significa que eles estão muito interessados na linha editorial e no teor das notícias da Al-Jazeera em inglês.

Em meados da década de 1980, quando ainda não havia internet, a audiência televisiva estadunidense clamava pelo acesso à MTV, que começou como um canal de clipes musicais – uma programação bastante desejada pelos adolescentes do país naquela época. Hoje, via Twitter, os internautas-telespectadores tem retuitado mundo afora a hashtag #demandaljazeera(solicite a Al-Jazeera) patrocinada pela própria emissora do Oriente Médio.

O coordenador de mídias sociais da referida corporação midiática, Riyaad Minty, afirmou ao repórter Justin Ellis do Nieman Journalism Lab que cerca de 50% do tráfego de dados dos sites da Al-Jazeera vem dos EUA.

Neste caso, o Egito bloqueou a internet no país para que as informações contra o governo de Hosni Mubarak não chegassem ao exterior. Todavia, a Al-Jazeera passou a distribuir panfletos com as formas alternativas de acesso às suas notícias, em um retorno ao que poderíamos chamar de um jornal bastante resumido. Outras formas de distribuir o seu conteúdo foram utilizadas, como o Scribble Live (manchetes gravadas e publicadas via telefone), entre outras.

Mas o melhor que a Al-Jazeera fez foi liberar parte do seu conteúdo sob a licença Creative Commons: isso deu aos internautas total liberdade de postar em seus blogs pelo mundo inteiro para diferentes públicos e em vários idiomas as matérias digitalizadas que, antigamente, teriam ficado restritas apenas à cobertura do sinal de rádio e TV e da logística de impressão e distribuição de jornais e revistas.

A grande guinada que as interfaces gráficas para o usuário de computadores de todos os tipos (inclusive celulares) e a circulação da informação através de bancos de dados trouxeram foi a liberdade de fugirmos do gatekeeper comprometido com religiões, políticos e patrocinadores que normalmente formam a elite que determina o que é notícia e sob qual viés o público deverá ser informado.

O importante é que há a inclusão de públicos diferentes e culturas diferentes que, há até bem pouco tempo, não tinham voz no debate planetário. Mesmo que a Al-Jazeera tenha seus interesses corporativos e também defina o que é e o que não é notícia, ela vem de uma cultura diferente que está sendo cada vez mais valorizada.

*Hélio Paz é professor da Unisinos, blogueiro twitteiro


 

Sobem metrô, trem e ônibus intermunicipais


Do Estadão


Metrô, trem e ônibus da EMTU vão a R$ 2,90 no dia 13




por Eduardo Reina




O governo de São Paulo determinou há pouco que o reajuste das tarifas de Metrô, dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) vão subir para R$ 2,90 no próximo dia 13 de fevereiro, domingo. Hoje, as tarifas custam R$ 2,65. Os valores ficarão abaixo das tarifas de ônibus da capital, que custam R$ 3.



Praticando pseudojornalismo

Especialmente para os amigos do jornalismo. O texto é um pouco longo, mas a leitura compensa.

Do Observatório da Imprensa

Como massacrar uma mulher


Por Dioclécio Luz em 8/2/2011


Em 28 de janeiro deste ano, os dois maiores jornais do Distrito Federal – Correio Braziliense e Jornal de Brasília – deram na primeira página mais ou menos a mesma manchete: Adriana, filha do casal Villela, foi novamente presa pela polícia. Desta vez no Rio de Janeiro, onde passava férias.


Antes de analisar a cobertura jornalística dessa história escabrosa, cabe um resumo os fatos para quem não os conhece. No dia 28 de agosto de 2009, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela e sua mulher Maria Carvalho Mendes Villela (pais de Adriana), e ainda Francisca Nascimento da Silva (empregada), foram mortos a facadas no apartamento do casal, em Brasília. Em agosto de 2010 Adriana foi presa, acusada de atrapalhar as investigações. E agora, presa novamente sob a mesma acusação (foi solta por habeas corpus 22 horas depois).


Jornalismo é duvidar


A história, do ponto de vista jornalístico, é extremamente rica. É o tipo de pauta que rende boas matérias. O problema é que a cobertura está repleta de erros. E erros crassos do jornalismo. O principal deles é adotar a polícia como única fonte de informações. É um erro que denota:


1. Preguiça – o repórter opta por fazer a matéria dispensando a sua apuração;


2. Submissão – o repórter se submete à autoridade. E se a autoridade tem uma tese é esta que prevalece, pois o repórter se torna seu porta-voz. Eis a imprensa prisioneira de uma linha de cobertura determinada pela polícia;


3. Dispensa da verdade – buscar a verdade é uma dos princípios do jornalismo. Quando o jornalista opta por uma única fonte, deixa de buscar a verdade e, claro, deixa de fazer jornalismo;


4. Medo – o repórter teme perder informes importantes da polícia. Prefere se submeter à fonte oficial a "não ter nada". Em outros termos: como o repórter não vai apurar, investigar, questionar, isto é, fazer o que lhe compete enquanto repórter, para não deixar a página em branco, decide por encher o espaço com a fala da autoridade.


Os jornalistas que estão cobrindo o caso (salvo exceções) apenas reproduzem a tese da fonte. E, desse modo, fazem o massacre público de uma pessoa, Adriana Villela.


Alguns estudiosos do jornalismo, como Wolf, Wolton e Traquina, alertam para o enquadramento do jornalista pela fonte. A fonte determina o recorte e o enquadramento. Na matéria aparecem vários enunciadores, mas eles apenas ratificam o enquadramento antecipado estabelecido pelo repórter ou pelo jornal. Isto é, o advogado de defesa de Adriana é ouvido apenas para dizer que sua cliente é inocente. O que diria qualquer advogado que defendesse alguém acusado de qualquer crime. A intenção é iludir o leitor, fazendo-o crer que as partes foram ouvidas.


De fato, as partes foram ouvidas, mas a fala do advogado de Adriana é sempre para defendê-la da tese exposta pela polícia de que ela é mandante do crime. Uma tese sustentada pelo jornal. E o jornal deveria questionar as teses da polícia? Claro que sim. É obrigação do jornalismo questionar os envolvidos. Colocar a polícia contra o advogado não é jornalismo. Jornalismo é duvidar.


Fontes independentes são mais confiáveis


Fazer jornalismo é buscar a verdade e relatar o que encontrou. É investigar, apurar, procurar, e, principalmente duvidar. Jornalista desconfia. Desconfia da polícia, do promotor, do Ministério Público, do juiz, de Adriana e do seu advogado. É o seu papel desconfiar. Deve desconfiar porque está buscando a verdade e as fontes, sejam oficiais ou não, podem estar enganadas. Quando um jornalista ouve uma fonte oficial, uma autoridade, e coloca no jornal o que ela disse sem duvidar, indagar, deixa de ser jornalista para ser porta-voz dessa fonte.


Há uma outra questão envolvendo tudo isso. O jornal não pode simplesmente reproduzir a fala da polícia acusando seja lá quem for e depois ouvir essa pessoa como se fosse a coisa mais natural do mundo. A polícia fala por uma instituição, o acusado é uma pessoa. Quando a polícia diz que fulano é culpado disso ou daquilo ela está, de certa forma, expressando um julgamento. Ela "julgou" (a partir das suas investigações) a pessoa, considerando-a culpada. É claro, quem vai dar o veredicto final é o juiz, mas diante da opinião pública, quando apenas acusa, ela expressa um julgamento.


Um jornal, portanto, não pode ser irresponsável e se tornar porta-voz da polícia, tornando público o parecer sobre determinado caso sem antes apurar, indagar, questionar, duvidar. A polícia tem uma presença simbólica na população e o seu discurso, sua fala, é recebido muitas vezes como verdade absoluta. Ela acerta, mas também erra – como nesse caso de Adriana Villela. E a população tende a acreditar que ela "nunca" erra. Sobre as fontes, o jornalista José Cleves, ele também um massacrado pelos colegas da imprensa (depois de acusado pela polícia de um crime que não cometeu), ensina que para o jornalismo investigativo, as fontes independentes são as mais confiáveis.


Sem questionar


O que espanta é que essa é uma grande história e ela não está sendo devidamente contada. Para quem não conhece, listo alguns fatos que se sucederam ao crime.


** Outubro, 2009 – Uma paranormal, Maria Rosa Jaques, que mora em Porto Alegre, vem a Brasília, vai à 1ª Delegacia de Polícia (DP), que investiga o crime. Lá, teria indicado a casa dos assassinos. A polícia vai ao local e prende dois homens com as chaves do apartamento das vítimas.


** Abril, 2010 – Mas as chaves teriam sido levadas pela própria delegada, Martha Vargas, para forjar o crime. A delegada é indiciada em processo e os dois homens (soltos depois de um mês na cadeia), dizem que foram torturados (a imprensa não apurou). O caso vai para outra delegacia.


** Abril, 2010 – A polícia agora acha que Adriana é co-autora do assassinato dos pais.


** Agosto, 2010 – Adriana é presa com mais quatro pessoas, incluindo a paranormal, acusada de atrapalhar as investigações: ela teria "contratado" a paranormal, que teria conseguido enganar a delegada, que teria plantado as chaves. Um agente da polícia teria colaborado com Adriana.


** Janeiro, 2011 – Adriana é presa novamente. O Correio Braziliense (28/01/2011) expõe sua foto na capa, medindo 14,5 x 12 cm com a manchete: "Presa, de novo".


Mais uma vez Adriana, uma arquiteta que não tem passagem pela polícia, nunca esteve envolvida em nenhuma espécie crime, é acusada de atrapalhar a Justiça. Pela segunda vez, ela teria aliciado agentes da polícia de uma outra delegacia. Nisso parecem acreditar o Ministério Público e a Justiça de Brasília, que a mandaram prender duas vezes.


Ela deve ser muito poderosa, para comprar por duas vezes agentes da polícia, e de delegacias distintas! E a sua capacidade de bolar planos? A polícia e, pelo visto, o Ministério Público do DF, acreditam até que ela teria incluído uma pessoa com poderes paranormais na história para confundir a polícia. Uau! Essa é uma das estratégias mais esquisitas para burlar a lei já criada por um "assassino". Adriana nega tudo, claro. Mas as autoridades locais acreditam que foi assim que tudo aconteceu. E os jornais de Brasília aceitaram isso? Sim. Aceitaram a fala das autoridades sem questionar.


Ex-porteiro confessa o crime


Diz José Cleves, no seu livro A justiça dos lobos: por que a imprensa tomou o meu lugar no banco dos réus (Belo Horizonte: Biográfica, 2009):


"É obrigação do jornalista apurar, por exemplo, se são verdadeiros os dados oficiais de uma denúncia. Ele não pode apenas relatar o que lhe foi dito, seja a palavra de um cidadão comum ou a do presidente da República. Havendo dúvida tem que investigar" (p. 173).


E diz mais:


"O jornalista irresponsável, respaldado pela direção dos veículos, é aquele que se anula nesse processo bipolar de busca da verdade, pela comodidade dos argumentos oficiais, proclamando inocentes e culpados com a mesma facilidade com que criam falsos mitos e fabricam falsos ídolos" (p. 166).


Mas a ficção não acaba aí. Tem mais histórias...


** Novembro, 2010 – Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio em que moravam os pais de Adriana, é preso em Montalvânia (MG) por agentes de uma outra delegacia (8ª DP) de Brasília. Em depoimento à polícia, Leonardo confessa o crime e deixa claro que não houve mandante. Diz ele que a filha do casal, Adriana Villela, a quem conhecia do tempo em que trabalhava lá, não tem nada a ver com a história. Ele fala isso para a imprensa de Brasília. Está escrito, está gravado.


Imprensa não faz jornalismo


Mas quem cuida do caso não é a 8ª DP. A investigação está a cargo de outro departamento da polícia civil, a Coordenação de Crimes contra a Vida (Corvida), que sustenta que Adriana foi a mandante do crime. O assassino é enviado para a Corvida. Dias depois acontece um fenômeno: Leonardo muda sua versão. Agora ele diz que Adriana foi a mandante.


Por que mudou a versão? Nunca ficou claro. A imprensa não questionou como um assassino confesso muda sua versão depois que muda de delegacia. Será uma coincidência que Leonardo adote a versão da delegacia onde está preso? Um jornalista que cobrisse o caso criaria teses para entender o porquê do assassino mudar de versão: 1) foi torturado? 2) incluiu Adriana Villela para ter redução de pena? 3) não estava lembrado da participação dela? 4) mentiu antes por algum motivo?


A imprensa brasiliense, porém, optou pelo silêncio misericordioso, não questionando o fato. Mas o silêncio da imprensa local não é de hoje. Por exemplo, há muito se fala que as roupas das vítimas (elemento fundamental nas investigações) teriam sido incineradas no IML. É verdade? Quem fez isso? É rotina incinerar roupas? Quem mandou? A imprensa não foi atrás. O advogado de Adriana denunciou que depoimentos sumiram dentro da delegacia. É verdade? Quem fez? Etc. A imprensa não foi atrás. Mais um exemplo. Diz Adriana Villela que, depondo na delegacia, há muito tempo, apontou o ex-porteiro como suspeito, mas a polícia não teria investigado. Ora, esta informação é crucial. Se ela fosse mandante, não indicaria como suspeito seus contratados. Outra coisa. Se isso for verdade, por que a polícia não investigou? A imprensa não sabe dizer. Não sabe dizer porque a imprensa não faz jornalismo.


Pior do que a morte física


O que mais se tem visto no Correio Braziliense é a reprodução de documentos (depoimentos e laudos) que o jornal obtém "com exclusividade" dentro da polícia. Essa exclusividade na obtenção de documento apenas revela uma perigosa intimidade entre a imprensa e a polícia, não dá qualidade ao jornalismo. Jornalismo é apuração, e não exposição de documentos fornecidos pela fonte. Aliás, a Justiça deveria agir porque o processo está sob segredo de Justiça, mas, com a ajuda de gente dentro da polícia, o Correio Braziliense parece estar violentando esta decisão judicial.


Os erros de jornalismo seriam de menor importância caso não tivéssemos uma pessoa e uma família sendo massacradas pela cobertura de parte da imprensa local. Um massacre que fere a ética. Vamos aplicar o Código de Ética dos jornalistas a essa cobertura. Diz o texto:


Art. 6º É dever do jornalista:


VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão.


Colocar a foto de uma pessoa na primeira página, com a manchete citada, é uma forma invadir a sua privacidade, ofender a sua honra e dignidade. Quem faz jornalismo sabe (ou deveria saber) o que diz este simbólico para a população: "Adriana Villela matou os pais e foi presa de novo". Questão de semiótica: o jornal julgou e condenou-a. Esta é uma leitura evidente do leitor. E os editores sabem disso. Se não sabem é porque estão no lugar errado.


E o jornalista nem pode dizer que apenas reproduziu a fala da autoridade. O texto jornalístico é responsabilidade de quem assina. Diz o Código de ética da nossa categoria:


"Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor."


Nós, jornalistas, devemos estar cientes de que um texto jornalístico pode matar moralmente uma pessoa, uma família, um grupo – e uma morte moral pode ser pior do que a morte física porque ela vem junto com a tortura psicológica feita publicamente.


Erro da imprensa pode perpetuar a impunidade


O Código de Ética pede responsabilidade por parte de quem escreve e ensina quanto às fontes:


"Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.


Art. 12. O jornalista deve:


I – ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas."


Nada disso está sendo respeitado pelos jornais locais e, em especial, pelo Correio Braziliense. Continuam errando.


Sintetiza José Cleves:


"Qualquer erro da imprensa pode perpetuar a impunidade ou a injustiça, motivo pelo qual nunca se deve abdicar da independência jornalística, sob pena de se distanciar da verdade" (p. 166).

Mais seguidores pra uns, menos leitores pra outros

Tudo bem que, muitas vezes, quantidade não inspira qualidade, mas já é um começo.

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Blogs jornalísticos e de opinião superam popularidade dos maiores veículos no Twitter


Os blogs jornalísticos e de opinião já acompanham e até superam, em número de seguidores no Twitter, a popularidade dos 10 maiores jornais brasileiros. É o caso do blog do Tas e de dois blogueiros do R7 e O Globo. O apresentador do "CQC" supera em número de seguidores os dez veículos, já blogueiros do R7 e o Globo têm mais seguidores que nove dos maiores periódicos do País.


Entre os jornais, O Globo, em terceiro lugar em circulação, ocupa o primeiro lugar no Twitter, com mais de 177 mil seguidores, e a economista Miriam Leitão, do mesmo jornal, já se aproxima do veículo, com 170.363 seguidores.


Rosana Hermann, Daniel Castro, ambos do R7, Ancelmo Gois e Ricardo Noblat, do O Globo, superam nove dos dez maiores jornais brasileiros, em número de seguidores.


Os blogs, hospedados em portais de notícias e jornais, incrementam cada vez mais a audiência dos veículos. Veja os números:


Globo versus SBT (1989)

Comercial dos filmes exibidos pelo SBT em contraposição à Globo.