terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Explicações oficiais sobre o apagão em parte de São Paulo

O secretário estadual de Energia, José Aníbal, falou à BandNews sobre a queda de energia que afetou mais de 2,5 milhões de pessoas em vários bairros de São Paulo. É importante observar que não só componentes elétricos federais podem dar defeito - assim como foi apenas uma parte, poderia ter sido a cidade completa ou ainda mais localidades.


Clique aqui para ouvir.

Como é que é?

Estão alimentando o incêndio dos barracões das escolas de samba com dinheiro público! Carioca que paga imposto e não curte carnaval faz como para reaver esse dinheiro?


Da Folha



Rio anuncia ajuda de R$ 3 milhões para escolas de samba




A prefeitura do Rio anunciou nesta terça-feira ajuda financeira para as escolas de samba afetadas pelo incêndio que destruiu parte da Cidade do Samba, na zona portuária. Estarão disponíveis R$ 3 milhões para que as agremiações possam aprontar, de forma emergencial, seus desfiles no Carnaval.


A Grande Rio, escola que teve o barracão totalmente destruído, receberá R$ 1,5 milhão. União da Ilha e Portela, que foram menos prejudicadas com o incêndio, terão, cada uma, R$ 750 mil. O anúncio foi feito na manhã de hoje pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).


Calcula-se que o prejuízo total das escolas chegue a R$ 20 milhões. Ontem, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) definiu que não haverá rebaixamento esse ano. Ficou acertado também que Grande Rio, Portela e Ilha não serão julgadas.


As três escolas desfilariam na segunda-feira de Carnaval, no dia 7 de março. Foi definido também que a Portela passará para o domingo, trocando de lugar com a Mocidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Trote solidário no Mackenzie

Da Globo News

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Dependentes do álcool cada vez mais cedo

Do Estadão (dica do amigo Luiz Lusitano)

Dos jovens viciados em álcool, 40% começaram a beber antes dos 11 anos


Entre adultos, a taxa é de 16%, de acordo com dados do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria da Saúde de São Paulo. Maioria teve primeiro contato com bebida alcoólica dentro de casa ou na presença de familiares.







O manobrista Johnny, de 22 anos, tomou o primeiro gole de vinho aos 11 anos, com o irmão mais velho. Aos 7 anos, a doméstica Madalena, de 50, bebeu um copo de pinga em casa, pensando que era água. Hoje, os dois engrossam as estatísticas do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas: 40% dos adolescentes e 16% dos adultos que procuram tratamento para se livrar do vício experimentaram bebida alcoólica antes dos 11 anos.


"Bebia uma garrafa de vinho por dia, mas logo mudei para a cachaça. Fumava muitos cigarros e me envolvi com drogas. Antes de me viciar em álcool, eu era o melhor aluno da sala. Depois parei de estudar. Minha vida virou um inferno. Só resolvi procurar ajuda especializada quando me dei conta de que poderia morrer", conta Johnny.



Os litros de cachaça tomados diariamente transformaram Madalena em uma adulta com problemas com álcool e desmotivada. O abuso a fez perder o marido e dois filhos, que se mudaram de cidade e não mantêm mais contato com ela. Por causa disso, Madalena tentou o suicídio. Foi quando descobriu que era hora de pedir ajuda. Está em tratamento intensivo faz 40 dias.

Os dados sobre o primeiro contato com a bebida impressionaram a psiquiatra Marta Ezierski, diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. "Uma coisa é falar de alcoolismo na população em geral. Outra é falar com base em uma população triada, já dependente. O número é muito alto."

As informações são resultado de duas análises: uma de 684 pacientes adultos e outra de 138 adolescentes que procuraram o Cratod nos últimos dois anos.

O ponto que mais chamou a atenção foi o fato de os jovens terem começado a beber ainda crianças, geralmente em casa ou na presença de familiares. Segundo o levantamento, em 39% dos casos o pai bebia abusivamente; em 19%, a mãe; e em 11%, o padrasto. O relatório aponta ainda que, após o contato com álcool e tabaco, metade relatou ter experimentado maconha.

"Eram crianças que tinham o consentimento da família para beber, porque o pai ou a mãe bebiam. Eles começaram a ingerir bebidas sem culpa e não se deram conta de que estavam se viciando. Um paciente chegou a dizer que havia nascido dentro do álcool", diz a diretora do Cratod.

Segundo Marta, o levantamento também demonstrou que, em geral, os adultos procuram ajuda quando já se envolveram com outras drogas, estão deprimidos, tentaram suicídio ou porque estão com alguma doença ou sequela decorrente do consumo abusivo. Já os adolescentes, diz a médica, normalmente vão ao Cratod por causa de conflitos em casa ou na sociedade.

Outros fatores. O psiquiatra Carlos Augusto Galvão, do Hospital Beneficência Portuguesa, conta que o alcoolismo tem dois fatores principais: o cultural e o genético - sabe-se que o alcoolismo tem um componente hereditário, mas os genes envolvidos ainda não foram descritos.

Para ele, o fato de os alcoolistas em tratamento terem começado a beber dentro de casa e ainda crianças pode ser explicado pela questão da imitação. "A criança imita aquilo que o adulto faz. E o jovem continua bebendo para se achar gente grande."

Outra justificativa apontada por Galvão é o excesso de publicidade de bebida alcoólica na televisão, o que não deve ser combatida tão cedo pelo governo federal. "O prejuízo social que a propaganda provoca é grande. Mas é complicado para o governo investir no combate ao álcool, como fez com o cigarro, porque a bebida alcoólica não incomoda a pessoa que está ao lado."

Marta afirma que há estudos que demonstram que uma propaganda de cerveja aumenta em 11% o consumo da bebida entre os jovens. "Isso é muito sério", alerta a psiquiatra.

Segundo Galvão, além de causar dependência, o álcool pode provocar distúrbios no sistema nervoso central, problemas no fígado e no pâncreas - em geral após anos de exposição à bebida.

O coordenador de vendas Guilherme, de 23 anos, bebe em excesso desde os 15, mas diz não precisa de ajuda. Consciente de que exagera, diz que a bebida ainda não lhe causou nenhum mal e que ajuda a relaxar.

"Bebo umas quatro garrafas de cerveja por dia e umas duas garrafas de vodca ou tequila no fim de semana. Só não bebo às segundas-feiras porque quero dar uma recuperada no corpo", diz o jovem, que estima gastar R$ 1 mil por mês apenas com bebidas alcoólicas.

Campanhas educativas. Para especialistas, a única maneira de afastar crianças do álcool é criando campanhas de conscientização específicas para essa faixa etária e oferecendo mais serviços especializados de tratamento. "Não adianta entrar de sola na profilaxia se não houver como marcar uma consulta com um médico psiquiatra na rede pública, por exemplo", diz Galvão.

Essa é uma das principais bandeiras do secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri: combater o consumo de álcool entre crianças e adolescentes por meio de campanhas educativas, feitas em parceria com a Secretaria de Educação.

Uma das ações será a realização de blitze em bares, danceterias e restaurantes.




domingo, 6 de fevereiro de 2011

Vídeos "amadores" mostram cenas fortes de violência no Egito

Do Global Voices

Egito: Mídia Cidadã Expõe a Violência Durante Blecaute Midiático


Atenção: os vídeos listados abaixo contêm imagens fortes. Recomenda-se cuidado.


Em 2 de Fevereiro, as autoridades egípcias decidiram restaurar a Internet após cinco dias de um quase completo desligamento do serviço. Durante esse período, que acredita-se ter custado ao país dezenas de milhões de dólares[en], o governo apertou o cerco contra jornalistas e meios de comunicação internacionais, interrompendo as comunicações de telefonia celular e transmissão por satélite. Durante a interdição, os ativistas conseguiram burlar a censura e fizeram sair do país várias horas de vídeos, preenchendo o vazio criado pelo “apagão” dos meios de comunicação.


O conteúdo de alguns desses vídeos não foram verificados de forma independente, mas eles capturam a violência que estava ocorrendo nos bastidores da “revolução”, longe das cenas pacíficas de tráfego normal no centro do Cairo e as ruas vazias, que a televisão estatal transmitia durante o período de bloqueio.


Os primeiros vídeos a saírem do Cairo mostram uma batalha feroz pela ponte  Al Kasr Nile que ocorreu no primeiro dia de bloqueio [dos meios de comunicação]. Um padrão sinistro já surge: a pura violência com que o regime de Hosni Mubarak está disposto a enfrentar os manifestantes pró-democracia, incluindo o atropelamento de  manifestantes desarmados por vans da polícia anti-motim. Esta compilação de vídeos postados por Storyful cobre a cena:







Neste vídeo postado por BlackDeadex, um manifestante é atropelado por um caminhão de bombeiros, em meio à total confusão, enquanto outros manifestantes jogavam pedras na polícia:







Este vídeo postado por Omar Rashid mostra um incidente semelhante quando, em meio ao caos, um motorista (alegadamente dirigindo um carro diplomático) entra em pânico e dirige em direção à multidão:







Neste vídeo, uma van policial egípcia facilmente identificável corre em direção à multidão de manifestantes pacíficos (postado por engai):






sábado, 5 de fevereiro de 2011

Crianças de vodka

O que faz a juventude mudar tanto? Devido a acontecimentos recentes me fiz essa pergunta.


Eu me lembro que no meu tempo (e isso não foi há muito, uma década ou menos, ou mais) diversão para nós significava assistir a programas mais inofensivos na TV – quem não se lembra do saudoso Castelo Rá-Tim-Bum? -, jogar coisas, tipo Banco Imobiliário, cartas, fossem elas de Pokemón ou Yu-Gi-Oh, inventar mil e uma brincadeiras no recreio, ficar atormentando as meninas, andar patinete domingo na rua de vovô e vovó. Computador? Alguns jogos apenas. Internet? Muito mais legal conversar pessoalmente, rir pessoalmente do que ficar nos tais “orkuts” da vida. E festas? Ah, quantos aniversários no Mcdonalds! A maior transgressão às regras era empilhar os portas-guardanapos até onde era possível: sempre algum espírito de porco balançava a mesa e uma daquelas molas soltava, fazendo com que a pilha desmoronasse, ou ainda, as inesquecíveis bisnagas de ketchup e mostarda, que tinham tudo, menos ketchup e mostarda! Em casa, muito brigadeiro, salgadinhos. E bebida alcoólica? Quando havia, apenas nas mãos dos adultos, com suas cervejas ou caipirinhas. Álcool reservado apenas a comemorações e para os que legalmente podem beber!


Hoje? Qual o sinônimo de festa pra “garotada”?


“Crianças” de 13, 14 anos bebendo vodka, catuaba e cerveja como se fossem o mais inofensivo refrigerante ou água. Garotas maquiadas com seus shorts extremamente curtos e apertados, dançam funk até o chão. Não estou falando de maiores de idade. Menores! E não são “crianças” sem tutela familiar: moram com pai e mãe. Ou melhor, “pai” e “mãe”. Entre aspas, pois penso que não pode ser pai ou mãe de verdade alguém que ignore hábitos grotescos e precoces em seus filhos ou autorizem-nos a tais atos degradantes!


Tem mais de 18 anos, faça o que quiser. Me dói ver que são crianças.


Churrascos sem carne. Churrascos com álcool para acender a churrasqueira e jorrar na boca de menores. Triste. Muito triste.


Onde estão os “pais”? Percebam o monstro que estão criando, antes que seja tarde.

75 profissionais da imprensa atacados no Egito

Da Folha



Ao menos 75 jornalistas foram atacados no Egito, diz ONG




A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou neste sábado que já são ao menos 75 os jornalistas atacados durante a cobertura dos protestos antigoverno que, desde o último dia 25, pede a queda do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. A ONG reiterou ainda a "incrível envergadura da campanha de ódio" lançada contra a imprensa internacional.


A RSF também confirmou a morte do jornalista egípcio Ahmed Mohammed Mahmoud, que trabalhava para o grupo Al-Ahram e que foi atacado por partidários de Mubarak no Cairo.


A organização considera que "todo jornalista no local parece ter sido vítima de um incidente" e, segundo dados obtidos pela ONG, ocorreram ataques contra ao menos 75 profissionais de meios de comunicação enviados para cobrir os protestos.


Os dados da ONG incluem 72 jornalistas detidos "durante ao menos duas horas" e outros sete de quem não se sabe notícias."É difícil ter um registro coerente da situação", e alguns jornalistas preferiram manter o anonimato para evitar represálias, ressaltou a RSF.


O meio que mais sofreu ataques é a rede de TV Al Jazeera, do Catar, que teve três repórteres atacados e quatro detidos (que depois foram liberados), além de ter tido seus escritórios no Cairo destruídos.


A RSF também informou que, por nacionalistas, os jornalistas que foram alvo de mais ataques têm sido os dos Estados Unidos --ao menos 29--, seguidos pelos franceses (18), Polônia (9) e sete do Catar (funcionários da Al Jazeera).


Os números informados neste sábado supõem um incremento com relação à contagem publicada na sexta-feira, quando a RSF tinha dados de al menos 60 jornalistas que tinham sido agredidos no Cairo.


Na quinta-feira, a organização afirmou estar "estupefata pelo que parece ser uma verdadeira caça ás bruxas contra os meios de comunicação que cobrem os acontecimentos no Egito", e expressou "sua grande preocupação por todos os periodistas que se encontram neste momento no Cairo".


BRASILEIROS


Os jornalistas enviados pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação) ao Egito chegaram neste sábado, às 8h10, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O repórter da Rádio Nacional Corban Costa, 49, e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, 31, da TV Brasil, retornaram ao Brasil após serem expulsos pelo governo egípcio. Às 12h30 os dois embarcam novamente e seguem viagem para Brasília.


Os repórteres foram detidos pelas autoridades locais na quarta-feira (2), logo após chegarem ao Egito para cobrir as manifestações populares contra o presidente Hosni Mubarak. Eles foram vendados e mantidos sem água por cerca de 18 horas. "É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer", desabafou Corban em entrevista à Agência Brasil quando ainda estava no Cairo.


Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores declarou que o governo brasileiro "deplora" os violentos confrontos no Egito --em especial, os "atos de hostilidade" à imprensa.


ATAQUE EM SÉRIE


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) também divulgou nota prestando solidariedade aos profissionais. "É lamentável que a liberdade de imprensa esteja sendo desrespeitada no Egito, país que passa por uma grave crise política", afirmou o sindicato.


Outros jornalistas estrangeiros que participam da cobertura da crise no Cairo foram atacados ou presos nesta semana.


Muitos disseram ter sido detidos por forças de segurança do Egito --Exército ou polícia --para interrogatório. Alguns foram alvo de ataques por multidões em ruas ou hotéis.


Os ataques geraram críticas de EUA, Suécia, Brasil e Grã-Bretanha, entre outros países, que afirmam que o governo do Egito está violando seus compromissos internacionais em relação ao respeito à liberdade de imprensa.


Organizações internacionais como o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), a Human Rights Watch, a Transparência Internacional e a Anistia Internacional também criticaram o governo egípcio.


 

O troco e "tudo bem?"

Dica do meu amigo Luiz Lusitano. Um vídeo em homenagem a todos que já perderam seu tempo com os incansáveis percalços de uma simples reclamação: na Telefonica, Eletropaulo, TIM, Vivo, Claro, Oi e genéricos. E logo depois de "O troco", me lembrei de um outro muito engraçado, no qual a "atendente" pergunta ao ator Bemvindo Sequeira se está tudo bem. Vejam a resposta dele.












sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quem é o próximo?

The Economist traz um texto (em inglês) sobre a situação política da Liga Árabe. A revista pergunta quem será o "próximo Egito".


O artigo é acompanhado de uma tabela (abaixo) com a posição do país, seu dirigente, o ano de chegada ao poder e, dentre 196 países, os graus de democracia, corrupção e liberdade de imprensa.


Brasil no "60 Minutes", da CBS

Dica do amigo Alex Araújo. Isso não saiu na "grande" imprensa, por que será?


O programa 60 minutes, da CBS, que foi ao ar no final do ano passado, tratou dos avanços brasileiros e do longo caminho a ser percorrido rumo ao primeiro mundo.






Blaving: rede social de voz

Do Convergência Digital

Rede social de voz desembarca no Brasil


A PMovil, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos e conteúdo para celulares, como o portal de downloads Toing, anunciou nesta quinta-feira, 03, o lançamento oficial do Blaving, rede social de voz. A rede opera desde o final de dezembro, mas somente esta semana teve sua versão beta colocada no ar e, de acordo com Fabian de la Rua, CEO da PMovil, já conta com cinco mil usuários.


Para colocar a nova rede no ar, a companhia prevê investimentos de US$ 1,5 milhão nos primeiros três meses de 2011. Neste valor estão incluídos os gastos com pesquisa e desenvolvimento, pesquisa de mercado, iniciativas de marketing e propaganda.


“Nosso foco sempre foi o desenvolvimento de aplicativos móveis e acreditamos que com o Blaving chegamos ao conceito 2.0 de fato, integrando internet, celulares, smartphones e tablets”, explica.


O executivo afirmou que o objetivo da rede é chegar a cinco milhões de usuários em seu primeiro ano de operação. Para isso, o Blaving nasce com integração a outras redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut. Além disso, o aplicativo já pode ser baixado para os sistemas iOS, Android e Blackberry. “Nos próximos dois meses oferecemos aplicativos também para celulares com sistemas operacionais baseados em Java”, diz de la Rua. Do lado da infraestrutura, a rede conta com a hospedagem na nuvem da Amazon Web Services, nos EUA, para garantir a escala necessária ao seu crescimento.


Sobre o modelo de negócios, de la Rua afirmou que ele será baseado em publicidade, que deve começar a ser vendida no segundo semestre deste ano. “Como a característica do Blaving é a voz, estamos pensando em um formato que não seja baseado apenas em banners, mas que também tenha áudio”, disse o executivo, sem revelar suas expectativas de faturamento.


O que é


Na prática, o Blaving é uma rede social que permite postar mensagens de áudio de até dois minutos. A postagem pode ser feita via web ou por meio de celulares, smartphones e tablets. Seguindo o modelo do Twitter, os usuários podem seguir e ser seguidos, escolher favoritos, compartilhar mensagens e contar com recursos de geolocalização.


“O público latino, principalmente, é comunicativo e por isso receptivo a inovações que usem recursos de voz. A popularização dos celulares no Brasil é uma prova e por isso acreditamos que uma rede social como o Blaving é ideal para este perfil de usuário”, diz de la Rua.

Jornalista baleado no Egito morre

Do Estadão

Jornalista baleado no Egito morre


Segundo ministro da Saúde, manifestações desta semana já deixaram 11 mortos e 5 mil feridos


CAIRO - Um repórter egípcio, baleado durante a semana, faleceu nesta sexta-feira, 4, segundo um jornal local, convertendo-se no primeiro jornalista a morrer devido aos protestos do Egito desde o início das manifestações, no dia 26 de janeiro.


Ahmad Mohamed Mahmud, de 36 anos, tirava fotos dos confrontos no centro do Cairo da sacada de um apartamento quando foi "baleado por um franco-atirador", informou o jornal al-Ahram. Mahmud trabalhava para o diário al-Taawun.


Segundo o ministro da Saúde do Egito, os protestos contra o governo do país, que entraram no 11º dia nesta sexta, já deixaram 11 mortos e cerca de 5 mil feridos só na na última semana.


"O número de mortos por conta dos incidentes da Praça Tahrir aumentou para 11 depois que três pessoas morreram após serem atendidas. Elas estavam em estado crítico", disse Ahmed Sameh Farid, segundo a agência estatal Mena.


Os egípcios protestam contra o governo de Hosni Mubarak desde o dia 25 de janeiro, mas nos últimos dias as marchas ganharam proporções maiores. Na segunda-feira, um milhão de pessoas se reuniram no centro do Cairo.


Na quarta-feira, houve confrontos violentos entre os manifestantes e partidários do presidente. Paus, pedras e bombas incendiárias foram atiradas de um lado para o outro e havia imagens de pessoas feridas e sangrando nas ruas do centro da capital.


Não ficou claro que o jornalista estava entre os 11 mortos anunciados pelo Ministério da Saúde


 

Brasil protesta contra agressões da ditadura egípcia

Do Opera Mundi


Brasil vai fazer protesto formal contra governo de Mubarak


O governo brasileiro prepara, via Embaixada do Brasil no Egito, uma nota de protesto contra o governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Na diplomacia internacional, o documento tem o valor de uma queixa formal. Nele, o embaixador do Brasil no Cairo, Cesário Melantonio Neto, vai reclamar do impedimento de um diplomata de dar assistência a brasileiros, em um hotel, e de agressões sofridas por jornalistas brasileiros no país.


O secretário-geral para Comunidades de Brasileiros no Exterior no Itamaraty, embaixador Eduardo Gradilone, disse à Agência Brasil que a nota de protesto vai mencionar que as ações, cometidas por autoridades policiais no Egito, contrariam os acordos internacionais de assistência e apoio a estrangeiros fora de seus países.


Leia mais:
Jornalistas brasileiros são detidos, vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil
Jornalistas relatam agressões, roubos e humilhação durante cobertura da crise no Egito
Partido Comunista Egípcio comemora revolução e pede a punição dos responsáveis pela violência
Itamaraty protesta contra prisão de jornalistas brasileiros no Egito


“É uma nota que será encaminhada pela Embaixada do Brasil no Egito diretamente para o Ministério das Relações Exteriores. O embaixador Cesário deve citar a inadequação do impedimento ao trabalho do diplomata na assistência consultar e a agressão aos jornalistas brasileiros”, disse Gradilone.


A reação brasileira ocorre um dia depois de um diplomata ser impedido de entrar um hotel, no centro do Cairo, para dar assistência a brasileiros e também quando jornalistas do Brasil foram  detidos, vendados e tiveram os equipamentos apreendidos no Egito. Os jornalistas Corban Costa, da Rádio Nacional, e Gilvan Rocha, da TV Brasil, ficaram presos por 18 horas e depois receberam ordens para deixar o país.


“O que ocorreu com os jornalistas brasileiros foi gravíssimo. Foi uma das situações mais graves dos últimos dias, por isso o Itamaraty divulgou na quinta-feira (03/02) nota de imprensa sobre o episódio. Houve a detenção dos profissionais e o confisco dos equipamentos. Além deste caso, houve o impedimento ao trabalho de assistência consular”, disse Gradilone.


Segundo Gradilone, ainda há cerca de 320 brasileiros no Egito. Destes, apenas 20 são turistas que estão em uma praia afastada do Cairo – centro da onda de manifestações de protestos contra Mubarak. “Estamos fazendo o possível para ajudar a todos que nos procuram. Tivemos, como todos, dificuldades com as linhas telefônicas e a internet. Agora está mais fácil”.


Paralelamente, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, analisa as sinalizações de reações populares na Síria, no Yêmen e Tunísia. De acordo com Gradilone, o mapeamento dos brasileiros nestas regiões está em elaboração e há uma atenção diferenciada, caso seja necessário prestar assistência, se houver ameaças nestes países.


 

Partido Militar Brasileiro: democrático?




“Nós vamos invadir o Congresso”, afirma o capitão da Polícia Militar de Ourinhos (SP), Augusto Rosa. Mas antes que alguém se assuste com uma nova investida da caserna no Parlamento, ele completa: “Pela via democrática. Pelo sufrágio universal”.

O capitão Augusto é o idealizador do Partido Militar Brasileiro, o PMB. No último dia 29 de janeiro foi realizada a convenção nacional do partido, que já tem estatuto aprovado e mais de 5 mil pré-filiados nos 27 Estados do Brasil – a Constituição exige pelo menos 101 membros-fundadores em nove Estados. O próximo passo para oficialização é, segundo o Capitão Augusto, levar a documentação à Brasília, onde ele aterrissa neste domingo, 6 de fevereiro, para publicar no Diário Oficial a demanda. Na segunda-feira ele faz o requerimento ao Tribunal Superior Eleitoral e o registro no cartório de notas.

“Onde existe o caos, é o militar que dá jeito”, afirma o capitão, exortando sua categoria. Ele lembra que a instituição militar – que inclui os policiais, bombeiros, a Aeronáutica, Exército e Marinha – é das mais bem vistas pelo povo, segundo pesquisas. “Num país eminentemente cristão, nós somos considerados mais confiáveis que a Igreja Católica!”, exclama.

A ideia da criação de um partido militar começou a ser acalentada pelo capitão após algumas tentativas de candidatura como suplente de deputado estadual. Em 2003 então juntou simpatizantes e foi estudar como se cria um partido. Oito anos depois, a ideia deu certo.

“Somos mais de 1 milhão no Brasil – e em todos os mais de 5 mil municípios”, conta o capitão Augusto sobre a presença militar no País. O partido já tem diretórios organizados nas 27 unidades da Federação. E, dentro do partido, a tão importante hierarquia militar é deixada um pouco de lado. “Tem soldado que é presidente de diretório e general que é assessor dele”, afirma. E se diz surpreendido ainda pelo fato dos militares proveninentes das Forças Armadas terem aderido à sua ideia. Segundo o capitão 70% dos pré-filiados são dessa carreira.

Ideologia. Questionado sobre a orientação do PMB, capitão Augusto não vacila: centro-direita. E a principal bandeira é, naturalmente, a segurança. A soberania da Amazônia e a garantia do ‘cidadão de bem’ – “aquele que não comete crimes, respeita o outro e o patrimônio alheio”- são os temas em que o PMB pretende concentrar esforços. “Essas progressões de pena, os indultos sem critério nos presídios, isso é um absurdo!”,diz o militar. “Os direitos humanos tem que ser garantidos principalmente pras pessoas de bem”.

Mas o capitão Augusto lembra também que os presos têm seus direitos. “Se cometeuo crime, tem que cumprir a pena, sim. E a pena tem que ser vista não só como ressocialização do preso, mas como castigo. Mas o preso, que perdeu seu maior direito, a liberdade, não pode perder também a dignidade.” A situação dos presídios abarrotados, em que os detentos “são tratados como animais”, é uma das questões a ser atacada pelo PMB.

E o que o PMB pensa sobre o período marcante da ditadura militar? “Somos contra. Abominamos o período. Seria covardia vincular a ditadura conosco.Se você for ver, são 500 anos de serviços prestados ao Brasil. A ditadura foi só 20 anos.”

Capitão Augusto é favorável a uma ampla investigação sobre o período do regime, que esclarecesse o que aconteceu “dos dois lados”. “A gente quer emprestar nosso patriotismo, nossa ordem ao povo. Ele é quem. Por que o preconceito com um partido militar?”.

O PMB pretende lançar candidaturas nas eleições municipais de 2012 e 2014. No estatuto está proibida a coligação com partidos maiores, “porque queremos marcar diferença pela retidão,diferente de partidos pequenos que se vendem”, explica o capitão Augusto.

Mas, quando enfim for homologada a criação do primeiro partido militar brasileiro, o capitão e fundador vai se desfiliar. É que a Constituição impede que militares na ativa sejam filiados e eleitos.”Isso é um absurdo. Qualque cidadão de qualquer categoria pode se filiar e candidatar. Menos o militar”, reclama. A revisão dessa lei é um dos objetivos do PMB – que vai contar entre os filiados registrados no TSE apenas militares da reserva.

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Site do partido: “Reserva moral do Brasil” e “100% Democrático’


 

Jornalismo de esgoto importado


Do Blog do Nassif



Fox News: esgoto é o que há, tanto aqui quanto lá




Comentarista da Fox News chama Dilma de 'ex-comunista e ex-terrorista'


Glenn Beck comparou 'PEC da Felicidade' com antiga constituição soviética.
Segundo ele, 'comunistas acham que as pessoas do Brasil são estúpidas'.






Do G1, em Brasília








O comentarista conservador Glenn Beck chamou a presidente Dilma Rousseff de "ex-comunista e ex-terrorista" em seu programa desta quinta-feira (3) na emissora Fox News, dos Estados Unidos.

Beck fez a afirmação no contexto de um comentário sobre a atual crise política no Egito. O G1 procurou a assessoria do Palácio do Planalto, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

"Vocês lembram quando eu falei a vocês sobre o Brasil. Eles elegeram uma ex-comunista e ex-terrorista, que esteve na prisão por um tempo”, afirmou o comentarista.

Segundo Beck, “os comunistas acham que as pessoas do Brasil são estúpidas. Eles acabaram de anunciar e votar ontem [2] uma emenda sobre a busca da felicidade como objetivo a ser alcançado”.

A proposta de emenda constitucional apelidada de PEC da Felicidade, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em novembro passado. Para alterar a Constituição, no entanto, tem de ser aprovada por três quintos dos senadores (49 votos) e três quintos dos deputados (308 votos) em duas votações em cada casa legislativa.

Beck disse que a busca da felicidade do projeto brasileiro foi inspirada pelo texto da declaração de independência dos Estados Unidos. “A mídia saudou como “democracia”. “Ohh, não é formidável? É praticamente Thomas Jefferson”, disse, em referência ao terceiro presidente norte-americano, autor de grande parte do texto da declaração.

O apresentador afirma que a ideia de felicidade expressa no projeto brasileiro poderia ser entendida como “a garantia de renda, moradia, empregos”, mas que esses mesmos objetivos estavam expressos na antiga constituição soviética.

"Você lê que a felicidade nessa nova emenda à Constituição significa a garantia de renda, moradia, empregos, uau! [...]. Eu li a constituição comunista soviética, que garante direitos a trabalho, descanso, lazer, proteção à saúde, cuidados aos idosos, aos doentes, moradia, educação, benefícios culturais. Quase como a busca pela felicidade, de uma forma distorcida", declarou.

Então, Beck passa a criticar a proposta brasileira, o comunismo e as manifestações no Egito pela queda do ditador Hosni Mubarak.

“Você vê o que eles fizeram. Ele estão pegando ideias horríveis do comunismo. Assistência não produz nada a não ser miséria, pobreza e o massacre de dezenas de milhões de pessoas, centenas de milhões globalmente, embaladas em democracia, república, Thomas Jefferson. Eles pensam que você é retardado. Isso não é uma revolução no Egito. Isso é uma revolução socialista islâmica no Egito. Não tem nada a ver com democracia”, afirmou.

Cristovam Buarque
Autor da PEC 19/10, que ficou conhecida como PEC da Felicidade, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou a forma como a proposta foi tratada pelo comentarista.

“Essa Fox é uma idiota completa. Quem olha com cuidado a proposta vê que não é nada disso”, afirmou o senador.

Buarque disse que se inspirou na Constituição Americana para elaborar a proposta que, segundo ele, prevê que saúde, educação e segurança sejam direitos sociais essenciais para a busca da felicidade.

“Para se ter felicidade, não basta apenas ter os direitos. Na visão capitalista estúpida da Fox, basta ter US$ 40 mil dólares por mês para ser feliz”, criticou o senador.

Diante das polêmicas, Buarque afirmou que está estudando a possibilidade de substituir a atual PEC que já está em tramitação no Senado – e que já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça – por outra, a fim de que o apelido de PEC da Felicidade seja modificado.

Segundo ele, a denominação foi algo que surgiu na mídia, e que acabou tornando a proposta como algo negativo.

“Acho que vamos ter de tirar essa PEC e começar de novo. Eu fico com uma imagem péssima se colocar a tal PEC da Felicidade na Constituição. Eu estou estudando substituir esta PEC por outra chamada PEC da Humanização dos Direitos Sociais”, disse.

O senador ainda afirmou que, enquanto o apelido da PEC se mantiver, ele fará o possível que não seja votada. “Eu vou fazer o possível para que não vá para a pauta do dia para evitar novos transtornos”, disse.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Colaborador do Estadão fala sobre prisão na Rússia

Do Portal Comunique-se


Colaborador do Estadão fala sobre o período em que ficou preso na Rússia


Izabela Vasconcelos


O jornalista Solly Boussidan, colaborador do jornal O Estado de S. Paulo, passou por maus momentos nos últimos dias: ficou preso por quase uma semana na Rússia e ainda enfrentou 48 horas de fome. Além disso, o repórter ficou sem tomar banho durante os seis dias em que ficou detido no centro de detenção para estrangeiros na cidade de Adler.


Boussidan foi detido porque autoridades russas alegaram que ele havia exercido a profissão de jornalista sem a devida autorização exigida pelo país. No entanto, ele informou sua profissão ao chegar na Rússia e afirmou que não havia entrado no local para trabalhar. Na época, o jornalista disse ao portal Terra o que as TVs locais falavam sobre o atentado no aeroporto de Moscou, mas não tinha nenhuma pauta agendada. “O atentado de Moscou pegou tanto as autoridades de lá como eu de surpresa”, disse.


Na terça-feira (1/2), o jornalista foi solto e deportado para a Geórgia e ainda permanece no Leste Europeu. Confira a entrevista:


Ao ser questionado, você imaginava que poderia ser punido desta forma?
Não. Eles falavam que era apenas uma infração administrativa e que eu teria que pagar multa. Deram-me uma advogada do Estado, ela nem chegou a falar comigo, nem me deram uma cópia do processo. Só soube da prisão na hora da sentença. Pediram a pena máxima, multa e prisão, e o juiz concordou.


Foi muita injustiça. O juiz não levou em consideração os meus argumentos. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia não ajudou. A sensação que eu tenho é que a Rússia não quer estrangeiros, mas eles precisam rever seriamente a forma como trata os estrangeiros e os jornalistas, porque vão sediar os Jogos de Inverno em 2014 e a Copa em 2018, dois dos maiores eventos esportivos do mundo.


Como foi o tempo que você ficou na prisão?
Dormia num quarto minúsculo com outras cinco pessoas. Fiquei 48 horas sem comer, mas eles me disseram que foi só porque esqueceram de me avisar da comida. Fiquei uma semana sem tomar banho, porque eles não davam toalha e estava muito, muito frio. Não posso dizer que fui maltratado pela polícia de imigração e pelos guardas da prisão, mas foi muito difícil.


Quem mais te apoiou para sair da prisão?
A embaixada brasileira em Moscou foi incansável, eles falaram até com a corte que tinha me condenado. A embaixada da Alemanha tentou ajudar, mas foi muito superficial.


Você já passou por alguma situação parecida como esta?
Não, nunca. Eu já passei por quase 70 países, até em países que são considerados mais problemáticos, na região do Oriente Médio, mas nunca passei por nada parecido.


Agora que saiu da Rússia, pretende voltar ao Brasil?
Ainda não. Tenho alguns trabalhos aqui na Geórgia e Armênia, mas devo voltar ao Brasil em março.


 

O papel da internet nas revoluções

Do Terra Magazine

Malcolm, Mubarak e Obama: A Revolução já é tuitada




Emerson Damasceno
De Fortaleza (CE)


Quando Malcolm Gladwell duvidou do poder de transformação da internet em artigo do ano passado na The New Yorker, já havíamos feito uma provocação aqui na coluna, citando o caso do Wikileaks como prova contrária. Os acontecimentos dos últimos dias, envolvendo a Tunísia, Egito e espalhando medo nas ditaduras vizinhas travestidas de monarquias e repúblicas, mais uma vez mostram que o guru ocidental estava errado. Quando fez comparações às alianças existentes em movimentos civis dos anos 60 nos Estados Unidos da América com os círculos de relacionamento existentes através a internet, Gladwell ressaltou fortes elos nos primeiros e desmereceu os últimos. Estava errado mesmo, ou foi ingênuo em achar que as novas tecnologias não têm o condão de estabelecer elos tão fortes quanto os que derrubaram a segregação racial que incendiou os EUA no século passado.


Os protestos que vem tomando conta do Egito, minando as forças políticas longevas do Presidente Hosni Murabak, não deixam de ser mais uma prova de que a nova era da informação veio para ficar e seu alcance ainda é uma incógnita para todos. E é diferente sim. Ao mesmo passo que Cuba e China tentam à sua maneira impedir a internet livre para sua população, o emblemático "desligamento" da internet no Egito, tentativa desesperada de cessar o turbilhão de protestos e críticas ao status quo cuja base maior é a Rede, mostra que a livre informação faz mal sim a qualquer país que pense a democracia como uma mera palavra. Enquanto isso, na Jordânia, antes que a onda política lhe atinja, o rei Abdullah II tratou de modificar o governo, buscando acalmar as ainda tímidas manifestações em seu reinado.


As redes sociais vêm desempenhando mais uma vez um papel fundamental. Mesmo com a internet "desconectada" pelo governo egípcio, o Google e o Twitter (mais uma vez ele) conseguiram dar voz aos dissidentes, ao criar uma conta específica para que as pessoas, através de seus telefones, enviassem recados transmitidos pelo perfil @speak2tweet. As mensagens gravadas estão disponíveis para quem acessar o Twitter. O caso lembra um fato recente ocorrido logo após um ataque sofrido pelo site Wikileaks, que o tirou do ar. Somente o perfil no Twitter serviu de elo de ligação com o público do site, até que depois vários "mirrors" (espelhos) do site, começaram a ser publicados em outros endereços da Web.


Vale lembrar também que os EUA estão bem mais envolvidos com os protestos que varrem o Oriente Médio, do que possa parecer. Um dos planos do Governo Obama, orçado em alguns milhões de dólares, é relativo à livre internet de países considerados não democráticos, principalmente os ligados ao Islamismo e à China. Fontes do Governo americano declararam que já atendem mais de 40 países, inclusive com programas e instruções para que os ativistas furem bloqueios de firewall e outras artimanhas utilizadas para controlar a livre manifestação. A posição do governo Obama, entretanto, acaba sendo contraditória quando se trata de seu próprio quintal. Um dos criadores da Web, durante a Campus Party Brasil que terminou na semana passada em São Paulo, foi incisivo ao criticar o plano interno que busca justamente o controle da internet. Tim Berners-Lee é um dos ativistas contrários ao COICA (Combating Online Infringement and Counterfeits Act), que encontra forte polêmica nos EUA, pois na prática poderá ferir a privacidade dos usuários e evidenciar um verdadeiro controle Estatal da internet. Também não deixa dúvida alguma a posição dos EUA quando a internet livre lhe causa transtornos, como é o caso do Wikileaks de Julian Assange.


O que se pode dizer de tudo isso? Enfim, Talvez nem Gladwell pensasse que sua frase pudesse vir a ser colocada à prova de forma tão rápida, afinal o autor de The Tipping Point é uma espécie de guru do pensamento moderno para muitos no Ocidente. Além disso, a internet livre vem causando cada vez mais baixas, e creio que a tendência será piorar. A chegada da banda larga em Cuba, aliás, justamente agora, através de um acordo com a Venezuela de Hugo Chavez, mostra isso. Segundo informações oficiais, será uma internet rápida, mas, controlada pelo Estado, por razões econômicas, dizem. A outra razão, é que o embargo econômico à Ilha de Fidel por parte do Tio Sam impede que cabos de fibras óticas cheguem a Cuba. Mais uma das incoerências da geopolítica, aliás.



Despejo no Jd. Prainha

Abaixo, dois vídeos retirados dos posts do Maria Fro sobre o despejo e a história do Jardim Prainha, que fica no Grajaú, às margens da represa Billings, extremo sul de São Paulo.


Aliás, a rede extremo sul traz vídeos muito bacanas - acima de tudo, humanos - sobre outras localidades de São Paulo também esquecidas pelo poder público e que a sociedade só acompanha pela tela plástica da TV. É enriquecedor ter outras visões mais plurais e próximas de pessoas tão maltratadas e, quase sempre, incompreendidas.


[vimeo http://vimeo.com/19503671]

[vimeo http://vimeo.com/16001727]

Violência contra a imprensa no Egito

Do Opera Mundi



Jornalistas brasileiros são detidos, vendados no Egito e obrigados a voltar para o Brasil


Enviados para o Egito para a cobertura da crise política no país, o repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos, vendados e tiveram passaportes e equipamentos apreendidos. Desde quarta-feira (02/02) à noite até esta manhã, Corban e Gilvan ficaram sem água, presos em uma sala sem janelas e com apenas duas cadeiras e uma mesa, em uma delegacia do Cairo.


“É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer. Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu”, afirmou Corban, que volta na sexta-feira (04/01) com Gilvan para o Brasil.

Para serem liberados, os repórteres foram obrigados a assinar um depoimento em árabe, no qual, segundo a tradução do policial, ambos confirmavam a disposição de deixar imediatamente o Egito rumo ao Brasil. “Tivemos que confiar no que ele [o policial] dizia e assinar o documento”, contou Corban.
No caminho da delegacia para o aeroporto do Cairo, Corban disse ter observado a tensão nas ruas e a movimentação intensa de manifestantes e veículos militares nos principais locais da cidade. Segundo ele, todos os automóveis são parados em fiscalizações policiais e os documentos dos passageiros, revistados. Os estrangeiros são obrigados a prestar esclarecimentos. De acordo com o repórter, o taxista sugeriu que ele omitisse a informação de que era jornalista.

Há dez dias, o Egito vive momentos de tensão em decorrência de onda de protestos contra a permanência de Hosni Mubarak na presidência do país. A situação se agravou ontem, depois que manifestantes pró e contra o governo se enfrentaram nas ruas das principais cidades egípcias.
De acordo com as Nações Unidas, até agora, mais de 300 pessoas morreram nos confrontos e cerca de 3 mil ficaram feridas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Policiais disfarçados chicoteiam opositores do regime no Egito

Do Blog do Nassif

Os policiais de Mubarak






Por Fernando Augusto Botelho - RJ



Policiais disfarçados em cavalos e camelos chicoteiam o povo na Praça Tahrir no Cairo

A FARSA CAIU: São policiais disfarçados que formam o grupo de simpatizantes do ditador Hosni Mubarak.

Globo News dia 02-Fev-2011 às 14h49 da TV Rede Globo do Brasil.

Local: Praça Midan Tahrir, Cairo, Egito. Mapa: http://maps.google.com/maps?f=q&s...






Você é aquilo que você educa

Do Estadão, via @pordentrodoenem



Número de formandos em cursos que preparam docentes cai 50% em 4 anos


Queda entre 2005 e 2009 atinge os que concluíram cursos de Pedagogia e Normal Superior







O número de formandos nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica - como Pedagogia e Normal Superior - caiu pela metade em quatro anos, segundo os últimos dados do Censo do Ensino Superior, realizado anualmente pelo MEC. De 2005 a 2009, os alunos que concluíram essas graduações foram de 103 mil para 52 mil, o que comprova o desinteresse dos jovens pela carreira.

Houve queda também nos graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e últimos anos do fundamental - em 2005 foram 77 mil, contra 64 mil em 2009. No mesmo período, o total de concluintes do ensino superior no País cresceu de 717 mil para 826 mil.

Ao mesmo tempo em que o Brasil forma menos professores, o número dos que estão em sala de aula sem diploma vem crescendo. Em 2009, docentes sem curso superior somavam 636 mil nos ensinos infantil, fundamental e médio - cerca de 32% do total. Em 2007, eram 594 mil.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, a queda na quantidade de formandos é "preocupante". "Os municípios se preparam para ampliar o número de matrículas para crianças de 4 e 5 anos, que se tornarão obrigatórias em 2016. Isso projeta um cenário de falta de docentes", afirmou.

Especialistas em ensino alertam que o Brasil já enfrenta um déficit de professores nas redes públicas. "Muitos desses formandos preferem seguir na área acadêmica, ir para colégios particulares ou atuar em outras áreas, onde ganham mais. Eles não vão para as escolas públicas", diz Mozart Ramos Neves, membro do movimento Todos Pela Educação.

Para reverter o quadro e trazer mais jovens para o magistério, Neves aponta três medidas. "Precisamos de um salário inicial atraente para o jovem, ter uma carreira promissora e dar boas condições de formação e de trabalho", recomenda. "Enquanto não houver um pacto nacional pela valorização do professor, não resolveremos o problema."

A coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Márcia Malavasi, diz que a desvalorização do magistério tem feito muitos docentes abandonarem a carreira e muitos jovens desistirem antes mesmo de entrar na faculdade. "Ao procurar informações sobre a profissão e conversar com quem atua na área, os jovens não têm ouvido boas recomendações e se desmotivam", afirma.

Márcia também diz que os alunos, de forma geral, acabam prejudicados pelo fenômeno. "O professor que está em sala deixa claro que não gostaria de estar lá - e mesmo assim o aluno precisa se submeter. Isso cria um ambiente desfavorável ao aprendizado", explica.

A coordenadora lembra, porém, que existem exceções. "Professores em algumas escolas particulares têm bons salários e se sentem valorizados."

Plano B. Quem entra no curso de Pedagogia, além do amor pela sala de aula, costuma ter também um plano alternativo de carreira. É o caso de Regiane Ferreira, de 22 anos, que cursa o último ano de Pedagogia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "Assim que me formar, vou tentar um mestrado. Quero seguir a carreira acadêmica", conta. "Vou tentar conciliar a pós-graduação com dar aulas na rede municipal de Marília, mas, se não der, posso pedir uma bolsa."

Músico profissional, Welington das Neves Moreira, de 53 anos, terminou há um semestre o curso de Pedagogia e diz estar animado para tentar um concurso e dar aulas na rede pública de São Paulo. "Sei que não é uma carreira fácil, mas tive boas experiências nos estágios. Se não der certo, continuo tocando."





 

Mais do que múmias

Do Opera Mundi



Museu Nacional do Cairo é atingido por coquetéis molotov ‎


O Museu Nacional do Cairo, o maior e mais antigo museu do Egito, foi incendiado nesta quarta-feira (02/02) por coquetéis molotov lançados por manifestantes que se enfrentaram na praça Tahrir no centro da capital egípcia, segundo a rede de televisão Al Jazeera.


Efe (31/01/2010)

Imagem do Museu Nacional do Cairo, um dos museus mais antigos do mundo


Segundo a Al Jazeera, dezenas de coquetéis molotov foram lançados contra uma das laterais do museu a partir dos terraços de prédios vizinhos. Enquanto isso, o exército tentava sufocar as chamas na praça Tahrir.

Uma testemunha disse à Al Jazeera por telefone que "policiais e pistoleiros do PDN", o governante Partido Nacional Democrático, lançaram as bombas contra o museu e garantiu que têm em seu poder carteiras policiais e de membros da formação política de Mubarak encontradas com os supostos atacantes. A testemunha garantiu que conseguiram capturar "46 pistoleiros" que foram entregues aos soldados e assinalou que o exército fez alguns disparos para o ar.

Após a retirada da polícia das ruas na sexta-feira à noite, o museu, que guarda joias da época faraônica, como o tesouro achado no túmulo do rei Tutancâmon, foi vítima do vandalismo. O recém-nomeado ministro de Estado de Antiguidades, Zahi Hawass, assinalou que durante os atos de vandalismo 70 peças foram danificadas. Não há estimativas sobre as perdas de hoje.

Ajuda internacional

Com a escala das tensões no Egito, organizações e museus ao redor do mundo, mas principalmente na Europa, se ofereceram para proteger peças pertencentes a museus eugípcios.

"Todos nós, que somos amigos do Egito, podemos ajudar com os esforços para impedir os saques de sítios arqueológicos, lojas e museus. Para isso, devemos focar o comércio internacional de antiguidades", informou em comunicado à imprensa o Museu Petrie de Arqueologia Egípcia, em Londres.

Karen Exell, presidente da Sociedade de Exploração do Egito, britânica, e curadora da coleção egípcia do Museu de Manchester, disse que, além de ofertas de ajuda, foi emitido um alerta internacional para identificar artefatos roubados. Um dos alertas foi postado num mural eletrônico global de egiptólogos por uma equipe de arqueólogos espanhóis que se ofereceu para ajudar a catalogar artefatos.

O Egito foi palco de uma das maiores civilizações da antiguidade, fato que é também uma importante fonte de receita turística para o país. O Museu Britânico, que possui uma das maiores coleções mundiais de antiguidades egípcias, incluindo a famosa Pedra de Rosetta, pediu mais proteção do patrimônio histórico-cultural egípcio.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Desrespeitável público!





O bom, o mau, o feio e o estadunidense

Do Opera Mundi


Wikileaks: Documento revela como Consulado dos EUA em SP classifica brasileiro


Durante o processo de triagem para obtenção de vistos temporários de trabalho nos Estados Unidos, o Consulado norte-americano em São Paulo usa uma classificação interna que compara os solicitantes a bandoleiros e golpistas do cinema, segundo um documento divulgado pelo Wikileaks ao jornal Folha de S.Paulo.


Em uma mensagem enviado em dezembro de 2005 consta que o ex-cônsul-geral dos EUA em São Paulo Christopher J. McMullen divide os candidatos em “bons”, “maus” e “feios”, em referência ao filme The Good, The Bad and The Ugly, de 1966 (na versão brasileira, Três Homens em Conflito).





No carta do filme, o bom, o mau e o feio, respectivamente

No filme, o personagem “bom” é um pistoleiro de modos refinados que, mesmo dando pequenos golpes, é o mais ético do grupo. No consulado, os “bons” são jovens de classe média e de boa escolaridade que tentam ir aos EUA para trabalhar em hotéis, estações de esqui e cassinos para ganhar dinheiro, melhorar o inglês, mas planejam voltar ao Brasil.

Já o “mau” é desprovido de ética. Na avaliação do consulado, são parentes ou amigos de imigrantes ilegais brasileiros em busca de emprego em lavanderias e peixarias e representam grande risco porque muitos, com o visto, não voltam para o Brasil. O “feio” é rude e tem aparência descuidada. Para o consulado, são pessoas “desqualificadas, pobres e desesperadas”, descreve o documento.

No despacho, o consulado relata ter entrevistado 1.515 candidatos a visto de trabalho de janeiro a novembro de 2005, com índice de negação de 49% em relação ao ano anterior.

"Da próxima vez que estiver apostando em Connecticut ou subir numa cadeira de teleférico em alguma estação de esqui, sugiro que cumprimente os empregados com "bom dia" [assim, em português]", afirmou o cônsul Christopher J. McMullen, em referência ao alto número de brasileiros que viaja aos EUA a trabalho.

O consulado diz que, em vez de pagar para atravessar ilegalmente a fronteira pelo México para conseguir entrar nos EUA, os candidatos têm conseguido petições de trabalho fraudulentas por 3 mil reais.

"Invariavelmente, os candidatos pedem dinheiro emprestado ou vendem o carro para conseguir o dinheiro do visto. Com frequência, quem conseguiu o visto no ano anterior desaparece na imensa população de imigrantes ilegais brasileiros em Massachusetts", segundo o documento.

Imigrantes pagam aos “coiotes” para cruzar ilegalmente a fronteira sob condições precárias, seja por túneis clandestinos, em cima de trens ou pelo rio, conforme mostrou reportagem especial do correspondente do Opera Mundi no México.


 

Diferentes maneiras de dar uma notícia

Via Jessica Mota, por email


De um mesmo conto, aumenta se um ponto.
Se história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil? Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.


Jornal Nacional
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'
(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.'


Programa da Hebe
'...que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'


Cidade Alerta
(Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!


Superpop
(Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'


Globo Repórter
(Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.'


Discovery Channel
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.


Revista Veja
Lula sabia das intenções do Lobo.


Revista Cláudia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.


Revista Nova
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!


Revista Isto É


Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.


Revista Playboy
(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'.


Revista Vip
As 100 mais sexies - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!


Revista G Magazine
(Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.


Revista Caras
(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'


Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?


Revista Tititi
Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.


Folha de São Paulo
Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.


O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.


O Globo


Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.


O Dia
Lenhador desempregado tem dia de herói


Extra
Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!


Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!


O Povo
Sangue e tragédia na casa da vovó.


Correio da Bahia e TV Bahia
Menina usando um chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador não se manifesta