quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Explosão em 1996 deixou 42 mortos em shopping da Grande São Paulo

É bom não esquecer o fato, para que a negligência de alguns, que resultou em um grave acidente no Osasco Plaza Shopping, em 11 de junho de 1996, não vitime outras pessoas no shopping Center Norte e arredores.


Um vazamento de gás, cuja manutenção era responsabilidade da Ultragaz, na praça de alimentação do centro de compras, em plena véspera do dia dos namorados, ocasionou uma explosão que destruiu uma enorme parte do local, matou 42 pessoas e deixou mais de 300 feridas.

Em 1999, a Justiça paulista condenou cinco pessoas pelo “acidente”: o diretor comercial do shopping e quatro engenheiros, porém, todos foram absolvidos em 2005 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que alegou falta de provas. A indenização total paga às vítimas ultrapassou os 25 milhões de reais.


Obviamente, é necessário separar ambos os casos: no de Osasco, a negligência ficou por parte da administração do shopping e da Ultragaz, responsáveis pelo encanamento de gás, já no Center Norte o buraco é mais embaixo, pois a construção, de 1984, se deu sobre um lixão, até hoje em decomposição, cujo gás gerado pelo processo não é drenado como deveria.


E o que é pior: não se descobriu agora, o problema se arrasta desde o ano passado. As medidas tomadas não diminuíram a concentração do metano, e uma explosão é iminente.


Quem diz isso é a CETESB. O shopping contesta. Mas, afinal, será que nesse embate os freqüentadores do Center Norte e arredores estão seguros? Aliás, não seria o momento de rever todas as construções construídas sobre antigos aterros? Ou vão esperar explodir, para ficar ainda mais evidente que o forte das autoridades paulistanas é a negligência?


Veja aqui a cobertura dos 15 anos da explosão do portal do Estado.
Em tempo: Center Norte ganha liminar e fica aberto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

E perguntam porque vai mal o jornalismo

Do Comunique-se

Estudantes de comunicação escrevem mal e perdem para os da área de exatas


Izabela Vasconcelos


Uma pesquisa indicou que os estudantes de Comunicação Social têm pior desempenho na escrita do que os universitários da área de exatas, como Engenharia, por exemplo. No estudo, os engenheiros obtiveram a melhor avaliação e 87,5% conseguiram passar nos testes. Na outra ponta estão os alunos de Comunicação, 65,3% deles foram reprovados. A pesquisa foi conduzida pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), centro de recrutamento e seleção de estagiários.


O teste foi feito entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2011 e dez mil candidatos a vagas de estágio realizaram um ditado de 30 palavras, que permitia até seis erros. Dentre as palavras avaliadas estavam: desajeitado, autorizar, exceção, seiscentos e anexo.


Para a coordenadora de Recrutamento e Seleção do Nube, Natália Caroline Varga, a constatação surpreendente é o retrato da falta de candidatos qualificados para as carreiras que elegeram. “Isso nos mostra um pouco como está o mercado: temos muitos candidatos, mas poucos qualificados para algumas áreas”, explica.


Segundo ela, muitos estudantes ainda não têm noção da área que escolheram e não investem na leitura e escrita. “Muitos escolhem a profissão sem ter noção do que acontece no dia-a-dia. Alguns escolhem Jornalismo achando que vão apenas aparecer na TV e não fazer vários tipos de matérias diferentes, como acontece”.


Natália também acredita que os estudantes se preocupam com outros idiomas e cursos, mas esquecem da própria língua. Por outro lado, gastam muito tempo com entretenimento. “Os estudantes passam horas nas redes sociais, o que não ajuda na melhora do Português. Também falta incentivo à leitura nas escolas e nas próprias universidades”, conclui.


sábado, 17 de setembro de 2011

VÍDEO: Disciplina na escola


Durante aula de inglês, deparamos com uma sugestão do livro de estudos: a série britância That'll teach 'em.

Exibido de 2003 a 2005, o programa da emissora inglesa Channel 4 traz uma proposta interessante, no mínimo, diferente. Trinta adolescentes são colocados por quatro semanas em uma escola dos anos 50. Devem vestir uniformes, comer as refeições servidas à época e estar sujeitos a todas as rigorosíssimas regras de disciplina impostas pelos professores e pelo diretor. Os funcionários da escola passaram por um treinamento para incorporar na essência a verdadeira mentalidade dos professores nos anos cinquenta.

O conflito entre os estudantes e os docentes se dá em todos os aspectos: desde a proibição dos celulares, chocolates e todo o tipo de "contrabando" nos dormitórios até incorporar a palavra "sir" no final de cada frase dirigida aos mestres e ao diretor. Abaixo, o vídeo do primeiro capítulo da última temporada, de 2005 (infelizmente, não achei legendado).






sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VÍDEO: Mulher xinga deficiente na Paulista

Do blog Maria da Penha Neles
Na Avenida Paulista mulher xinga deficiente de lixo, de macaco

A Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, tem a cada dia que passa, se reafirmado como palco de preconceito, racismo, homofobia em nosso país.


A agressão foi dirigida a um morador de rua paraplégico.


Felizmente ela foi presa e autuada por crime Inafiançável de Racismo e Maus Tratos.


Lamentável e enojante!


domingo, 4 de setembro de 2011

ESPECIAIS: Good bye, New York City

Good bye, New York City 


Por Camila Savioli

Depois de um tempo... Voltei! Sim, leitores, este é o último post do especial de Nova York! Por isso, vou dar dicas de outros lugares para vocês conhecerem, comidas e estadia!

Bom, como todo bom turista de primeira viagem, a prioridade é escolher um ótimo hotel para ficar! Em Nova York, eu fiquei no Roosevelt Hotel. Ele fica na Madison Avenue, a duas quadras da 5ª avenida e três ou quatro da Times Square. Achei maravilhoso, porque está em um lugar estratégico... Você fica perto de tudo e há vários restaurantes e lojas ao redor. Ah, sem falar no ótimo atendimento que eu recebi lá! Dentro do hotel há boutiques de roupas e lojas de malas, bolsas, sapatos. É uma mais linda que a outra.


No saguão você encontra o bar. Das 6 às 11 da manhã, eles oferecem o café da manhã. No bar é self service, portanto, você paga o que você pegou para comer (óbvio rs). Do outro lado, há um Buffet com uma variedade maior de coisas para comer. Mas você paga 26 dólares por pessoa. Sinceramente? Eu achei muito caro para um café da manhã. Acho que vale a pena pagar esse preço aquelas pessoas que comem muito mesmo! Mas mesmo assim, não ia deixar de comer e matar a vontade de ter um belo café da manhã americano!


O jantar é servido a partir das 18 horas e termina às 23:30. Muito gostoso, também. A sobremesa era a melhor parte! Bolo de chocolate com recheio de sorvete! Ficaram com vontade, não é mesmo? Rs Ah, e o garçom que serviu a mim e a minha mãe fala português! Ajudou bastante! Rs


No hotel você tem sala com rede wi-fi, pode passar o seu tempo com o notebook. Não levou o computador? Não se preocupe, tem sala com computadores, mas você paga US$ 0,75 por minuto. Uma curiosidade: no Roosevelt Hotel não tem o 13º andar! Superstição? Acho que sim! Rs. Depois de um dia cansativo, de tanto andar naquelas ruas lindas e entrar em todas as lojas, tudo o que você quer é uma boa cama e uma ótima noite de sono! Sim, as camas do hotel são MARAVILHOSAS! Elas são mágicas! Você deita nelas e em minutos você dorme! São macias, com vários travesseiros e um edredom muito bom!



E as comidas? Os Estados Unidos tem a fama de ter só hambúrguer, cachorro-quente e muitas outras besteiras para comer. Sim, é verdade. Quando você for para lá, vá com este pensamento: eu vou engordar! Não tem como ir para os EUA e não comer hambúrguer ou outra coisa! Eu abusei mesmo, mas também fiquei só uma semana. Se tivesse ficado mais, ai sim teria que me policiar na hora de comer. Mas calma. Na Brazil Street há um restaurante brasileiro e dá para matar as saudades da nossa comida brasileira e esquecer um pouco dos lanches. Se eu não me engano, o restaurante se chama Brazilian Cuisine. Outra dica: quer comer bem? Então precisa gastar um pouco mais. Nos EUA tudo é barato, mas se você quer comer bem e em um restaurante bom, você irá gastar uma quantia razoável, às vezes mais do que imaginava. Ah, por favor, não se esqueçam de experimentar em Nova York ou em qualquer outro lugar do país: Waffles, panqueca com Maple Syrup, cachorro-quente e pizza. UMA DELÍCIA! Na foto, vocês vão ver o tamanho do pedaço de pizza que comi. Rs





Outros lugares que passei de ônibus, mas, infelizmente não teve como parar para descer foram: o Soho, que é um bairro muito fofo, estilo village, com restaurantes e boutiques muito fofas. Lá tem a loja Dash, das irmãs Kardashians. Muito lindo! E também o Centro Financeiro de Nova York! Bastante movimentado. Só consegui descer para conhecer o complexo World Trade Center. Há também a Corte de Nova York e a Prefeitura da cidade. Achei linda a arquitetura dos prédios. Quem for morar na cidade, terá que freqüentar muito essa região, pois é lá que se resolve a parte burocrática dos novos cidadãos de Nova York. E quem for ficar mais de uma semana na cidade, não se esqueçam de visitar pelo menos um museu. Recomendo o Museu de História Natural. Uma pena eu não ter ido, mas haverá outras oportunidades! Não deixem de ir à loja do M&M. Aquele lugar me encantou! Fica na Times Square.



Bom gente é isso! Primeiro eu quero agradecer ao meu amigo e dono do blog, Diego Moura, por ter me convidado para fazer este especial. Espero voltar para Nova York, ou outra cidade e ser convidada novamente para dividir essa experiência com vocês! Agradeço aqueles que tiraram uns 5 minutos do dia para ler os meus posts. Obrigada aqueles que leram, comentaram e criticaram. Foi muito importante para mim!

Para finalizar, vou deixar essa imagem linda de Nova York à noite. E também um vídeo com a música New York, New York de Frank Sinatra. Espero que vocês tenham gostado e que nas férias, Nova York esteja no roteiro de viagem de vocês! Obrigada e até uma próxima.



sábado, 20 de agosto de 2011

ESPECIAIS: Uma volta pelo Lincoln Center

Uma volta pelo Lincoln Center 


 Por Camila Savioli

No segundo City Tour que fiz em Nova York, eu não fazia a mínima idéia o que era o Lincoln Center. Mas ao chegar lá, me surpreendi! O lugar é lindo, chique e super organizado. A primeira coisa que vem à mente é que para assistir algum concerto ou ballet, você precisa de um bom dinheiro! Mas, estava enganada. Segundo o guia que estava com a gente, você pode assistir um bom concerto com apenas 25 dólares! E o melhor... Se você não tem absolutamente nada para gastar, você consegue assistir shows e peças de graça! Eles preparam tudo isso em volta do Lincoln Center. Muito legal! E na entrada do Lincoln Center, você lê nas escadas “bem-vindos” em todas as línguas! SHOW!
Lincoln Center
Agora vou falar um pouquinho sobre este lugar. O Lincoln Center for the Performing Arts é um complexo de edifícios que é sede de 12 companhias artísticas. Foi construído na época do plano de reurbanização de Robert Moses. Está localizado entre a Columbus Avenue e a Amsterdam Avenue e entre a West 62nd com a West 66th street, no Upper West Side, Manhattan.

Lincoln Center
Ao chegar lá, você já vê o Metropolitan Opera Association. É o maior palco de apresentações de óperas. Peter Gelb é o diretor geral da companhia. O diretor musical é o maestro americano James Levine. A companhia foi fundada em 1880. A Academia representava o mais alto círculo social na sociedade de Nova York. O Metropolitan Opera apresenta em torno de 220 performances anualmente.



Metropolitan Opera
Metropolitan Opera

Avery Fisher Hall
Ao lado do Metropolitan, você encontra o Avery Fisher Hall. O prédio é a atual sede da Orquestra Filarmônica de Nova York. Lá são realizados diversos eventos, como musicais, casamentos, cerimônias de graduação, etc. No dia que fui lá, tinha acabado de ocorrer a premiere do Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2. Imagina como que tava aquele lugar no dia! Rs. O Avery Fisher Hall foi construído em 1962 e o projeto arquitetônico é de Max Abramovitz.

Do outro lado, você também encontra o David H. Kock Theatre.

David H. Kock Theatre
É um teatro para balé e óperas. Originalmente, seu nome é New York State Theatre e a casa tem sido lugar de New York City Ballet e New York City Opera desde 1964. O teatro foi projetado por Philip Johnson. Este lugar também foi cenário do filme Cisne Negro. Todas essas escolas, desde sua fundação, receberam doações e recebem até hoje. Na foto, há um painel com os nomes de famílias influentes que doam parte do seu dinheiro em nome da arte.

Bom, hoje só falei desse lugar lindo e que vale muito a pena conhecer! No próximo - e último - post, vou falar sobre as comidas, algumas curiosidades e dicas para quando você viajar para Nova York! 

Não é mais um vídeo motivacional

Validation





quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Como a Educação é vista

Do Ensino Fundamental à Faculdade: a culpa pelas notas baixas nunca é do aluno, mas sempre do professor.

Matheus Sanchez, no Facebook.

sábado, 13 de agosto de 2011

ESPECIAIS: Empire State e World Trade Center

Empire State Building e World Trade Center


Por Camila Savioli
Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, qual é o prédio mais alto e famoso de Nova York? Sim, estou falando do Empire State Building! Quando você anda pela 5ª avenida, logo você enxerga o prédio! E de perto, é mais lindo ainda! O Empire State Building é um arranha-céu que fica na 5ª avenida com a 34th Street. Antigamente, no local do prédio, era uma fazenda de John Thonson no século XVIII. Foi projetado por Gregory Johnson e sua empresa de arquitetura Shreve, Lamb e Harmon.

O prédio foi construído em um ano e sua inauguração foi em Maio de 1931. A abertura do Empire State ocorreu na época da Grande Depressão dos Estados Unidos e, como conseqüência, muitos de seus escritórios não foram alugados. A famosa venda do prédio para Roger L. Stevens foi quebrada por um recorde de 51 milhões de dólares em 1951. Até esse ano, esse foi o maior preço já pago por um edifício na história do mercado imobiliário.

A iluminação do Empire State varia de acordo com os feriados ou eventos do ano. Como por exemplo, no dia de St. Patrick, o prédio fica iluminado com a cor verde.


Agora vou falar a verdade! Eu senti mais emoção ao ver o prédio do lado de fora do que dentro. Claro, a vista de NY do 102ºandar do Empire State é deslumbrante! Mas, como eram férias, estava muito cheio! Levei duas horas para subir até o último andar, porque tinha muita gente! Interessante mesmo é que até o 80º andar o elevador levou apenas 1 minuto para subir! A primeira parada foi no 86º andar. E, finalmente, 102º andar!  Para entrar no prédio, o ingresso custa 22 dólares. Se você quiser ir até o último andar, você paga mais 15 dólares. Poderia ser mais barato, mas tudo bem, o que valeu foi a experiência e a vista linda que eu tive da cidade!

Freedom Tower

No lugar do World Trade Center, estão construindo o Freedom Tower, que fará parte do complexo WTC. Será um edifício de 108 andares, mas apenas 82 andares serão ocupados. Agora, eles usarão vidros temperados nas janelas e nos lados da Freedom Tower com resistência única. Se eles forem atingidos por um avião ou míssil, não estourarão com violência e, sim, quebrarão rapidamente, virando pó. Haverá outros três edifícios para completar o novo complexo, além do World Trade Center Memorial, que também está em construção. Haverá também um museu que mostrará as diferenças das antigas e novas torres do WTC. A inauguração do prédio está prevista para 2013.

World Financial Center - interno

Por último, vou falar do World Financial Center. Esse prédio foi concluído em 1986 com 51 andares e fazia parte do complexo WTC com as ex-torres gêmeas. Foi muito danificado com a queda das torres. No complexo fica um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, o Winter Garden. Nas fotos que serão disponibilizadas, vocês irão ver que esse lugar é lindo e tudo foi destruído com os ataques. Em dois anos, eles conseguiram recuperar tudo. Achei demais.


Você encontrará os quadros das cinco cidades mais lindas do mundo. Claro que o Rio de Janeiro está lá, representando o Brasil. Além do Rio, há as cidades Sidney, Istanbul, Venice e Nova York. Mas quero que vocês prestem atenção no quadro de NY. Durante a visita, uma senhora perguntou ao guia se o pintor era espírita. Ele disse que não, mas a senhora retrucou, perguntando por que ele pintou a cidade de NY com as torres pegando fogo! O guia disse que era a neblina, mas a senhora mais uma vez falou: Desde quando a neblina é vermelha? Achei aquilo um pouco assustador. Afinal, esse quadro foi pintado de 1988 a 1989. Mas claro que, observando direito, a pintura retrata NY à noite, misturando a iluminação da cidade com a neblina. Mas, todos ficaram receosos no momento. Os quadros foram feitos pelo pintor Craig McPherson.

Veneza
Para finalizar, você encontrará no World Financial Center, um memorial que foi feito para os 11 funcionários da American Express que morreram nos ataques de 11 de setembro. O memorial é feito de mármore e a pedra que está no meio é um Quartzo que veio de Minas Gerais, segundo o guia que me explicou. Em volta do mármore, está escrito os nomes dos funcionários com mensagens dos familiares. E, em cada nome, pinga uma gota d’água representando uma lágrima. Não vou negar que ao chegar perto desse memorial, eu fiquei bastante emocionada.


Bom, desculpa se o post ficou enorme hoje, mas é que foram muitas coisas legais e interessantes que vi nesses prédios e não podia deixar de contar aqui. No próximo post, vou falar sobre o Lincoln Center.

50 anos, muito tempo

Você consegue mensurar o que são cinquenta anos?


Meio século. Mais de 18500 dias. Ou 438 mil horas. Ou ainda 26280000 minutos. Minha humilde vida não tem nem a metade desse tempo todo.


Hoje foi a missa de comemoração dos 50 anos do casamento dos meus avós maternos. Não preciso nem dizer: emoção pura. Meio século de carinho, respeito e muito amor. O que sou hoje devo muito, mas muito mesmo a vovô e vovó.


Fica até difícil comemorar, pois o casamento deu-se em três datas: a fuga, em janeiro de 1961 (meu bisavô era contra o casamento, então meu avô, pilotando num Jipe, num dia chuvoso, fugiu com minha avó), o casamento civil em março, e o religioso no mês seguinte.


História cinematográfica. E cada vez mais rara. Nem tanto pela questão da fuga - hoje, foge-se a todo instante e com qualquer um. Essas comemorações, e o forte abraço emocionado que dei no casal no final da celebração, me fizeram pensar em quão banal está nosso mundo.


Troca-se de marido e esposa como se troca de cueca. São cada vez mais raros os casais que alcançam longas datas juntos - e na mesma proporção aumentam os casais separados, cujos casamentos tornaram-se infernais ou simplesmente se desgastaram. Em dois, três anos, muitas vezes o "laço eterno" ou o "que a morte os separe" é desfeito como se nunca tivesse existido. Onde fica o amor? Por que as coisas não dão mais certo e duram mais?


Claro, eram outros tempos. A coisa era completamente diferente, a maneira de encarar as relações: elas eram para a vida toda e não meras letras assinadas num cartório. A palavra assumida diante do padre, pastor, juiz era levada à sério.


Estamos condenados ao mundo do rápido e do instantâneo, onde o duradouro não é mais possível.


Os laços indissolúveis da união não passam de um pacote de comida congelada: consumo efetuado, embalagem descartada.


E vocês, que acham disso?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Gaza às escuras na comunicação

Do Global Voices

Palestina: Escavadeiras israelenses consideradas responsáveis por cortar comunicação de Gaza

Tradução publicada em 10 Agosto, 2011 0:53 GMT · Veja o post original [en]

Escrito porAmira Al Hussaini


Relatos de um apagão total das telecomunicações estão aparecendo online em Gaza. No Twitter, os usuários estão culpando escavadeiras israelenses pela interrupção. Aqui está parte da conversa.
O egípcio Mohamed El Dahshan estava entre os primeiros a noticiar:

@TravellerW: BREAKING - Israeli bulldozers break cables, sever ALL COMMUNICATIONS- mobile, landline, internet -from Gaza! http://t.co/ASIIQ1W #Palestine

URGENTE - Escavadeiras israelenses destruíram cabos, interrompendo TODA COMUNICAÇÃO - celular, linhas fixas, internet- de Gaza! http://t.co/ASIIQ1W #Palestine

JalalAK_jojo esclarece:
@JalalAK_jojo: Note: It's been almost 6 hours since Gaza went into a sudden communication blackout due to Israeli bulldozers communication networks.

Nota: Já faz quase seis horas desde que Gaza entrou em um apagão súbito de comunicação [causado] por [ação de] escavadeiras israelenses [nas] redes de comunicação.

E o jornalista israelense Joseph Dana se mostra confuso:

@ibnezra: According to reports on twitter, communications from Gaza have been cut off. Unclear if it is Israel which cut them off
De acordo com relatos no twitter, as comunicações de gaza foram cortadas. Incerto se foi Israel quem cortou.

Da Jordânia, Ali Abunimah confere se algum de seus amigos palestinos consegue ler seus tuítes
@avinunu: Friends in Gaza can you read this? Report that Israel has cut off all phone/internet communications

Amigos em Gaza, vocês conseguem ler isto? Relatos de que Israel cortou toda comnicação por telefone/internet
Benjamin Doherty posta, com a mesma preocupação:
@bangpound: I’m checking up on my Gaza tweeps and none have said a thing in the last hour or so…

Estou conferindo meus seguidores em Gaza e nenhum falou nada na última hora ou mais…
E Andy Carvin, estrategista da NPR, respondeu:
@acarvin: @bangpound Twitter proximity search around Gaza. Not much posted. https://twitter.com/#!/search/near%3A%22gaza%22%20within%3A10mi

@bangpound Pesquisa do Twitter de proximidade em volta de Gaza. Não há muito postado. https://twitter.com/#!/search/near%3A%22gaza%22%20within%3A10mi

Dos EUA, Darryl Li tuíta sobre sua tentativa de contactar vários telefones fixos em Gaza, sem muito sucesso.
@abubanda: Have tried dialing multiple landlines in #Gaza via skype, including UN offices, getting error messages — not even ringtones.
Tentei discar para muitos telefones fixos em #Gaza via skype, incluindo escritórios da ONU, recebendo mensagens de erro - os telefones nem tocam
Ele continua:
@abubanda: So far, mobiles in #Gaza I have called have been giving me standard non-service messages

Até agora, os celulares em #Gaza que eu tentei ligar tem me dado as mensagens padrão de fora de serviço
E meia hora depois, ele acrescenta:
@abubanda: Still not getting any ringtones in #Gaza, except in one high-level UN office (sep network?). Have tried >30 numbers, landlines & mobiles

Ainda sem conseguir sequer que telefones toquem em #Gaza, exceto um escritório de alto nível da ONU (rede separada?). Tentei mais de 30 números, telefones fixos e celulares
Enquanto isso, Leila está com raiva e pede por ação:
@LSal92: Unbelievable! Israel is trying to completely shut off Gaza from the rest of the world. Stop your silence! Speak up! #Gaza

Inacreditável! Israel estátentando desligar completamente Gaza do resto do mundo. Acabem com o silêncio! Protestem! #Gaza
Em um pequeno artigo, Maan News também culpa (Ar) escavadeiras israelenses por cortar cabos e propiciar o apagão.

Para entender a 'guerra civil' em Londres


Do Diário do Centro do Mundo 

Como Entender Os Tumultos De Londres
9th agosto 2011 written by Paulo Nogueira

Uma pessoa salta de um prédio incendiado nos tumultos na Inglaterra

A discussão é familiar aos brasileiros. Vandalismo nas ruas: a direita afirma que os direitos humanos como que imobilizam a polícia e facilitam a ação dos meliantes. A esquerda afirma que a exclusão social é a origem dos problemas. A verdade está parcialmente contida em cada uma dessas duas visões.
Falo dos tumultos que assombram Londres desde a noite do último sábado. O que deflagrou o caos foi a morte pela polícia de um homem negro chamado Mark Duggan no bairro londrino de Tottenham. A namorada, a família e os amigos do morto dizem que ele era um homem de bem. A polícia tem outra versão: era um traficante de drogas e membro de uma gangue criminosa. Estava sendo procurado pela polícia. A página de Duggan no Facebook parece confirmar a versão policial, consideradas algumas fotos e informações, mas a controvérsia ainda está aberta. Indiscutível é que Duggan, na quinta-feira passada, foi morto pela polícia. Ele estava num minicab – um tipo de táxi de segunda linha de Londres — quando foi abordado. Foi baleado e morto – depois de atirar primeiro, conforme diz a polícia. Não há prova de que isso tenha acontecido.

          A morte de Duggan foi o estopim do caos
No sábado, um protesto pela morte de Duggan que começara pacificamente em Tottenham acabou degenerando em violência. Fogo em veículos e prédios, saques em comércio, enfrentamento com a polícia. Nos dias seguintes, o caos se espalhou por outras partes de Londres e da Inglaterra. Pode ter havido aí, sobretudo em outras cidades que não Londres, um fenômeno que em inglês é conhecido como copycat – a imitação de crimes.
Férias importantes – agosto é o mês em que as pessoas costumam sair na Inglaterra, o auge do verão – foram abortadas. O primeiro-ministro David Cameron e o prefeito de Londres Boris Johnson retornaram abruptamente à cidade. O policiamento foi substancialmente reforçado em número e em força. Era cogitado ontem o uso de balas de borracha para enfrentar as multidões vândalas. O impasse aí é que, se houver novas mortes por uma polícia mais armada, a confusão pode crescer em vez de cessar.
Por trás de tudo está um quadro de tensão social e racial que se exacerbou, nos últimos anos, por duas razões. Uma é a crise econômica que se colou na Inglaterra e na Europa já faz alguns anos. A outra é o terrorismo islâmico – que levou o inglês médio a ver com desconfiança e desagrado gente que não pareça com ele. Imigrantes e estrangeiros passaram a ser vistos como uma espécie de ameaça.
Duggan era negro. Tottenham tem uma forte comunidade negra.
Manifestantes ouvidos pelo jornal Guardian disseram que a polícia – os feds, no jargão das ruas – trata muito mal os negros. Algumas pessoas justificaram sua participação nos protestos dizendo que simplesmente “não tinham dinheiro”.
Que os negros ocupam uma posição secundária na sociedade britânica é fato. Nos Estados Unidos, movimentos combativos nos anos 50 e 60 – liderados por gente como Malcom X – ampliaram consideravelmente o espaço dos negros. Obama é fruto disso.
Na Inglaterra, apenas em 2002 um negro ocupou um ministério pela primeira vez. Hoje, no governo de Cameron, todos os ministros são brancos. O racismo na Inglaterra jamais foi tão sinistro como nos Estados Unidos. Mas em compensação os negros entre os britânicos jamais deixaram a periferia política e econômica.
Os tumultos dos últimos dias refletem exatamente um quadro de frustração que – até aqui – era quase sempre silenciosa.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cinema na Laje

Do Estadão

Cinema na Laje mostra a cara da periferia


Com pipoca e lanterninha, festival reúne obras de jovens da região do Jardim Ângela


08 de agosto de 2011 | 0h 00





Valéria França - O Estado de S.Paulo


O clima não poderia ser mais nostálgico. No alto de um morro, em um ponto que poderia funcionar como um mirante, será estendida hoje uma tela de projeção a céu aberto. Vai ter pipoca de graça e um lanterninha para ajudar os convidados a se acomodarem nas cadeiras de plástico para assistir à 1.ª Mostra de Cinema na Laje no bar do Zé Batidão, no Jardim Ângela, zona sul da cidade.


Tiago Queiroz/AE

Tiago Queiroz/AE

Telão. Moradores acompanham filmes e documentários independentes que foram realizados por jovens da região



Na tela, não haverá romance. O público verá filmes e documentários independentes, de baixo custo, produzidos por jovens dos arredores, que encontraram no cinema um meio de expressar a visão sobre temas que vão desde problemas sociais, como falta de moradia digna, à arte do grafite e do hip-hop.

O Cinema na Laje se inspirou na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que reúne produções independentes do mundo inteiro. "Não tem nada a ver com o que se vê nas salas comerciais de cinema", avisa o poeta Sérgio Vaz, idealizador da temporada.


Arte
. "Um evento como esse é legal porque reproduz o panorama denso da periferia", diz Daniel Fagundes, de 24 anos, curador do projeto. Estudante de pedagogia e cinegrafista, ele pertence ao Núcleo de Comunicação Alternativa (NCA), um coletivo que está na mostra com o filme Olhares Extremos, Grajaú em Cena. O documentário de 34 minutos registra a discussão sobre a influência da arte no contexto em que vivem.


E a arte tem um impacto grande na região. O cineasta Rogério Pixote, de 23, por exemplo, é um dos jovens do Jardim Ângela que todo sábado vão à redação do Papel Jornal, ONG formada por profissionais liberais que dão oficinas de texto, design e fotografia. Pixote é formado em Multimeios pela Pontifícia Universidade Católica e assina a direção de Amanhã Talvez, baseado em um conto homônimo de Vaz.

O filme conta a história de Asdrúbal, um trabalhador que sai todos os dias às 18 horas do emprego e chega às 23 horas em casa de cara cheia. Ouve queixas da mulher e se conforta em frente à TV, até que um dia encontra o anjo da morte. O primeiro trabalho do jovem diretor foi o documentário 2 meses e 23 minutos, filmado em um assentamento do MST em Itapecerica da Serra.

"Aqui na periferia temos jovens que fizeram faculdade, mas eles são os primeiros de uma linhagem que conseguiu concluir um curso superior", diz Vaz. "A mostra é uma forma de provocar. A periferia fica muito excluída dos processos culturais. Por isso, ela acontece em um bar. " Mas não em qualquer bar.

Centro cultural. O cinema será exibido na laje de José Rosa, mineiro de 63 anos, mais conhecido como Zé Batidão, que deixou seu espaço ser transformado em uma espécie de centro cultural da região. Ao lado do balcão de bebidas, há uma biblioteca com mais de mil títulos que a vizinhança pode consultar ou levar para casa e devolver depois.

No bar, toda quarta-feira, 250 pessoas ainda comparecem aos saraus literários. Entre os adeptos estão o MC e compositor Cocão, de 32 anos, que nasceu no Jardim Angela e até pouco tempo trabalhava como operário de uma grande indústria. "Sempre gostei de música, e um dia ouvi dizer que aqui no bar rolava uma coisa muito louca. Era o sarau."

Cocão só observava. "Um dia tomei coragem e fui lá na frente declamar os meus raps. E foi muito bom." Hoje, o músico trabalha com Vaz e uma equipe de 10 moradores da região, que formam uma espécie de diretoria da Coperifa, que organiza todos os eventos culturais realizados no bar do Zé Batidão.

"A ideia é incentivar as pessoas a entrar em contato com a literatura", explica Vaz. Os participantes se emocionam, choram, e descobrem que podem ser reconhecidos e valorizados pela comunidade pelo que fazem. "Um senhor veio no sarau e depois de se apresentar disse que nunca tinha sido aplaudido antes na vida", conta Zé.

O sarau está completando dez anos. E a mostra de cinema, que, foi organizada para comemorar a data, acontece todas as segundas-feiras até 5 de setembro.

ALGUNS FILMES

Vídeo e Luta Popular
O filme debate o projeto de revitalização do centro de São Paulo, além de mostrar o cotidiano de quem luta por uma moradia digna. Hoje.


Felisburgo 
A partir da invasão do acampamento Terra Prometida, em Felisburgo (MG), quando cinco trabalhadores foram mortos, o documentário fala da violência no campo e reforma agrária. Hoje.

Ficção contra a realidade
Depois de tantas dificuldades, a trupe autodenominada Fulero Circo, formada por desempregados e trabalhadores ocasionais, viajou pelo Brasil para apresentar sua peça O mistério do novo. Dia 15.


Olhares extremos - Grajaú em Cena
Artistas do distrito do Grajaú, na zona sul de São Paulo, discutem como fazer um documentário e qual o potencial de sua arte no contexto em que vivem e trabalham. Dia 22.


Tragicomédia Brasileira - O Incrível Encontro
No aniversário de 500 anos do Brasil o CETE (Centro Experimental Teatro Escola) e o ator e diretor Antônio Pedro convocam diversas pessoas para uma experimentação teatral coletiva. Dia 29.


O Sequestro da Cultura Brasileira 
Filme de ficção sobre a "alta cultura" versus a cultura das ruas. Dia 29.

Cultura de Rua - Nos tempos da São Bento
Rodado entre os anos de 2007 a 2010, é um documentário que busca a memória coletiva do hip-hop. Dia 5 de setembro.


Linha de Ação
Primeiro episódio de uma série de crônicas sobre culturas urbanas e arte coletiva nas periferias do mundo. Dia 5 de setembro.


Serviço

1ª MOSTRA DE CINEMA NA LAJE. RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797, JD. ÂNGELA, ALTURA DO Nº 1000 DA EST. DO M´BOI MIRIM. ÀS 20H, DE HOJE A 5/09.




domingo, 7 de agosto de 2011

ESPECIAIS: Central Park

CENTRAL PARK

Por Camila Savioli
Quem nunca ouviu falar no mais famoso parque de Nova York? Sim, leitores, estou falando do Central Park! Esse parque é MARAVILHOSO! É ótimo para caminhar, correr, fazer piquenique, andar de bicicleta ou charrete e o melhor... Apreciar aquela natureza linda.


O Central Park fica localizado no distrito de Manhattan e possui uma área de 3,4Km². Com 150 anos de existência, o parque recebe cerca de 25 milhões de visitantes por ano, além de ser cenário para muitos filmes e programas de TV (principalmente no seriado Friends), o que o tornou mais famoso ainda. Ele foi projetado por Frederick Law Olmsted e por Calvert Vaux. Apesar de parecer um parque natural, o Central Park é ajardinado e possui diversos lagos artificiais, trilhas para caminhadas, duas pistas de patinagem no gelo, um santuário vivo e campos diversos.

Durante o City Tour que fiz em Manhattan, em frente ao Central Park há o Dakota Building, um dos prédios mais famosos de NY. Famoso porque foi onde o cantor John Lennon morou e foi assassinado.

O edifício foi construído de 1880 a 1884. É localizado no Upper West Side. A arquitetura do prédio traz uma forte influência francesa com tendências arquitetônicas que se tornou muito conhecido na cidade de Nova York em 1870. O prédio recebeu o nome Dakota porque no momento em que foi construído, Upper West Side era pouco habitada e considerada como remota, assim como o território de Dakota.

Dakota Building
O prédio era a casa do cantor John Lennon a partir de 1973 e, também, onde foi assassinado. Na foto, você pode ver a entrada do prédio onde John Lennon foi morto. Uma curiosidade sobre este prédio é que um apartamento custa em torno de 18 milhões de dólares. Mas, a questão não é só ter o dinheiro. Aquele que quer comprar um apartamento no Dakota Building passa por uma assembléia feita pelo síndico e vizinhos. Eles irão avaliar a personalidade, educação e até a roupa que a pessoa veste. Se eles não gostarem de você, simplesmente, não poderá comprar o apartamento. E na assembleia, não falam o motivo da rejeição. Aliás, os moradores do Dakota já rejeitaram as cantoras Madonna e Mariah Carey.

Ao entrar no Central Park, você encontra o Memorial Strawberry Fields, que foi colocado em homenagem a John Lennon. Todo ano, a esposa do ex-beatle, Yoko Ono, marca o aniversário de morte de Lennon com uma vela acesa na janela de seu apartamento. No memorial, as pessoas costumam colocar comida e fazer pedidos. Na foto, o leitor pode ver que no memorial colocaram uma cestinha com pães.

Flatiron Building

E por fim, temos o Flatiron Building. Este edifício foi um dos primeiros arranha-céus construídos em Nova York. Foi inaugurado em 1902 e está localizado entre a 5ª avenida, a Broadway e a 23rd Street. O prédio foi desenhado pelo arquiteto Daniel Burnham. O edifício recebe o nome de Flatiron por ter o formato semelhante de um ferro de passar roupas. O bairro em torno do prédio recebeu o nome de Distrito Flatiron, logo após a sua construção. Espero que vocês tenham gostado e no próximo post, para dar continuidade sobre prédios, falarei sobre o Empire State e o World Financial Center.                 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Barraco virtual" funciona

Após fazer um "barraco virtual" ontem sobre a incompetência do serviço telefônico do Estadão e sobre sua forma de tratar os assinantes, fui contatado no Twitter para "solucionar" o problema: a não entrega do álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro 2011.


Marcelo Setsuo, Gerente de Atendimento dos jornais do grupo Estado, pediu por meio do Twitter para que eu enviasse os dados do problema, endereço e CPF para que a entrega fosse realizada.


No meio da tarde o álbum foi entregue em casa.


Há pouco mais de um mês, reclamei no Twitter sobre falhas de distribuição da revista Elle Brasil e no dia seguinte me enviaram uma mensagem pedindo os dados para solucionar os problemas.


"Xingar muito no Twitter" funciona. As empresas monitoram de perto as redes para saber o que o cliente acha dos serviços que presta.


Algo não funciona? Já ligou pro atendimento ao cliente e ninguém resolve? Reclame na internet.


Lembram do senhor com a geladeira da Brastemp?






terça-feira, 2 de agosto de 2011

IMPRESSIONANTE: Imagens do tsunami japonês de dentro de um carro

Átila Francucci via Twitter





Tolerância zero com estacionamento irregular

Do Estadão

Prefeito lituano destroi com tanque carro estacionado em local proibido

Em vídeo de sua página no YouTube, prefeito diz que esse será o fim de quem parar ilegalmente

Gabriel Toueg, do estadão.com.br - Atualizado às 17h43

Prefeito de Vilnius passa com tanque por cima de veículo estacionado em local proibido

VILNIUS, LITUÂNIA - O prefeito de Vilnius, capital da Lituânia, Arturas Zuokas, destruiu um veículo estacionado em local proibido na cidade. Com a medida, aparentemente encenada, Zuokas levou ao extremo sua política contra motoristas que não respeitam ciclofaixas na cidade, de 550 mil habitantes.

De acordo com um vídeo disponibilizado no canal do YouTube do prefeito, ele estava irritado com a quantidade de carros de luxo estacionados sobre faixas reservadas a ciclistas. "Nos últimos dias, carros caros têm estacionado ilegalmente neste mesmo local - um Rolls Royce e uma Ferrari", diz, mostrando imagens dos carros parados sobre a faixa.

"O que a cidade deve fazer com motoristas que acham que estão acima da lei?", pergunta. A "melhor solução", segundo ele, "parece ser um tanque". Em seguida ele entra no blidado, de terno e gravata, e o veículo passa por cima do carro estacionado. 




Em seguida, diz, de cima do tanque: "Isso é o que vai acontecer se você estacionar o seu carro ilegalmente". Depois de esmagar o Mercedes Benz S-Class, Zuokas ainda cumprimentou um sujeito que parece ser o dono do carro e sugere a ele estacionar legalmente "na próxima vez".

'Ação ilegal'

O jornalista Saulius Chadasevicius, do 15min.lt, portal de um jornal diário gratuito distribuído na rede de transporte público da cidade, questionou a ação do prefeito. Segundo ele, trata-se de um ato ilegal, já que o trânsito de veículos durante o fim de semana, quando o vídeo foi feito, é proibido naquela rua.
O trânsito de veículos pesados, como o blidado usado pelo prefeito, é sempre proibido no local. Ainda de acordo com Chadasevicius, o carro estava fora de uso há muitos anos e foi posicionado no local apenas para a encenação feita por Zuokas.

Segundo o blog do Washington Post, o prefeito é um entusiasta do uso de bicicletas. O prefeito ainda aparece varrendo os cacos de vidro do veículo destruído, logo antes de voltar a passear de bicicleta pelo local. As imagens teriam sido feitas no sábado, 30.

O atendimento do @estadao é um lixo

Vários anúncios anteriores diziam que na edição de 31/07 do jornal o Estado de S. Paulo viria com um álbum de figurinhas do Campeonato Brasileiro.


Fiquei no aguardo e não recebi o "presente" - destinado aos assinantes e a quem comprasse o jornal nas bancas. Estou no 4º mês de assinatura do jornal depois de ter cancelado a Folha de S. Paulo por uma série de problemas com o atendimento também.


Segunda-feira pela manhã, liguei para o setor de atendimento ao assinante. Depois de 4 tentativas, 40 minutos e muita paciência, expliquei a situação ao atendente. A moça me garantiu que "no prazo máximo de 3 horas" o álbum estaria em casa. Esperei em vão.


Às 17h liguei novamente, depois de 30 minutos na espera o atendente registrou meu pedido e afirmou que o álbum seria entregue com o jornal pela manhã. Disse que caso não chegasse, eu deveria entrar em contato para que uma punição fosse aplicada à distribuidora, responsável pela não-entrega.


Hoje, pela manhã, não havia álbum, apenas o jornal. Entrei novamente em contato com a Central do Atendimento ao Assinante - sim, o trouxa que paga R$ 69,90 por mês para ter o periódico em mãos. Após 15 minutos de espera, o rapaz me informou que até o final do dia o álbum da Panini seria entregue e registrou minha reclamação.


Como o álbum não chegou até agora pouco, liguei novamente.


Sabe o que me informou a moça que me atendeu após 20 minutos?


"Não há mais desse álbum para ser reposto".


Aí fiquei doido da vida. Esbravejei, xinguei e já deixei claro que não renovarei a assinatura do tal jornal.


Oras, você paga uma quantia absurda de R$ 69,90 por mês para ter um atendimento lixo como esse. É absurdo!


E vejam: é apenas uma droga de álbum de figurinhas. A gente percebe como quem se compromete a assinar e pagar pelos serviços vale para essas grandes corporações.


Somos apenas um número. E não ouse reclamar.


Qual jornal me resta agora para assinar e depois sofrer com péssimo atendimento?

ESPECIAIS: Língua portuguesa e brasileira?

Lusofonia: uma força ignorada, uma união despercebida


Por Luiz Nascimento*


Dando sequência à série especial “Desvendando Portugal”, tratarei neste texto da lusofonia, da língua que une Portugal e Brasil. A Língua Portuguesa talvez tenha sido o maior legado deixado por Portugal ao Brasil após a colonização. Graças ao período das Grandes Navegações e das descobertas lusitanas, hoje o Português é a língua oficial de oito países ao redor do mundo, sendo a 6ª língua mais falada do planeta. Há cerca de 270 milhões de pessoas que falam português ao redor do mundo. Deste total, praticamente 190 milhões situam-se no Brasil.


Desacordos nas alterações da língua


O legado deixado pelos portugueses há séculos faz do Brasil o maior país que possui o Português como língua oficial, ultrapassando com muita sobra o próprio país de Fernando Pessoa. No entanto, no último século mais especificamente, houve muitas discordâncias e desentendimentos entre os países falantes da Língua Portuguesa. Talvez o mais polêmico destes entraves tenha sido o mais recente Acordo Ortográfico, elaborado em 1990, mas em período de adaptação neste momento, em todos os países lusófonos.


O descontentamento foi muito grande por parte das populações em questão, principalmente em Portugal e no Brasil. Tanto lá como cá, vozes divergentes tiveram espaço e fizeram barulho, gerando até uma certa desunião e desconfiança de um país para com o outro, mais um motivo para um dos vários conflitos sem necessidade e fundamento. Revoltas após acordos ortográficos são naturais, acontecem “desde que o mundo é mundo”. Fernando Pessoa, por exemplo, viveu um período de mudanças na língua e foi contra a abolição ‘ph’ para dar lugar ao ‘f’, assim como achava uma absurdo a palavra ‘lágrima’ não ser escrita como ‘lágryma’, para que se tivesse no ‘y’ a noção de uma lágrima escorrendo.


Independente do momento e do contexto, mudanças na língua geram discordâncias. O grande problema talvez tenha sido a motivação para tal mudança, que estava prevista para acontecer duas décadas antes.  A mudança acabou se dando muito mais por influências políticas que propriamente lingüísticas, tendo no Brasil o principal apoio a essa mudança. Muito se foi discutido, mas talvez a grande revolta por parte de Portugal tenha se originado do fato de que praticamente nenhuma reivindicação de mudança feita pelos portugueses foi atendida. Quase a totalidade das mudanças foi proposta pelo Brasil.


Portugal tinha voto de peso nessa decisão - por mais que os números de falantes fossem incompatíveis - e os países africanos seguiram a pátria-mãe da língua. Por isso a demora foi grande, mas no final, todos acabaram se rendendo àquele que possui mais da metade do número de falantes, o Brasil. No entanto, este não é o ponto da discussão. O grande problema não está nas mudanças trazidas pelo Novo Acordo Ortográfico, mesmo porque não foram enormes mudanças a ponto de mudarem o rumo da língua – apesar de algumas desnecessárias e problemáticas -, mas sim no modo como os países falantes do Português tratam a 6ª língua mais falada no mundo.


Rivalidades


Há que se deixar de lado qualquer rivalidade ou revanchismo histórico entre Portugal e Brasil ao se falar da Língua Portuguesa. A língua não mais mudará, portanto, há que se caminhar em conjunto para o fortalecimento da Língua Portuguesa ao redor do mundo. Algumas semanas atrás, o escritor português nascido em Angola, José Eduardo Agualusa, foi sabatinado no programa televisivo Roda-Viva, da TV Cultura de São Paulo. O principal assunto que tomou grande parte da entrevista decorreu-se da forma como Portugal, Brasil e os países africanos tratam a Língua Portuguesa.







Agualusa, que transita entre Portugal e os povos africanos, principalmente Angola, mas que também tem estreita ligação com o Brasil por ter seus livros frequentemente publicados por aqui, apontou as grandes falhas dos países lusófonos. É sabido que há duas forças em combate quando se fala em Língua Portuguesa, de um lado está Portugal e os povos africanos, do outro está o Brasil. Até pela proximidade do modo de falar e pela entrada de livro em seus países, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe, unem-se a Portugal em qualquer assunto referente à Língua.



Seguir a "Pátria-Mãe"


Dos países que tem o Português como sua língua oficial, com exceção do Brasil, todos seguem a linha de Portugal tanto pela proximidade da fala e da escrita - com menos variações apesar das línguas nativas - quanto pela entrada de livros e quaisquer tipos de origem lusófona. O que é preciso deixar de lado, no caso, isso para todos os países, é que todos eles falam e escrevem a mesma língua, se comunicam por meio da mesma língua. Por mais que hajam muitas variações entre o “Português de Portugal” e o “Português do Brasil”, por exemplo, ambos falam Português. Assim como existem diferenças internas entre regiões de Portugal e regiões do Brasil, também há diferenças entre os dois países.


As mudanças a serem feitas na Língua precisam levar em conta a evolução do próprio Português, e não a valorização deste ou daquele, não o predomínio de um povo sobre outro. Todos falam a mesma língua e todos têm o direito do respeito. Porém, o mais importante nesse contexto todo é pensar na Língua Portuguesa de forma universal e em sua força no mundo. Afinal, falamos de uma língua com milhões de falantes ao redor do planeta, países espalhados pelo mundo e que merecem atenção e reconhecimento pela língua que falam.




[caption id="attachment_2304" align="aligncenter" width="420" caption="Desafios da Língua: lá fora e aqui dentro"][/caption]

Um dos pontos mais abordados pelo escritor Agualusa nesta excelente sabatina que já citei anteriormente foi a preocupação dos dois mais fortes países quanto ao trabalho de ambos para fortalecer a Língua Portuguesa a nível mundial. O escritor ressaltou que apesar de ter 190 milhões de falantes e um território geograficamente gigantesco frente a Portugal, é o país de Camões que ainda capitaneia essa luta para a proliferação da Língua Portuguesa no mundo. O mundo, de um modo geral, ainda enxerga o Português como a língua de Portugal, reconhecem a Língua Portuguesa por ser de Portugal.


Segundo Agualusa, Portugal possui o Instituto Camões. Tal instituto, por exemplo, tem o intuito de traduzir livros de autores portugueses para outras línguas e assim proliferar o nome dos escritores lusos ao redor do mundo, valorizando assim, por conseqüência, a Língua Portuguesa. Agualusa ressaltou que, no Brasil, apenas os grandes escritores possuem seus livros traduzidos e exportados, e por iniciativa própria ou com ajudas externas, que não de seu próprio país. Ou seja, Portugal trabalha no sentido de valorizar seus escritores ao redor do mundo, para assim fortalecer a sua língua. Enquanto isso, mesmo com uma literatura riquíssima e com milhares de escritores qualificados, o Brasil não toma esse tipo de iniciativa.


Agualusa ainda realçou que Portugal usa a Língua Portuguesa para ter uma proximidade maior com os países africanos, coisa que o Brasil não faz. Nesse sentido, se ressaltam todos os aspectos, até mesmo os políticos. Brasil e Portugal ainda não perceberam que precisam se unir em prol da Língua Portuguesa. Enquanto Portugal resiste para admitir a força que o Brasil possui entre os lusófonos, o Brasil ainda não se atentou para o fato de que pouco faz para valorizar sua língua, assim como não enxergou ainda que terá de tomar a frente nessa luta, quem precisa liderar, ainda mais nesse momento econômico, a valorização mundial da Língua Portuguesa, é o Brasil.


Brasil e Portugal


E o Brasil não pode e nem tem como agir sozinho. Ao mesmo tempo em que precisa liderar essa luta por uma valorização da Língua Portuguesa, o Brasil precisa se unir a Portugal, que é a porta de entrada para a Europa, que ainda possui a reputação do grande pátria do Português e que já possui um trabalho solidificado neste sentido. Enfim, a língua precisa ser encarada como fator de união e ferramenta para a valorização de suas nações falantes. A língua de Camões possui uma riqueza e uma força incompatíveis com a importância que recebe de seus próprios falantes.


* Luiz Nascimento – Estudante de jornalismo, brasileiro de nascimento, com nacionalidade portuguesa. Ligado à comunidade portuguesa de São Paulo, neto de imigrantes lusos e sempre em estreito contato com Portugal.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Governo e oposição unidos fortemente




Do Último Segundo

Congresso fica vazio na volta do recesso parlamentar


Plenário da Câmara dos Deputados ficou praticamente deserto no primeiro dia após as férias dos parlamentares




iG São Paulo | 01/08/2011 15:31






Depois de duas semanas de descanso para deputados e senadores, o Congresso Nacional voltou nesta segunda-feira do recesso. Na retomada dos trabalhos, o governo terá como principal desafio desatar os nós deixados pela crise nos Transportes e evitar que a tensão na base aliada prejudique a agenda de votações do segundo semestre. Na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira, o clima ainda era de férias, com o plenário praticamente vazio.





domingo, 31 de julho de 2011

ESPECIAIS: A Quinta Avenida

CAMINHANDO PELA 5ª AVENIDA


Por Camila Savioli

[As imagens você encontra no fim do texto. São doze belíssimas fotos dispostas em formato "galeria"]

5ª Avenida. Podemos dizer que é a nossa Av. Paulista de Nova York com as lojas Louis Vuitton, GAP, Hollister, Catier, Swatch, Chanel e por aí vai. É um sonho andar nessa avenida luxuosa. A 5ª avenida é a mais movimentada de Manhattan. Vai desde a Midtown até o Central Park. Nesta área você encontra os apartamentos e as propriedades mais caras, além de mansões históricas, que são símbolos de riqueza em Nova York.


É uma das melhores avenidas para fazer compras, mas é preciso ter uma vida financeira boa, pois é um dos locais mais caros. Ela foi fundada por Joseph Winston Herbert Hopkins, e o interessante é que essa avenida divide as ruas em leste e oeste de Manhattan. Estende-se desde o lado norte do Washington Square Park, atravessando o Greenwich Village, Midtown e o Upper East Side. É de apenas um sentido e há muito trânsito que começa desde a Downtown.


O que sempre chama a atenção em qualquer lugar de Nova York são os prédios e suas arquiteturas. Na 5ª avenida você encontra o famoso Empire State Building (vou fazer um post sobre prédios famosos em NY) que é localizado em Midtown. Há também igrejas lindas, como a Igreja Presbiteriana e a Igreja St. Patrick. Esta é a igreja católica mais visitada em Nova York. Ela foi construída em 1858, mas só foi inaugurada em 1879.


Há também a Biblioteca Pública de Nova York e o Rockfeller Center, que é um complexo de 19 edifícios comerciais construído pela família Rockfeller, que também está localizado no centro de Midtown Manhattan. O Rockfeller é um dos principais centros turísticos da cidade e lá você também encontra o Radio City Music Hall e a sede da NBC, onde é gravado o famoso programa Saturday Night Live. Não posso deixar de falar que a 5ª avenida abriga dois museus: o Metropolitan Museum of Art e o Museu Solomon R. Guggenheim. Infelizmente não conheci esses dois museus, só passei em frente. Para você conhecer direito, é preciso passar o dia lá. Se eu tivesse ficado umas duas ou três semanas, com certeza eu teria ido.


É isso que vocês vão encontrar na 5ª avenida quando forem para Nova York. Claro que há muito mais coisas e, como eu já disse, uma semana foi muito pouco para explorar aquela cidade linda. Mas há outras curiosidades que eu só vou contar nos próximos posts. Até lá, vou deixar vocês com pouquinho de vontade de viajar. Brincadeiras a parte.


PS: Leitores, não se preocupem! Na 5ª avenida tem as lojas Best Buy e a Apple. Vocês vão poder comprar Iphone, Ipod, Ipad... E na foto a Loja Cartier não lembra o Shopping Light? Quem copiou quem? rs


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O grito surdo das mulheres do deserto

Cidade do Silêncio (Bordertown, 2006. Direção: Greogry Nava) é um filme perturbador.

A trama desenvolve-se em torno da ida de uma repórter - Lauren - (Jennifer Lopes) à Juarez, México. O jornal no qual ela trabalha em Chicago quer saber sobre os estupros e assassinatos de mulheres que têm ocorrido na região. Lá ela encontra um antigo parceiro de jornal -Alfonso Díaz - (Antonio Banderas), atualmente dono do periódico que não se cala diante dos crimes bárbaros cometidos contra as mulheres e, por conta disso, é sistematicamente censurado pelas autoridades coniventes com a criminalidade.

As mulheres violentadas e barbaramente assassinadas são operárias - "maquiladoras" - em fábricas de televisores. Ganham salários miseráveis e moram em regiões muito pobres. Porém, ao chegar lá, o que parecia ser apenas uma história para Lauren virar correspondente internacional se tornará algo muito mais profundo e transformador.

Ao conhecer Eva (Kate del Castillo), uma jovem que foi violentada mas conseguiu sobreviver, a repórter se entregará de corpo e alma à solução do crime e à uma frenética e arriscada busca pela punição dos culpados. Vale a pena conferir.


Se você não gosta de saber detalhes mais aprofundados do enredo, não leia os próximos parágrafos. 

Após produzir um artigo "verdadeiramente humano", nas palavras de seu editor, George Morgan (Martin Sheen), Lauren se vê aliviada. Tudo parece caminhar bem.

Mas.

A jornalista foi "fundo" demais. Responsabilizou "gente grande": o governo dos EUA, México e as empresas envolvidas em transações comerciais altamente lucrativas para todos os lados - menos para os das mulheres miseráveis e suscetíveis a toda sorte de violência. Qual o resultado?

Os políticos fizeram o que muitos por aqui também fazem: foram até a redação e compraram o editor para que não publicasse o artigo de Lauren, isso para "evitar publicidade negativa" durante a concretização dos "negócios".

Todo o peso da situação recai sobre a jornalista - ela arriscou sua própria vida, da menina Eva e do dono do jornal de Juarez. Seu editor, que antes havia elogiado o texto, agora reproduz um discurso abertamente comercial e diz que "as reportagens investigativas chegaram ao fim" e tudo não passa de corporações.

Vendeu os princípios éticos jornalísticos aos diabos - corporações e políticos promiscuamente relacionados.

Alfonso Díaz, proprietário d'O Sol de Juarez, é assassinado.

E esse é apenas um dos problemas de violência mexicana. Pode-se acompanhar recentemente as centenas de assassinatos, valas-comuns, jornalistas autocensurados, ameaças etc. etc. na região. Ciudad Juarez é a cidade mais violenta do mundo hoje. Dominadas por cartéis de drogas. E omissão do governo.

O filme permanece atual. É um tributo a todas as vítimas de violência no México, jornalistas, ativistas e políticos que tentam fazer seu trabalho de forma correta para dar condições humanas aos mexicanos.

E, é claro, aquele belo tapa na cara dos corruptos e marginais, que se acham acima da lei, de plantão.