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sábado, 8 de janeiro de 2011

Enchentes escondidas na Folha

É ridículo ver como a grande imprensa paulista, nesse caso a Folha de S. Paulo, trata determinados assuntos. É óbvia a prioridade para destruir certo governo e esconder as falhas e omissões gravíssimas daqueles que administram nossa cidade e nosso estado.


As enchentes em São Paulo ganharam, na primeira página, o destaque de um pé de página, unicamente acima da tal árvore acorrentada no Centro que a Folha cismou nesses tempos. Já no caderno de Cotidiano, pouco mais de meia página - C4 (página par, ou seja, menos visível do que a ímpar e, portanto, mais desvalorizada para anúncios).


Ah se fosse a Dilma a responsável por manutenção de córregos e demais aparatos para evitar as enchentes...


PS.: Enquanto uns falam de menos, outros, como o bom e velho Datena, insistem em falar demais, de forma desmedida e também descomprometida com o jornalismo de fato.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mais uma da Folha

Do JornalismoB

O revanchismo da Folha contra Dilma

16 novembro 2010

Em 2008, quando o governo federal trouxe à tona o debate sobre a abertura dos arquivos da Ditadura Militar, boa parte da imprensa dominante brasileira alinhou-se aos militares de pijama e aos mais diversos setores da direita brasileira para dizer que se tratava de revanchismo. A gritaria foi tanta, fortalecida pelo discurso conservador da grande mídia, que os setores mais combativos do governo arrefeceram.

A revisão da Lei da Anistia não saiu, os arquivos da Ditadura continuaram fechados, todos nós continuamos cegos, surdos e mudos, continuamos ignorantes, o conhecimento sobre o passado brasileiro está logo ali, mas ninguém pode tocá-lo. Index Librorum Prohibitorum.

Pois alguns arquivos esses mesmos personagens querem abrir. Os personagens das trevas, da ignorância, da Idade Média, da obscuridade. O jornal Folha de S. Paulo comemorou, nesta terça-feira, uma vitória na Justiça. Depois de uma verdadeira batalha judicial, poderá ter acesso ao processo da Ditadura Militar contra a presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

A ânsia da Folha em ter acesso a esses arquivos estranhamente não se reflete em qualquer vontade de ver abertos todos os outros, os arquivos que tratam de torturas, assassinatos e outras agressões dos militares de 64 aos cidadãos, à sociedade, e à democracia brasileira. Abrir esses arquivos seria revanchismo, dividiria o país, traria confrontos desnecessários, blábláblá.

É claro que a Folha queria mesmo é ter tido acesso a esses documentos antes das eleições que elegeram Dilma contra o candidato do jornal e do PSDB, José Serra. Como não deu, agora deverá usar as informações para tentar criar crises em um governo que ainda nem começou, mas já incomoda. A derrota eleitoral não foi bem assimilada, e o revanchismo está, agora sim, presente.

Vale esclarecer que são documentos diferentes, presos em instâncias diferentes. O processo de Dilma esteve aberto para consulta durante muitos anos, e só nas vésperas da eleição, com a então ministra já cotada para ser a sucessora de Lula, a Folha interessou-se. A Justiça impediu o acesso para que não fosse feito uso eleitoral. Os tais “arquivos da Ditadura”, pelo contrário, estão lacrados desde sempre.

Na próxima semana, quando a ata da sessão que aprovou a liberação dos arquivos for publicada, a Folha poderá usar os dados. O que sairá daí é esperar para ver. Mas não custa redobrar a atenção. O revanchismo está à solta.

domingo, 7 de novembro de 2010

As trapalhadas da Folha de S. Paulo

As trapalhadas desse jornal não se resumem a apenas brigar com fatos e informações, mas aos péssimos atendimento e distribuição. Hoje, definitivamente, decidi não mais renovar minha assinatura do jornal Folha de S. Paulo.


Nos últimos tempos me entregaram jornal amassado, molhado, rasgado e tiveram a pachorra de me mandar um jornal do dia anterior! Sim, na terça-feira, recebi o jornal de segunda! Jornal do futuro ou do passado?


Nessa bela manhã de domingo de deparo com uma primeira página rasgada. Fiz minha milésima reclamação e a atendente, em um tom de arrogância, me disse:


- É o direito que o senhor tem. Cancele.


Por isso, tenho o direito de pedir que aqueles que forem assinar um jornal não assinem o tal jornal do futuro, "plural e apartidário".


Claro, sugiro a assinatura àqueles que tenham cachorro, porque, nesse caso, nunca falta utilidade para esse tipo de papel...


E por falar em absurdo...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O diabo e a política

Texto de Carlos Heitor Cony - publicado na Folha de S. Paulo em 29/11/2005.

O diabo e a política

Sempre que leio os jornais, lembro uma historinha que nem sei mais quem me contou. Naquela aldeia, todos roubavam de todos, matava-se, fornicava-se, jurava-se em falso, todos caluniavam todos. Horrorizado com os baixos costumes, o frade da aldeia resolveu dar o fora, pegou as sandálias, o bordão e se mandou.

Pouco adiante, já fora dos muros da aldeia, encontrou o Diabo encostado numa árvore, chapéu de palha cobrindo seus chifres. Tomava água de coco por um canudinho, na mais completa sombra e água fresca desde que se revoltara contra o Senhor, no início dos tempos.

O frade ficou admirado e interpelou o Diabo:

- O que está fazendo aí nesta boa vida? Eu sempre pensei que você estaria lá na aldeia, infernizando a vida dos outros. Tudo de ruim que anda por lá era obra sua - assim eu pensava até agora. Vejo que estava enganado. Você não quer nada com o trabalho. Além de Diabo, você é um vagabundo!

Sem pressa, acabando de tomar o seu coco pelo canudinho, o Diabo olhou para o frade com pena:

- Para quê? Trabalho desde o início dos tempos para desgraçar os homens e confesso que ando cansado. Mas não tinha outro jeito. Obrigação é obrigação, sempre procurei dar conta do recado. Mas agora, lá na aldeia, o pessoal resolveu se politizar. É partido pra lá, partido pra cá, todos têm razão, denúncias, inquéritos, invocam a ética, a transparência, é um pega-pra-capar generalizado, eu estava sobrando, não precisavam mais de mim para serem o que são, viverem no inferno em que vivem.

Jogou o coco fora e botou um charuto na boca. Não precisou de fósforo, bastou dar uma baforada e de suas entranhas saiu o fogo que acendeu o charuto:

- Tem sido assim em todas as aldeias. Quando entra a política eu dou o fora, não precisam mais de mim.

Original aqui

Privatizações

Um dos editoriais da Folha de São Paulo de hoje (13/10) critica o que teria se tornado a empresa brasileira de Correios e enaltece o que achama de "benéficas privatizações de setores ineficientes da economia brasileira". Seriam dessas boas privatizações, a Telefonica um exemplo?