sábado, 10 de julho de 2010

Serra e os pedágios

Saiu uma pequena reportagem na Folha de S. Paulo de hoje sobre o assunto que mal menciona Serra. Mas os fatos estão aí. Será esse o Brasil que queremos, futuros jornalistas? Pensem bem...


Texto retirado de Luis Nassif Online.



Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura


Enviado por luisnassif, qui, 08/07/2010 - 22:25


Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.


Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.


Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.


Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.


Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.


Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.



quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ter carteira de motorista é o mesmo que saber dirigir?

[caption id="attachment_283" align="alignleft" width="300" caption="Trânsito em São Paulo: qual a solução? "][/caption]

Não é preciso dizer que o trânsito em São Paulo é péssimo. Inclusive, semana passada foi publicada uma pesquisa que coloca a cidade paulista com o sexto pior índice de tráfego entre 20 cidades mundiais (veja aqui a pesquisa). E, devido à qualidade deplorável em que se encontram os ônibus e trens e à pouca quilometragem de metrô, carteiras de habilitação (categorias A e B, motocicletas e carros, respectivamente) continuam a ser expedidas por aqui, pois entre depender de automóveis encalacrados nas vias e transporte público ineficiente, opta-se pelo primeiro.


Mas ou mais? Eis a questão!Para concretizar o “sonho da habilitação”, o aspirante a condutor dirige-se a uma autoescola e dá início aos processos burocráticos para conseguir a permissão para dirigir. A lista de procedimentos começa com a entrega da documentação exigida ainda na autoescola, depois disso segue-se um pré-cadastro no próprio DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), onde são digitalizadas sua foto, impressões digitais de todos os dedos das mãos e assinatura. Após ir ao Departamento, – e ficar lá por quase duas horas – tem-se a participação em um curso com duração de 45 horas/aula que inclui desde aspectos mecânicos do carro até direção defensiva e prevenção de acidentes. Terminadas as aulas teóricas, há uma prova com 30 questões alternativas. Se aprovado, o candidato agenda 20 aulas de direção e presta exame de ordem prática.


Dessa enorme quantidade de percalços, concentro-me na formação teórica dos condutores. Como concluí esse procedimento ontem, resolvi me aprofundar em questões que acho pertinentes e que não têm sido abordadas pela imprensa, especialmente a qualidade dos materiais (vídeos e apostilas) usados no decorrer do curso.




Trânsito na atualidade, segundo um dos vídeos passados no CFC. Detalhe: VHS passado pra DVD.


A parte audiovisual é predominantemente antiquada – fitas VHS passadas para DVD. O material escrito, apesar de estar atualizado e em conformidade com a legislação de trânsito, traz gravíssimos erros de português. Ao entrar em contato com os órgãos competentes para pedir esclarecimentos, me vi em um jogo de “batata quente”, pois o DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito, localizado em Brasília), por e-mail disse que: “O Contran [Conselho Nacional de Trânsito], por meio da Resolução 168, definiu a grade horária do curso de formação de condutores. Porém, a elaboração do material com base nesse conteúdo fica a cargo do DETRAN”. Ao buscar o Departamento de Trânsito de São Paulo muitas dificuldades: (a) os três telefones oficiais só dão sinal de ocupado (2189 9800 - 2189 9801 - 2189 9802), (b) não tem números para contato no site do DETRAN e (c) o primeiro e-mail que mandei para a assessoria de imprensa não foi respondido. Finalmente, achei o “disque-DETRAN” (3627-7000), conseguindo, enfim, o telefone da assessoria. Ao ligar, imediatamente, a funcionária respondeu à mensagem na qual eu questionava de quem seria a responsabilidade pela elaboração e fiscalização de materiais relativos aos CFC’s (Centro de Formação de Condutores), eis a resposta: “Todo o material contido nas (sic) CFC's é de responsabilidade deles. Orientamos que entre em contato com o Sindicato das Autoescolas para sanar às (sic) questões.” Uma entidade joga para a outra as atribuições de responder pela formação dos futuros motoristas. Por fim, entrei em contato com o Sindicato das Autoescolas, o qual informou que é um órgão ligado a questões patronais e que os materiais são de responsabilidade do DETRAN. Horas de ligações para confirmar a negligência dos organismos públicos quando se trata de colocar gente para dirigir ou pilotar.




Re-duzir, re-utilizar e re-ciclar


Especificamente no caso das apostilas empregadas no curso, por telefone, a gráfica responsável pela montagem, publicação e venda do material disse que “a pessoa que faz a verificação ortográfica não executou o trabalho como deveria ter sido feito” e garantiu “a apuração e correção do problema no prazo de dois meses”.


O que fazer? Talvez, DENATRAN, DETRAN e Autoescolas e CFC's em geral devessem se unir para uniformizar o material, pois ainda, segundo o funcionário da gráfica, não existe padronização. Cada instituição escolhe aquilo que julgar mais adequado, porém, vemos uma total falta de fiscalização quanto à correção do conteúdo escrito e à atualidade dos vídeos exibidos. Contudo, com relação aos últimos devo fazer uma ressalva. Há conteúdo audiovisual novo, compatível com a realidade atual, mas misturado a muitos retrógrados e incompatíveis com as necessidades do trânsito brasileiro. Enquanto o instrutor ministra suas aulas focado em formar um bom motorista, o material parece servir apenas de muleta, como se não importasse grandemente, fizesse parte apenas do protocolo.


E ainda se perguntam onde é que está o problema do trânsito brasileiro e por que o motorista é tão agressivo e as vias tão violentas. Por que será?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Festim mais que diabólico [Texto excepcional]

[caption id="attachment_266" align="alignleft" width="216" caption="É possível cometer o crime perfeito?"][/caption]

Alfred Hitchcock, cineasta inglês falecido em 1980, ficou imortalizado pelo clássico Psicose (Psycho, 1960). Porém, a gama de filmes dirigidas por ele é enorme - entre filmes coloridos e preto e branco são 53 obras. Destaco o suspense Festim Diabólico (Rope, 1948). Nessa história, dois amigos matam um colega de faculdade só para provarem que podem cometer o crime perfeito. Baseados na ideia de eliminar "vidas inferiores", estrangulam o jovem e ocultam seu corpo em um baú. Avançando todos os limites da sanidade, a arca onde está o cadáver é usada como mesa para um jantar oferecido pelos rapazes à saúde do falecido, inclusive estarão presentes na ocasião familiares, amigos e a noiva do assassinado. Resultado, ao final da festa, um dos convidados, que já estava desconfiado com o sumiço do rapaz (pois este deveria ter ido ao jantar), decifra o crime por um detalhe: o chapéu do morto.


Que loucura, não? Pois é, mas a busca por cometer o crime perfeito não é exclusividade das obras cinematográficas. Ultimamente, temos visto com frequência pessoas pensando em escapar impunes de barbaridades cometidas por elas, sejam estudantes de faculdade, pai e madrasta ou jogadores de futebol.




[caption id="" align="alignleft" width="300" caption="Bruno do Flamengo. Ficará afamado internacionalmente, só que de forma negativa"][/caption]

O mais recente de nossos festins é diabólico e futebolístico. Inúmeros indícios apontam para a culpa de Bruno, goleiro do Flamengo, e de seu amigo, conhecido pela alcunha de "Macarrão" no caso do desaparecimento da ex-namorada (ou amante) do atleta. Um jogador que poderia ir (segundo o jornal italiano Corriere Della Sera) para o Milan.  Uma oportunidade de fazer fortuna em campos internacionais e ficar mundialmente conhecido. Entretanto, o fato descortinado à frente do público é que Bruno será internacionalmente conhecido, só que ao invés de seus méritos futebolísticos prevalecerá seu feito hediondo: envolver-se com gente deplorável e cometer uma barbaridade.


Ao contrário dos jovens de Hitchcock, sutileza não fez parte da ação. Sangue em seu próprio carro e parentes envolvidos. Esses são vestígios que fundamentam as acusações contra o goleiro e sua turma. Claro que, ainda mais no Jornalismo, se deve ter o máximo de cuidado ao tratar da possibilidade de um crime para não cometer equívocos e realizar julgamentos (afinal, quem julga é a Justiça, e não os meios de comunicação). Dada a dimensão do acontecimento, a mídia está fazendo uma cobertura razoável - só não  fazem parte dessa mídia os veículos amantes do jornalismo "sensacionalista" (no sentido de que exploram de forma desmedida as desgraças de natureza humana).


E a cada dia que passa, "festins" como esse ficam mais comuns. Com exceção de alguns políticos de nossa grande política nacional, é impossível cometer um crime perfeito - não deixar vestígios - pois a tecnologia evoluiu, os espectadores e a cobertura midiática evoluiram e a Justiça evoluiu. Portanto, pense bem na hora de agir em qualquer circunstância porque se você esconder o chapéu no armário, pode ter caído um fio de cabelo que você não viu, mas que certamente um perito achou e saiba: vai passar no Jornal Nacional.


 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Silenciaram-se as vuvuzelas

Este foi o som que se ouviu quando terminou a partida entre Holanda e Brasil, pela Copa do Mundo da África do Sul: silêncio. Calaram-se as vuvuzelas. Nenhum grito, nenhum assopro nas barulhentas cornetas. Mas, foi melhor assim. Não torci, verdadeiramente, para essa seleção que entrou em campo nos últimos tempos, primeiro porque não sou lá muito chegado em futebol, acho que o Brasil poderia ser uma potência em diversos outros tipos de esportes e não ficarmos só nessa polarização imbecil, e segundo, o time que estava na África do Sul mereceu perder, inclusive deveria ter saído antes. Gente tão arrogante quanto Dunga, Felipe Melo e Robinho não merece o respeito de qualquer brasileiro que se preze (e ainda têm a coragem de chamar os argentinos de arrogantes). Aí vem a pergunta, brasileiros até que ponto? Quantos dos que estavam lá para defender "a pátria" jogam em clubes brasileiros? Porém, o pior de tudo é ver Galvão Bueno com todo o seu patriotismo idiota e exagerado exaltando a seleção de um país no qual ele não mora! Ele reside em Mônaco (veja aqui). Ele pagou a língua após o jogo, pois quando a equipe brasileira fez o primeiro gol, o narrador, "rindo à toa", debochou: "ah! agora já era pra Holanda" . Daí, ainda me perguntam por que eu "sou do contra" e não torço para o Brasil. Só que há uma diferença bem grande entre torcer pela seleção brasileira de futebol e torcer pelo país. Torcer pela seleção é a cada quatro anos pintar as ruas com aquele verde vagabundo (que mais parece azul-piscina), encher as ruas de bandeirinhas verde-amarelas, hastear bandeiras nas casas e fixá-las nas janelas dos carros, já torcer pelo Brasil é fazer alguma coisa que seja útil para mudar o país na sua essência, na estrutura, quem sabe diminuir os problemas sociais, por exemplo. Estamos em ano eleitoral e não há preocupação da maior parte das pessoas com o assunto. É um bom momento para o brasileiro se perguntar se ser brasileiro é só ficar assoprando vuvuzelas e gritando por um time de arrogantes e medíocres (que primaram pela "eficiência" em detrimento de jogadas bonitas, etc.)


Agora, é só esperar mais uns dois dias e aí tirar toda a fantasia de brasileiro. Inclusive, guardar as bandeirinhas do carro pra próxima Copa que será aqui mesmo. Aí que a coisa vai ficar braba de verdade.

domingo, 27 de junho de 2010

Jornais ou partidos políticos?

Revista Família Cristã - Ed. 06/2010



Por Laurindo Leal Filho

Jornais ou partidos políticos?


"Cidadãos têm votos. Jornais não. Contudo, se o Guardian votasse nas eleições gerais de 2010 o faria entusiasticamente nos Liberal-Democratas." Com essa frase o tradicional jornal britânico The Guardian abriu seu editorial no sábado, em 1ºde maio, cinco dias antes das eleições para a Câmara dos Comuns britânica, correspondente à nossa Câmara dos Deputados.


Trata-se de uma prática habitual na Europa, essa de os jornais revelarem claramente sua posição antes das eleições. Aqui isso ainda é raro. Só recentemente duas publicações inovaram: o jornal O Estado de S. Paulo, apoiando candidatos do PSDB, e a revista Carta Capital, os do PT. As demais seguem mudas, insistindo numa neutralidade que se revela falsa a cada dia, tornando-se verdadeiros partidos clandestinos.


Antes do golpe de 1964, quando o número de jornais existentes era muito maior, praticamente todos se alinhavam com correntes político-eleitorais específicas. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Correio da Manhã acompanhava o PSD; o Diário de Notícias, a UDN; e O Globo filiava-se às posições ainda mais à direita. Por sua vez o Jornal do Brasil caminhava pela centro-direita, restando ao jornal Última Hora a defesa das causas populares, acompanhando o PTB. Havia um leque com vários, aberto à escolha do leitor. E ninguém comprava gato por lebre.


Papel da oposição - Hoje é diferente. O leque fechou e as escolhas, quando existem, são feitas entre veículos que praticamente não se diferenciam. No Rio de Janeiro, reina O Globo, com a mesma linha presente desde suas origens. Em São Paulo, quantas vezes Estado e Folha de S. Paulo aparecem com manchetes quase iguais, fotos idênticas na primeira página e um alinhamento político semelhante? Ambos assumem o papel da oposição ao atual governo, com o mérito de o Estadão pelo menos deixar isso explícito.


Essa partidarização foi revelada pela própria Maria Judith Brito, presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), entidade que reúne as grandes empresas jornalísticas brasileiras. Para ela, "os meios de comunicação estão fazendo, de fato, a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada". Ou seja, se antes de 1964 os jornais eram porta-vozes dos partidos, agora ocupam o lugar dos próprios partidos.


Dessa forma, o processo democrático se fragiliza. Além de os veículos de comunicação deixarem claras suas posições, é necessária uma oferta maior de opções para o público. É preciso mais jornais e revistas que deem voz aos que hoje não têm voz. Pena que não há como setores politicamente fortes, vinculados às camadas populares, mas economicamente frágeis, estabelecerem algum tipo de concorrência com as grandes empresas de comunicação.


A saída é a presença do Estado, ainda que de maneira apenas indutiva, estimulando a comunicação alternativa. A asfixia do debate público não é sentida apenas por aqui. Até na Alemanha, um pensador como Jürgen Habermas, partidário da ideia do espaço público como arena do debate democrático, diz, por exemplo, que "quando se trata do gás, da eletricidade ou da água, o Estado tem a obrigação de prover as necessidades energéticas da população. Por que não seria igualmente obrigado a prover essa outra espécie de 'energia', sem a qual o próprio Estado acabaria avariado?". Por que não?


Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo). É ouvidor-geral da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), gestora da TV Brasil, e apresentador do programa VerTv, transmitido pela TV Brasil e pela TV Câmara.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Regularidade

A partir de primeiro de julho, todas as sextas-feiras , haverá um novo texto aqui. Não percam. A propósito, na migração o blog já tinha recebido quase 8000 visitas. Só ontem, recebemos 200. Aguardem!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nova alocação do Textos para pensar

Caros leitores e leitoras,

Migrei o nosso blog para o Wordpress, assim, finalmente, passo a receber os comentários de vocês, que o Blogger não publicava. Aproveitem o novo espaço. Em breve, o blog trará novidades! Aguardem!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sabatina na Folha de S. Paulo


Ocorreu hoje, no Teatro Folha, a sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo e pelo portal UOL com o candidato à presidência do Brasil José Serra. O evento, que estava marcado para às 11h, começou por volta de 11h45, devido ao atraso do sabatinado. A plateia era composta por assinantes do jornal e do portal e estudantes do Mackenzie. Em uma área na primeira e segunda fileiras, estavam nomes significativos do cenário político atual, como o prefeito da capital paulista Gilberto Kassab (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Orestes Quércia (PMDB) e Afif Domingos (DEM). A presença de políticos do Democratas gerou mais expectativa ainda sobre o vice de José Serra, que foi o tema inicial abordado no evento.





Temas polêmicos foram abordados, como o pré-sal, reforma tributária e a continuidade de programas do governo Lula, especificamente, do Bolsa Família. Porém, temas importantes deixaram de ser enfocados com mais profundidade, ou sequer foram citados, como saúde, e principalmente transportes. O conceito de participação da plateia no evento também é questionável, já que as perguntas foram feitas basicamente pelos jornalistas Fernando Rodrigues, colunista da Folha e do UOL, Renata Lo Prete, editora do Painel, Vera Magalhães, editora do caderno Poder, e Rodrigo Flores, gerente geral de Notícias do UOL. Os internautas e os presentes tiveram pouco destaque nos questionamentos. Mas, segundo Rodrigues, todas as perguntas serão entregues ao candidato e sua equipe. As respostas, que eram enviadas por escrito a um mediador, serão publicadas no UOL e no Folha.com. As perguntas dos usuários online foram enviadas em vídeos de até 20 segundos.


O foco econômico dado ao evento foi ruim. Além disso, José Serra cometeu duas gafes. A primeira, referindo-se à precariedade das estradas federais em Mato Grosso do Sul, foi dizer que "a soja que sai daquela região, de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Norte enfrenta dificuldades (...)". Instantes depois se corrigiu. Já a segunda, é tão ou mais grave, e diz respeito a subestimar a capacidade intelectual dos eleitores. Ao ser indagado por Renata Lo Prete se os eleitores entederam a comparação de Luís XIV a Lula, ele foi enfático: "não, é claro que não", com um sorriso de desdém.


Um papel ridículo fez a trupe dos apoiadores de Serra que estavam nas primeiras fileiras. Quando Serra disse que Lula chamava o Bolsa Família de Bolsa Esmola, seus colegas partidários aplaudiram efusivamente e gritaram vivas ao tucano. Mas, o evento teve situações engraçadas também. Um internauta perguntaria a Serra sobre a massiva entrada de produtos chineses no Brasil, e ao invés de no telão aparecer essa pergunta, entra no ar uma adolescente questionando o candidato sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo. Erro, este, que rendeu muitas risadas diante do embaraço gerado aos jornalistas e ao presidenciável.


Um evento muito interessante. Porém, uma das perguntas que eu fiz não teve o tema sequer citado: ela tratava do fato de São Paulo ter sido o Estado que mais gastou com publicidade. Perguntei se esses gastos seriam justificáveis.


Gostaria de ter ido ao evento promovido pela Folha que teve Marina Silva e, espero que Dilma apareça em outra data. Para ler sobre a sabatina clique aqui e para assistí-la na íntegra, aqui.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Obras somente para a Copa

Metrô de SP muda plano após veto a Morumbi para Copa 2014

A decisão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de excluir o estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014 mudou os planos do governo do Estado para as obras do metrô paulistano.

Antes prioritária, a linha ouro, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi e passar por Paraisópolis --uma das regiões mais carentes da capital--, terá novo cronograma. Prevista para 2013, a um ano da Copa, ela deixa de ter data para ser concluída.

Fonte: Folha de S. Paulo

Leia mais aqui

A cada dia que passa fico mais decepcionado com o Brasil. Nunca pensei em, daqui há alguns anos, morar em outro país. Até agora. A cada dia que passa meu desânimo com o que acontece aqui fica maior. Paciência tem limites, Brasil.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

Segurança Pública? Há! Há! Há! (Texto breve)

Uma das propostas de José Serra, se eleito, é a criação de um Ministério de Segurança Pública. O tucano quer melhorar a segurança pública do país. Quando ocorreram aqueles ataques do PCC em São Paulo, em maio de 2006, no dia das mães, quem estava no poder? Ah, era Cláudio Lembo. Vice de quem? Ah, Geraldo Alckmin (que deixou o cargo para disputar o cargo de presidente). Do partido de quem? Hum...José Serra! Se o PSBD-PFL (atual DEM) teve essa incompetência toda para lidar com o maior estado do Brasil, imaginem o que fará com o país se for eleito?

sábado, 5 de junho de 2010

E o tempo levou…

Últimas entregas de trabalhos. Correria para xerocar os últimos textos. E, como não poderia deixar de ser, uma tonelada de papel para ler, reler, sublinar, rabiscar, anotar e todos os demais verbos relacionados a informações escritas. Esse é o prenúncio da semana de provas. Minha primeira em solo Mackenzista. A pressão dessa não se compara a das semanas de prova do colegial. Não há mais fórmulas matemáticas, leis físicas e nem estruturas orgânicas para reproduzir. Os conceitos, agora, são apenas da área de humanas, que por sinal são a minha praia. Mas, por incrível que pareça, bate uma saudade daquela montanha de números, gráficos, fórmulas, elementos químicos...Parece que foi ontem que eu memorizava as estruturas orgânicas, ria das piadas feitas para memorizar as fórmulas...Momento nostalgia, talvez? Ultimamente tem me faltado tempo e inspiração para postar no blog, falhas essas serão corrigidas em julho, período de trégua. Meio semestre já se passou. Foi o que eu disse pro pessoal semana passada: quando a gente ver já vai estar se formando, trabalhando, e o tempo passou. Esse assunto vale um post mais aprofundado, mas agora não posso, vou voltar às Teorias da Imagem...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Votem no GRUPO 22

Link para ver e votar. Vídeo reportagens gravadas em celular. Vote GRUPO 22.

http://dacam.serifos.uni5.net/concursos_dacam.php

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Nossa primeira vídeo reportagem!

Confiram abaixo a nossa primeira video reportagem. Totalmente gravada em celular.
Diego Moura, Paula Suenny, Paulo Gervino e Thiago de Oliveira
Breve, haverá uma votação para eleger as melhores. Assim que sair o link, disponibilizo aqui!







http://www.youtube.com/watch?v=6H8Kon4iihM

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mundo ônibus

19h02 - Parada da Av. Faria Lima - São Paulo - SP

Frio lá fora. Calçada cheia. Pessoas expostas ao vento e à garoa. Objetivo: entrar num ônibus e chegar em casa. Preço da passagem: R$ 2,70. Estudante paga meia. Dois reais e setenta centavos para subir a bordo de um veículo para viajar de pé. Todos têm essa oportunidade? Não.

Um fiscal da SPTrans aparece na janela do lado de fora do ônibus. Tem a aparência de uns 30, 40 anos. Gordo. Mal-humorado, porém educado:

- Pode descer. Você não pediu. Pode sair.

Ele se dirige a um garoto. Treze, catorze anos no máximo. Roupas inteiras, sem rasgos. Sujo. Cor da pele: acentuamente, escura.

- Não vou sair. Ele me disse que eu podia pegar uma carona lá.

- Vai sim! Faz favor! Você não pediu. Entrou por trás sem falar nada.

Uma mulher diz:

- Não sai não.

Murmúrios dentro do ônibus.

Um rapaz próximo à mulher:

- Amiguinho, é melhor você sair. Tá atrapalhando todo mundo. Ou você sai, ou a gente te põe pra fora.

O fiscal chega próximo à porta. O cobrador pede, educadamente, para que o garoto se retire. Este reluta, mas resolve sair. Derrotado. Certamente, como em tudo o que tem feito ultimamente. Onde desceria? Para onde estava indo? Por que estava sem dinheiro e completamente só? Nunca saberemos. Após a descida, o rapaz e uma outra mulher que falava ao celular começaram a debater o caso.
"Ah, se eu não tivesse falando no celular...eu tinha pago a passagem dele" (M)
"A senhora nem sabe...já estive num ônibus em que aconteceu isso e o moleque assaltou" (H)
"O fiscal humilhou ele."
"O moleque mesmo se humilhou quando subiu. Tá errado."
"Mas ele não tem dinheiro. Vai fazer o que?"
"Então por que tá na rua? Tem que defender o trabalhador brasileiro."
"Cada caso é um caso."
"É tudo igual."
"Não custava nada ter deixado ele subir. Uma vez ou outra."
"Eles tem que fazer o trabalho deles. O menino tá errado. Se não para ele, nunca corrige. Sempre vai fazer isso. Você gostaria que chegassem e bagunçassem o seu trabalho pra você ser demitida?"
"O que tem o meu trabalho a ver com isso?"

Após a discussão, a mulher perdeu seus argumentos e foi grossa com o rapaz. Silêncio. O homem desce. Ela e sua amiga continuam o assunto; desconfio que seja por que perceberam que estou tomando notas a respeito.

Pior do que expressar seus preconceitos e estereótipos, como o fez o homem, é agir de forma esquiva: "ah, se eu não tivesse isso", ou "ah...se eu estivesse aquilo". Ao invés de ficar no "e se", por que não agir?

E mais uma pro livro "aconteceu no ônibus".

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fácil?

Por que as pessoas preferem os caminhos mais fáceis? Afinal de contas, nem sempre o atalho é a melhor alternativa. Fico profundamente chateado quando optam pelo mais simples em detrimento de algo mais analítico, reflexivo e até subliminar. Ficar no comum ou na superfície, como diria meu ex-professor de História. Brevemente, na minha profissão extrapolar aquilo que é o básico será a regra, e não a exceção. Mas, feliz ou infelizmente, é assim que conhecemos as pessoas que nos cercam. Sabemos o que esperar de cada uma delas. Sim, é um desabafo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

É cada uma…

Que "Brasil Urgente" que nada! "Programa do Ratinho"? Já faz parte do passado! Confiram esse super-programa da TV Vila Velha, emissora a cabo de Ponta Grossa, no Paraná. Notem o requinte do programa e de seu majestoso apresentador...





quinta-feira, 1 de abril de 2010

Novo mundo

Boa noite, pessoas! Estive ausente, mas voltei (espero que tenham notado minha ausência...). Peço desculpas aos leitores. Além de tempo, estive buscando inspiração para escrever. Notem que mudei novamente o "template" - a cara - do blog. Acho que ficou mais agradável de ler.

Mas vamos à substância. Apesar de estarmos quase chegando na metade do primeiro semestre de 2010 não descrevi com maiores detalhes minha entrada na Universidade. Os amigos mais antigos (leia-se: colégio) e familiares souberam com grande detalhamento. No primeiro dia o Trote Solidário: atividade promovida pelo Mackenzie para integrar os "bixos". Segundo dia apresentação do curso, inclusive conhecemos os figurões, aqueles que realmente comandam a Universidade. Oficialmente as aulas se iniciaram dia 10 de fevereiro. Mas esta quarta feira que seria como outra qualquer, foi o dia do trote por parte dos veteranos. O resultado já é conhecido: sujeira e roupa rasgada. Dia inesquecível. Raspei minha cabeça inclusive.

Alguém pode se perguntar o por quê dessa introdução, de fatos que aconteceram em fevereiro, ou seja, há dois meses. É necessária para que eu explique meu sentimento atual. Ao chegar lá, no primeiro dia de aula, me senti pequeno e envergonhado. Tal como no mesmo mês de 1999, quando entrei na primeira série. Muitas pessoas diferentes, nenhum conhecido de longa data - amigo ou professor. Um mundo totalmente novo. As lembranças do colégio ainda muito vivas na mente.

Nesse momento, as lembranças que tenho da minha escola, que foi meu mundo por onze anos, já estão mais distantes. Só restaram na minha mente os fatos mais marcantes, as pessoas inesquecíveis - amigos e amigos-professores. O típico dia-a-dia escolar se foi. Os grandes amigos e os belíssimos momentos permaneceram. As apostilas foram substituídas por inúmeros livros, textos "xerocados". Os trabalhos estão cada vez mais complicados, e a quantidade é cada vez maior. Sem contar as provas.

Nesses dois meses, passei de um aluno recém saído do ensino médio a universitário. Mas as complicações só trouxeram benefícios: mais amigos. Não tão de longa data, mas já tão queridos quanto. Um novo universo. Por meio dos inúmeros trabalhos e das aulas podemos compartilhar pensamentos, risadas, conhecimento. Posso dizer que é como se já os conhecesse há muito!

O sentimento de meus amigos de longa data que também passaram por esse choque na transição é o mesmo que o meu: sinto que sempre estive fazendo isso, apenas isso. O mundo da Universidade parece ter feito parte da minha vida desde...sempre!

quarta-feira, 3 de março de 2010

A exploração da mídia sobre o Haiti

Entender o Haiti não é simples. O que vemos nos telejornais ou impressos é o resultado de séculos de exploração sob o manto da colonização. Qual a primeira imagem que vem à mente quando se menciona o Haiti? Extrema miséria, pessoas, em sua maioria negras, vivendo em condições desumanas, tropas de paz lideradas pelo Brasil, Caribe, turismo e etc. Não se investiga mais a fundo as causas que levaram a esse quadro desastroso. Algumas pessoas acham que esse país fica na África, seja pela degradação econômica e social dos cidadãos, ou pela cor de pele dos haitianos. Poucos sabem que a independência haitiana foi conquistada com uma luta que durou 12 anos e foi empreendida pelos negros escravos. Derrotaram os colonizadores franceses, que perderam seu maior mercado de venda de cativos (na época, contavam com meio milhão de pessoas trabalhando em regime de escravidão), os britânicos e espanhóis que tentaram assumir o controle da ilha. A Revolução Francesa cruzou o atlântico e inspirou o movimento revoltoso. Esse fato surtiu efeito inclusive no Brasil, levando os governantes a acelerar a abolição da escravatura em solo brasileiro e às políticas de embranquecimento da população, com o intuito de evitar que algo semelhante ao Haiti ocorresse aqui.
Já assolado por todas as calamidades impostas por séculos de colonização, recentemente mais uma provação foi imposta ao povo haitiano: um terremoto de proporções gigantescas atingiu a ilha caribenha. As tropas de paz da ONU coordenadas pelo Brasil estão presentes no Haiti desde 2004 para auxiliar na segurança interna e garantir, por exemplo, que as eleições ocorram sem incidentes. Essa mobilização internacional, residente no país, possibilitou o início dos trabalhos de resgate de pessoas afetadas pelo terremoto com imensa rapidez. Porém, dada a precariedade das construções e total despreparo da população para lidar com um tremor tão devastador o número de mortos ultrapassou os 200 mil.
Oras, e qual foi o papel da imprensa? Encontrou-se um assunto que atrai enorme quantidade de pessoas para a frente da televisão, ou para as bancas de jornal e revistas: sangue, morte e destruição. Faltou sensibilidade jornalística para cobrir o assunto com cautela. Fotos de cadáveres foram feitas e veiculadas com grande velocidade pela mídia. Enfocaram com destaque e grandiosidade a ajuda (?) financeira oferecida pelos países ricos ao Haiti. Foi dado um tom de generosidade para migalhas. Jornalistas (?) competiram para conseguir a imagem mais chocante, impactar o público a qualquer preço. Será essa a verdadeira missão da imprensa? Talvez não haja exagero em algumas abordagens? Afinal de contas, não é todo o dia que acontece uma catástrofe como essa, portanto se deve aproveitar ao máximo, extrair todo e qualquer conteúdo da notícia, mesmo que ela fira aquele que sofre. A ideia é mostrar um país de selvagens, mais ainda após esse terremoto, e não procurar mostrar que aqueles que oferecem migalhas são tão responsáveis por todas essas mortes (por meio dos séculos de dominação e empobrecimento do Haiti) quanto a Terra revolta.

Sugestão de Prof. Toni

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Terremotos e terremotos


A mais recente notícia é sobre o tremor de 8,8 graus na escala Richter que atingiu majoritariamente o Chile e com menor intensidade os países vizinhos. Sem dúvida, uma catástrofe que gerou perdas econômicas e, principalmente, de vidas. A outra grande manchete de 2010 foi o terremoto que destruiu (ainda mais) o Haiti, gerando mais de 200 mil mortos. Meu temor é que o Haiti seja esquecido e as atenções de voltem exclusivamente para o Chile. Ambos os tremores destruiram e vitimaram pessoas, mas o que não podemos esquecer é que o Haiti é o país mais pobre das Américas e já não contava com grande estrutura social e política adequadas.

Alguns aspectos técnicos ilustram as diferenças entre os tremores. Apesar de ter tido o valor mais alto na escala Richter, o tremor chileno foi mais profundo, e seu epicentro (local de origem) foi no mar. No caso haitiano, o terremoto (de intensidade 7) foi gerado sob uma cidade e numa profundidade menor.
Além disso, as construções do Haiti eram mais precárias e menos estruturadas do que as chilenas.

O Chile é um país estável e com grande quantidade de recursos para garantir a sua plena recuperação. A ilha caribenha necessita muito mais do apoio internacional. Repito: não estou minimizando a tragédia chilena, mas sim propondo que o Haiti não caia no esquecimento dos demais Estados novamente, desde sua independência.

Para saber mais, a BBC fez uma apresentação ilustrando como se processam os terremotos, clique aqui para ver. Os grandes veículos de comunicação online fazem a cobertura dos desdobramentos do tremor no Chile e no Haiti, basta escolher qual a mídia mais completa no "cardápio".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Andar de ônibus em São Paulo

Após dias seguidos de um calor abominável, cai a chuva sobre a grande capital. O indivíduo está no ônibus. Em uma posição desconfortável, escora-se de forma precária sobre as grades de apoio de antes da catraca, imediatamente ao lado do cobrador. Mais um dia comum. A cada ponto que vai passando, o veículo enche cada vez mais. Pessoas retornando de seus trabalhos, estudos, passeios. A chuva aumenta. Os grandes pingos de água açoitam as janelas e começam a entrar no ônibus. Reação unânime e imediata: começa-se a lacrar as janelas. Todos os temores de epidemias de gripes suínas parecem ter sido afastados da vista do grande público: no jornal não fala mais, portanto acabou. A temperatura dentro da abominável lata de sardinhas vai subindo: são mais de sessenta aquecedores-humanos a uma temperatura de 36,5 °C. Os vidros começam a embaçar. Os vapores de muitas respirações se misturam. Há um cheiro no ar. Pior do que sujeira, o odor é do descaso, penetra até o ponto mais fundo da alma. Ali, naquele local, seres humanos que pagam um alto valor para circularem por vias esburacadas e cheias de água são obrigados a permacerem de pé, desconfortáveis, imundos, respirando um ar quente, pesado, opressor. O indivíduo observa seus semelhantes. Até que ponto toleram? Cada um com seus pares de fones de ouvido. Alguém atende o celular. Há uma conversa entre dois conhecidos. A chuva vira uma garoa. Mesmo após cessada a queda de água algumas pessoas não abrem as janelas que lacraram. A apatia é tamanha que nem o calor horroroso parece incomodar mais. O indivíduo observa atônito, sem poder fazer coisa alguma. Sua mochila pesa. Ao seu lado há alguns idosos, cujos lugares garantidos por lei estão ocupados por alguém que se julga mais cansado do que aqueles que trabalharam durante muitos e muitos anos. Entra uma mulher com uma criança de colo. O cobrador se levanta:

- Alguém, por favor, podia dar o lugar pra senhora com a criança?

Há um banco ocupado por um homem e uma mulher. A mulher se levanta e dá lugar à sua companheira que traz nos braços um pedacinho de gente que ainda não pode compreender como funcionam as coisas por aqui. O homem que ocupa o lugar preferencial e que não fez menção alguma de ceder o seu lugar finge que não ouve o cobrador:

- De preferência o homem, né?

Chegamos ao destino final. Cada um desembarca e segue solitário, sem se revoltar ou ter qualquer atitude de indignação. O indivíduo que pensou durante sua viagem desce também. O que fazer? Por ora, não há nada o que fazer. Disse bem: por ora.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Brevemente

Amigos e amigas, peço desculpas pela ausência. Agora esse é um Blog universitário. Brevemente de um jornalista graduado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Peço paciência, pois esse período inicial na universidade está um pouco conturbado. Brevemente, voltarei a escrever.

Grandes abraços!