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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sob as sombras

Do Estadão.com.br



Novas estações da Linha Amarela do Metrô seguem sem data de abertura


Desde 2001, governo estadual divulgou oito prazos para conclusão da primeira fase da Linha 4


SÃO PAULO - Mais de sete meses após a inauguração de duas estações - Faria Lima e Paulista - da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, continua sem data definida a abertura de outras quatro paradas (Butantã, Pinheiros, República e Luz) que possibilitarão a conclusão da primeira fase das obras. O novo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou, ao assumir o mandato, no último dia 1°, que a entrega das estações restantes fica para "até o fim de 2011", embora tenha dito que não "gostaria de precisar esperar até lá". É a oitava data divulgada pelo governo do Estado desde 2001, quando foram abertas as licitações para a construção da linha. As sete anteriores não foram cumpridas. Até agora, mais de R$ 2,3 bilhões já foram investidos nas obras.




Veja também:


especialLinha do tempo: Atrasos da Linha 4


linkTecnologias prometidas não funcionam



Além da falta de prazo, o trajeto já aberto ainda não dispõe de tecnologias prometidas para a Linha 4, considerada uma das mais modernas do mundo. O sinal de antena para celulares, presente em todas as outras linhas, ainda não começou a funcionar. Também não há prazo para as estações ganharem rede Wi-Fi (internet sem fio de livre acesso, presente em aeroportos, shoppings, hotéis e outros), como chegou a ser prometido ao longo da construção. As modernas escadas rolantes, que dispõem de um sistema de economia de energia automático, reduzindo a velocidade em caso de baixo movimento, ficam subutilizadas durante vários minutos ao longo do pequeno horário de funcionamento.


Segundo o Metrô, "a entrega (das demais estações da primeira fase) depende da conclusão bem sucedida de uma série de complexos e exaustivos protocolos de testes". A previsão, por enquanto, se restringe aos "próximos meses". Primeiramente, devem ser entregues Butantã e Pinheiros, cujas obras de engenharia já foram concluídas.


Quanto às demais estações (Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis, Morumbi e Vila Sônia), um documento de prestação de contas da Secretaria de Transportes Metropolitanos, do fim do ano passado, trouxe a data de 2012, sem especificar o mês, para a abertura. Mas o próprio Metrô, no ano passado, falou em 2013. As obras para esta fase, que incluem um túnel para manobra de trens e a finalização das estações, se encontram em fase de início e preveem investimentos de mais US$ 344 milhões.


No fim do ano passado, segundo um engenheiro que participou dos ensaios nas estações que passam pelos testes, os protocolos envolveram ensaios de abertura e fechamento do sistema de portas de plataforma, que em algumas estações apresentou problemas pontuais. De acordo com ele, "fazem-se mil paradas" dos trens nas plataformas, por exemplo. Destas, as composições devem se alinhar com precisão milimétrica às portas em "997 ou 998 vezes, no mínimo."


Caso pequenos ajustes sejam necessários, o protocolo deve ser repetido até que haja a certeza plena do funcionamento perfeito, conta ele. Assim também ocorre com sistemas de sinalização, comunicação e com o desempenho dos próprios trens, em itens como frenagem, aceleração, ar condicionado, etc. "São dezenas de itens testados exaustivamente", diz.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Apertem os cintos, o governo (?) sumiu

Conversando com meu amigo Luiz Lusitano, ele não deixa de considerar a possibilidade de gente que se atira nos trilhos. Cita um fiscal: "Acontece com mais frequencia do que nós imaginamos, mas eles não podem noticiar, sempre falam que é falha."


Vale a pena considerar. Pois se é isso mesmo, a situação é muito mais grave do que imaginamos.


Do UOL Notícias



Após mais de duas horas, estações da linha azul do metrô de SP voltam a funcionar


Após mais de duas horas, as três estações da linha 1-azul do metrô de São Paulo que estavam fechadas desde as 6h40 desta quinta-feira voltaram a funcionar às 9h. Ficaram fechadas as estações Jabaquara, Conceição e São Judas.


Veja imagens dos transtornos no metrô
Passageiros relatam situações nas estações
Leitores relatam problemas no metrô de SP
Falha na linha azul gera lentidão nas linhas verde e vermelha do Metrô


A paralisação foi causada por uma falha em equipamento da via. O problema aconteceu próximo à estação São Judas e os trens circulam apenas entre Tucuruvi e Saúde, de acordo com o Metrô.


Para atender à demanda no trecho das estações fechadas, o Metrô acionou o Paese (um plano de auxílio em situação de emergência). Também foi solicitado o remanejamento das linhas de ônibus integradas a estas estações.


A falha gerou lentidão também para quem usa apenas as linhas 2-verde ou 3-vermelha. De acordo com o Metrô, havia maior tempo entre os trens e paradas mais longas nas estações, principalmente com a aproximação da estação Sé --que liga a linha vermelha com a linha azul-- e das estações Paraíso e Ana Rosa --que ligam a linha verde à linha azul.


RELATOS


Usuários relataram problemas por conta do fechamento das estações. "O principal problema é a enorme quantidade de passageiros que vem de outras regiões com o Trolebus, como Diadema, ABC e desce no Jabaquara. Duas pistas da avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira sentido centro, ficaram bloqueadas devido a quantidade de pessoas no ponto de ônibus", conta o usuário Ramon Anisio.


Já Iris Legramante relata que os passageiros caminhavam até a estação Saúde do Metrô para embarcar. "Uma aglomeração se encontra próximo às catracas e à entrada do metrô. Trens estão sendo recolhidos e ônibus estão lotados", diz.


Quem usa outras linhas do Metrô, também teve problemas. "Cheguei à estação Alto do Ipiranga por volta das 7h20. Percebi que algo havia de errado pelo número excessivo de usuários, muito maior do que a quantidade em dias normais", conta Fábio Nicodemos dos Santos.